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Guerra do Ultramar: um confronto que permanece na mente dos antigos combatentes

Já se passaram mais anos em Liberdade do que no regime da ditadura que, durante décadas, oprimiu o povo português no Estado Novo. Ainda assim, quem foi mandado para a guerra, sem querer, tem muito por contar

Neste mês da Liberdade, esta reportagem carrega a função de honrar e cumprir um dever de memória para com os antigos combatentes do Ultramar © D.R.

Neste mês da Liberdade, assinalam-se 49 anos desde a Revolução dos Cravos. Nesta reportagem, que carrega a função de honrar e cumprir um dever de memória para com os antigos combatentes do Ultramar, que foram também afetados pelos episódios bélicos e traumas associados, serão partilhados os testemunhos de três lagoenses que passaram por uma experiência que mudou as suas vidas.

Manuel Pádua, 72 anos, é o delegado do Núcleo da Liga dos Combatentes da Lagoa, cujo lema é “cuidar dos vivos e honrar os mortos”. Obrigado por lei a “defender e dar a vida pela pátria”, recorda, com alguma dificuldade, os 29 meses que passou, de “arma na mão”, em Angola. “Ou ias, ou ias”, garante ao Diário da Lagoa (DL).

“Só via sangue por tudo o que era sítio”, relembra, “com dor”, um dos...

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Comentários

  1. avatar Leitor 15-04-2023 21:03:54

    Em 1970 publicaram-me o meu primeiro poema "Juventude no século XX", numa revista escolar portuense. Enviava poesia para crítica no "Poesia 70" de revista portuense. Sempre fui livre de ser jovem no ambiente portuense. Estuda a metros da PIDE ou já DGS. A sociedade portuguesa precisa de condições dignas para viver. O passado não alimenta. Destrói.