A Secretaria Regional da Agricultura e Florestas lançou um concurso público para a venda de madeira de criptoméria certificada com o eco-rótulo do FSC® e a reflorestação de 154,78 hectares das áreas cortadas.
O concurso, publicado esta quarta-feira, dia 3 de maio, em Jornal Oficial, estipula que o prazo de exploração será de cinco anos, tendo o Secretário Regional da Agricultura e Florestas, João Ponte, considerado que este período representa “uma garantia de fornecimento regular de material lenhoso às empresas que necessitem de consolidar as relações comerciais com os seus clientes”.
Segundo o executivo regional, as áreas de corte e reflorestação abrangidas por este concurso situam-se nos Núcleos Florestais da Tronqueira, Lomba de São Pedro e Água Retorta, inseridos no perímetro florestal da ilha de São Miguel, nos concelhos do Nordeste, Ribeira Grande e Povoação.
O Governo dos Açores iniciou em 2014 a gestão ativa das áreas florestais que tem sob sua responsabilidade, através da seleção de áreas para corte e da definição de um conjunto de operações e normativos a atender na sua exploração.
Estas opções, que se consubstanciam num Plano de Gestão Florestal e que levam ao reordenamento florestal das áreas exploradas, visam também o rejuvenescimento da floresta pública açoriana, com respeito pelos valores naturais que lhe estão associados e tendo o cuidado de minimizar os impactos muitas vezes associados a este tipo de ações.
Com esta medida, o Governo dos Açores procura potenciar o surgimento de novos negócios na área da transformação e inovação, associadas à fileira da madeira, e contribuir para o aumento das exportações.
Neste contexto, o eco-rótulo do FSC®, que atualmente distingue a ‘Criptoméria dos Açores’, e a existência da Norma Portuguesa para marcação CE da madeira de Criptoméria reforçam a competitividade que esta tem vindo a demonstrar, conquistando consumidores e mercados, no país e no estrangeiro.
A Criptoméria Japónica é uma das espécies mais representativa da produção florestal dos Açores, gerando anualmente um volume de negócios de 12 milhões de euros.
João Ponte salientou que a floresta dos Açores, para além da importância em termos ambientais, de desenvolvimento do território e de proteção da erosão dos solos, tem uma “área muito importante”, que é a da transformação, venda e exportação de madeira.
Nos últimos quatro anos, adiantou João Ponte, foram plantadas “cerca de três milhões de árvores” no arquipélago, a maioria criptomérias, mas também resinosas, folhosas e endémicas.
DL/Gacs
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