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Açor Arena recebe festival de Sopas solidário

Vila Franca do Campo une-se num Festival de Sopas para restaurar património local

Trata-se de um evento solidário que reverte integralmente para as obras de beneficiação da Igreja dos Frades © CLIFE BOTELHO

O Açor Arena, em Vila Franca do Campo, vai acolher no próximo dia 8 de março, a partir das 17h30, o Festival de Sopas. Trata-se de um evento solidário que reverte integralmente para as obras de beneficiação da Igreja dos Frades, localizada na Avenida da Liberdade.

“É a primeira atividade que vamos fazer para angariar fundos para a recuperação da Igreja dos Frades, património da região, assente na paróquia de São Pedro, em Vila Franca do Campo”, explica o padre André Resendes. 

“As pessoas são convidadas a trazer uma sopa, a participarem com uma sopa, os bilhetes têm um custo de cinco euros e depois haverá ao longo do serão algumas coisas para arrematar, alguns bingos e momentos de convívio e fraternidade”, diz o pároco de São Pedro e Água D´Alto. 

Quem quiser participar deve-se inscrever junto do pároco ou com membros da comissão organizadora, informando qual é a panela de sopa que levará. 

“Queremos que chegue às 400 a 500 pessoas. Estamos com 30 panelas de sopas mas esperamos e queremos que este número aumente e haverá também malassadas”, revela o padre André Resendes. Tudo bons motivos para saborear e ajudar.

Carnaval une gerações no Pavilhão Multiusos da Povoação

Do convívio sénior à energia dos mais novos, culminando no emblemático Baile Verde e Amarelo, as festividades reuniram centenas de participantes e reafirmaram a vitalidade das tradições locais na Povoação

© CM POVOAÇÃO

As celebrações de Carnaval no concelho da Povoação, na ilha de São Miguel, decorreram entre os dias 14 e 16 de fevereiro, transformando o Pavilhão Multiusos no epicentro da folia com um programa diversificado que uniu várias gerações. As festividades arrancaram na sexta-feira com o tradicional almoço de Carnaval dos idosos, um evento que reuniu centenas de seniores para uma tarde de convívio e animação.

Com esta iniciativa, a Câmara Municipal da Povoação salienta, em comunicado, que reforçou a sua aposta na promoção do envelhecimento ativo e no combate à solidão, celebrando a época com um Concurso de Fantasias onde a criatividade foi premiada. O primeiro lugar foi atribuído à “Farmácia Ambulante” (200 euros), o segundo ao “Jardim de Primavera” (150 euros) e o terceiro à fantasia “Cupido” (100 euros).

A animação prosseguiu no sábado, dia 15 de fevereiro, com a Matiné Infantil, que voltou a encher o pavilhão com centenas de crianças. O evento contou com um animado concurso dividido por escalões etários, onde Sofia Pereira venceu na categoria de 0 aos 5 anos com a fantasia “Princesa pacote de leite”, seguida de Ema Melo (“Abelha numa flor”) e Gabriel Monteiro (“Agricultor”). No escalão dos 6 aos 14 anos, Maria Mendonça conquistou o primeiro lugar com a “Menina do Portal da Ilha”, ficando Sofia Melo em segundo com “Passarinho na gaiola” e Carlota Machado em terceiro com a original “Telefone fixo”.

O ponto alto das comemorações aconteceu no domingo, 16 de fevereiro, com a realização do emblemático Baile Verde e Amarelo. A noite, marcada pelo brilho e pela imaginação dos disfarces, incluiu um concurso de fantasias avaliado por um júri composto por Marisa Medeiros do Gabinete de Comunicação da Autarquia, Lídia Oliveira da Associação Portas da Cultura e Carla Estrela da Associação Cultura e Desporto da Lomba do Carro.

O grupo fantasiado de “Super Bock” sagrou-se o grande vencedor da noite, arrecadando o prémio de 300 euros, enquanto a dupla “Sereias” e a “Pipi das Meias Altas” garantiram o segundo e terceiro lugares, respetivamente.

