
Acho que as coisas aumentaram muito de um dia para o outro. É só vermos o preço da carne, do peixe, do pão e da fruta que se praticam nas duas maiores superfícies comerciais que temos. Atualmente optei por adquirir estes bens essenciais nas mercearias, talho e frutarias do concelho e não estou nada arrependida porque encontro produtos com qualidade e mais em conta.
Diz-se que este aumento do custo de vida deve-se à guerra na Ucrânia, pessoalmente acho que houve aproveitamento por parte da distribuição.
Ouvindo vários comentários, considero que há muitas pessoas que estão a passar mal com isto.

Pelo que vemos nas notícias e nas redes sociais, penso que todos temos a sensação que as coisas estão a aumentar. A guerra fez aumentar sobretudo o preço dos cereais e dos combustíveis. Para mim, a recessão económica provocada pela pandemia também contribuiu para estes aumentos. Acho que pessoas que têm dívidas no banco, podem deixar de conseguir pagá-las e se isso acontece, perdem os seus bens. Para quem tem condições económicas mais desfavoráveis, sai mais prejudicado por causa dessa situação. Esta crise não vai ser facilmente ultrapassada, mas se houver sacrifícios e uma colaboração dos líderes que estão à frente de instituições, mais facilmente se ultrapassa isto. Poupar sempre foi algo inerente à minha família, agora com esta situação ainda mais e acho que é também o que muitas famílias estão a fazer. Não vou deixar de comprar determinados produtos de certas marcas, mas se houver produtos que possamos optar por uma marca mais barata, nós optamos.

Os preços estão muito mais altos. Eu como dona de um café, vejo que é necessário aumentar o preço da venda de um café porque quando o compramos, para poder vender, ele encontra-se num preço mais elevado. Vão haver consequências não muito boas. Cada vez mais as pessoas não têm, muitas vezes, como adquirir certos bens essenciais e isso é mau para os que compram mas também para os que vendem. Não deixo de comprar as coisas necessárias.Tento poupar um pouco mais porque nunca se sabe se os preços irão aumentar de novo e é importante estarmos preparados para o pior.

Temos assistido a aumentos generalizados, em todas as áreas. Preocupa-me especialmente o aumento que tenho observado nos bens essenciais, nomeadamente na alimentação. Provavelmente não será a guerra o único fator destes aumentos, haverá outros. Preocupa-me as famílias vulneráveis com poucos rendimentos, acredito que estejam a passar por grandes dificuldades. Inevitavelmente terá de haver maior poupança. Em muitos casos nem haverá lugar para a poupança, o dinheiro que existe será direcionado para aquilo que é efetivamente necessário e importante. Temos de pensar seriamente naquilo que realmente precisamos, tentando não seguir caminhos consumistas. Penso que a curto prazo vamos ter tempos muito difíceis, espero que de algum modo seja possível parar com esta escalada de preços. É tempo de pensar naquilo que é realmente importante.

Os preços têm aumentado muito, principalmente na alimentação que é aquilo que nos faz falta para o dia-a-dia e que pesa muito no bolso do consumidor, para além dos combustíveis. Vou às compras e vejo que há uma subida de preços completamente exagerada. Como é que antes da guerra temos produtos portugueses, por exemplo, a maçã a X preço e duas semanas depois já é o dobro? E estes aumentos já estão a ter consequências. Começo a ficar preocupado ao pensar como é que uma pessoa com o ordenado mínimo consegue alimentar um filho ou dois. O Natal está a chegar e possivelmente vai deixar de haver na mesa de muitos portugueses muita coisa que antigamente existia e que este ano pode não existir. Vamos começar a poupar.

Quando vamos comprar produtos essenciais eles encontram-se com preços mais elevados e os nossos rendimentos continuam os mesmos. Vai haver uma maior dificuldade de adquirir produtos de melhor qualidade devido ao nosso poder de compra ser baixo e dos preços aumentarem cada vez mais, o que pode levar a que muitas pessoas passem necessidades. Vou passar a tentar poupar e controlar os meus custos sempre que puder, não deixando de comprar o que antes comprava mas, em algumas situações, vou tentar encontrar o mais barato. Acho que, para o que ganhámos, não se devia justificar determinados aumentos. Se assim o quisessem, deveria aumentar-se os rendimentos para poder haver um equilíbrio.
Vox Pop realizado por Catarina Teixeira
Publicado na edição impressa de dezembro de 2022
Leave a Reply