
A Escola Básica Integrada (EBI) de Lagoa, na ilha de São Miguel, reafirmou o seu papel na educação ambiental com a cerimónia oficial do hastear da Bandeira Verde, o galardão máximo do projeto Eco-Escolas. O gesto, que simboliza a dedicação da instituição às boas práticas ecológicas e à gestão sustentável de recursos, reuniu alunos, docentes e funcionários num momento de celebração do percurso trilhado em prol do ambiente.
A dinâmica ambiental da EBI de Lagoa terá continuidade já no próximo dia 25 de março, data escolhida para assinalar o Dia Mundial da Árvore e da Floresta (originalmente a 22 de março). A iniciativa, que parte de um convite endereçado pelo Clube Ecotrilhos, incluirá a plantação de uma árvore de fruto cedida pelos Serviços Agrários de Ponta Delgada. Com esta atividade prática, a escola pretende sensibilizar os estudantes para a preservação das florestas e para o seu papel crucial na conservação da biodiversidade, incentivando uma cultura de cuidado direto com o património natural do concelho.
Segundo nota enviada pela autarquia, o ato solene do hastear da bandeira contou com a participação do presidente da Câmara da Lagoa, Frederico Sousa, acompanhado pela vereadora da educação, Albertina Oliveira, e pela presidente da Junta de Freguesia de Nossa Senhora do Rosário, Lucrécia Rego.

A Escola Básica Integrada (EBI) de Ponta Garça, no concelho de Vila Franca do Campo, prepara-se para transformar o quotidiano dos seus alunos e da comunidade local com a realização de mais uma Semana Cultural, que decorrerá entre 23 e 27 de março. Sob o lema “Explorar, Criar e Aprender”, a iniciativa, comunicada pela própria instituição, pretende reforçar os laços entre o estabelecimento de ensino e a sociedade civil, contando com a colaboração de diversas entidades ligadas à ciência, ao ambiente e à cultura açoriana. O arranque das atividades destaca-se pela vertente prática e formativa, incluindo a II edição da Feira de Empregabilidade, Formação e Educação, que reunirá várias escolas profissionais da ilha de São Miguel para apresentar soluções de futuro aos jovens estudantes.
A programação deste ano assume uma forte componente de identidade regional, estando patente uma exposição comemorativa dos 50 anos da Autonomia Regional, organizada pelo Departamento de Ciências Sociais e Humanas da escola. A inovação tecnológica e o conhecimento científico também marcam presença através de um atelier de robótica e da instalação de um planetário, este último sob a responsabilidade do Observatório Astronómico de Santana Açores (OASA). No campo da literatura, a Biblioteca Escolar será o palco do evento “Chá com Letras”, onde serão apresentadas as obras “O Ciclo do Leite”, de Mariana Magalhães e Cristina Quental, e “Aqui Nasceu Ponta Garça”, da autoria de Renato Nunes, além da leitura de “Contos com Garça” por Rosa Cardoso e da partilha digital de cerca de 100 recomendações de livros no formato booktoker.
O cartaz cultural estende-se ainda à música e à criatividade artística, com um concerto do grupo “Pura Folia” e atuações dos músicos emergentes Tomás Sampaio e Marta Tavares. Ao longo da semana, os alunos participarão em oficinas de artesanato, pintura de murais, feiras de plantas e atividades físicas, não esquecendo a vertente ambiental com a plantação de espécies endémicas.
O encerramento da Semana Cultural, agendado para o último dia, será marcado pelo sentido de pertença e tradição: a Associação de Pais organiza uma Romaria que levará toda a comunidade educativa até à Igreja de Nossa Senhora da Piedade para uma celebração eucarística, terminando com um lanche convívio que celebra os costumes enraizados na freguesia de Ponta Garça.

