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HDES elimina infeções graves nos Cuidados Intensivos e poupa mais de 439 mil euros

O Hospital do Divino Espírito Santo (HDES) alcançou resultados históricos na segurança do doente entre 2022 e 2025, conseguindo erradicar as bacteriemias por cateter na UCI e evitar a perda de 24 vidas através do projeto STOP Infeção 2.0

Sónia Carreiro (à esq.) – Enfª da Unidade Local do PPCIRA ; Ana Cristina Pimentel (ao centro) – Diretora dos Serviços Farmacêuticos do HDES; Verónica Amaral (à dtª) – Enfª coordenadora da Unidade Local do PPCIRA © HDES

O Hospital do Divino Espírito Santo (HDES), em Ponta Delgada, deu um passo decisivo na vanguarda da segurança hospitalar ao apresentar, no passado dia 13 de abril, o balanço final do projeto STOP Infeção 2.0. Segundo uma nota de imprensa enviada pela instituição hospitalar às redações, a unidade de saúde açoriana conseguiu eliminar totalmente as bacteriemias por cateter na Unidade de Cuidados Intensivos (UCI) entre 2022 e 2025. Este esforço de melhoria contínua não só elevou os padrões clínicos para níveis superiores à média nacional, como permitiu evitar 141 casos de infeção no triénio, traduzindo-se numa poupança direta de 439 mil euros para os cofres públicos da região.

O sucesso da iniciativa, que se enquadra no Programa de Prevenção e Controlo de Infeções e Resistências aos Antimicrobianos (PPCIRA), assenta na aplicação da metodologia “Planear-Fazer-Estudar-Agir”. O desempenho mais notável foi registado na UCI, onde a taxa de incidência de bacteriemia associada a cateter venoso central caiu de 2,72% em 2022 para uns absolutos 0,00% nos últimos dois anos. No mesmo período, as infeções urinárias associadas a cateter baixaram 66,5% e as pneumonias associadas à intubação reduziram cerca de 45%. Mais do que estatísticas, estes números representam um impacto humano profundo, com a estimativa de 24 mortes evitadas graças à adoção de protocolos rigorosos, como o uso sistemático de checklists e a padronização de procedimentos clínicos.

Para além de salvar vidas, a eficiência do projeto STOP Infeção 2.0 refletiu-se na gestão de recursos, libertando 1.464 dias de internamento que seriam consumidos por complicações hospitalares. Este resultado é particularmente significativo dado que foi alcançado num período de grandes desafios organizacionais e escassez de recursos humanos, culminando no reconhecimento público dos resultados na Alfândega do Porto. A nota de imprensa do HDES sublinha ainda que a adesão total dos profissionais de saúde aos novos protocolos foi o fator determinante para consolidar esta cultura de segurança, reafirmando o compromisso da maior unidade de saúde dos Açores com a excelência dos cuidados prestados aos utentes.

Torre da igreja da Ribeira Chã vai ser reconstruída

© CM LAGOA

O município da Lagoa aprovou um apoio à paróquia de São José para a reconstrução da torre da igreja de São José, na Ribeira Chã. Este investimento está inserido nas medidas de apoio a atividades de interesse municipal, de natureza social, cultural, desportiva, recreativa, educacional e outras.

Neste âmbito, foi assinado um contrato-programa entre o presidente da Câmara Municipal da Lagoa, Frederico Sousa, e o pároco da Ribeira Chã, padre João Furtado. Este contrato, de 27,500 euros, incluiu o apoio financeiro para o desenvolvimento da festa religiosa anual da freguesia e a reparação da torre da igreja, que se encontra num nível avançado de degradação.

Inaugurada em 1967, a igreja de São José foi edificada após a chegada do padre João Caetano Flores à freguesia da Ribeira Chã, em 1956, sendo uma obra que resultou da persistência e esforço dos seus paroquianos, do pároco e das entidades oficiais. Projetada pelo arquiteto Eduardo Read Henriques Teixeira, o edifício religioso apresenta um estilo moderno, que traduz a inovação e a intemporalidade do seu autor.

Além disso, a igreja de São José está classificada como imóvel de interesse público, com uma área de delimitação classificada e respetiva zona de proteção de 50 metros, caracterizando-se pelo seu conceito modernista, onde se pode constatar, uma certa imaterialidade religiosa.

Karaté açoriano no nacional de formação em Albufeira

© CM LAGOA

A Associação de Karaté dos Açores (AKA) vai marcar presença no campeonato nacional de Karaté para os escalões de formação — infantis, iniciados e juvenis — que se realiza nos dias 2 e 3 de maio, no pavilhão desportivo municipal de Albufeira.

