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A arte do urban sketching: “fico rabugenta quando não desenho”

É artista por prazer e aprendeu quase tudo o que sabe com ela própria. Desenha todos os dias e faz do urban sketching uma terapia sem a qual já não vive

Ana Margarida é oficial de justiça mas é fora dos tribunais, e através da arte, que mais gosta de se expressar © DL

O seu caderno de desenho é um dos seus melhores amigos. Nele guarda o que vê e transpõe para o papel o que os seus olhos filtram e a sua mão retrata com a ajuda dos pincéis e sobretudo das aguarelas, a sua forma preferida de pintar.

Ana Margarida Carvalho, 55 anos, é oficial de justiça mas é fora dos tribunais, e através da arte, que mais gosta de se expressar.

Começou a fazer urban sketching [desenho urbano] há cinco anos com o grupo Vadios Azores Sketchers. “Fui ao encontro e fui desenhar com eles. Não correu nada bem. Primeiro, a dificuldade dos urban sketchers é conseguir meter tudo o que queremos dentro de uma folha de papel que é pequena, um caderno. Fiquei envergonhada e com vontade de deitar fora porque sou exigente comigo. Disse, não vou mais porque isso não é para mim”, conta ao Diário da Lagoa (DL). Mas a sua desilusão inicial foi empurrada para trás das costas com...

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