
A Associação Agrícola de São Miguel (AASM) promove na próxima sexta-feira, 6 de março, às 10h30, um colóquio dedicado ao tema “O Acordo UE-Mercosul e o Quadro Financeiro Plurianual 2028-2034”. O evento, que terá lugar nas instalações da própria associação, situadas no Recinto da Feira, em Santana, na Ribeira Grande.
A sessão de abertura será conduzida pelo presidente da Federação Agrícola dos Açores, Jorge Rita, e pelo secretário regional da Agricultura e Alimentação, António Ventura. O debate contará com as intervenções de Luís Mira, secretário-geral da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), Eduardo Diniz, diretor do Gabinete de Planeamento, Políticas e Administração Geral (GPP), e dos deputados ao Parlamento Europeu, Paulo Nascimento Cabral e André Franqueira Rodrigues.
O encontro visa promover uma reflexão profunda sobre os desafios e impactos que o tratado comercial entre a União Europeia e o Mercosul poderá representar para a produção regional, analisando simultaneamente o desenho do novo Quadro Financeiro Plurianual para o período de 2028 a 2034.
Em nota enviada pela AASM, a associação destaca a importância estratégica deste evento para a comunidade agrícola local, convidando todos os interessados a participarem nesta sessão de esclarecimento e análise sobre o futuro dos apoios e da competitividade do setor.

A Associação Agrícola de São Miguel (AASM) realiza na próxima quarta-feira, 25 de fevereiro, pelas 10h30, o “Dia de Campo: Pastagens Resilientes”, uma iniciativa que terá lugar no campo experimental de Santana, no concelho da Ribeira Grande.
De acordo com nota de imprensa enviada às redações pela associação, o evento consiste numa visita técnica de campo desenhada para dar a conhecer as mais recentes novidades e soluções destinadas ao desenvolvimento de pastagens que combinem alta produtividade com uma maior capacidade de adaptação aos desafios atuais.
Através destes ensaios, a AASM pretende auxiliar os produtores na seleção rigorosa de espécies forrageiras. O trabalho desenvolvido em campo permitirá a formulação de novas consociações compostas por variedades de gramíneas, fundamentadas na avaliação contínua do seu desempenho agronómico e na sua capacidade de resposta e resistência a doenças. Segundo a associação, este foco na resiliência é considerado fundamental para garantir a sustentabilidade e a rentabilidade das explorações agrícolas da região.
A iniciativa conta com a parceria estratégica da empresa Barenbrug, referência mundial no setor das sementes, reforçando a componente técnica e inovadora do encontro. A Associação Agrícola de São Miguel convida, ainda, todos os agricultores, técnicos e demais interessados no setor a participar nesta jornada de partilha de conhecimento e demonstração prática.

A abertura oficial do Concurso Micaelense Holstein Frísia de Outono, no Recinto da Feira de Santana, concelho da Ribeira Grande, ficou marcado esta sexta-feira, 28 de novembro, pelos discursos do presidente da Associação Agrícola de São Miguel (AASM), Jorge Rita, e do presidente do Governo regional dos Açores, José Manuel Bolieiro, sobre a sustentabilidade do setor agrícola açoriano.
Jorge Rita exigiu o fim dos atrasos nos pagamentos de ajudas e uma política de incentivo fiscal para os jovens agricultores açorianos, ao que o presidente do Governo regional dos Açores respondeu com o anúncio de fundos comunitários e um compromisso de maior previsibilidade financeira para 2026.
O presidente da AASM iniciou o seu discurso elogiando a “extraordinária qualidade” da produção regional, que lidera todos os rankings da CAP – Confederação dos Agricultores de Portugal. Contudo, realçou que este desempenho não se reflete de forma justa no rendimento dos agricultores, criticando a falta de agressividade comercial e a necessidade de se promover a marca Açores de forma mais consistente.
O líder associativo apontou o que considera ser um grave problema social, nomeadamente a dificuldade em atrair jovens para um setor que exige “dedicação 365 dias por ano”. Para reverter a situação, defendeu que, além do reforço das ajudas, é crucial “reduzir as questões fiscais” e eliminar a alegada discriminação nas ajudas nacionais. A reivindicação mais urgente centrou-se nos pagamentos em atraso, tendo Jorge Rita exigido a calendarização das ajudas para que os produtores tenham previsibilidade, enquanto sublinhou que cumprem “à risca” os seus compromissos fiscais e com a Segurança Social, enquanto esperam a mesma retidão por parte do Governo dos Açores.

