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Escola Secundária da Lagoa recebe novos equipamentos

© CM LAGOA

A Escola Secundária da Lagoa passa a dispor de diversos equipamentos desportivos e de dois micro-ondas destinados à sala de convívio dos alunos na sequência de um pedido apresentado à autarquia pela associação de estudantes, representada pelo seu presidente, Alexandre Almeida.

Esta iniciativa valoriza o bem-estar da comunidade estudantil e do corpo docente, contribuindo para a melhoria das condições disponibilizadas aos estudantes e professores. Simultaneamente, pretende incentivar a prática desportiva, o convívio entre os jovens e o apoio às atividades promovidas.

Na ocasião, Frederico Sousa destacou a importância da proximidade entre a Câmara Municipal de Lagoa e os jovens do concelho, sublinhando que “a Associação de Estudantes tem a missão de defender e representar todos os estudantes. Também eu fui eleito para defender toda a Lagoa, com destaque também para todos os jovens estudantes. Quando os jovens nos pedem apoio, a Câmara Municipal responde de forma natural e próxima”.

O presidente da Câmara Municipal da Lagoa, Frederico Sousa, salientou que “as portas da autarquia estarão sempre abertas para ouvir os jovens, os seus problemas e as suas ideias. A relação que temos com a associação de estudantes e com a Escola Secundária da Lagoa é de grande proximidade e queremos que a câmara municipal seja vista como um parceiro disponível para colaborar no que for necessário, porque investir nos jovens é investir no futuro do concelho”.

Durante o encontro, Frederico Sousa apelou também à participação ativa dos estudantes na vida do município, lembrando que “brevemente será lançado o Orçamento Participativo, uma oportunidade para os jovens apresentarem ideias e propostas inovadoras para a Lagoa. É fundamental ouvir aquilo que os jovens desejam para o concelho”.

Governo anuncia medidas de combate à subida dos preços dos combustíveis

© MIGUEL MACHADO/GRA

O secretário regional das Finanças, Planeamento e Administração Pública, Duarte Freitas, anunciou um pacote de medidas de combate à subida dos preços dos combustíveis, sublinhando que o “os açorianos podem contar com o seu governo”.

As medidas anunciadas por Duarte Freitas “assentam em três prioridades”: o aliviar de imediato os custos suportados pelas famílias, pelas empresas e pelos setores mais expostos; a proteção de quem se encontra em maior vulnerabilidade e o acelerar de adaptações que tornem a região menos dependente de choques energéticos.

“Em primeiro lugar, atendendo a que a situação política internacional continua instável, decidimos reduzir ainda mais o ISP, com o objetivo de continuar a atenuar o preço final dos combustíveis suportado por famílias e empresas”, começou por referir. A redução será de oito e treze cêntimos na gasolina e gasóleo, respetivamente.

E prosseguiu: “Em paralelo, vamos antecipar o Aviso do Açores 2030 para reforçar a eficiência energética no setor empresarial, nas instituições particulares de solidariedade social e na habitação, combatendo a pobreza energética e promovendo soluções que reduzam de forma duradoura os consumos e os encargos”.

A agricultura e as pescas têm, igualmente, “respostas específicas”, acrescentou Duarte Freitas, detalhando: “Para além do apoio extraordinário ao custo do gasóleo agrícola, no valor de dez cêntimos por litro, conforme já anunciado pelo presidente do governo regional, no setor das pescas, será criado um apoio temporário aos combustíveis para compensar os custos acrescidos”.

“E porque a capacidade de resposta no socorro e na emergência não pode ser fragilizada, procederemos à revisão extraordinária dos plafonds de combustível atribuídos às associações de bombeiros voluntários dos Açores, adequando esse apoio ao aumento do preço do gasóleo e salvaguardando a sua operacionalidade durante o ano de 2026”, adiantou também.

No que toca às IPSS, o responsável da tutela das Finanças lembrou que estas tiveram uma medida desenhada na reprogramação do PRR que já permitiu a entrega de 130 viaturas elétricas, num valor de 4,5 milhões de euros. “Para as empresas em específico e seus trabalhadores, apoiaremos a sua liquidez, estimulando extraordinariamente a conversão de contratos de trabalho a termo em contratos sem termo, assegurando estabilidade laboral neste momento difícil. Lançaremos ainda, formação dirigida à mudança e readaptação das empresas e dos trabalhadores, incidindo em eficiência energética, competências digitais e verdes, logística, produtividade e economia circular”, prosseguiu.