A banda Atlantic Musix, o grupo Meio Q´é Samba e o DJ Maçaroca asseguraram a animação musical até ao final da noite, estando assim concluída mais uma edição de um dos eventos mais aguardados do calendário festivo da Povoação.

Romarias de São Miguel arrancam a 21 de fevereiro sob o lema “Batizados na Esperança”

Este ano, 51 ranchos de romeiros percorrerão as estradas da ilha. Rui Melo, presidente da Comissão Administrativa, destaca a vitalidade do movimento e o foco nas problemáticas sociais que afetam as famílias açorianas

© CLIFE BOTELHO

As estradas de São Miguel preparam-se para receber, a partir do próximo dia 21 de fevereiro, os passos e as preces de cerca de 2.500 homens. Distribuídos por 51 ranchos, os romeiros iniciam a sua caminhada quaresmal sob o lema “Batizados na Esperança”, uma proposta que resultou do retiro espiritual realizado no Nordeste. Segundo Rui Melo, presidente da Comissão Administrativa que coordena a organização este ano, “a força do movimento continua em alta”, sublinhando que este momento formativo ofereceu as bases necessárias para que os mestres decidam a orientação espiritual dos seus grupos. Atualmente, decorrem as preparações próprias de cada rancho, tanto a nível espiritual como prático e físico.

Este ano, a mensagem do Bispo diocesano assume um tom marcadamente social, algo que o responsável considera de grande relevância para a atualidade. “Ao contrário de tempos passados, em que as intenções eram mais formais e centradas em categorias tradicionais, o prelado sublinha hoje problemas muito concretos que afetam as famílias açorianas”, afirma Rui Melo. Entre os temas que os romeiros levarão na oração estão a solidão, a doença, as dependências que atingem os jovens, a violência doméstica e o alcoolismo. “São realidades que nos tocam profundamente. Muitas vezes os problemas começam em casa, e a mensagem do senhor bispo fala exatamente para esse quotidiano que fere tantas famílias”, reforça o dirigente.

Para além da vertente doutrinal, assente na oração e na devoção mariana, a organização coloca uma tónica especial na “componente cívica”, considerada indispensável, uma vez que os romeiros pernoitam em casas de famílias e em salões paroquiais, inclusive na passagem pelo concelho da Lagoa. “Queremos continuar o que sempre foi bem feito. As recomendações de bom comportamento são um princípio fundamental”, explica Rui Melo, acrescentando que o acolhimento generoso da população, que prepara alojamento e alimentação, exige dos irmãos um saber estar marcado pela gratidão.

A preparação dos ranchos, que já decorre há várias semanas, foca-se também na partilha entre gerações e no apoio mútuo perante o esforço físico. Contudo, para a organização, o impacto da caminhada deve ir além da estrada. “A verdadeira romaria é a que fazemos no dia a dia, na família, na comunidade, nos ambientes onde nos movemos”, defende o presidente da Comissão, concluindo que o objetivo não é encontrar homens perfeitos, mas sim “pessoas atentas e disponíveis para tentar viver os valores do Evangelho”. No final do percurso, apesar do cansaço, a expectativa é que prevaleça o alento espiritual, com muitos romeiros a pensarem já no regresso no ano seguinte.

Um conto infantil

Alexandra Manes

Por estes dias, recebi um pedido para assinar uma petição pública defendendo a continuidade da Hora do Conto, na Biblioteca Pública e Arquivo Regional Luís da Silva Ribeiro. Muitas das pessoas que lerem este texto também terão recebido. Assumo a incredulidade só com o título. Então não há dinheiro para pagar uma hora do conto?

