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“Envolvimento dos Açores na Grande Guerra decorre da geografia”

O Secretário Regional da Educação e Cultura afirmou esta quinta-feira, dia 13 de julho, em Ponta Delgada, que o envolvimento dos Açores na I Guerra Mundial é “uma decorrência da geografia”, de um posicionamento estratégico “de privilégio” do arquipélago a meio do Atlântico norte.

Avelino Meneses, que falava na abertura da conferência internacional ‘A Grande Guerra e os Açores: da estratégia naval à guerra de trincheiras’, sublinhou que o posicionamento do arquipélago entre dois continentes suscitou o interesse dos principais países envolvidos no conflito, uma “cobiça” também visível nos “contendores de todos os tempos, inclusivamente nos de hoje”.

Segundo o executivo regional, a instalação de uma base naval norte-americana em Ponta Delgada e as estações de cabos submarinos na Horta são, salientou Avelino Meneses, os sinais de “maior evidência” da participação açoriana no primeiro conflito mundial do século XX.

Para o Secretário Regional, nesse período, em que Portugal vivia uma situação de convulsão motivada pela participação na guerra e pela implantação da República, gerou-se nos Açores um “sentimento de repulsa”.

Um sentimento que “fez renascer a verve autonomista, eventualmente separatista, atinente à colocação dos Açores à margem da perturbação de Portugal”, acrescentou.

Este movimento político “ancorado numa reflexão regionalista”, que chegou a conseguir a consagração, em decreto de 16 de fevereiro de 1928, dos “princípios e páticas autonomistas do termo do século XIX”, foi, no entanto, sufocado com a ascensão de Salazar ao poder, frisou Avelino Meneses.

Por todas estas razões, defendeu o Secretário Regional, importa estudar as implicações da I Guerra Mundial que “verdadeiramente” marcaram a abertura de “um novo século” que, entre outros aspetos, “permitiu a institucionalização da Autonomia”.

DL/Gacs

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