
Délia Melo
Deputada pelo PSD na ALRAA
Janeiro. Ano Novo, Vida Nova! Às 12 badaladas que separam os dias 31 de dezembro e 1 de janeiro, são feitas resoluções para um Ano Novo, isto é, objetivos traçados para a etapa que se avizinha. Todos pedem mais e melhor ou, pelo menos, a continuidade do ano anterior, caso este tenha sido bom.
Em termos políticos, o ano de 2024 será marcado por 3 atos eleitorais – as regionais, as nacionais e as europeias. Por isso, importa a população também refletir sobre aquilo que quer para os próximos tempos. Nada como fazer o balanço do que já viveu, das políticas implementadas e dos impactos das mesmas na vida de cada um.
Nos Açores, pela primeira vez na nossa autonomia, foi interrompido um ciclo de governação. A Coligação estava a dar resposta aos problemas dos açorianos, situação que incomodou a oposição.
Já se questionaram qual a vantagem em antecipar o ato eleitoral, através da reprovação de um plano e orçamento? A resposta é que não há uma única vantagem para os açorianos. Já as desvantagens são inúmeras, desde logo o direito de os trabalhadores da Administração Pública Regional progredirem nas suas carreiras sempre que alcancem seis pontos de avaliação, reduzindo em 40% o tempo máximo necessário para cada progressão. Cerca de 20 mil trabalhadores ficaram prejudicados. Para além disso, os aumentos em apoios sociais que estavam previstos também ficam suspensos.
Foi assim, sem dó nem piedade, que o Partido Socialista lesou os açorianos.
É bom invocar a memória para perceber como há partidos que, atualmente, estão mais preocupados com a sua sobrevivência política do que com os açorianos. Entre 1996 e 2000, o PS governou os Açores em minoria e o PSD, numa atitude responsável, absteve-se nos orçamentos de 1998, 1999 e 2000, precisamente para não prejudicar os Açores. É notória a diferença de comportamento, é notório o verdadeiro propósito de cada um na política!
Para a Coligação liderada por José Manuel Bolieiro, as resoluções de Ano Novo serão, em grande parte, as medidas constantes no Plano e Orçamento de 2024. O atual presidente será o único candidato que pode “prometer”, porque a maior confirmação de que irá cumprir são as provas já dadas ao longo dos últimos três anos. Para além disso, as medidas inscritas nos instrumentos financeiros rejeitados no último plenário tinham colhido grande aceitação da população, pela pertinência de que se revestiam.
Resta saber quais são as resoluções do Partido Socialista. Vão prometer manter a Tarifa Açores quando diziam que era ilegal, irresponsável e inexequível? Vão prometer manter a baixa de impostos quando diziam que era irrealista e que o governo perderia muita receita? Vão prometer manter os valores do Compamid ou do designado “cheque pequenino” que duplicaram com o Governo de Coligação, quando nunca o fizeram por opção política? Vão prometer manter as creches gratuitas para todas as crianças quando nunca o fizeram enquanto governaram? Vão prometer manter o fim dos rateios aos agricultores quando nunca o fizeram, prejudicando muito os nossos agricultores? A ver vamos.
Agora, cabe a cada Açoriano fazer um balanço e decidir o que quer para o Ano Novo, se a continuação de um rumo bem definido, que tem tido consistência com o Governo de Coligação, ou se um regresso ao passado, ao socialismo assistencialista que empobreceu a Região, com as políticas de Vasco Cordeiro.
No dia 4 de fevereiro, não fiquem em casa e façam uma escolha consciente!
Votos de um feliz 2024!
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