Foi um susto passageiro. Agravou-se rapidamente. É que, como muitas e muitos açorianos, eu também tenho ouvidos nos corredores do Palacete Silveira e Paulo. E não são os ouvidos que as teorias da conspiração podem fazer crer. São ouvidos discretos. Em todos os sentidos da palavra. O que me chegou foi a informação, já desmentida, numa breve resposta ao Diário Insular, mas que me parece bater certo com este cancelamento da Cultura. A nova diretora regional, depois de ter demorado meio semestre a tomar posse, reuniu as suas chefias para informar que, em 2026, não há dinheiro. Sim, leram bem. Este ano, as bibliotecas e museus da Região vão congelar muitos dos seus planos de atividades, algo que, perante o Diário Insular, a Secretaria se escudou de confirmar… ou desmentir.

Comecei por pensar que poderia ser um ato performativo, estilo instalação artística, a modos que invisível, para celebrar os 50 anos da Autonomia e a efeméride da Capital Portuguesa da Cultura. A nossa liberdade permite que nada façamos! Algo assim, meio para o abstrato. Mas não. É informação transmitida em nome da Senhora Secretária, que nem esteve na reunião. Não há dinheiro para a Cultura. Outra vez. E desta vez nem o arroz escapa. Prato vazio para quem quer usar os nossos serviços externos para representar o arquipélago.

Agora, entendo a “fuga” da anterior diretora da cultura, provavelmente por antever a crise profetizada. Não se esperava era que fosse desta dimensão. Ao que é possível apurar, junto de quem de direito, os diretores e as diretoras estão de cabelos em pé. Dezenas de fornecedores de serviços, alguns deles apalavrados e outros com compromisso firmado, receberam nota de cancelamento. Entre eles, a hora dos contos infantis na biblioteca de Angra. São as crianças que perdem. Os adultos. Os turistas. Segundo consta, a Câmara Municipal de Angra do Heroísmo já terá indicado a sua disponibilidade para assegurar a manutenção da Hora do Conto, resolvendo mais um imbróglio da ineficácia governamental. Assim o espero. Caso contrário, fica tudo ao abandono, como se fosse um cenário de guerra ou uma autoestrada depois do rio galgar. Esta é a política do governo de Bolieiro, secundada pela extrema direita e validada pela atual diretora e pelas suas chefias diretas, que nada fazem para apaziguar as direções dos museus e bibliotecas. Cancelem. Esqueçam. A cultura agoniza. Tal como num conto infantil do século passado, são os vilões de cinema que se levantam para nos engolir. Deixo um abraço solidário a quem trabalha na Direção Regional da Cultura e não tem culpa de nada. Querem fazer, mas não vos deixam. Eu sei. Desejo-vos força e resiliência. Tal como nos contos infantis, um dia esta sombra irá passar. Bem que há abaixo-assinados a pedir o regresso de D. Sebastião. Até lá, é aguentar.

Já agora, talvez fosse interessante conhecer a distribuição das verbas orçamentadas entre o Teatro Micaelense e as restantes ilhas, no contexto regional, após os cortes transmitidos.

Lagoa recebe lançamento de programa inovador para acelerar o turismo gastronómico nos Açores

Iniciativa “Azorean Gastronomy” abre candidaturas para selecionar 14 projetos que unam tradição e inovação no setor alimentar e turístico da região. NONAGON será responsável por mobilizar parceiros locais, disponibilizar espaços de experimentação e facilitar o contacto das startups com produtores e agentes do território

© DL

Estão abertas as candidaturas para o “Azorean Gastronomy”, o primeiro programa de aceleração inteiramente dedicado ao turismo e à inovação gastronómica nos Açores. A iniciativa, promovida pela GesEntrepreneur com o apoio do Turismo de Portugal, visa transformar a região num “laboratório vivo” onde a tradição e a inovação se cruzam para acelerar modelos de negócio sustentáveis e escaláveis.

O programa pretende selecionar 14 startups e projetos inovadores que atuem em diversas áreas, desde a produção agroalimentar e restauração até soluções de FoodTech e economia circular. Segundo Francisco Miguel Banha, coordenador nacional do projeto, o “Azorean Gastronomy” nasce da convicção de que a gastronomia local é um património gerador de crescimento económico, servindo os Açores como uma plataforma para validar soluções de valor.

