
A associação Amigos dos Açores – Associação Ecológica faz um balanço positivo do projeto de restauro ecológico que tem vindo a desenvolver na Reserva Florestal de Recreio do Pinhal da Paz, na ilha de São Miguel. Segundo a organização, a parcela intervencionada já apresenta sinais consistentes de recuperação ambiental, afirmando que os resultados agora observados “confirmam a evolução favorável do processo de restauro da área” que tem estado sob intervenção direta da associação desde setembro de 2023.
A evolução do ecossistema é visível através da floração e do aparecimento de novos rebentos nas plantas endémicas introduzidas, sinais que a associação destaca como cruciais para o sucesso da iniciativa. O projeto incide sobre uma área de aproximadamente 6.000 metros quadrados, onde o esforço de recuperação tem permitido o crescimento sustentado de flora nativa, num processo que os responsáveis consideram estar a dar “provas de vitalidade”.
Neste espaço, têm sido plantadas espécies como a ginja, a faia, a urze, o sanguinho, o azevinho e o folhado, fornecidas pelos Serviços Florestais. No entanto, os Amigos dos Açores reforçam que o trabalho vai além da plantação, sendo essenciais as intervenções de remoção de espécies invasoras como a conteira ou o incenso, de forma a “assegurar espaço, luz e nutrientes às espécies em desenvolvimento” que ali tentam singrar.
De acordo com nota enviada pela associação, o sucesso desta iniciativa deve-se em grande medida à componente comunitária, tendo já contado com a participação de cerca de 300 voluntários, com idades entre os 4 e os 81 anos. Perante tamanha adesão, a associação fez questão de expressar publicamente “o seu agradecimento pelo empenho e contributo para o sucesso do projeto”, sublinhando o papel fundamental da sociedade civil na proteção do património natural da ilha de São Miguel.
Esta intervenção decorre ao abrigo de um protocolo de cooperação com a Direção Regional dos Recursos Florestais e Ordenamento Territorial, que prevê a cedência da parcela para que a associação assuma a responsabilidade pela sua limpeza e manutenção. Os Amigos dos Açores lembram que este é um compromisso contínuo e que a colaboração institucional é o que permite a disponibilização das plantas endémicas necessárias para repovoar a área.
A próxima ação de voluntariado ambiental já tem data marcada para o dia 28 de fevereiro, pelas 10h00, convidando a população a participar ativamente na preservação deste pulmão verde. A organização sublinha que a participação é gratuita e aberta a todos, mas recorda que a inscrição prévia é “obrigatória para efeitos de seguro”, podendo os interessados contactar a associação através dos canais habituais.

A associação Olhar Poente viu o seu projeto “3EAZ_Empoderamento_Educação_Emprego_Azores” ser distinguido como um dos catorze selecionados a nível nacional pela iniciativa Gulbenkian Empregar, da Fundação Calouste Gulbenkian.
Segundo nota de imprensa enviada às redações pela associação, este programa surge com o propósito central de combater a exclusão social e económica, focando-se especificamente na redução da taxa de jovens NEET — aqueles que não estudam, não trabalham, nem frequentam qualquer tipo de formação. Com uma duração prevista de 18 meses, a intervenção irá abranger 150 jovens residentes na ilha Terceira, com idades compreendidas entre os 16 e os 34 anos, que se encontram em situações de especial vulnerabilidade, tais como percursos escolares interrompidos, precariedade laboral, baixas qualificações ou em contexto de risco psicossocial e migratório.
O modelo de atuação do 3EAZ assenta numa estratégia de proximidade que combina a capacitação pessoal e social com a mentoria e o envolvimento direto da comunidade. Mais do que a simples formação técnica, o projeto visa o empoderamento dos participantes, dotando-os de ferramentas que facilitem transições bem-sucedidas para o mercado de trabalho ou para o sistema de ensino.
De acordo com a presidente da Olhar Poente, Sandra Serpa, a eficácia desta iniciativa reside num compromisso sólido estabelecido entre a tríade do serviço público, das empresas privadas e da própria comunidade local. Esta colaboração tripartida pretende não só oferecer saídas profissionais, mas também solidificar um projeto de vida para jovens que, em muitos casos, se encontram desmotivados e sem perspetivas de futuro.
Através desta articulação com entidades públicas e empregadoras, o projeto espera criar oportunidades reais de integração que funcionem como um escudo protetor contra contextos de exclusão. Para a direção da Olhar Poente, a implementação do 3EAZ terá um impacto direto na valorização do capital humano da ilha, reduzindo a exposição dos jovens a situações de risco e potenciando o desenvolvimento de competências que são fundamentais na sociedade atual. Ao investir no acompanhamento personalizado e na criação de redes de apoio sólidas, a associação açoriana reforça o seu papel na coesão social da região, garantindo que estes 150 jovens possam retomar percursos ativos e sustentáveis.

Durante este mês de dezembro, a associação Get Art promoveu a distribuição do Guia de Inclusão Social através da Arte em várias escolas da ilha de São Miguel, “reforçando o seu compromisso com a promoção da inclusão social, da criatividade e da participação cultural em contexto educativo” refere a associação em nota de imprensa.
A iniciativa abrange três concelhos da ilha: Ponta Delgada, com a Escola Secundária Canto da Maia; Ribeira Grande, com a Escola Básica Integrada de Rabo de Peixe e Nordeste, com a Escola Básica e Secundária do Nordeste.
Em cada estabelecimento de ensino foram oferecidos dois exemplares do guia, um destinado às equipas de EMAI (Equipa Multidisciplinar de Apoio à Educação Inclusiva) e outro para a biblioteca escolar, garantindo o acesso deste recurso a alunos, docentes e restante comunidade educativa.
“Para além da entrega dos guias, ficou estabelecido o compromisso de realizar futuros encontros de acompanhamento, com o objetivo de apoiar a criação e implementação de projetos de inclusão social através da arte, em estreita articulação com o Plano Nacional das Artes” indica a associação.
A Get Art “acredita no papel fundamental da arte como ferramenta de transformação social, promovendo práticas educativas mais inclusivas e contribuindo para o desenvolvimento de comunidades mais justas, participativas e culturalmente ativas” sublinha a associação.