O executivo açoriano vai avançar com uma redução do Imposto sobre os Produtos Petrolíferos e Energéticos (ISP) para mitigar o impacto da escalada de preços nos combustíveis. Segundo a nota de imprensa enviada pela Secretaria Regional das Finanças, Planeamento e Administração Pública, a medida terá efeitos práticos já na próxima atualização de preços, agendada para o mês de abril, servindo de amortecedor face à instabilidade dos mercados internacionais e ao conflito no Médio Oriente.
Durante o anúncio feito na Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, o secretário regional Duarte Freitas explicou que o objetivo central desta intervenção é “conter a subida do preço dos combustíveis”, procurando aliviar a pressão financeira que recai atualmente sobre as famílias e as empresas açorianas, incluindo a comunidade da Lagoa, onde os custos de transporte e produção têm impacto direto na economia local.
Paralelamente à questão energética, o governante revelou que o executivo está atento à volatilidade das taxas de juro e ao seu reflexo no orçamento das famílias. Duarte Freitas admitiu estar a “equacionar a possibilidade de reativar” o programa Credithab, caso se verifiquem aumentos anormais nos encargos bancários, garantindo assim um mecanismo de apoio para quem enfrenta maiores dificuldades em suportar os custos com a habitação.
No que concerne ao custo de vida, a nota oficial confirma ainda um reforço na fiscalização dos bens essenciais: a monitorização de preços, que tinha passado a ser trimestral, regressa ao modelo mensal. Esta alteração permitirá, segundo o secretário Rregional, “reagir mais rapidamente a qualquer variação anormal” nos preços, garantindo uma proteção mais eficaz dos consumidores num período marcado pela forte instabilidade económica.

A infância tem um tempo próprio, feito de rituais simples, de cheiros a açúcar acabado de pesar e de passos miúdos a ecoar em escadas de madeira. É desse tempo que guardo a memória da minha irmãzinha Lina — a nossa Lina Manuela — levada cedo demais, aos 38 anos, há já 26. Mas há infâncias que não morrem. Ficam suspensas, intactas, como se ainda descessem as escadas aos saltinhos.
Tínhamos um cãozinho chamado Tim, nome roubado às aventuras de Enid Blyton, cujos livros eu lia e colecionava com devoção. Depois passava-os ao Duarte e à Lina, mais pequenos, para que também viajassem por aqueles mundos de mistério e coragem. Assim crescíamos: entre páginas folheadas com cuidado e latidos felizes no quintal.
As nossas brincadeiras começavam — e quase sempre acabavam — na mercearia do nosso pai, a lendária “A Cova da Onça”. Ali aprendemos a ser gente. Eu fazia de caixeiro de balcão; o Duarte enchia saquinhos de meio quilo e de quilo de açúcar com uma concentração de homem feito; e a Lina era a cliente, entrando e saindo com a seriedade divertida de quem representa um papel importante.
Antes de irmos para a rua — fosse para os quintais dos amigos, fosse para o nosso — passávamos sempre pela mercearia para tomar a bênção ao nosso pai. Era um gesto antigo, aprendido desde que começámos a falar, desde que percebemos que éramos gente deste mundo. De manhã e à noite. Todos os dias. Sem falhar.

A vida girava em torno daquela porta aberta para a rua, naquela vila que não tem comparação: Água de Pau. Ali conheci o mundo rural, o povo e as suas histórias, as vozes que se cruzavam ao balcão, as mãos calejadas do trabalho, os silêncios cheios de significado e de resignação antiga. É dessa seiva viva que nascem os meus livros, Antes Que A Memória Se Apague – Crónicas de Água de Pau, volumes I e II, e o III que verá a luz neste ano de 2026. Porque há terras onde, se as pessoas não querem — ou não sabem — contar a sua história, a própria terra a conta por elas. Basta caminhar pelas suas ruas e as perguntas e as respostas caem em catadupa. Em cada rua há um fontanário que ora une duas artérias, ora as divide ao meio; em cada porta há um artesão ou uma tecedeira, um mestre de alguma — ou de toda — a obra: da carpintaria, da pedra, da pintura; um antigo caiador de cal branca nas fachadas, um sapateiro de sola gasta, um moleiro de farinha no ar, um padeiro de madrugada acesa.

