
A Lomba da Fazenda, localidade do concelho do Nordeste, está a celebrar o 101.º aniversário de elevação a freguesia e, para o efeito, a junta de freguesia preparou um conjunto de iniciativas tendentes ao assinalar da efeméride.
As comemorações iniciaram-se nesta sexta-feira, 20 de fevereiro, com a realização da quarta edição do Festival de Sopas. No sábado, a partir das 19h00, terá lugar a sessão solene que englobará homenagem ao primeiro presidente da Junta de Freguesia da Lomba da Fazenda, Ernesto Machado Macedo Neves. No domingo, a partir das 18h00, terá lugar um momento musical pelo Quinteto de Clarinetes da Banda Militar dos Açores, aberto a toda a comunidade.
Através destas iniciativas, a Junta de Freguesia da Lomba da Fazenda, pretende “reforçar o espírito comunitário, valorizar as associações locais e dinamizar a cultura”, pode ler-se no comunicado partilhado pela autarquia local.

A Assembleia Municipal da Lagoa, na ilha de São Miguel, conta oficialmente com uma nova voz no seu elenco após a tomada de posse de Olivéria Santos, pelo Chega, que assumiu o cargo esta quarta-feira, 19 de fevereiro, no Auditório Ferreira da Silva, em Água de Pau.
O ato solene antecedeu o arranque dos trabalhos da primeira sessão ordinária do órgão, num momento que a nova deputada municipal descreve como o início de um “novo ciclo de compromisso, responsabilidade e serviço público em prol da comunidade”. Segundo Olivéria Santos, o mandato que agora inicia será pautado pela “transparência, proximidade e defesa dos interesses da população da Lagoa”, assumindo o compromisso de trabalhar com a firme determinação de ir ao encontro das necessidades de todos os munícipes.
A estreia da deputada no hemiciclo municipal ficou marcada pelo escrutínio direto à gestão do executivo, tendo Olivéria Santos solicitado esclarecimentos ao presidente da Câmara Municipal da Lagoa relativamente a um empréstimo de curto prazo até ao montante máximo de 350 mil euros. Após o debate, este assunto mereceu a abstenção dos dois eleitos do Chega, Olivéria Santos e António Medeiros.
No que toca ao expediente da sessão, os deputados municipais do partido subscreveram diversos votos apresentados, nomeadamente um voto de louvor pelos 25 anos de existência da Santa Casa da Misericórdia de Santo António da Lagoa, dois votos de pesar em memória de Edmund F. Tavares e José Duarte da Ponte Andrade, e ainda um voto de solidariedade para com o município geminado de Albergaria-a-Velha.
Contudo, nem todos os momentos da sessão foram de consenso, tendo o Chega aproveitado a ocasião para lamentar publicamente a falta de condições de trabalho no espaço onde decorreu a reunião. O partido alertou a Mesa da Assembleia para a necessidade de garantir instalações dignas para o desempenho das funções, sob pena de colocar em causa o normal funcionamento das sessões futuras, defendendo que as condições devem ser adequadas para que todos possam “desempenhar com dignidade o seu trabalho”.
A reunião serviu ainda para a análise do Relatório de Avaliação de 2025 do Estatuto do Direito de Oposição e do Relatório Anual de Atividades da Comissão de Proteção de Crianças e Jovens da Lagoa referente ao mesmo ano.