Para as famílias mais carenciadas, será criada uma medida de combate à privação material, através da atribuição de um apoio para acesso a alimentos e alguns produtos de saúde.

Rafael Costa brilha na Alemanha com 7.º lugar na Taça do Mundo de Patinagem Artística

O atleta de 15 anos, do Clube de Patinagem de Santa Cruz, representou Portugal na World Skate Artistic World Cup e assinou uma excelente recuperação no programa longo em Garmisch-Partenkirchen

© DIREITOS RESERVADOS

A patinagem artística dos Açores alcançou um resultado de relevo internacional na Alemanha pela mão do jovem Rafael Lourenço Costa, atleta do Clube de Patinagem de Santa Cruz, sediado no concelho da Lagoa. Com apenas 15 anos de idade, o patinador açoriano representou a seleção nacional e a Região Autónoma na 2.ª Semifinal da Artistic World Cup 2026, uma prestigiada competição da World Skate que decorreu entre os dias 8 e 17 de maio, na cidade de Garmisch-Partenkirchen. De acordo com um comunicado enviado pela direção do clube lagoense à imprensa, o jovem atleta competiu no escalão de Cadetes, batendo-se contra alguns dos melhores patinadores mundiais da atualidade nesta exigente disciplina desportiva.

O percurso de Rafael Costa em solo alemão ficou marcado por uma prestação em crescendo e por uma forte resiliência competitiva na pista. Após encerrar o Programa Curto fixando-se na 10.ª posição da tabela, o patinador do Clube de Patinagem de Santa Cruz operou uma excelente recuperação na etapa decisiva, alcançando um brilhante 5.º lugar no Programa Longo. Contabilizadas as duas prestações, Rafael Costa arrecadou uma pontuação total de 92,97 pontos, fechando a sua participação num honroso 7.º lugar da classificação geral da Taça do Mundo, marca que representa um feito histórico tanto para a sua carreira pessoal como para a afirmação desportiva da patinagem artística açoriana nesta época.

A direção do clube manifestou publicamente o seu orgulho, felicitando o atleta e toda a equipa técnica pela exibição e pela forma exemplar como dignificaram o emblema da Lagoa e as cores de Portugal além-fronteiras. A estrutura diretiva estendeu ainda um agradecimento público aos familiares dos atletas, colaboradores e às entidades oficiais cujo suporte financeiro e logístico viabilizou esta deslocação internacional à Alemanha, nomeadamente a Câmara Municipal da Lagoa, a Junta de Freguesia de Santa Cruz e a Associação de Patinagem de São Miguel.

Vila Franca do Campo apresenta São João da Vila 2026 com Bárbara Tinoco, Piruka e mais de mil marchantes

O programa dos festejos do feriado municipal, que decorre de 5 a 28 de junho, foi revelado pela presidente da Câmara, Graça Melo, apostando no reforço do caráter popular, na descentralização da animação e em novos horários para as Noites da Juventude

© CM VILA FRANCA DO CAMPO

Vila Franca do Campo já está a preparar o seu maior cartão-de-visita cultural e identitário com a apresentação oficial do programa do São João da Vila 2026. Em conferência de imprensa realizada no Salão Nobre dos Paços do Concelho, a presidente da Câmara Municipal, Graça Melo, desvendou um cartaz vasto e diversificado que vai estender-se de 5 a 28 de junho, unindo música, cultura, desporto e as indispensáveis manifestações populares. Segundo a nota informativa enviada pela autarquia vilafranquense, o grande objetivo desta edição passa por reforçar vincadamente o caráter tradicional da festa, promovendo uma maior descentralização da animação e um forte investimento no embelezamento e decoração das principais artérias do centro histórico da vila.