E as alcunhas — essas metáforas vivas da identidade popular, esses vocábulos que são património oral — Urbano Escorrega, Zé Vira-o-Bolo, Mané Arranca-Tocas, Zé-Bela-Areia, Serafim Gaiafo, António Pim-de-Leite, Laracha, Virgínio Arrepiado, Guilherme Cadela, Zé Borges Carranca, Zé Elias Pinguinha, Zé dos Pulinhos… nomes que são já narrativas inteiras, pequenas crónicas ditas de boca em boca, onde a palavra levanta reputações ou as derruba, emociona corações ou fere suscetibilidades. Porque numa terra assim, a palavra é património: pesa, constrói, eterniza. E, ainda assim, há uma diferença essencial quando essa palavra nasce da inocência.

Foi ali, num desses dias iguais a tantos outros, que a magia da palavra se revelou. A Lina teria sete ou oito anos. Desce as escadas aos saltinhos, agarrada ao corrimão de madeira que ligava a casa à “Cova da Onça”. Vai direita ao nosso pai para lhe pedir a bênção. Ele conversava com um antigo amigo do Liceu de Ponta Delgada. Aproxima-se, beija-lhe a mão e a face — como mandava o ritual — e, depois de observar atentamente o senhor que o acompanhava, dispara com a frontalidade luminosa da infância:
– O senhor tem um nariz tão comprido, não tem?
O meu pai ficou visivelmente incomodado. O amigo, porém, manteve a serenidade:
– Não… isso então é que não tenho!
A Lina, intrigada, insiste:
– Ah, não tem?
– Não, querida. Estás a confundir tudo. Eu não tenho o nariz comprido. O que eu tenho é a cara recuada!
– Ãhn!!
E ficou por ali. Não percebeu, mas também não se demorou. Virou costas e foi a correr para o quintal, onde o Tim a esperava para mais uma aventura.
E é aqui que o título ganha corpo e verdade. A palavra pode ferir quando nasce do orgulho, pode derrubar quando nasce da malícia, pode emocionar quando nasce do amor — mas, na boca de uma criança, ela não pesa, não calcula, não mede consequências. Ela é pura. É espelho. É verdade sem intenção de magoar.
A Lina não quis ferir. Apenas viu e disse. E nessa simplicidade reside a magia. A inocência não conhece diplomacias; conhece apenas o mundo tal como o enxerga.
Hoje, ao recordar a sua partida em março de 2000, e a do nosso pai em março de 1982, percebo que as palavras permanecem. São elas que levantam a memória, que impedem que o tempo derrube o que fomos.
E enquanto houver palavra — e memória — a Lina continuará a descer as escadas aos saltinhos, agarrada ao corrimão, pronta a dizer ao mundo, sem filtros e sem medo, aquilo que vê.
Porque, sim:
A palavra levanta ou derruba, emociona ou fere — mas da boca duma criança, tem magia.

O património construído de Vila Franca do Campo volta a estar sob os holofotes nacionais com a participação do Santuário Mariano de Nossa Senhora da Paz na iniciativa “Novas 7 Maravilhas de Portugal”. Em 2026, o projeto que mobiliza o país em torno da sua herança histórica celebra duas décadas de existência e conta, nesta edição, com o apoio estratégico do VisitPortugal. O monumento vilafranquense surge como um dos candidatos na corrida à eleição dos exemplos mais notáveis do edificado nacional, num processo que culminará com a votação popular para determinar os vencedores.
A importância desta candidatura para a afirmação cultural do concelho foi sublinhada durante a cerimónia oficial de apresentação do projeto, que contou com a representação direta da autarquia. Segundo informação da Câmara Municipal de Vila Franca do Campo, a vereadora Margarida Pinheiro marcou presença no evento, reforçando o compromisso da autarquia na valorização e promoção dos ativos patrimoniais que definem a identidade local.
Este certame, que visa refletir a diversidade histórica e cultural de Portugal, coloca o Santuário da Nossa Senhora da Paz num patamar de visibilidade acrescida, incentivando não só o turismo religioso e cultural, mas também o envolvimento direto da comunidade na preservação da memória coletiva. A técnica da votação popular, pilar central deste concurso, desafia agora os cidadãos a reconhecerem a relevância arquitetónica e espiritual do monumento, que continua a ser um dos postais mais significativos da nossa região.