Já o presidente do Governo regional, José Manuel Bolieiro, no seu discurso, reconheceu que o atraso nos pagamentos o deixa “comovido e incomodado”, prometendo um esforço para cumprir os compromissos. O principal anúncio de investimento foi a abertura, a partir de dezembro, do PEPAC – Plano Estratégico da Política Agrícola Comum, com a disponibilização de 24 milhões de euros em investimentos distribuídos mensalmente ao longo de seis meses “para assegurar pagamentos a tempo e horas”.
Em resposta às críticas de burocracia, o presidente do executivo açoriano anunciou medidas de simplificação, incluindo o aumento da taxa de comparticipação de 75% para 85%, a eliminação dos limites máximos de investimento e a eliminação da exigência de estudos económicos, visando melhorar a liquidez dos empresários. Adicionalmente, anunciou e destacou o reforço de dois milhões para candidaturas no programa VITIS, financiado pelo Fundo Europeu Agrícola de Garantia, incentivando a diversificação da vitivinicultura.
Face aos atrasos nos pagamentos, o governante assumiu o compromisso de negociar um calendário de pagamentos: “Nós vamos negociar um calendário de pagamentos para 2026, para que dê previsibilidade, estabilidade e regularidade nos pagamentos,” assegurou. O discurso terminou com o reconhecimento do papel essencial dos agricultores açorianos como “jardineiros do nosso ambiente” e um elogio ao “hoje Comendador Jorge Rita” pela sua capacidade de “diálogo e crítica construtiva”.

A Associação Agrícola de São Miguel (AASM) anuncia a realização do XI Concurso Micaelense Holstein Frísia de Outono, que decorrerá entre os dias 28 e 30 de novembro de 2025, no Parque de Exposições de São Miguel, no recinto da feira, em Santana, na Ribeira Grande.
O evento volta a reunir criadores, produtores e entusiastas da raça Holstein Frísia, “numa mostra de excelência genética do setor leiteiro açoriano” indica a AASM.
A edição deste ano contará igualmente com a presença de um juiz de reconhecida experiência internacional, reforçando o prestígio do certame.
O programa do XI Concurso Micaelense Holstein Frísia de Outono tem início a 28 de novembro, com a inauguração oficial às 16h00, seguida da eleição do melhor apresentador jovem e adulto às 17h00, e do concurso de vitelas e novilhas às 18h00.
O momento mais aguardado do evento terá lugar no sábado, 29 de novembro, a partir das 19h00, com o concurso das vacas em lactação.
Ao longo da noite, serão avaliados os diferentes animais, sendo no final eleita a vaca Grande Campeã, distinção que marca o ponto alto do XI Concurso Micaelense Holstein Frísia de Outono.
No domingo, 30 de novembro, decorrerá a partir das 11h00 a cerimónia de entrega dos prémios do Concurso Bovino, momento que encerra formalmente esta edição. O evento tem entrada livre.