As marchas populares assumem-se, uma vez mais, como o coração das festividades, estando já confirmada a participação de dezasseis marchas que vão levar mais de mil marchantes para a rua. O momento alto acontece na noite de 23 de junho, com o primeiro desfile a ligar a Rotunda dos Frades ao Largo Bento de Góis, onde se seguirá o tradicional arraial, animado por Romeu Bairos e pela Banda Larga Açores, prolongando-se até às 06h00. Na noite seguinte, a 24 de junho, o feriado municipal cumpre o segundo desfile com percurso idêntico, culminando num novo arraial no Largo Bento de Góis até às 02h30, desta feita com as atuações de Nuno Ventura e do coletivo Pimba ao Molhe.

No plano da animação musical e direcionado ao público mais jovem, os grandes destaques do cartaz vão para os concertos de Bárbara Tinoco e de Piruka, agendados para os dias 19 e 20 de junho, respetivamente, no Recinto das Festas. Esta área apresentará novidades estruturais e logísticas, com os concertos a iniciarem-se mais cedo, pelas 20h00, e a encerrarem às 02h00, de forma a salvaguardar o descanso dos moradores locais. O recinto será ainda reconfigurado para valorizar a gastronomia tradicional em detrimento do fast-food, dispondo de mesas em toda a envolvência e de um reforço na ornamentação festiva. O Largo Bento de Góis acolherá também outras propostas sonoras ao longo do mês, como Dionísio Garcia e Blues Rockers no dia 13, ou Beat Breakers e Stereo Mode a 18 de junho.

A componente desportiva arranca logo a 6 de junho com o VI Trail São João da Vila, que conta já com 470 atletas inscritos, seguindo-se o 36.º Torneio Internacional de Karaté (7 de junho), os torneios de Futebol Serrotes Cup e de Xadrez (ambos a 13 de junho), a atividade de cycling ao ar livre Summer Ride (13 de junho), o evento motorizado Vila Franca Arranques Meeting (16 de junho), as provas de Vela de São João e de Caiaque da Vila (21 de junho) e o Torneio Futsal Masters (26 a 28 de junho). Na Cultura, o Centro Cultural recebe a partir de 15 de junho a Exposição Fotográfica de Marchas Antigas e a mostra de Patchwork de Pamela Gregan, além da Oficina Sénior – Bandeiras de São João no dia 9. A nível comunitário, destaca-se o workshop de sardinhas decorativas que envolve seniores locais desde abril para enfeitar as ruas, a demonstração culinária de petiscos vegetarianos com Gualter Rainha na Biblioteca Municipal (17 de junho) e a entrega do Prémio Literário Armando Côrtes-Rodrigues, agendada para o dia 18 de junho no Salão Nobre.

Quando a fileira cresce, mas o produtor perde

Patrícia Miranda
Deputada pelo PS na ALRAA

Os números mais recentes do setor leiteiro açoriano merecem mais do que uma leitura superficial.

Segundo dados do Serviço Regional de Estatística dos Açores, no primeiro trimestre de 2026 a recolha direta de leite aumentou 1,1%, atingindo 153,28 milhões de litros, mais 1,7 milhões de litros face ao período homólogo.

À primeira vista, o dado parece positivo.

Mas quem conhece a fileira leiteira sabe que os mercados raramente se explicam por uma única variável.

No mesmo período, a produção de queijo nos Açores caiu 12,6%, passando de 8.633 para 7.541 toneladas.

E este dado muda completamente a leitura.

Porque o leite mede volume. Mas o queijo mede valor.

Nem todo litro de leite gera o mesmo retorno económico. Um litro destinado a leite UHT ou a produtos de menor diferenciação não cria o mesmo valor que um litro transformado em queijo, sobretudo quando falamos de produtos com identidade, marca, maturação e posicionamento premium.

Por isso, a verdadeira pergunta não é apenas se estamos a produzir mais.

A pergunta é: estamos a criar mais valor ou apenas mais volume?

E este ponto é decisivo.

Os Açores não ganharão uma competição assente apenas na quantidade. Somos uma região ultraperiférica, com custos logísticos elevados, forte dependência de fatores externos e limitações de escala.

A nossa competitividade só pode estar na diferenciação, na transformação e na capacidade de fazer com que cada litro de leite valha mais.

É por isso que a quebra do queijo merece atenção.

