“Jovens e a Política” é o mais recente livro da autoria do jovem, descendente de lagoenses, José Miguel Bettencourt.
Trata-se de uma obra que teve o seu 1º lançamento no passado dia 14 de julho na Assembleia da Republica e foi apresentado por Adriano Moreira, Jaime Gama e Mota Amaral.
No final do mês de julho, mais propriamente dia 28, foi apresentado em São Miguel, numa sessão que decorreu na Universidade dos Açores, presidida pelo Magnífico Reitor da Universidade dos Açores, tendo sido apresentada pelo Ex-Presidente do Governo Regional dos Açores e Ex-Presidente da Assembleia da República, Mota Amaral.
Este livro conta com o Prefácio de Marcelo Rebelo de Sousa, a Nota de Apresentação de Mota Amaral e o Posfácio de Jaime Gama.
Trata-se de uma obra que reúne depoimentos inéditos de personalidades dos mais variados quadrantes políticos portugueses, como: Adriano Moreira, João Carlos Espada, João Dias da Silva, Luís Campos e Cunha, Miguel Morgado, Mota Amaral, Paulo Almeida Sande, Paulo Teixeira Pinto, Pedro Magalhães e Rui Oliveira e Costa.
Segundo o autor, este livro é um retrato que várias gerações, desde o 25 de abril e até antes, fazem da política e da juventude que na altura tiveram e que puderam analisar, à distância, qual poderá ser a diferença dessa juventude e da atual.
José Miguel Bettencourt diz ser igualmente uma importante reflexão e um contributo sobre a forma como os cidadãos se devem chegar à política.
“Hoje em dia nota-se uma indiferença à politica, por parte dos cidadãos, e que se deve a vários fatores, primeiro devido à descredibilização da politica, segundo porque a ideia que têm dos políticos é uma ideia que advém para características negativistas, e em terceiro pela atual crie que vivemos leva a essa mesma descredibilização”, refere.
José Miguel Bettencourt entende que as pessoas hoje preocupam-se com a política porque, atualmente esta está a falhar com o essencial, que é assegurar o bem-estar das populações. “As pessoas hoje estão preocupadas com a política porque sentem que as suas condições de trabalho estão ameaçadas, há desemprego evidente, a crise económica e financeira alastrou-se a níveis preocupantes, e estas sentem que o seu futuro está em causa, e é por isso que estão com sede da política”, adianta.
O autor entende que “o que deve ser feito, e o livro tem esse objetivo, passa por uma reflexão, clara e objetiva, sobre a reforma que deve ter lugar, uma reforma séria da política e do sistema eleitoral, aproximando os políticos dos cidadão e os cidadãos dos políticos”.
José Miguel Bettencourt deixa mesmo o apelo à sociedade civil e à classe política açoriana para que seja revista, com urgência, a relação com os eleitores, para que possa ser feita uma reflexão muito séria aos níveis alarmantes da abstenção nos Açores.
“Eu entendo que os jovens não têm que viver da política, mas há algo que digo no livro, mesmo que não nos queiramos entregar à política, a política cuida de nós”, recorda.
O autor entende que as pessoas têm de ter a capacidade de saber separar o mau político do bom político, e essa distinção vai permitir ter políticos mais profissionais e mais capazes, sendo que, “através da nossa escolha, do nosso voto, podemos escolher os melhores”, adianta.
DL
Os leitores são a força do nosso jornal
Subscreva, apoie o Diário da Lagoa. Ao valorizar o nosso trabalho está a ajudar-nos a marcar a diferença, através do jornalismo de proximidade. Assim levamos até si as notícias que contam.
Leave a Reply