A representação açoriana será assegurada por três clubes filiados na AKA, nomeadamente o Clube de Karaté-do Shotokan de Angra do Heroísmo (CKSAH), o Clube de Karaté-do Shotokan da Horta (CKSH) e o Clube de Karaté Shotokan da Povoação (CKSP). No total, a comitiva contará com vinte e um atletas, distribuídos por vários escalões etários, que irão competir nas disciplinas de kata e kumite.

Integram a equipa os atletas Madalena Antunes, Francisco Costa, Tiago Pontes, Carminho Laranjeira, Mateus Pimentel, Mariana Pires, Clara Antunes, Vicente Lima, Teresa Fraga, Duarte Rico, Henrique Silva, Joana Castro, Maria Santos e Simone Resendes (CKSAH), Maria Cruz e Núria Peixoto (CKSH), e Francisca Magalhães, Matilde Pacheco, Laura Medeiros, Marcos Sousa e Santiago Cabral (CKSP).

A comitiva açoriana será acompanhada pelos treinadores André Garcia, João Castro, Luís Castro, Marco Maciel e Vítor Pereira, que assegurarão a orientação técnica dos atletas nesta participação fora da região.

A prova é organizada pela Federação Nacional de Karaté de Portugal e reúne os melhores atletas nacionais destes escalões, constituindo um momento de elevado nível competitivo.

A participação açoriana resulta do apuramento regional realizado no passado dia 28 de fevereiro, no concelho da Lagoa, refletindo o trabalho desenvolvido pelos clubes e pela AKA na formação e desenvolvimento desportivo dos jovens praticantes.

Diretor do Museu das Flores destaca identidade, memória histórica e papel da ilha na hospitalidade e abertura ao mundo

Luís Filipe Vieira salientou o papel do museu como guardião da memória coletiva e motor de desenvolvimento local, sublinhando que a ilha das Flores combina segurança, património, natureza e uma tradição histórica de acolhimento que continua viva nos dias de hoje

Luís Filipe Vieira, diretor do Museu das Flores © DIÁRIO DA LAGOA

O diretor do Museu das Flores, na ilha das Flores, nos Açores, Luís Filipe Vieira, considera que a missão da instituição ultrapassa largamente a preservação de objetos e documentos históricos, assumindo-se como um espaço vivo ao serviço da comunidade e do desenvolvimento local. O responsável afirmou que o Museu das Flores é “essencialmente um museu da História da ilha e das suas gentes”, funcionando como instrumento de valorização identitária e também de atração de visitantes.

Em declarações ao Diário da Lagoa, Luís Filipe Vieira, diretor do museu desde 2001, refletiu sobre o papel da instituição, a evolução histórica da ilha açoriana, os desafios da insularidade e o futuro do território, deixando também um convite a quem ainda não conhece a ilha: visitar um lugar marcado pela paisagem, tranquilidade e hospitalidade.

Segundo explicou, o museu permite “fixar valores identitários e práticas históricas já caídas em desuso”, mas também usar esse património “em benefício do presente”, ajudando a captar turismo e a mostrar aquilo que distingue a ilha no contexto açoriano e europeu: “Nada melhor do que a nossa história e aquilo que nos difere dos outros”, sublinhou.

Para Luís Filipe Vieira, o conceito de comunidade deve ser entendido de forma ampla, abrangendo não apenas os residentes permanentes, mas também quem visita temporariamente a ilha.

Temos a perspetiva do museu ao serviço da sua comunidade e aqui entendemos como comunidade os que cá estão e aqueles que temporariamente partilham a sua existência connosco”, afirmou.

Ao longo do ano, o museu promove iniciativas dirigidas a públicos muito diversos, desde crianças a adultos, numa estratégia de formação de novos públicos e de ligação ao território. O diretor destacou atividades para os mais novos, concertos, exposições de fotografia e pintura, conferências e visitas de campo, explicando que o museu só faz sentido se a população se rever no seu trabalho.

Se eles não nos acharem nenhum préstimo, seremos apenas um armazém de coisas velhas e era isso que eu gostava que o museu não fosse”, declarou.

Questionado sobre a identidade florentina, Luís Filipe Vieira descreveu a população da ilha como resultado de séculos de cruzamento de povos e culturas.

Quem somos? Uma amálgama”, resumiu, recordando que às Flores chegaram gentes do território continental português, flamengos, italianos, espanhóis e também contingentes africanos escravizados nos primeiros tempos do povoamento.