A direção do Clube Operário Desportivo (COD) confirmou esta sexta-feira, 20 de fevereiro, em comunicado, que a sua equipa sénior de futebol vai manter-se em prova no Campeonato de Futebol dos Açores e na Taça de São Miguel. A decisão surge após dias de incerteza em que o cenário de abandono imediato das competições esteve seriamente em cima da mesa, como medida drástica para estancar a crise financeira que assola o emblema lagoense.
A estrutura diretiva do clube admite que equacionou o encerramento da atividade da equipa sénior devido à “débil situação financeira” que se arrasta há vários anos. A esta realidade somam-se críticas severas à gestão desportiva da Região Autónoma dos Açores, com a direção a lamentar o “manto de incerteza” lançado pelo Governo regional e o que classifica como um “garrote financeiro” provocado pela diminuição dos apoios oficiais. Segundo o clube lagoense, a sobrevivência da instituição tem sido posta em causa por “cortes cegos e critérios discricionários”.
A reversão da decisão de desistência foi possível graças a um movimento de solidariedade e à mobilização de novos apoios nos últimos dias esclarece o COD. Embora a direção ressalve que os problemas financeiros não desapareceram, os recursos agora garantidos permitem que a equipa finalize a época 2025/2026 sem agravar o passivo do clube. Os fabris da Lagoa aproveitam ainda para deixar um reparo aos seus associados, mencionando que muitos não têm as quotas em dia, e lamentou as “portas que permaneceram fechadas” durante este processo crítico.
Com 78 anos de história e raízes profundas na Fábrica do Álcool, o Operário reafirma o seu papel de serviço público no concelho da Lagoa, apelando a uma reflexão profunda sobre a sustentabilidade do desporto nos Açores. Para a direção, o sistema atual sobrevive à custa da “resiliência de uns poucos” que substituem as obrigações constitucionais do Estado, garantindo que o clube continuará a lutar para honrar o seu historial e palmarés nas competições em que está inserido.

O PSD/Lagoa manifestou esta sexta-feira, 20 de fevereiro, a sua posição crítica face à autorização de despesa, no valor de 748.196 euros, concedida ao autarca de forma autónoma. Esta medida decorre da delegação de competências deliberada na reunião ordinária da Câmara Municipal da Lagoa, realizada a 27 de outubro de 2025.
Em comunicado enviado às redações, o líder da estrutura local, Rúben Cabral, defende que “as decisões com este impacto devem ser discutidas e avaliadas pelo executivo no seu conjunto”, sublinhando que o valor em causa é “excessivo para uma decisão individual”.
O social-democrata salienta ainda que a delegação de competências deve ser equilibrada, de modo a não retirar o controlo democrático nem concentrar excessivamente o poder. Para o PSD, a gestão dos dinheiros públicos deve ser “responsável, transparente e partilhada”.
Rúben Cabral garantiu que continuará a acompanhar todos os processos do executivo municipal, com o objetivo de “assegurar maior rigor e transparência nas tomadas de decisão que emanarem deste órgão, em prol do serviço a prestar aos lagoenses”.
O Diário da Lagoa questionou a Câmara Municipal da Lagoa solicitando esclarecimentos sobre os critérios e a fundamentação desta autorização de despesa e aguarda uma reação oficial por parte da autarquia.

O Parque Atlântico, na cidade de Ponta Delgada, ilha de São Miguel, recebe entre os dias 23 de fevereiro e 8 de março uma exposição dedicada ao Caiaque da Vila, uma embarcação tradicional de Vila Franca do Campo. A mostra inclui três exemplares do caiaque que remonta ao século XIX.
Introduzido por volta de 1880, o Caiaque da Vila tem origem no chamado “tempo da laranja” e foi influenciado pelo kayak inglês Rob Roy. Ao longo do tempo, evoluiu até se tornar um símbolo identitário da comunidade e parte integrante do património marítimo dos Açores.
Nos últimos anos, esta tradição tem sido revitalizada por meio da recuperação de embarcações antigas, construção de novas unidades e do rejuvenescer da prática de regatas e eventos celebrativos.
Foi recentemente constituída a Confraria do Caiaque, que tem como missão a investigação, preservação e divulgação do caiaque tradicional. Paralelamente, está em implementação a Classe Regional do Caiaque, uma iniciativa para alargar esta prática à Região Autónoma dos Açores, em parceria com a Associação Regional de Canoagem (ARCA), reconhecida pela Federação Portuguesa de Canoagem e pela European Maritime Heritage.
Com esta exposição dos três caiaques, o Parque Atlântico refere em comunicado, que manifesta o seu compromisso em valorizar as tradições açorianas e promover um espaço de proximidade cultural à comunidade local.