Para a implementação desta estratégia no terreno, o programa conta com o apoio ativo do ecossistema de inovação regional. O NONAGON, sediado na cidade da Lagoa, assume um papel central na mobilização de parceiros locais, na disponibilização de espaços para experimentação e na facilitação do contacto entre os empreendedores e os agentes do território, como produtores e restaurantes. Além da infraestrutura tecnológica da Lagoa, o projeto é dinamizado em colaboração com a TERINOV (Terceira) e a STARTUP Pico.

As atividades terão início com um Bootcamp presencial em São Miguel, nos dias 3 e 4 de março, onde os selecionados apresentarão as suas soluções a parceiros nacionais e internacionais. Até junho, os participantes terão acesso a mentoria especializada e testes em contexto real, culminando num Demo Day final perante investidores e decisores do setor turístico.

As candidaturas podem ser submetidas até ao dia 20 de fevereiro por startups e projetos com até 10 anos de existência que identifiquem nos Açores um mercado privilegiado para expandir o seu crescimento.

Daniela Silveira nomeada pelo terceiro ano consecutivo para o Prémio Women in Music Industry

A gestora cultural açoriana integra o Top 10 nacional ao lado de nomes como Carolina Deslandes e Roberta Medina. A distinção será entregue em Lisboa, no âmbito do Talkfest – Music Summit

© DIREITOS RESERVADOS

A produtora e gestora cultural açoriana Daniela Silveira está nomeada, pelo terceiro ano consecutivo, para o Prémio Women in Music Industry. A distinção, promovida pela APORFEST – Associação Portuguesa de Festivais de Música, coloca a profissional natural de Angra do Heroísmo num restrito Top 10 de figuras femininas com maior impacto no setor musical e cultural em Portugal.

Nesta edição, Daniela Silveira surge ao lado de nomes cimeiros da indústria, como as artistas Carolina Deslandes e Ana Lua Caiano, ou Roberta Medina, vice-presidente do Rock in Rio. O anúncio oficial da vencedora e a entrega do prémio terão lugar em Lisboa, durante o Talkfest – Music Summit, o principal fórum de debate e desenvolvimento da indústria da música no país.

Esta nova nomeação vem consolidar um percurso de mais de 15 anos dedicado ao setor cultural e criativo. Com formação em Direito, Gestão e Produção Cultural, Daniela Silveira tem contribuído para a profissionalização do setor nos Açores. Ao longo da sua carreira, fundou projetos como o Festival +Jazz e o Festival Lava, iniciativas que se destacaram pela promoção da diversidade artística e pela criação de novos palcos para talentos emergentes.

Atualmente, Daniela Silveira desempenha um papel ativo na estrutura associativa regional, ocupando o cargo de presidente da direção da Associação Regional para a Promoção e Gestão Cultural e integrando o MOVA – Movimento pela Cultura dos Açores. Além da sua vertente como empresária e consultora em gestão de projetos, mantém uma colaboração regular com a imprensa regional, onde exerce o pensamento crítico sobre a realidade cultural do arquipélago.

Convento de Santo António recebe workshop de “Arte do Recorte de Papel”

Iniciativa será dinamizada pela artista Sofia Brito e integra um ciclo de oficinas agendadas para este ano

© CM LAGOA

A iniciativa do Museu de Lagoa – Açores será dinamizada pela artista e formadora Sofia Brito, destinando-se a participantes com idade igual ou superior a 14 anos. Segundo nota de imprensa enviada pela autarquia, o workshop convida os interessados a descobrir e experimentar a delicada técnica do papercut, explorando conceitos de corte manual, composição, luz e sombra, de forma a transformar o papel num meio artístico expressivo e tridimensional.