Essa mistura, defende, ajudou a moldar uma cultura aberta ao exterior e marcada pela hospitalidade. Citando antigas referências históricas, lembrou que já no século XVI se reconhecia aos florentinos a capacidade de acolher quem aqui chegava em dificuldade:

Uma das características que ele refere para este povo é que gostavam muito de agasalhar aqueles que aqui aportavam”, assinalou, numa alusão às descrições do cronista açoriano Gaspar Frutuoso.

O nosso entrevistado recordou ainda que a ilha das Flores foi durante séculos ponto de passagem de rotas marítimas entre a Europa, África, Oriente e Américas, acumulando uma herança náutica singular.

As Flores são um santuário da Arqueologia Subaquática”, afirmou, defendendo que essa riqueza histórica representa uma valência com grande potencial futuro “quer para a história, quer para o turismo e para a própria comunidade”.

Sobre a modernização da ilha, Luís Filipe Vieira entende que o século XX chegou tardiamente às Flores, apontando o ano de 1966 como momento decisivo, com a instalação de uma estação francesa no âmbito de acordos internacionais. Segundo explicou, foi esse processo que trouxe melhorias estruturantes, como o aeroporto, novas estradas, hospital e reforço energético.

Apesar do atraso histórico, mostra-se confiante quanto à evolução recente da ilha, sobretudo em matéria de acessibilidades e telecomunicações.

Eu sou um otimista. Eu acredito que as coisas avançam, podem não avançar à velocidade que nós queremos, mas as coisas têm melhorado”, referiu. Como exemplo, recordou que há quatro décadas existiam apenas dois ou três voos semanais, enquanto hoje existem “dois ou três diários, já nesta altura do ano”.

Também a chegada da fibra ótica e o acesso digital alteraram profundamente a realidade local.

Hoje, nas Flores, quem quiser estará tão bem informado e terá uma noção tão objetiva quanto possível da realidade, como quem esteja noutro centro qualquer”, sustentou.

Ao descrever a vivência atual na ilha, o diretor destacou a serenidade social e a qualidade de vida como marcas distintivas.

As Flores, as suas gentes, sempre foram características de gente calma, serena, ponderada”, disse, acrescentando com humor que tem “um amigo que diz que padece de stress por não ter stress nesta ilha”.

Para quem chega de fora, Luís Filipe Vieira acredita que a principal surpresa é encontrar um território seguro, acolhedor e de enorme valor natural.

Encontram uma ilha com aquilo que eu acho que hoje em dia não tem preço, que ainda é uma segurança enormíssima. Você vai na rua e ninguém o vai roubar, ninguém vai fazer-lhe qualquer tipo de mal”, afirmou. A isso junta-se uma “paisagem fantástica”, que considera um dos maiores ativos florentinos.

Questionado sobre o futuro, preferiu prudência, reconhecendo que a velocidade da mudança tecnológica torna arriscadas previsões concretas. Ainda assim, deixou uma certeza.

Tenho a certeza que daqui a 30 ou 40 anos, quando eu já cá não estiver, será de certeza melhor do que é hoje”, enfatizou.

No plano migratório, Luís Filipe Vieira mostrou-se convicto de que a tradição de acolhimento permanece intacta.

Eu penso que essa gente será sempre bem-vinda nesta ilha”, afirmou.

O responsável recordou várias fases históricas de chegada de pessoas vindas do exterior, desde escravizados africanos aos franceses dos anos 1960, passando por trabalhadores oriundos de países africanos de expressão portuguesa nos anos 1980, afirmando que “uma boa parte deles casaram, estão perfeitamente integrados na comunidade e não se foram embora”.

Na mensagem final dirigida a quem pondera visitar a ilha, o diretor do Museu das Flores reconheceu que os custos de deslocação, alojamento e alimentação ainda constituem um obstáculo.

Tenho plena consciência que vir às Flores não é uma tarefa barata”, admitiu.

Ainda assim, acredita que a experiência compensa largamente.

Se encontrarem algumas dificuldades nos custos, outras coisas vão compensá-los, nomeadamente a segurança e a paisagem que é fabulosa”, sustentou.

Luís Filipe Vieira concluiu com um apelo simples e direto: “Nós também somos gente relativamente simpática e acolhedora, penso que valerá sempre a pena uma visita à ilha das Flores”, finalizou.

Obra de beneficiação do ramal do Porto Formoso concluída

© SRTMI

Prometida para 2022 e posteriormente adiada a conclusão para 2024, está concluída a empreitada de beneficiação do ramal do Porto Formoso, na Ribeira Grande, obra promovida pela Direção Regional das Obras Públicas, da tutela da Secretaria Regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas.