Pode haver explicações técnicas legítimas: ajustamento industrial, gestão de stocks, pressão comercial, necessidade de liquidez ou desvio para produtos com menor tempo de imobilização financeira.

Tudo isso faz parte da lógica dos mercados.

Mas há um dado adicional que não pode ser ignorado.

No início deste ano, produtores de algumas ilhas viram o preço pago ao leite diminuir cerca de 3 cêntimos por litro.

E aqui a leitura torna-se mais exigente.

Porque passamos a ter três sinais simultâneos: mais leite; menos queijo; menos preço pago ao produtor.

Ou seja: mais esforço produtivo, sem garantia de melhor remuneração.

Quem trabalha no setor sabe o que representam três cêntimos por litro.

Numa exploração com 500 mil litros anuais, falamos de menos 15 mil euros por ano.

Numa exploração com um milhão de litros, menos 30 mil euros.

Não estamos a falar de um detalhe estatístico.

Estamos a falar de rendimento, tesouraria, investimento, previsibilidade e, muitas vezes, da diferença entre continuar ou desistir.

Há ainda um paradoxo que quem conhece a produção leiteira compreende bem.

Quando o preço pago ao produtor desce, a reação económica imediata raramente é produzir menos.

Pelo contrário.

Numa exploração leiteira, os custos fixos mantêm-se: salários, energia, maquinaria, financiamentos, manutenção, rendas.

A estrutura continua lá.

E quando o litro vale menos, a reação de sobrevivência tende a ser simples: produzir mais para tentar compensar o que se perdeu.

Mas é precisamente aqui que reside um dos maiores riscos do setor.

Aquilo que faz sentido à escala individual de uma exploração pode, quando replicado em larga escala, agravar o problema: mais oferta, maior pressão sobre o mercado, novo aperto no preço.

Perante esta realidade, uma das respostas que o Governo tem vindo a assumir passa pela reconversão de explorações leiteiras para produção de carne.

A medida pode fazer sentido em determinados contextos e em determinadas ilhas.

Mas levanta uma questão essencial: qual é afinal a visão para a fileira do leite e dos lacticínios nos Açores?

Porque há uma diferença entre gerir ajustamentos conjunturais e aceitar, como resposta estrutural, a redução da própria capacidade produtiva.

Se perante a pressão sobre o preço a solução passa por reduzir produção, corremos o risco de responder a uma dificuldade de mercado com retração produtiva, em vez de enfrentar a verdadeira questão: a criação e distribuição de valor ao longo da cadeia.

E é precisamente aqui que entra a política.

Não para contrariar artificialmente o mercado.

Mas para garantir visão estratégica sobre a forma como a fileira se organiza, valoriza e distribui riqueza.

Porque se a fileira cresce em volume, mas quem produz perde rendimento, então há uma pergunta inevitável: quem está, afinal, a ficar com o valor gerado ao longo da cadeia?

Os Açores não podem resignar-se a um modelo em que a resposta às oscilações do mercado passa por produzir mais, transformar menos em valor acrescentado e ajustar o equilíbrio financeiro sempre à custa do elo mais vulnerável.

Porque no fim, os números sobem e descem.

A fileira ajusta-se. A indústria reorganiza-se. O mercado oscila. A distribuição protege as suas margens. Mas quem absorve a pancada continua a ser quem acorda às cinco da manhã para fazer a ordenha.

Isto não é sustentável.

Porque sem produtores não há leite.

Sem leite não há indústria.

Sem indústria não há fileira.

Mas há uma verdade mais profunda do que qualquer indicador económico: nenhuma fileira resiste quando quem trabalha todos os dias deixa de sentir que o esforço compensa.

Quando a esperança se vai tornando mais curta do que os dias de trabalho.

Quando acordar às cinco da manhã deixa de ser sinal de compromisso e passa a ser apenas resistência.

E quando se perde um produtor, não se perde apenas produção.

Perde-se conhecimento.

Perde-se território.

Perde-se economia local.

Perde-se identidade.

Perde-se futuro.