As deputadas jovens municipais Júlia Rego, da Escola Secundária de Lagoa, e Natacha Vieira, do INETESE, participaram esta quinta-feira, 19 de fevereiro, na sessão da Assembleia Municipal da Lagoa, realizada no Auditório Ferreira da Silva, na Vila de Água de Pau. Na qualidade de representantes da juventude lagoense, as jovens apresentaram um resumo estruturado das propostas resultantes da reunião da Assembleia Municipal Jovem (AMJ), realizada no passado mês de novembro. Esta presença decorre da responsabilidade assumida no âmbito da quarta edição da AMJ, que prevê não só a apresentação das conclusões dos trabalhos desenvolvidos em sessão de Assembleia Municipal, mas também a colaboração ativa em futuras iniciativas dirigidas aos jovens do concelho.
De acordo com nota de imprensa enviada pela Câmara da Lagoa às redações, o documento com as prioridades geradas pelos jovens foi entregue ao presidente da Assembleia Municipal da Lagoa, Ricardo Martins Mota, aos respetivos deputados municipais e ao presidente da Câmara Municipal, Frederico Sousa.
Durante a intervenção, as principais propostas debatidas incidiram sobre áreas que a juventude local considera prioritárias para o desenvolvimento da Lagoa. Entre os pontos destacados figuram a requalificação de espaços desportivos e polivalentes, a criação de parques infantis e skate parques, bem como a melhoria das acessibilidades e da pavimentação de passeios. As deputadas jovens alertaram ainda para a necessidade de reforço da segurança rodoviária e da iluminação pública, para além da valorização do património e da dinamização de eventos culturais e desportivos. No plano social, o caderno de encargos apresentado incluiu o apoio à saúde, o combate à toxicodependência e a promoção do envelhecimento ativo.
Na ocasião, Ricardo Martins Mota agradeceu a presença das deputadas e congratulou todos os membros jovens pelo trabalho desenvolvido. O autarca sublinhou que as propostas transmitidas “evidenciam participação, trabalho e generosidade na forma como dedicam o vosso tempo e ideias, no propósito maior de valorizar o nosso concelho e o bem-estar desta comunidade”.
Com esta iniciativa, a autarquia lagoense conclui que a Assembleia Municipal Jovem afirma-se “como um espaço de participação e construção coletiva, incentivando as novas gerações a contribuir ativamente para o desenvolvimento do concelho”.

A Câmara Municipal de Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, aprovou em reunião realizada esta quarta-feira, 18 de fevereiro, na Vila das Capelas, a criação do Mercado de Artesanato de Ponta Delgada. A medida foi proposta pelo “Movimento Ponta Delgada para Todos” e tem como objetivo dinamizar o comércio tradicional, reforçar o dinamismo das várias freguesias do concelho e acentuar a atratividade turística, colocando o trabalho dos artesãos locais no centro da estratégia de valorização cultural.
Para o presidente da Câmara Municipal, Pedro Nascimento Cabral, a medida aprovada por unanimidade materializa um compromisso com a identidade local. “Os nossos artesãos materializam a nossa tradição e o saber que passa de geração em geração”, disse o autarca, destacando que cada peça produzida carrega “história, memória e identidade”.
O novo mercado, que terá um funcionamento regular, será concebido para ser mais do que um ponto de venda, assumindo-se como um local de encontro entre a tradição e a contemporaneidade. A autarquia pretende que funcione como um instrumento de incentivo à circulação de pessoas, tanto no centro histórico como nas freguesias onde a iniciativa venha a ter lugar, criando espaços “mais vivos e dinâmicos”.
Durante a apresentação da medida, Pedro Nascimento Cabral reforçou que o artesanato do concelho é a expressão viva dos usos, costumes e vivências da terra e do mar. “Valorizar o artesanato é valorizar a nossa história coletiva e projetá-la no futuro”, acentuou o autarca, realçando o trabalho manual minucioso e a criatividade inspirada nos elementos naturais da região.
Com a criação deste mercado regular, a Câmara espera não só promover o talento dos artesãos locais, mas também fortalecer a economia do concelho através da dinamização do comércio de proximidade e da oferta de produtos com selo de autenticidade aos residentes e visitantes.

