
Há mais de 40 anos que António (nome fictício), que pediu para não ser identificado, não guardava qualquer dinheiro em bancos. Habituou-se desde sempre a guardar o que era dele, com ele. Tinha tudo em casa: o ouro dele, da mulher e o dinheiro de uma vida. “O que eu apurava, ia sempre pondo ali, não punha nada no banco, aconteceu, o que é eu hei-de fazer?”. O que aconteceu, nem António, nem ninguém imaginaria. Numa altura em que ter uma conta num banco é comum à maior parte das pessoas, ainda há quem mantenha velhos hábitos e recuse entregar o que tem, à guarda de terceiros.
O móvel que hoje guarda os inúmeros medicamentos que toma, foi em tempos, o móvel que guardava todo o dinheiro e ouro que possuía. No interior, agora aberto e sem portas, estão uma série de embalagens. Antes do assalto, no lugar das pequenas caixas de cartão, estavam cerca de 150 mil euros em dinheiro e várias peças em ouro. “Dentro do móvel tinha um...
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