A Associação Agrícola de São Miguel (AASM) celebrou esta sexta-feira, 5 de setembro, o seu 50.º aniversário com uma gala comemorativa que reuniu cerca de 1.300 pessoas.
Realizado na sede da associação, no Parque de Exposições de Santana, em Rabo de Peixe, o evento foi apresentado pelo humorista Herman José e marcou meio século de trabalho em prol da agricultura açoriana.
O encontro revelou-se um momento de reconhecimento e homenagem, contando com a presença de associados, representantes de diversas entidades regionais e nacionais, e convidados ligados ao setor agropecuário. A gala destacou o contributo de várias personalidades e instituições.
No seu discurso, o presidente da AASM, Jorge Rita, realçou a resiliência e independência da instituição ao destacar que o evento representa “uma justa homenagem a estas pessoas que contribuíram para a afirmação da Associação Agrícola de São Miguel e para a valorização da agricultura açoriana”.

Jorge Rita fez questão de sublinhar ainda a independência económica e financeira da associação, afirmando que a “reivindicação forte, consistente, de confiança e de segurança” só é possível quando não se está “dependente nem de nada nem de ninguém”. O responsável também recordou o papel essencial dos agricultores durante a pandemia, realçando que, enquanto “tudo parou”, continuaram a trabalhar, produzir e “dar vida à terra”.
Concluindo, Jorge Rita destacou a alimentação como a base da agricultura. “O princípio está sempre na base: a alimentação. E a alimentação faz-se, e far-se-á sempre, com os agricultores. Vocês são especiais”, disse o presidente da AASM, pedindo um forte aplauso para todos os agricultores. Por fim, deixou uma crítica à política europeia, alertando que o “desinvestimento na agricultura é desinvestimento na defesa”, defendendo que a melhor defesa que qualquer país pode ter é o investimento na alimentação.
A celebração dos 50 anos da instituição demonstrou o orgulho dos presentes no passado e a confiança no futuro, renovando o seu compromisso de continuar a trabalhar por uma agricultura moderna, sustentável e competitiva.

O presidente da Associação Agrícola de São Miguel (AASM), Jorge Rita, considerou “extremamente positivo” o balanço do X Concurso Holstein Frísia, que se que se realizou de 29 de novembro a 1 de dezembro no Parque de exposições na AASM. “Estamos a falar do melhor concurso que se faz a nível nacional, pela dimensão que tem, pela paixão evidenciada pelos produtores, pela envolvência das pessoas, pela qualidade da organização e pelas condições do pavilhão”, realçou, de acordo com nota enviada pela Associação.
Jorge Rita, que falava após a entrega dos troféus às vacas, novilhas e vitelas vencedoras do concurso, destacou a “grande adesão” dos produtores e a “excelente dinâmica que o concurso teve, com presença do público que encheu o pavilhão, principalmente, durante o sábado, dia de apuramento das vacas campeãs”, diz ainda a nota.
“As pessoas não se deslocaram para ver algo diferente. Vieram ver especificamente o concurso. Isto é extremamente positivo. Houve uma envolvência significativa da nossa sociedade e dos agricultores”, disse.
“Estamos a falar de dois concursos num ano que não são fáceis de fazer. É extremamente difícil. E conseguimos sempre ultrapassar as dificuldades com o trabalho dos produtores que são muito resistentes e resilientes,” explicou.
Jorge Rita sublinhou “a extraordinária qualidade dos animais” a concurso, “a diversificação dos prémios, sabendo-se que existem algumas explorações mais dominantes,” acrescentando que “além dos produtores tradicionais há novos produtores que começam a aparecer no concurso com animais geneticamente muito bons e que também ganham prémios.”
No entender do presidente da AASM, esta é a prova de que há “cada vez mais produtores a investir em boa genética e há jovens que incentivam os pais a participar e que se deve aos cursos de preparação de animais, que têm muita adesão junto da nossa juventude. Também existem intercâmbios com outros países muitos bons nesta área, que estimulam a participação dos produtores nestes concursos,” completou. Em seu entender, “grande parte desta nova vaga de produtores também se começa a afirmar” nos concursos “com a extraordinária qualidade dos seus animais.”
Jorge Rita, a concluir, deixou um alerta: “É muito importante que haja uma envolvência total à volta deste sector, principalmente daqueles que estão na fileira do leite, desde a produção, à transformação, à comercialização e, ao governo regional e à própria sociedade.
“Cada vez mais a sociedade percebe e sabe da importância que o nosso sector tem para a região. Até mesmo aqueles que estão em sectores de atividade que são emergentes na região, como é o caso do turismo, sabem que se a agricultura começa a ter muitos problemas económicos e sociais nas várias ilhas, a coesão territorial desaparece e deixa de existir o grande trabalho desenvolvido pelos agricultores na manutenção da grande beleza das nossas paisagens e do nosso ambiente. E ninguém quer que isto
aconteça”, acrescenta ainda Jorge Rita, citado na mesma nota.
“O que quero dizer é que uma agricultura forte, uma agricultura a crescer, em todas as suas dinâmicas, nos sectores do leite, da carne, e na diversificação agrícola, será sempre muito importante para o turismo que nos visita, por aquilo que nós potenciamos, quer em termos da oferta gastronómica, quer em termos das belezas naturais,” completou.
Por sua vez, António Ventura, secretário da Agricultura e Alimentação, de acordo com o mesmo comunicado, considerou que o concurso “afirma-se como um evento de grande prestígio para os Açores.” “Este concurso está a ganhar uma projeção não só regional, o que já tinha conseguido, como também uma projeção nacional e internacional,” realçou o governante.
Chama-se ‘Maravilha’ a vaca ‘Grande Campeã’ do X Concurso Micaelense Holstein Frísia de outono e é propriedade do produtor da freguesia das Furnas, António José Ferreira Pacheco.
É o segundo ano consecutivo que ‘Maravilha’ é ‘Grande Campeã’ em concurso com juízes diferentes e, este ano, foi também a vaca Campeã Adulta.
O produtor considerou ‘extremamente difícil’ chegar a este nível. “É uma luta constante e o trabalho de uma vida”, completou.
António Pacheco acredita “perfeitamente na aposta nas novas tecnologias. É possível ter robots nas explorações, ter equipamentos modernos e ter a gestão informatizada,” afirmou.