A anteproposta de reforma laboral “Trabalho XXI”, atualmente em discussão na concertação social, está a suscitar sérias reservas no seio da Igreja Católica, que aponta um desequilíbrio entre a procura pela eficiência económica e a salvaguarda da dignidade humana. Em declarações recolhidas pelo sítio Igreja Açores, especialistas e clérigos manifestam preocupação com o espírito do documento apresentado pelo Governo da República, que altera mais de uma centena de artigos do Código do Trabalho para adaptar a legislação à era digital.
Para o padre José Júlio Rocha, assistente da Comissão Diocesana Justiça e Paz, o problema reside na base ideológica da proposta, afirmando que “se o espírito da proposta é mais a produção e o enriquecimento rápido, então parte de um princípio errado”. O teólogo moralista reforça que a Igreja coloca sempre a pessoa acima do capital, lamentando uma tendência de “capitalismo de especulação” que reduz o trabalhador a uma mera “engrenagem do processo produtivo”.
Esta visão é partilhada pelo sociólogo Rolando Lalanda Gonçalves, que identifica na proposta uma orientação excessiva para a eficácia da gestão das empresas em detrimento da valorização de quem trabalha. Segundo o especialista, a legislação deve servir para proteger a “parte mais fraca” de uma relação que é naturalmente desigual, sublinhando que “colocar o trabalho apenas como mais um fator produtivo penaliza definitivamente o trabalhador e a sua dignidade”.
Apesar do tom crítico, ambos os analistas reconhecem avanços em matérias de modernização, nomeadamente no alargamento da licença parental até aos seis meses, nas novas regras para o teletrabalho e no reforço do direito à formação. Contudo, alertam para os riscos do regresso do banco de horas individual e da flexibilização de horários, que podem penalizar grupos mais frágeis, como os jovens e os trabalhadores indiferenciados.
O debate ganha ainda mais peso com a intervenção de D. José Traquina, presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social e da Mobilidade Humana. Numa homilia recente, o bispo manifestou profunda preocupação com a “globalização da insegurança” e o impacto da economia nas famílias portuguesas, lamentando as dificuldades no acesso à habitação em contraste com os lucros elevados do setor financeiro. “Há pessoas que trabalham a vida inteira e não conseguem ter casa própria e ficam escandalizadas com a publicação dos lucros anuais dos Bancos”, afirmou D. José Traquina, reforçando que uma sociedade só é desenvolvida se garantir dignidade e distribuição justa da riqueza.
Este posicionamento da Igreja, que ecoa desde a encíclica Rerum Novarum até ao Papa Francisco, reafirma que o trabalho humano deve ser o fundamento da justiça e do bem comum, nunca podendo ser subjugado aos interesses insaciáveis de poder ou lucro.