A intervenção teve início com a execução de trabalhos preparatórios, que incluíram o reperfilamento de lancis e a melhoria da drenagem existente, tendo posteriormente avançado para a pavimentação da via.

Com um investimento aproximado de 143 mil euros, a obra englobou a reabilitação do pavimento em dois troços do ramal do Porto Formoso, numa extensão total de cerca de um quilómetro.

Os trabalhos incluíram a regularização das deformações existentes no pavimento, com a aplicação de uma nova camada de desgaste em betão betuminoso com 0,05 metros de espessura.

No troço inserido na zona urbana foi aplicada uma camada de desgaste em microbetão betuminoso, com 0,035 metros de espessura, adequada às especificidades do contexto urbano.

Para além da pavimentação, a empreitada contemplou ainda a execução de sinalização horizontal, nomeadamente a marcação do eixo da via com pintura termoplástica a quente, contribuindo para a melhoria das condições de segurança e conforto dos utentes.

Jovens da Lagoa sensibilizados para a sustentabilidade ambiental

© CM LAGOA

No âmbito das comemorações do Dia Mundial da Terra, celebrado sob o lema “O nosso poder, o nosso planeta”, o município da Lagoa, através do Centro de Educação e Formação Ambiental da Lagoa (CEFAL), participou numa iniciativa promovida pela escola secundária que incluiu visitas à estação de tratamento de águas residuais da Caloura, ao reservatório de abastecimento de água e a um dos furos de captação de água, na freguesia do Cabouco.

A atividade teve como principal objetivo sensibilizar os alunos para a importância da sustentabilidade ambiental e da gestão eficiente dos recursos hídricos. Durante a visita à ETAR, foi apresentado, de forma detalhada, todo o processo de tratamento das águas residuais, desde a sua entrada na estação até à sua devolução ao meio ambiente em condições seguras.

Nas visitas ao reservatório e furo de captação de água, os alunos aprenderam o funcionamento do sistema de abastecimento e de captação de água no concelho da Lagoa.

Esta ação pedagógica permitiu trabalhar vários objetivos de desenvolvimento sustentável, evidenciando a ligação entre a gestão da água, a proteção dos ecossistemas e a adoção de comportamentos responsáveis.

Padrasto detido por abusar sexualmente da enteada

© DIREITOS RESERVADOS

A Polícia Judiciária, através do Departamento de Investigação Criminal dos Açores, deteve um homem, com 40 anos, fortemente indiciado pela prática reiterada de crimes de abuso sexual de pessoa incapaz de resistência, agravados, cometidos contra a enteada, com 15 anos.

A investigação, desenvolvida na ilha de São Miguel, teve início na sequência de uma denúncia apresentada pela mãe da vítima.

As subsequentes diligências realizadas permitiram apurar que os abusos ocorriam há vários meses, sempre durante o período noturno, enquanto o restante agregado familiar dormia.

O detido será presente às autoridades judiciárias competentes para primeiro interrogatório judicial e aplicação das adequadas medidas de coação.

Lagoa reforça compromisso com salvaguarda do património local

© CM LAGOA

O presidente da Câmara Municipal da Lagoa, Frederico Sousa, reuniu-se com a Comissão Diocesana de Bens Culturais de Angra, organismo responsável pela salvaguarda, conservação e valorização do património artístico, documental e arquitetónico da Igreja a nível local.

Durante o encontro, foi destacado o papel fundamental da comissão, frequentemente organizada como secretariado ou departamento diocesano, na proteção e gestão dos bens culturais eclesiásticos.

Entre os principais temas abordados, sublinhou-se a importância da inventariação rigorosa dos bens religiosos, sendo este processo de registo essencial não só para prevenir furtos e perdas, mas também para garantir uma conservação adequada e uma valorização sustentada do património.

O encontro permitiu ainda consolidar estratégias de cooperação e partilha de boas práticas, visando uma gestão mais eficaz e consciente destes bens, que constituem um património cultural e espiritual de elevado valor.

Por fim, importa salientar que o município da Lagoa tem vindo a adotar boas práticas na conservação e salvaguarda do património religioso, nomeadamente através da promoção de ações de sensibilização, como a iniciativa “Cuidar para preservar: boas práticas na limpeza do património religioso”, dinamizada pelo Museu da Lagoa – Açores, que capacitou os participantes com noções essenciais de conservação preventiva em espaços de culto e respetivos bens culturais.