Venicio da Costa Ponte
Vice-Coordenador IL Açores
A geografia é um destino, mas a política é a escolha consciente do que fazer com ele. Durante décadas, a visão nacional sobre os Açores foi limitada por uma lente de “extensão atlântica”, um arquipélago de importância histórica, mas frequentemente tratado como uma periferia economicamente dependente e geograficamente isolada. No entanto, o Projeto de Resolução recentemente apresentado pelo deputado Pedro Ferreira, no Parlamento dos Açores, propõe uma rutura necessária com esta passividade. Ao recomendar que a Região assuma a sua centralidade na arquitetura de defesa transatlântica e europeia, a Iniciativa Liberal toca no ponto fulcral da modernização das nossas instituições: a transformação da nossa posição no mapa em prosperidade real e segurança partilhada.
O modelo de gestão excessivamente centralizado em Lisboa tem funcionado, demasiadas vezes, como um filtro que retarda o potencial das regiões autónomas. As decisões críticas sobre o futuro da Base das Lajes ou a gestão do mar profundo não podem continuar a ser vistas apenas sob o prisma da diplomacia bilateral clássica ou de interesses conjunturais da capital. O que este Projeto de Resolução introduz é uma visão pragmática e ambiciosa, onde os Açores deixam de ser a periferia de Portugal para serem compreendidos como o nó central da União Europeia no Atlântico. No coração dos fluxos de dados que atravessam os cabos submarinos e sustentam a economia digital do continente, a proteção e rentabilização desta infraestrutura exige uma coordenação que ultrapassa a escala nacional e se insere plenamente num quadro de cooperação europeia de segurança e defesa.
Esta visão não beneficia apenas o arquipélago; ela redefine o papel do próprio país no projeto europeu. Portugal tem passado décadas a tentar provar a sua relevância através do cumprimento de metas orçamentais, mas a nossa verdadeira mais-valia para a Europa é geopolítica. Numa União que ambiciona uma autonomia estratégica real, Portugal deixa de ser um Estado na borda do continente para se tornar o pilar central de uma soberania partilhada no Atlântico. É esta escala de integração, onde a defesa e a segurança das infraestruturas críticas são geridas como um bem comum europeu, que permite a Portugal projetar uma influência que, isoladamente, seria inalcançável.
O projeto apresentado não se limita a pedir uma presença militar estática; propõe a criação de um verdadeiro ecossistema tecnológico. Ao recomendar a integração dos Açores em projetos inovadores de escala europeia, como o Fundo Europeu de Defesa, abre-se a porta a investimentos em áreas de vanguarda, da cibersegurança à vigilância marítima e tecnologias espaciais. Para uma visão liberal de futuro, isto representa a máxima eficiência: utilizar a segurança como um motor de inovação e emprego qualificado, fixando jovens talentos nas ilhas através da captação de investimento privado e de parcerias internacionais. Como bem sublinhou Pedro Ferreira, a questão é se queremos continuar a ser um território de passagem ou se preferimos ser protagonistas estratégicos.
Se queremos celebrar os cinquenta anos de Autonomia com os olhos postos no futuro, temos de parar de olhar para o mar como um fosso que nos separa e passar a vê-lo como a plataforma que nos torna indispensáveis. O futuro dos Açores, e de Portugal, exige esta ambição de escala europeia e uma inserção inteligente no espaço euro-atlântico. É tempo de liderarmos a partir do centro do oceano, provando que a geografia, quando aliada à visão política correta, é o nosso maior ativo económico e diplomático.

O auditório da Escola Secundária de Lagoa (ESL), na ilha de São Miguel, foi palco esta manhã de quarta-feira, 18 de fevereiro, de uma lição de cidadania que procurou ir além dos currículos escolares.
De acordo com nota de imprensa enviada pela Câmara Municipal de Lagoa, a peça de teatro “O Sonho de Margarida”, levada à cena pelo Clube de Teatro «A Faísca», convidou a comunidade escolar a refletir sobre a dura realidade das relações abusivas e a importância do combate à violência doméstica e no namoro. A iniciativa, que surge no mês em que se celebra o Dia dos Namorados, resultou de uma parceria entre a Câmara da Lagoa e a Associação de Estudantes da ESL, utilizando a expressão artística como ferramenta pedagógica para abordar temas sensíveis como a igualdade de direitos e a não discriminação.
Para reforçar a mensagem de segurança e apoio, a vereadora Graça Costa lançou o desafio a várias entidades locais para que marcassem presença e partilhassem o seu testemunho. O objetivo foi dar a conhecer o rosto de quem, no terreno, protege e apoia vítimas de violência em diversas frentes, desde o suporte emocional e jurídico à proteção policial.
Segundo a autarquia lagoense, a escolha deste formato artístico deveu-se ao impacto visual e emocional que o teatro proporciona junto dos mais novos. Graça Costa sublinhou, na ocasião, que a autarquia tem a responsabilidade de desenvolver ações de promoção de igualdade, reconhecendo que a peça é uma forma muito eficaz de passar a mensagem a várias turmas da Escola Secundária de Lagoa e da Escola Básica Integrada de Água de Pau, que assistiram atentamente à sessão.
Estiveram representadas a Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) de Lagoa, a Polícia de Segurança Pública, equipas de Saúde Escolar da ESL e da EBI de Água de Pau, o Núcleo de Ação Social de Lagoa, a UMAR Açores e a APAV.

