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Lagoa do Fogo sem serviço de shuttle em época alta

© ACÁCIO MATEUS
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O Grupo Parlamentar do PS-Açores visitou a Lagoa do Fogo onde foi possível constatar a inexistência do serviço de transporte que, em anos anteriores, assegurava o acesso condicionado àquele espaço natural durante os períodos de maior afluência turística.

Marlene Damião evidenciou a “falta de planeamento do governo regional” relativamente a um serviço que o próprio executivo considerou “essencial para compatibilizar a proteção ambiental da Reserva Natural da Lagoa do Fogo “com o acesso ordenado de residentes e visitantes.

“A Lagoa do Fogo é um dos espaços naturais mais emblemáticos dos Açores e uma das principais atrações turísticas da ilha de São Miguel. A elevada procura deste local é conhecida há vários anos e, por isso, é difícil compreender que, numa fase de maior afluência, continue sem estar disponível um serviço que já foi utilizado anteriormente para responder a esse desafio”, afirmou.

Marlene Damião recorda que o modelo de acesso condicionado através de transporte coletivo não constitui uma novidade e surgiu precisamente para assegurar uma gestão equilibrada entre a preservação ambiental e a experiência de quem visita aquele espaço natural.

“Quando existe um modelo já testado e cuja necessidade é reconhecida, compete ao governo preparar atempadamente os procedimentos necessários para garantir a sua continuidade. Um espaço com a importância da Lagoa do Fogo não pode ficar dependente de atrasos ou de soluções de última hora”, defendeu.

A parlamentar socialista entende que a atual situação evidencia a necessidade de maior capacidade de antecipação e organização por parte do governo, sobretudo num território cuja economia beneficia fortemente da atividade turística.

“Os açorianos e quem nos visita esperam que um dos mais importantes patrimónios naturais da região seja gerido com previsibilidade e planeamento. É precisamente para evitar situações como esta que os processos devem ser preparados com a antecedência necessária”, sublinhou.

Marlene Damião considera ainda que o governo regional deve esclarecer quando prevê assegurar o funcionamento regular do serviço e garantir que são retiradas as devidas conclusões deste episódio para evitar que problemas semelhantes se repitam nos próximos anos.

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