A formadora Sofia Brito, natural de Almada e residente em São Miguel desde 1998, possui um vasto currículo nas artes visuais, sendo formada em Cenografia e Adereços pelo Chapitô, com especialização em Design Gráfico e mestrado em Ilustração Artística. No seu trabalho, a artista dedica-se à criação de peças de grande simplicidade estética, inspiradas tanto nas tradições regionais e portuguesas como na arte oriental. Através do seu atelier em Ponta Delgada, Sofia Brito tem contribuído para a valorização das artes manuais contemporâneas nos Açores, aliando o rigor técnico à delicadeza visual em composições que exploram a profundidade e os jogos de sombra.

De acordo com a Câmara da Lagoa, o workshop tem um valor de inscrição de 25 euros, devendo os interessados garantir a sua participação até às 12h00 do dia 19 de fevereiro. As inscrições podem ser formalizadas através do QR Code disponível no cartaz de divulgação, pelo e-mail museu@lagoa-acores.pt ou através do contacto telefónico 296 912 510.

Relativamente à logística do evento, os formandos deverão levar consigo uma tábua de corte de plástico, um x-ato simples pequeno e uma tesoura pequena, sendo que o restante material necessário está incluído no valor da formação. Esta iniciativa marca o arranque de um ciclo de workshops que o Museu de Lagoa desenvolverá ao longo deste ano.

Imagem de Santa Cecília furtada da Igreja de Sant’Ana nas Furnas

Peça do século XX desapareceu do altar principal este domingo e Paróquia retira outras imagens do templo por questões de segurança enquanto PSP investiga o caso

© PARÓQUIA DE SANT´ANA

A tranquilidade da comunidade das Furnas foi abalada este domingo, 15 de fevereiro, com a notícia do desaparecimento de uma imagem de Santa Cecília do interior da Igreja de Sant’Ana. O alerta foi dado às autoridades durante a tarde, confirmando o furto de uma peça de arte sacra com elevado valor devocional e histórico, que se encontrava exposta no altar principal do templo, junto à imagem da padroeira.

A imagem em questão, datada do século XX, é uma escultura em madeira policromada a óleo com apontamentos dourados, medindo aproximadamente 50 centímetros. A peça, que representa a padroeira dos músicos, destaca-se ainda pelo seu resplendor em prata e pelo bom estado de conservação, fruto de uma intervenção de restauro realizada em 2013, em Braga, pelo especialista Domingos Rodrigues Silva.

O administrador paroquial, padre Valter Correia, lamenta profundamente o sucedido, classificando o furto como um “ato grave” que atenta contra a identidade da própria comunidade e fere o património religioso da ilha. No mesmo sentido, a Comissão de Festas expressa a sua consternação, sublinhando que o valor da imagem é imensurável para os fiéis, indo muito além do seu peso material ou financeiro.
Face à gravidade da situação e ao receio de novos incidentes, a Paróquia de Sant’Ana tomou a medida preventiva de retirar do interior da igreja várias outras imagens religiosas e objetos de culto. Esta decisão, segundo os responsáveis, visa garantir a segurança do espólio e evitar que o templo seja alvo de novas incursões criminosas.

A Polícia de Segurança Pública (PSP) já esteve no local a proceder à recolha de informações e indícios que possam levar ao paradeiro da imagem. As autoridades apelam agora à colaboração da população e dos órgãos de comunicação social para evitar que a peça saia do território da Região Autónoma dos Açores ou seja introduzida no mercado ilícito de antiguidades. Qualquer informação relevante deve ser comunicada de imediato às forças de segurança.

Santuário do Senhor Santo Cristo promove pela primeira vez Via-Sacra Orante na Quaresma

Iniciativa decorre sempre à sexta-feira, às 15h00, a começar já no próximo dia 20 de fevereiro

© IGREJA AÇORES / CR

Pela primeira vez, o Santuário do Senhor Santo Cristo dos Milagres, em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, vai promover a Via-Sacra Orante durante o tempo da Quaresma. Trata-se de um novo espaço de oração e meditação centrado na Paixão de Cristo, todas as sextas-feiras da Quaresma, a partir das 15h00.