Hospitais dos Açores entram na era da cirurgia robótica com investimento de 2,3 milhões de euros do PRR

O Hospital de Santo Espírito da Ilha Terceira acolheu a primeira intervenção cirúrgica ortopédica com recurso a tecnologia robótica na região, num passo histórico para a modernização do Serviço Regional de Saúde que chegará também ao Hospital Divino Espírito Santo, em Ponta Delgada

© MIGUEL MACHADO

O Serviço Regional de Saúde deu um passo histórico na modernização tecnológica e na diferenciação dos cuidados prestados aos utentes açorianos. O Hospital de Santo Espírito da Ilha Terceira (HSEIT) acolheu a primeira intervenção cirúrgica com recurso a um robô ortopédico na Região Autónoma dos Açores, assinalando o arranque oficial desta valência médica nas ilhas. De acordo com a nota de imprensa enviada pelo executivo regional, o momento foi presenciado pelo presidente do Governo dos Açores, José Manuel Bolieiro, que sublinhou o impacto desta inovação. “Estamos a inaugurar a possibilidade da robótica cirúrgica. Esta era uma necessidade e estamos hoje a celebrar este momento”, afirmou o governante, aproveitando a ocasião para deixar um reconhecimento público à administração hospitalar e aos profissionais do HSEIT pelo empenho em reforçar a capacidade de resposta aos doentes. “Este hospital tem instalações magníficas e profissionais briosos. O objetivo é aumentar a sua diferenciação, as suas capacidades e também torná-lo mais atrativo para mais profissionais”, acrescentou.

A introdução desta tecnologia de ponta resulta de um investimento estratégico global que ascende a 2,35 milhões de euros (acrescidos de IVA), financiado através do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), na componente destinada à modernização e requalificação da saúde. Este pacote financeiro permitiu a aquisição de dois sistemas de cirurgia robótica ortopédica: o equipamento agora estreado na Ilha Terceira, orçado em 1,25 milhões de euros, e um segundo sistema, no valor de 1,1 milhões de euros, destinado ao Hospital do Divino Espírito Santo (HDES), em Ponta Delgada, aproximando esta inovação também dos utentes de São Miguel. A cirurgia robótica destaca-se por permitir uma maior precisão nos procedimentos, um planeamento cirúrgico refinado, menor invasividade e uma recuperação pós-operatória visivelmente mais rápida e eficaz. O executivo antecipa elevados ganhos em saúde, traduzidos na redução do tempo de internamento, na diminuição das sessões de fisioterapia necessárias e na quebra de custos sociais indiretos, como o absentismo laboral, estando já previstos estudos específicos para avaliar o impacto clínico e operacional desta tecnologia.

O ato inaugural no bloco operatório contou ainda com a presença da secretária regional da Saúde e Segurança Social, Mónica Seidi, do presidente do Conselho de Administração do HSEIT, Paulo Diz, da diretora clínica, Rute Couto, da diretora do Bloco Operatório, Lisandra Martins, e da responsável pelo Bloco Operatório, Sandra Pavão. Após acompanharem o procedimento cirúrgico, a comitiva governamental e os responsáveis hospitalares prosseguiram com uma visita de trabalho à Unidade de Cuidados Intermédios Cardíacos (UCIC) e avaliaram o andamento das obras de instalação do novo angiógrafo, infraestruturas que complementam o forte investimento em equipamentos no hospital terceirense, que já soma 15 milhões de euros acumulados entre os anos de 2021 e 2026.

Festival Lagoa Bom Porto regressa em junho ao Porto dos Carneiros para celebrar tradições marítimas e música

O certame, que decorre entre os dias 19 e 21 de junho inserido nas festas de São Pedro Gonçalves Telmo, promete três dias de animação com passeios de barco à Caloura, gastronomia com convidados do Algarve e espetáculos de “Para Sempre Marco” e “7 Saias”

© CM LAGOA

O Porto dos Carneiros, na cidade da Lagoa, volta a ser o epicentro da cultura popular e da forte ligação da comunidade ao mar com a realização de mais uma edição do Festival Lagoa Bom Porto. O evento decorrerá entre os dias 19 e 21 de junho, integrando as tradicionais festividades em honra de São Pedro Gonçalves Telmo, o padroeiro dos homens do mar.