A Câmara Municipal da Lagoa, através de nota de imprensa enviada à nossa redação, deu conta da recente assinatura de vários contratos-programa com associações de âmbito social que atuam no concelho. O ato oficial, que contou com a presença do presidente da Câmara, Frederico Sousa, e da vereadora Graça Costa, pretende ser um reforço estratégico do município no apoio direto às instituições que promovem a inclusão e o bem-estar da comunidade lagoense.
Segundo a autarquia, estes protocolos abrangem entidades como a ARRISCA, a APPJ, a Associação Fermenta (através do projeto “Avó Veio Trabalhar”), o Banco Alimentar Contra a Fome, a APAV, a Kairós, a Novo Dia, a Casa do Povo do Cabouco, a Associação União Solidária (AUS) e o Lions Clube da Lagoa. Este investimento municipal foca-se, em grande parte, no fortalecimento do Centro de Intervenção TEAR (Transformar, Educar, Acolher e Reabilitar).
Frederico Sousa aproveitou a ocasião para manifestar a sua preocupação com a atual conjuntura internacional e regional, apontando para desafios críticos que a Lagoa enfrenta, nomeadamente no acesso à habitação acessível, no combate à violência doméstica e nas problemáticas das dependências. O autarca alertou ainda para as possíveis dificuldades que o tecido empresarial e social poderá sentir com o término do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), defendendo uma união de esforços mais estreita entre os diferentes níveis de governação. “Atualmente existem presidentes de câmara e de juntas de freguesia que têm vontade de fazer mais e melhor, com disponibilidade para serem parceiros do governo regional. Com vontade de todos juntos, entre as IPSS, o governo regional e os municípios criarmos as condições para enfrentarmos esses desafios”, afirmou Frederico Sousa, sublinhando que a autarquia pretende continuar a disponibilizar recursos financeiros, logísticos e humanos para garantir que nenhuma franja da população fique desamparada no atual contexto.

Em nota divulgada esta quarta-feira, dia 18, no site da Presidência da República, o novo presidente da República de Portugal, António José Seguro, anunciou que a ilha Terceira, nos Açores, será o palco das comemorações oficiais do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas em 2026, mantendo a prática de celebrar o 10 de Junho também na diáspora, desta vez no Luxemburgo.
A escolha da Terceira assume significado especial por homenagear as autonomias regionais, que este ano assinalam 50 anos desde a sua consagração constitucional. Segundo a Presidência da República, celebrar a data nos Açores reforça a importância histórica, política e cultural das regiões autónomas na construção de um Portugal mais coeso, plural e solidário, sublinhando os valores da unidade nacional e da coesão territorial.
O 10 de Junho será também celebrado no Luxemburgo, um país que, de acordo com a Presidência da República, acolhe uma das mais expressivas e dinâmicas comunidades portuguesas na diáspora, reforçando o reconhecimento do contributo dos portugueses residentes no estrangeiro para o desenvolvimento do país e para a afirmação internacional de Portugal.
No dia 12 de junho, António José Seguro participará ainda numa sessão comemorativa na Madeira, assinalando os 50 anos de autonomia e os 40 anos de integração europeia da região.
A prática de celebrar o Dia de Portugal em território nacional e na diáspora foi iniciada em 2016 pelo então presidente Marcelo Rebelo de Sousa, mantendo-se nos anos seguintes:
2016: Lisboa e Paris
2017: Porto e Brasil
2018: Açores e Estados Unidos da América
2019: Portalegre e Cabo Verde
2020: Lisboa (somente, devido à pandemia)
2021: Madeira (somente, devido à pandemia)
2022: Braga e Reino Unido
2023: Peso da Régua e África do Sul
2024: Pedrógão Grande, Figueiró dos Vinhos, Castanheira de Pera e Coimbra, e Suíça
2025: Lagos, Alemanha e Macau
No discurso de tomada de posse, a 9 de março, na Assembleia da República, António José Seguro já tinha anunciado que pretende manter a tradição do seu antecessor de celebrar o 10 de Junho tanto em Portugal como junto das comunidades portuguesas no estrangeiro.
Referindo-se a Jorge de Sena, o chefe de Estado afirmou que “Portugal é feito dos que partem e dos que ficam”, destacando que Marcelo Rebelo de Sousa compreendeu esse sentimento ao iniciar a prática de realizar as comemorações do Dia de Portugal em território nacional e na diáspora, uma tradição que decide agora prosseguir por partilhar a mesma visão.