A Via-sacra será sempre orientada pelas irmãs contemplativas da Congregação de Nossa Senhora da Caridade do Bom Pastor, comunidade residente no santuário. Quem não puder participar presencialmente poderá acompanhar através das plataformas digitais do templo, no respetivo site oficial.

Esta é uma das práticas mais antigas da espiritualidade cristã, a Via-Sacra — expressão latina que significa “caminho sagrado” — recorda o percurso de Jesus com a cruz, desde a condenação até ao Calvário. Composta por 14 estações, convida os fiéis a unir-se interiormente a Cristo, meditando o mistério do seu amor redentor. A tradição associa ainda a origem desta devoção à própria Virgem Maria, que teria revivido espiritualmente os passos da Paixão após a morte do Filho.

Além desta nova proposta, o santuário passará a oferecer, durante a Quaresma, encontros semanais de Lectio Divina. As sessões realizam-se às quintas-feiras, entre as 19h30 e as 20h30, no Convento da Esperança, e são abertas a toda a comunidade.

O ciclo prevê a meditação dos Evangelhos proclamados nos cinco domingos quaresmais, iniciando-se a 19 de fevereiro. Está ainda prevista, a 26 de março, uma Via-Sacra ou outro momento de oração comunitária, culminando a caminhada espiritual no Domingo de Ramos.

Dinamizada por um grupo de oração composto por leigos e uma religiosa, a Lectio Divina propõe um método de leitura orante da Bíblia que envolve quatro passos: leitura, meditação, oração e contemplação, ajudando os participantes a integrar a Palavra de Deus na vida quotidiana.

Brasil: Casa dos Açores do Espírito Santo assinala 213 anos da chegada dos imigrantes açorianos

Com uma cerimónia solene, homenagens e vários momentos culturais, a Casa dos Açores do Espírito Santo celebra a herança açoriana no Estado brasileiro do Espírito Santo no próximo dia 24 de março

Nino Moreira Seródio, presidente da Casa dos Açores do Espírito Santo, e o diretor regional das Comunidades do governo açoriano, José Andrade © DIREITOS RESERVADOS

No próximo dia 24 de março, às 19h00, a Casa dos Açores do Espírito Santo (CAES) vai promover uma cerimónia comemorativa dos 213 anos da chegada dos imigrantes açorianos ao Estado brasileiro do Espírito Santo, uma iniciativa que terá lugar na sede da instituição, em José Carlos, Apiacá (ES), e que reunirá associados, autoridades e convidados.

A cerimónia é promovida pela Direção da CAES, presidida por Nino Moreira Seródio e com Maria Cristina Borges como 1.ª Secretária, e integra um programa que valoriza a memória histórica, o reconhecimento institucional e a valorização cultural da açorianidade no Espírito Santo.

Neste sentido, um dos momentos centrais da celebração será a homenagem aos açordescendentes Pedro António de Souza, Gino M. Borges Bastos e Eraldo Salotto de Rezende, que receberão o título de embaixadores da açorianidade.

O evento contará ainda com a participação musical de Francisco Borba Gonçalves, que interpretará ao violão o tema “Ilhas de Bruma”, evocando as raízes atlânticas da comunidade.

Está também prevista a apresentação da tese de doutoramento em História Social das Relações Políticas pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), intitulada “Dos Açores ao povoamento da Colónia de Santo Agostinho – Viana/ES”, da autoria de Fabiene Passamani, atual secretária municipal de Cultura e Turismo de Viana/ES.

A programação inclui ainda uma viagem musical conduzida por José António Borges Alvarenga, vice-presidente da CAES, reforçando o caráter simbólico e cultural da iniciativa.

Deste modo, a instituição convida toda a comunidade a associar-se a este momento de celebração da história, identidade e contributo dos açorianos para a formação do Espírito Santo.