Segundo a nota de imprensa enviada pela Câmara Municipal da Lagoa, que organiza o certame com o apoio da Associação de Pescadores de Lagoa Bom Porto e da Junta de Freguesia de Nossa Senhora do Rosário, a iniciativa propõe um programa diversificado que cruza a música, a gastronomia, o convívio comunitário e a animação infantil, afirmando-se como uma das grandes referências do arranque da temporada de verão no concelho lagoense.

A programação arranca na sexta-feira, dia 19 de junho, com a atuação de Nuno Martins e as suas Bailarinas, a que se seguirá o espetáculo “Para Sempre Marco”, o grande cabeça de cartaz da noite de abertura, dedicado a recordar os grandes êxitos de Marco Paulo. No sábado, dia 20 de junho, o festival assume uma vertente vincadamente familiar e de proximidade através de uma tarde infantil com pula-pulas, pinturas faciais e karts, a par dos muito partilhados passeios de barco gratuitos entre o Porto dos Carneiros e o Porto da Caloura. O dia de sábado inclui ainda o desfile da charanga dos agrupamentos de escuteiros e escoteiros do concelho, uma mostra gastronómica dinamizada por uma comitiva oriunda da cidade gémea de Lagoa – Algarve, a atuação do Grupo de Cantares Tradicionais de Santa Cruz, do Grupo de Acordeões de Pedro Estrela, da artista Raquel Dutra e, a fechar a noite, o concerto das 7 Saias.

O último dia do festival, domingo, 21 de junho, preserva a profunda identidade religiosa e comunitária do Porto dos Carneiros, iniciando-se com a missa e a imponente procissão em honra de São Pedro Gonçalves Telmo. Após os atos religiosos, a organização promove o tradicional convívio aberto a toda a população, onde serão servidos o churrasco e o típico caldo de peixe. A animação de domingo estende-se pela tarde e noite fora com as apresentações da Dispensa Os Companheiros – Grupo de Castanholas de Rabo de Peixe, do Grupo Cultural e Recreativo Domingos Rebelo, do Grupo de Dança Som do Vento e do Grupo Doce Sinfonia, cabendo à Banda Engle o encerramento oficial desta grande celebração de lagoensidade.

Emigração em Montreal celebra 60 anos de devoção ao Senhor Santo Cristo com a presença do Governo regional

O secretário regional dos Assuntos Parlamentares e Comunidades, Paulo Estêvão, acompanhado pelo diretor regional das Comunidades, José Andrade, participou nas comemorações do Jubileu de Diamante das festividades no Canadá, destacando a importância da diáspora na preservação da identidade açoriana

© SRAPC

O Governo dos Açores reiterou o seu compromisso estratégico em consolidar os laços de proximidade e valorização com as comunidades da diáspora. Em visita oficial a Montreal, no Canadá, o secretário regional dos Assuntos Parlamentares e Comunidades, Paulo Estêvão, destacou o papel fundamental dos emigrantes na preservação da identidade cultural junto das novas gerações.

De acordo com uma nota de imprensa enviada pelo executivo açoriano, a deslocação oficial enquadra-se nas comemorações do Jubileu de Diamante (60 anos) das Festas em honra do Senhor Santo Cristo dos Milagres em Montreal, uma das mais relevantes expressões religiosas e culturais da comunidade açoriana radicada na província do Quebeque, cuja primeira manifestação remonta a 15 de maio de 1966. Centradas na Missão Santa Cruz e organizadas pela Associação “Saudades da Terra Quebequente”, estas celebrações assumem-se há seis décadas como um pilar essencial na manutenção da fé e das tradições insulares em território canadiano.

Durante a sua intervenção, o governante agradeceu o acolhimento na Casa dos Açores do Quebeque — instituição fundada em 1978 e vital na congregação da comunidade na sociedade de matriz francófona — enaltecendo “a dedicação, a qualidade e o espírito de missão” que caracterizam o seu trabalho. Paulo Estêvão lembrou que este percurso coincide com a celebração dos 50 anos de Autonomia dos Açores e com a preparação das comemorações dos 600 anos da descoberta do arquipélago, momentos que contarão com iniciativas na região, no continente e junto da diáspora.