Paralelamente, destaca-se a valorização e proteção de bens classificados de interesse público no concelho, como a ermida de Nossa Senhora dos Remédios, a igreja do convento de Santo António, a ermida de Nossa Senhora do Cabo, em Santa Cruz, a igreja de São José, na Ribeira Chã, e ainda o órgão histórico da igreja de Nossa Senhora do Rosário, reforçando o compromisso com a preservação de um património que constitui parte integrante da identidade e memória coletiva.

Alunos do Nordeste propõem medidas de proteção do património

© CM NORDESTE

A Câmara Municipal do Nordeste lançou um desafio aos alunos da escola profissional para assinalarem o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, iniciativa que, em 2026, se centra na resposta de emergência em contexto de conflitos e desastres tendo em consideração o atual contexto de recuperação do país após uma sucessão de fenómenos meteorológicos extremos.

O município foi à escola desenvolver uma sessão com as turmas dos cursos de desporto e hotelaria que abordou o tema “Do território ao património vivo: o PDM como instrumento de ação climática e ferramenta de proteção em caso de catástrofe”. A iniciativa desafiou-os a pensar, num contexto global de alterações climáticas, em medidas concretas que o município poderá adotar para proteger o património arquitetónico e cultural do concelho.

Posteriormente, os formandos visitaram os Paços do Concelho para apresentarem as suas propostas para proteção de património local que os próprios selecionaram.

O vice-presidente da Câmara do Nordeste, Marco Mourão, esteve presente na apresentação, assim como a vereadora de Ação Social, Sara Sousa, tendo considerando as exposições coerentes e sensíveis face ao que foi proposto, especificamente a proteção do património num cenário climático cada vez mais instável, demonstrando também conhecimento do património mais evidente do concelho.

Num total de cinco grupos, os alunos dos dois cursos foram desafiados a identificar uma zona do concelho que considerassem ser de risco e onde encontrassem um exemplo de património a proteger; deveriam analisar o valor material e imaterial do imóvel e ainda investigar sobre a existência de medidas de proteção já existentes; por fim, pedia-se que propusessem medidas concretas para proteger o local escolhido e que indicassem o contributo dessas medidas para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU.

Numa semana, os formandos conseguiram demonstrar, através do trabalho apresentado, que conhecem o património do concelho, que identificam o seu valor cultural para a comunidade, que medidas preventivas de preservação devem ser tomadas e a sua implicação direta ao nível da sustentabilidade.

Foram apresentados trabalhos sobre as casas antigas da Fajã do Araújo, Boca da Ribeira, Parque da Ribeira dos Caldeirões, ermida da Senhora do Pranto/Pocinho e o farol do Arnel.

Marinha coordena dois resgates no mesmo dia

© MARINHA

O primeiro alerta foi dado pelas 15h33 (hora local) da passada segunda-feira, a informar que um passageiro de um navio cruzeiro, a navegar a cerca de 1000 milhas náuticas (aproximadamente 1850 quilómetros) de São Miguel, necessitava de assistência médica por apresentar sintomas de acidente vascular cerebral.

Devido à distância a que se encontrava da costa, a vítima, um homem de 69 anos e de nacionalidade alemã, foi resgatada por um helicóptero EH‑101 da Força Aérea Portuguesa para a ilha Terceira, tendo sido posteriormente transferido por uma ambulância para uma unidade hospitalar.

O segundo alerta foi recebido perto das 11h57 (hora local) de terça-feira, a informar que um tripulante de um navio mercante, a cerca de 435 milhas náuticas (aproximadamente 805 quilómetros) da ilha de São Miguel, apresentava sintomas de enfarte, necessitando de assistência médica.

Para o local foi ativado o helicóptero EH-101 da Força Aérea que também efetuou o resgate da vítima, um homem de 60 anos de nacionalidade ucraniana. A vítima foi transportada para o aeroporto de Ponta Delgada, tendo sido posteriormente encaminhada para uma unidade hospitalar.

Ambos os resgates decorreram na quarta-feira e foram coordenados pelo Centro de Coordenação de Busca e Salvamento Marítimo de Ponta Delgada (MRCC Delgada), em articulação com o Centro de Orientação de Doentes Urgentes-Mar (CODU-MAR) e com o Centro de Coordenação de Busca e Salvamento Aéreo das Lajes (RCC Lajes).

Nesta operação estiveram também empenhados o NRP Figueira da Foz, integrado no dispositivo naval do Comando da Zona Marítima dos Açores e uma aeronave C-295 da Força Aérea.