A cidade da Lagoa, na ilha de São Miguel, passou a acolher a sede do Núcleo Territorial dos Açores da Ordem dos Assistentes Sociais, num passo estratégico para a afirmação desta classe profissional no arquipélago açoriano. O momento solene foi assinalado pelo descerramento de uma placa comemorativa pelo presidente da Câmara Municipal da Lagoa, Frederico Sousa, que se fez acompanhar pela presidente do respetivo Núcleo, Paula Andrade. Segundo a nota de imprensa enviada pela autarquia lagoense, a instalação desta estrutura no concelho simboliza um compromisso reforçado com a proximidade e o fortalecimento das respostas sociais em todas as ilhas, unindo profissionais e entidades locais em torno da promoção da justiça social.
A cerimónia, que reuniu diversos representantes da Ordem, especialistas da área e figuras da comunidade local, coincidiu com as celebrações do Dia Mundial do Serviço Social. Durante a sua intervenção, Frederico Sousa sublinhou que “a presença do Núcleo Territorial dos Açores da Ordem dos Assistentes Sociais representa um passo significativo no reforço das redes de cooperação e no reconhecimento do trabalho fundamental desenvolvido pelos assistentes sociais junto das comunidades”. O autarca aproveitou o momento para vincar a identidade da Lagoa como um território que privilegia a inclusão, afirmando que “num concelho que valoriza a coesão social e o apoio às pessoas, é com grande satisfação que a Lagoa acolheu este momento, reafirmando o compromisso do município com iniciativas que promovem uma sociedade mais justa, solidária e inclusiva”.
Com esta nova centralidade, a Ordem dos Assistentes Sociais pretende consolidar a sua estrutura de apoio na Região Autónoma, garantindo uma rede mais robusta e presente no quotidiano dos cidadãos.

A ilha de São Miguel prepara-se para acolher, no próximo dia 22 de março, a XX Meia Maratona de São Miguel, um evento que volta a colocar o desporto adaptado e a inclusão social no centro das atenções. Segundo informação enviada pela autarquia de Ponta Delgada, a prova, que percorre uma distância de 21,1km, terá a sua partida agendada para as 10h00 no Campo de São Francisco, em Ponta Delgada, com a meta instalada junto aos Paços do Concelho da Ribeira Grande. O evento, organizado pelo Núcleo do Sporting Clube de Portugal da ilha de São Miguel em colaboração com a Associação de Atletismo de São Miguel, conta este ano com cerca de 150 inscritos, dos quais uma centena viaja propositadamente do continente português para participar nesta emblemática travessia entre o sul e o norte da ilha.
Durante a conferência de imprensa de apresentação do evento, Pedro Furtado, vice-presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada, sublinhou que “é um orgulho para a nossa autarquia apoiar a Meia Maratona de São Miguel, uma prova que se distingue pela diferença, promovendo o desporto como uma forma de inclusão”. O autarca destacou que a iniciativa vai ao encontro das diretrizes estratégicas do regulamento municipal de apoio ao desporto, focadas no desporto inclusivo e adaptado. “Sentimos a responsabilidade social de continuar a apoiá-la”, reforçou o responsável, aproveitando a ocasião para enaltecer o trabalho de Carlos Melo, diretor da prova, e do Núcleo leonino local pelo contributo persistente ao desenvolvimento do atletismo e do xadrez na região.
A colaboração entre os dois maiores municípios da ilha foi também um dos pontos destacados, com Pedro Furtado a deixar palavras de apreço ao novo executivo da Ribeira Grande pela disponibilidade em manter este investimento conjunto. Por sua vez, a vice-presidente da Câmara da Ribeira Grande, Délia Melo, afirmou que este “já é um evento de referência na ilha de São Miguel”, justificando o apoio público com o papel social e a causa do desporto adaptado que a prova defende. Duarte Alves, presidente do Núcleo do Sporting, fechou as intervenções agradecendo a ambas as autarquias, notando que, sem este suporte institucional, seria impossível realizar uma prova com mais de duas décadas de história e que continua a registar uma trajetória de crescimento e afirmação no calendário desportivo açoriano.