
A Diocese de Angra inicia o seu novo ano pastoral focada na concretização de ações prioritárias nas comunidades, prescindindo da criação de novas estruturas organizativas. A orientação surge no âmbito do segundo ano do primeiro triénio do plano diocesano com vista a 2034, ano em que a diocese assinalará 500 anos de história. As diretrizes resultam do discernimento comunitário efetuado no último ano, reunindo contributos do Conselho Pastoral Diocesano, ouvidorias, serviços e movimentos locais.
Segundo o diretor do Serviço Diocesano de Coordenação Pastoral, padre Jacob Vasconcelos, o plano pretende que cada realidade adapte as propostas às suas próprias condições sem sobrecarregar as paróquias. “Em cada espaço da nossa Diocese estas propostas poderão ganhar vida tendo em conta as necessidades, os recursos e as potencialidades existentes”, explica o sacerdote, reforçando que o objetivo do trabalho proveniente das bases passa por produzir consequências práticas no quotidiano das ilhas.
O programa estrutura-se em três eixos centrais: conversão, acolhimento e missão. No âmbito da conversão, o documento aponta para o reforço de iniciativas de espiritualidade e primeiro anúncio já consolidadas, como retiros, Cursilhos, o Movimento da Mensagem de Fátima, orações de Taizé e Grupos Alpha, além do acompanhamento continuado da juventude pós-eventos e da atenção aos estudantes universitários e jovens deslocados.
Na vertente do acolhimento, as orientações visam fortalecer o convívio comunitário nos adros das igrejas, festas paroquiais, Impérios do Espírito Santo e romarias, promovendo a integração de famílias, idosos e migrantes. O plano prevê ainda a melhoria das acessibilidades aos templos para pessoas com deficiência, a adequação de horários celebrativos às rotinas de trabalho e o acompanhamento de situações de fragilidade, luto ou doença.
A dimensão missionária propõe a criação de equipas de leigos voluntários para uma pastoral de proximidade junto daqueles que estão afastados da vida paroquial. De acordo com a informação divulgada pela Diocese de Angra, o plano prioriza igualmente o combate à pobreza e à vulnerabilidade social nos Açores através do método “ver, julgar e agir”, aliando o testemunho cristão ao compromisso social e cultural nas várias ilhas do arquipélago.
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