
O Bloco de Esquerda solicitou esclarecimentos ao governo regional dos Açores sobre as consequências do consumo energético previsto para as futuras instalações da Google na ilha de São Miguel.
Segundo o comunicado de imprensa divulgado esta segunda-feira, 31 de agosto, pelo partido, a infraestrutura da multinacional tecnológica a edificar no Tecnoparque da Lagoa terá uma capacidade projetada de 10 megawatts (MW).
A preocupação manifestada pela força política assenta no peso que este consumo representará na rede elétrica micaelense. O partido refere que a ilha registou, em 2025, uma potência instalada de 129 MW e uma ponta máxima de consumo de 81,6 MW, ano em que 57% da eletricidade produzida no sistema local teve origem na queimada de fuelóleo.
No requerimento endereçado ao executivo açoriano, o Bloco de Esquerda questiona “de que forma será satisfeita a procura adicional associada à instalação da Google e se esta será acompanhada pela criação ou contratação de nova capacidade de produção renovável e armazenamento e quem suportará os custos deste investimento”.
Para além do fator energético e das fontes de abastecimento elétrico, o partido pretende saber se a iniciativa conta com apoios financeiros públicos, benefícios fiscais ou condições especiais concedidas pela Região Autónoma.
No documento submetido ao governo regional, o partido interpela ainda a tutela sobre “que compromissos ou contrapartidas ambientais, económicas e sociais foram ou estão a ser negociados, nomeadamente em matéria de emprego qualificado, formação e ligação ao tecido científico, tecnológico e empresarial regional”, sustentando a necessidade de disponibilização de informação rigorosa dada a dimensão do projeto sobre os recursos e infraestruturas públicas locais.
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