A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Ribeira Grande celebrou este sábado, 19 de abril, 150 anos, sendo a mais antiga dos Açores e uma das mais antigas do país, com uma cerimónia que coincidiu com o Dia Municipal do Bombeiro.
A celebração contou com a presença do presidente do Governo regional dos Açores, José Manuel Bolieiro e também com a presença do secretário regional do Ambiente e Ação Climática, Alonso Miguel, tendo sido marcada por um profundo reconhecimento à missão desempenhada ao longo de um século e meio por homens e mulheres ao serviço da comunidade.
Durante a sessão foram entregues diplomas de reconhecimento, condecorações e promoções, num gesto simbólico que valorizou o mérito, a dedicação e o empenho daqueles que integram a corporação. A própria Associação foi distinguida com o “Colar de Mérito” pela Liga dos Bombeiros Portugueses, uma das mais elevadas condecorações atribuídas no setor, sublinhando o prestígio e o trabalho desenvolvido ao longo de gerações.
O líder do executivo açoriano fez questão de enaltecer o papel dos bombeiros como parceiros essenciais do bem-estar das comunidades, e referiu que todos os que vestem a farda o fazem com um espírito de entrega e sacrifício, muitas vezes maior do que qualquer retorno, sem nunca deixarem de dar o seu melhor contributo.
“Todos os homens e mulheres que vestem esta farda dão o melhor de si por esta causa, onde o sacrifício, muitas vezes, é maior do que o benefício. Ainda assim, continuam a servir com coragem e dedicação”, afirmou.
José Manuel Bolieiro destacou ainda o simbolismo da data e da instituição, referindo que a longevidade da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Ribeira Grande revela não só a sua importância histórica, mas sobretudo o brio, a solidariedade e o espírito de entreajuda que a têm mantido viva até aos dias de hoje.
“Esta associação é símbolo de brio e dedicação, revelando a nobreza de quem, geração após geração, serviu e serve os Açores com um profundo sentido de missão”, sublinhou.
O presidente do Governo dos Açores aproveitou igualmente para alertar para os desafios futuros, lembrando a necessidade crescente de capacitação, mas sobretudo de prevenção, num tempo marcado por fenómenos naturais cada vez mais frequentes e intensos. Elogiou, nesse sentido, o trabalho desenvolvido pelo Serviço Regional de Proteção Civil e Bombeiros dos Açores, em articulação com todas as corporações da região.
Além do reconhecimento, a cerimónia serviu para reafirmar o compromisso do governo com a valorização dos bombeiros voluntários e o reforço da sustentabilidade das suas associações.
José Manuel Bolieiro recordou medidas já implementadas, como a revisão salarial e do estatuto social, a comparticipação de 50 por cento das despesas de ATL para voluntários em serviço regular, e a bonificação do tempo de serviço para efeitos de reforma.
O governante referiu ainda que o seu executivo pretende continuar a trabalhar “em progresso”, num modelo de financiamento mais justo e numa valorização efetiva de quem cumpre esta missão de forma abnegada.
A sessão contou também com a presença do presidente da Câmara Municipal da Ribeira Grande, Alexandre Gaudêncio, do vice-presidente da Liga de Bombeiros Portugueses, Eduardo Correia, e do presidente da direção dos Bombeiros Voluntários da Ribeira Grande, Norberto Gaudêncio.

A vitória representa uma enorme conquista para o clube, que nasceu com a missão de oferecer oportunidades desportivas a crianças que, de outra forma, não teriam acesso ao desporto federado. Segundo Mário Pereira, presidente da A.D.C de Santa Cruz, este feito “confirma o empenho e a dedicação ao longo da época”, destacando que muitos dos atletas nunca tinham praticado futsal antes de entrarem na equipa.
A associação, que iniciou as suas atividades no ano passado, tem vindo a crescer, contando atualmente com três escalões – benjamins, infantis e traquinas – com cerca de 12 jogadores por equipa e já planeia expandir-se ainda mais no futuro. O foco principal tem sido o futsal e o futebol, mas há também a intenção de abranger outras vertentes culturais, com um grupo de música.
Para além do sucesso desportivo, a Associação Desportiva e Cultural de Santa Cruz tem enfrentado desafios logísticos, especialmente no transporte dos atletas para os treinos e competições. A autarquia e a Junta de Freguesia têm sido fundamentais nesse apoio, facilitando deslocações.
Outro grande desafio tem sido a formação de treinadores e dirigentes. O clube começou com apenas o treinador Sérgio Pacheco mas tem vindo a trabalhar para formar mais profissionais qualificados. O presidente destaca o papel crucial do voluntariado e a necessidade de apoio financeiro para as formações.
Quanto ao futuro, os objetivos são claros: continuar a crescer, atrair mais crianças para a prática desportiva e conquistar novos títulos. “Queremos tirar o máximo de miúdos da rua, dar-lhes uma oportunidade de jogar e sentir que pertencem a uma equipa”, afirma Mário Pereira.
Com esta primeira taça conquistada, a Associação Desportiva e Cultural de Santa Cruz dá um passo sólido no seu trajeto, provando que o trabalho comunitário e a dedicação podem transformar vidas através do desporto.