
O relógio ainda não deu as 10 da manhã e António Lopes já está desesperado em frente à Unidade de Saúde de Lagoa. Tem em tribunal um assunto pendente por falta de um documento que só o delegado de saúde lhe pode passar. Trata-se de um certificado multiusos, que comprova os seus 75 por cento de incapacidade física que o levaram em 2000 à reforma por invalidez. Já vem pedindo o documento desde março, quando o antigo expirou a validade.
Oito meses volvidos continua à espera. “Acabei de falar com o delegado de saúde, que me disse que está à espera de uma resposta de alguém para poder passar o papel”, explica o utente. Frustrado retribui: “Oh senhor doutor, eu não quero uma resposta, quero a declaração”, mas é um “não posso fazer nada” que lhe é devolvido e o conduz, novamente, ao exterior da unidade de saúde, onde aguarda por um milagre.
Os meses vão passando entre várias chamadas do advogado...
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