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Morte de peixes meros deve-se à ação de agente patogénico de natureza viral

© GRA/LUIS MIGUEL CASADO GRACIA

Os peixes meros, que recentemente começaram a surgir à superfície da água do mar, morreram por ação de um agente patogénico de natureza viral responsável, ou seja, por ação de um vírus que provoca a destruição do sistema nervoso central e do olho, segundo comunicado do Governo regional.

A Secretaria Regional do Mar e das Pescas, através das suas duas direções regionais (Direção Regional das Pescas e Direção Regional das Políticas Marítimas) e Serviço de Ilha das Flores, tem estado a acompanhar o fenómeno registado nas populações selvagens de meros (Epinephelus marginatus) dos Açores desde o passado mês de setembro, lê-se, na nota.

A direção regional acionou um protocolo de monitorização e de identificação dos agentes etiológicos responsáveis, com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), através do seu Laboratório de Patologia de Animais Aquáticos.

O despiste de potenciais agentes patogénicos, nomeadamente parasitas e/ou agentes virais, bem como a determinação de biotoxinas, foi ontem, 24 de outubro, concluído, explica o mesmo comunicado, tendo o mesmo concluído que peixes morreram “por ação de um agente patogénico de natureza viral responsável por retinopatia e encefalopatia viral”.

O surto viral manifestou-se em indivíduos adultos, parasitados, após o período de reprodução, e sujeitos a stress fisiológico adicional devido a um aumento da temperatura da água do mar, e que por esta multiplicidade de fatores se encontravam com o seu sistema imunitário debilitado, explica o governo açoriano.

Segundo o comunicado, “esta não é uma doença infeciosa transmissível ao ser humano. Ainda assim, apela-se à população que mantenham as boas práticas indicadas anteriormente, nomeadamente que não consumam estes peixes”.

Em caso de avistamentos de meros à superfície da água do mar ou arrojados na linha de costa devem aceder à plataforma de registo centralizado por forma a colaborar com o Governo Regional na recolha sistematizada dos avistamentos e a sua posição geográfica no arquipélago dos Açores.

O Governo dos Açores informa ainda, na mesma nota, que a pesca deste peixe vai manter-se interdita por forma a dar continuidade aos trabalhos de monitorização para recolha de informação adicional pelas entidades competentes e comunidade científica que possibilite adaptar o plano de gestão deste recurso a esta pressão emergente.