O Conselho de Ilha de São Miguel reuniu ontem, 5 de novembro, para dar parecer sobre o Plano Regional para 2025, numa perspetiva da ilha de São Miguel, de acordo nota de imprensa do mesmo.
O Plano foi aprovado por maioria pelos 35 Conselheiros com direito de voto, com 24 votos a favor, 9 contra e duas abstenções. No entanto, explica o comunicado, foram manifestadas, pela maioria dos conselheiros, algumas reservas face às carências existentes na ilha, bem como demonstrada a preocupação de que, mais do que as dotações dos planos, o essencial são as suas execuções.
A implementação do PRR e a reprogramação das verbas alocadas, em particular à transição energética foram também objeto de análise.
Da discussão do Plano, resultou que “devem ser encontrados vários desígnios para a ilha de São Miguel, que assumem particular importância no seu desenvolvimento”. Assim, de acordo com o Conselho de Ilha, “subsiste a necessidade de melhorar, manter e conservar as infraestruturas existentes, desde os caminhos agrícolas, às estradas (onde a via de acesso à Povoação é fundamental), ao porto e aeroporto de Ponta Delgada, às escolas, à cadeia de Ponta Delgada ou aos centros de saúde e Hospital do Divino Espírito Santo”, lê-se.
A habitação, a pobreza, a toxicodependência, a educação, a segurança, a necessidade de reforço da qualificação profissional, a falta de mão de obra e o sector da saúde estão no centro das preocupações e mereceu a intervenção dos Conselheiros, ainda segundo o comunicado.
O Conselho de Ilha anunciou também que vai criar grupos de trabalho para a apresentação de propostas concretas para São Miguel sobre economia, saúde e educação, solidariedade e segurança, “esperando que o Presidente do Governo Regional tenha disponibilidade para reunir com a Mesa do Conselho e demais conselheiros, como já foi solicitado em julho passado”, conclui a mesma nota.