A secretária regional da Juventude, Habitação e Emprego, Maria João Carreiro, assinou o auto de receção da empreitada de infraestruturas de nove lotes no Loteamento da Galega, situado na Ribeira das Tainhas, em Vila Franca do Campo, ilha de São Miguel, num investimento superior a meio milhão de euros financiados pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
Os novos lotes serão cedidos através de concurso público, que será lançado ainda no primeiro trimestre deste ano, e destinam-se à construção de habitação própria permanente.
Maria João Carreiro destacou que o cumprimento deste investimento público “representa não apenas a execução eficiente do PRR, mas sobretudo a materialização do compromisso político de promover habitação condigna a preços compatíveis com o rendimento das famílias”.
O Governo dos Açores está a promover um investimento integrado que combina o reforço da oferta pública com o aumento dos programas de apoio, nomeadamente através do regime de arrendamento com opção de compra, do alargamento dos candidatos elegíveis para a cedência de lotes e da majoração dos apoios à autoconstrução de primeira habitação.
“O objetivo é reduzir o esforço das famílias, entre as quais as famílias de classe média e os jovens, porque ter casa não pode ser um sonho – tem de voltar a ser um plano”, afirmou a secretária regional.
Maria João Carreiro acrescentou também que “nenhum outro Governo regional colocou tanto esforço público na habitação pública como o Governo de coligação PSD/CDS-PP/PPM”.
Para o ano de 2026, foram revistos os coeficientes máximos dos rendimentos dos candidatos elegíveis ao programa de lotes infraestruturados e cedidos pela região, passando a incluir, por exemplo, um casal jovem, com dois filhos, com rendimento bruto mensal de 3.100 euros, ou um casal jovem, com um filho, com rendimento bruto mensal de 2.850 euros.
Foi criado ainda um apoio financeiro a fundo perdido para a aquisição de projetos de arquitetura e especialidades até ao limite máximo de cinco mil euros por beneficiário, destinado à construção de habitação própria permanente em lote privado ou infraestruturado e cedido pela região.
Quanto ao programa de apoio à autoconstrução em lote privado ou cedido pela região, os apoios foram majorados em 25%, passando a poder atingir os 75 mil euros, em função da composição e rendimento do agregado familiar e da tipologia do imóvel a construir. Esta majoração entrou em vigor a 1 de janeiro de 2026.
“Estamos a trabalhar para que o maior investimento de sempre em habitação pública na região, com financiamento comunitário e regional, faça a diferença na vida das pessoas”, reiterou Maria João Carreiro, referindo que só em Vila Franca do Campo estão a ser investidos mais de 3,6 milhões de euros em habitação, incluindo 38 novas respostas habitacionais.
Entre as novas respostas estão, para além do Loteamento da Galega, o empreendimento dos Foros Sol Mar, na freguesia de São Pedro, que disponibilizará 23 novos apartamentos – quatro T1, nove T2 e dez T3 – em regime de arrendamento com opção de compra.
Na cerimónia de assinatura do auto de receção participaram, entre outros convidados, o presidente da Assembleia Municipal de Vila Franca do Campo, Flávio Pacheco; o vereador da Câmara Municipal, José Eduardo Costa; a deputada à Assembleia Legislativa dos Açores, Eugénia Leal; a presidente da Junta de Freguesia da Ribeira das Tainhas, Carla Vieira; o diretor regional da Habitação, Daniel Pavão; e representantes das empresas Norma Açores, Gabinete 118 e Albano Vieira.