
Numa nota enviada à nossa redação, José Pacheco, empresário da freguesia da Ribeira Chã, anunciou que é candidato à presidência da Junta local, freguesia na qual reside e tem desenvolvido um vasto trabalho essencialmente social.
Apesar de afastado da política ativa há doze anos, José Pacheco, decidiu que chegara o momento de contrariar a sua própria vontade e assumir este compromisso de serviço para com a população da mais pequena freguesia da Lagoa.
Na mesma nota explica que a opção de assumir a candidatura foi algo que levou algum tempo, mas ao ver, ao longo dos anos, que a Ribeira Chã perdeu a sua escola, o seu jardim-de-infância, um dos mais antigos dos Açores, perdeu o loteamento projetado e prometido há muitos anos, assim como, perdeu a oportunidade de resolver alguns problemas de degradação das encostas das ribeiras, levou a que José Pacheco reunisse agora uma equipe de pessoas unidas pelo interesse da Ribeira Chã para assumir este novo desafio. O apregoar de uma dinâmica que não tem existido, por parte da autarquia, em nada dignifica a freguesia e muito menos quando se confundem eventos avulsos com o progresso e bem-estar desta terra.
Para o agora candidato, a Ribeira Chã parou no tempo há décadas. Não se faz qualquer obra digna deste nome há muito tempo. Não existe qualquer plano a médio e longo prazo que fixe os jovens e cative outros a viverem nesta bonita freguesia. A Ribeira Chã vive há décadas de tropeços e promessas em que a política partidária tem falado sempre mais alto que os interesses reais das populações.
Para José Pacheco a opção politica que se tem feito nos últimos anos da concentração nas grandes zonas urbanas tem sido errada, desproporcional e castradora do mundo rural onde se pode viver com uma verdadeira qualidade de vida se para tal houver um esforço conjunto de todos os agentes políticos e sociais.
José Pacheco afirma-se como um exemplo desta boa opção de vida ao mudar-se para esta pequena freguesia onde consegue viver, exercer a sua atividade profissional e as várias paralelas como tem sido o exemplo do projeto Filhos da Terra. Afirma que é possível desenvolver numa pequena localidade as ferramentas necessárias para se ter uma harmonia na vida de cada cidadão, mas para tal o estado tem de assumir o seu papel e forma séria e assertiva.
Esta é uma candidatura espontânea que não nasce por qualquer imposição partidária, mas sim da vontade que vem de dentro da própria comunidade descontente com o atual estado da governação autárquica existente. Para a equipa que tem vindo a crescer a principal força motora é a Ribeira Chã.
Neste momento, existe a possibilidade de possíveis apoios partidários, que se têm feito manifestado neste sentido, mas a seu tempo e com a devida reflexão serão ponderados ou não.
DL
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