Na sequência da explosão de vapor na caldeira (fumarola) Asmodeu situada no campo fumarólico da freguesia das Furnas, ilha de S. Miguel, o Centro de Informação e Vigilância Sismovulcânica dos Açores (CIVISA) já veio dizer que a ocorrência tinha sido precedida no dia anterior pelo aparecimento de uma turvação da água desta caldeira. A explosão sucedeu após o total desaparecimento de água da caldeira. Após a explosão, a água surgiu com um aspeto lamacento. De imediato foi estabelecido um perímetro de segurança para evitar a aproximação de pessoas do local.
Segundo avança o CIVISA, esta caldeira já possuía um histórico relativamente a este comportamento caracterizado pela ocorrência de erupções de vapor ocasionais, intervaladas por várias dezenas de anos, tendo a mais recente ocorrido em 1990.
Elementos do CIVISA/IVAR deslocaram-se ao local para uma observação e realização de trabalhos de campo que consistiram na amostragem da emissão gasosa de várias fumarolas, na medição no solo do fluxo de CO2 e de temperatura e da obtenção de imagens térmicas. Os dados após a devida análise serão comparados com informação obtida anteriormente.
De acordo com informação obtida no local, o episódio foi caracterizado pela projeção de uma coluna de água e vapor acompanhada por algum material sólido rochoso. A altura atingida e a dimensão e a distância alcançada pelos blocos projetados terá sido inferior à do episódio de 1990.
Na rede de monitorização sismovulcânica instalada no vulcão das Furnas todos os dados registados até ao momento encontram-se dentro dos valores normais para esta região. De facto, a explosão de vapor ocorrida, encontra-se provavelmente relacionada com a obstrução do sistema de conduta pelo qual o fluido hidrotermal atinge a superfície, a qual terá produzido um incremento da pressão de vapor e originado a explosão. Trata-se assim de um fenómeno muito localizado e superficial que não se repercutiu em qualquer registo anómalo no sistema de monitorização do Vulcão das Furnas.
A explosão de vapor mais recente na caldeira Asmodeu ocorreu no dia 6 de novembro de 1990. Tratou-se de uma única explosão e a caldeira demorou mais de um ano a retomar o seu aspeto habitual de água transparente. Outras ocorrências têm data mais incerta e ter-se-ão registado em 1944-1945 e em 1840-1841.
DL/CIVISA
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