
À procura de quem ainda constrói barcos de boca aberta em madeira, na ilha de São Miguel, quisemos saber mais sobre a arte, tendo surgido o nome de António José de Melo, natural de Vila Franca do Campo. Com o nome e uma indicação, o Diário da Lagoa (DL) saiu da redação rumo à antiga capital da ilha. Com um “fica no porto da Vila”, lá chegamos e após abordar os locais bateu-se à porta de um armazém, pintado de ferrugem devido à erosão provocada pelo sal do mar. Apenas alguns instantes depois aparece António José de Melo, com um balde na mão, e dirige-se calmamente até nós. Convida-nos a entrar e começa por contar que tem “65 marés” numa alusão à sua ligação com ao mar.
Ao DL conta que a sua vida profissional começou aos 10 anos “após acabar a escola”. Aprendeu a arte de calafate com o seu pai que trabalhava como chefe de construção naval na Sociedade Corretora. “Fiz os...
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