Evocando também o valor das Festas do Espírito Santo, o secretário regional sublinhou que “o sentimento de pertença açoriana permanece vivo mesmo após várias gerações fora da região”, concluindo que “cabe-nos continuar a criar pontes, fortalecer os laços comunitários e envolver os mais jovens nas nossas tradições, associações e Casas dos Açores”.

Atualmente, existem 20 Casas dos Açores espalhadas pelo mundo, apoiadas por uma vasta rede de associações e órgãos de comunicação social que mantêm viva a ligação à terra de origem.

Equipas de Saúde Escolar dos Açores recebem formação em Ponta Delgada para apoiar alunos com necessidades especiais

A iniciativa, promovida pela Secretaria Regional da Saúde e Segurança Social entre os dias 19 e 21 de maio, visa capacitar os profissionais da região para a deteção precoce e intervenção sistemática junto de crianças e jovens em contexto escolar

© SRSSS

As Equipas de Saúde Escolar da Região Autónoma dos Açores estão a participar, em Ponta Delgada, numa ação de formação focada no “Suporte a crianças e jovens com Necessidades de Saúde Especiais na escola”. A iniciativa, que decorre entre os dias 19 e 21 de maio, é promovida pela Secretaria Regional da Saúde e Segurança Social, através do Programa Regional de Saúde Escolar, conforme informou o departamento governamental em nota de imprensa. Este investimento na qualificação dos profissionais visa estreitar a articulação entre a saúde e a educação nas ilhas, tendo como principal objetivo reforçar a capacitação técnica para a deteção precoce e para a intervenção sistemática junto dos alunos que enfrentam estes desafios no seu quotidiano escolar.

O encontro de trabalho conta com a participação de especialistas de reconhecido mérito e com experiência consolidada na área, promovendo a partilha de conhecimento científico e de boas práticas para robustecer a capacidade de resposta regional. O painel de formadores convidados integra Eva Menino, docente e investigadora na área da enfermagem comunitária; Maria do Céu Pires, docente e investigadora com atividade académica centrada na saúde infantil, comunitária e inclusão escolar; Leonel Lusquinhos de Sousa Oliveira, enfermeiro, docente e presidente da Sociedade Portuguesa de Enfermagem de Saúde Escolar; e Ana Granadeiro, enfermeira especialista em saúde comunitária com intervenção direta nesta área.

Através deste programa formativo, a Secretaria Regional da Saúde e Segurança Social refere, em comunicado, que reafirma o compromisso com a valorização do conhecimento científico aplicado à prática diária, procurando garantir decisões clínicas e organizacionais mais informadas que resultem em respostas integradas, inclusivas e equitativas para a comunidade escolar açoriana.

João Pedro Moniz distinguido como “Bombeiro de Mérito 2025”

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Faltavam poucos minutos para a 01h00 do dia 4 de dezembro de 2025 quando o bombeiro João Pedro Moniz se lançou à água nas Portas do Mar, em Ponta Delgada, para tentar salvar uma vítima que se encontrava em situação de afogamento eminente a cerca de duzentos metros do cais de cruzeiros.

Apercebendo-se das dificuldades da vítima e da urgência do socorro, João Pedro Moniz despiu o uniforme e, em condições climatéricas muito adversas, equipando-se com boia e corda de salvamento e apenas com roupa interior, num ato de extrema coragem, lançou-se ao mar, colocando em risco a sua própria vida, sendo orientado por lanternas e indicações verbais do pessoal em terra, conseguindo alcançar a vítima em apenas alguns minutos.

O bombeiro João Pedro Moniz, que com este ato conseguiu salvar a vítima, mostrou ser fiel ao lema “vida por vida” elevando a reputação, o brio, o profissionalismo, o altruísmo e a coragem dos bombeiros de Ponta Delgada e de Portugal sendo, por isso, merecedor da atribuição da distinção nacional

O feito foi reconhecido pela Liga dos Bombeiros Portugueses que distinguiu João Pedro Moniz com o galardão “Bombeiro de Mérito 2025”, prémio que será entregue no dia 31 de maio aquando das comemorações do Dia Nacional do Bombeiro, cerimónia que terá lugar em Paredes, Porto.