Log in

“A qualquer hora do mundo podemos vir para cá”

Fazem aquilo que muito poucos estariam dispostos a fazer e, na morte, quase nada os surpreende. Como é ser coveiro em tempo de pandemia?

Paulo Fragoso (à esq.) e Paulo Vital (à dir.) são os dois coveiros do cemitério municipal © DL

No maior cemitério do concelho da Lagoa, Paulo Vital, 42 anos, conhecido por todos como “Malassada”, e Paulo Fragoso, 38, não coincidem na idade mas coincidem no nome próprio, na naturalidade – são os dois de Santa Cruz – na leveza com que encaram o trabalho que têm de fazer, e não só. São os dois coveiros no cemitério da freguesia onde cresceram. Ambos passam há vários meses pela pandemia – já lá iremos.

Desde pequenos que ambos se habituaram a lidar com um tema que costuma afastar até os mais curiosos. E a naturalidade com que falam daquilo que fazem, fá-los recuar, sem esforço, à infância.

Cemitério municipal fica localizado na freguesia de Santa Cruz © DL

“Fui criado aqui dentro, desde pequenino. Quando morria um melro, eu cortava as cortinas da minha avó, cobria o melro e fazia os prantos, velava e tudo”, começa por contar, a rir, Paulo Vital. As memórias do colega também...

Artigo exclusivo para assinantes

Assine já por apenas 0.5€ e ajude-nos a contribuir para um jornalismo mais independente.

Por apenas 0.5€ poderá continuar a ler este artigo.