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Imagens de Santa Cruz expostas no Museu Vivo do Franciscanismo

exposição museu franciscanismoRiberia GRande

O Museu Vivo do Franciscanismo, na Ribeira Grande, já ultrapassou, nos primeiros quatro meses do corrente ano, o número total de visitantes registados ao longo de 2015. Se ao longo do ano transato o museu recebeu 2279 visitas, desde janeiro até final de abril de 2016 já superou as 2400 entradas.

Os dados estatísticos foram revelados pelo presidente da Câmara da Ribeira Grande, Alexandre Gaudêncio, no decorrer da inauguração da exposição “Imagens de vestir, um reflexo da devoção franciscana em São Miguel nos séculos XVII a XIX”, mostra que estará patente até 1 de junho próximo no horário compreendido entre as 10.00 e as 16.00 horas dos dias úteis.

Mas não só de divulgação se faz a aposta da autarquia que, em 2015, realizou obras de reforço do coro alto e, no ano em curso, está a proceder à recuperação e conservação do órgão do coro alto, procurando assim “salvaguardar parte importante da sua história cultural e religiosa”, acrescentou o edil.

Quanto à exposição em si, organizada pelo Museu Vivo do Franciscanismo e pelo Centro de História d’Aquém e d’Além-Mar, reúne um conjunto de imagens processionais utilizadas por diversas irmandades da Ordem Terceira da Penitência de São Francisco, na ilha de São Miguel, durante os séculos XVII a XIX.

O objetivo da exposição é proporcionar o contato direto com o fenómeno da utilização das imagens de vestir, esculturas que se evidenciavam pela originalidade cenográfica, na qual eram utilizados vestuário e adereços cénicos como complementos dos respetivos conjuntos escultóricos.

Pretende compreender as diversas componentes da utilização deste tipo de imaginária, bem como o registo do legado patrimonial que os seculares franciscanos perpetuaram até à atualidade, materializado num processo de patrimonialização das suas imagens de vestir, expresso através dos rituais de vestimenta que estiveram por detrás do uso destas imagens sacras.

Estão expostas imagens provenientes das igrejas de São José (Ponta Delgada), Santa Cruz (Lagoa), São Francisco (Vila Franca do Campo), Matriz (Maia) e do Museu Vivo do Franciscanismo.

DL/CMRG

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