
A confirmação de casos de infeção pelo vírus da Doença de Newcastle em exemplares selvagens de rola-turca (Streptopelia decaocto) e pombo-da-rocha (Columba livia) recolhidos no arquipélago levou o Governo Regional dos Açores a reforçar as medidas de vigilância epidemiológica e prevenção sanitária em todas as ilhas da região.
Segundo informação divulgada pelo governo regional, a resposta traduz-se na publicação da Portaria n.º 92/2026, de 13 de agosto, assinada pelo secretário regional da Agricultura e Alimentação, António Ventura. O diploma proíbe a caça ao pombo-das-rochas em todo o território açoriano a partir de 14 de agosto e determina que a espécie não deve ser destinada ao consumo humano até à extinção da doença e avaliação dos seus efeitos nas populações locais.
A Doença de Newcastle é uma doença viral que pode afetar aves domésticas e selvagens, sendo a circulação do vírus em aves selvagens um fator de risco para a sua introdução em explorações avícolas. Neste contexto, estão também proibidas feiras, mercados, exposições e outros ajuntamentos de aves detidas sem autorização da autoridade competente.
As autoridades regionais recomendam aos detentores e operadores de estabelecimentos avícolas o reforço das medidas de biossegurança, nomeadamente através da higienização e desinfeção das instalações, equipamentos, veículos e calçado.
É também recomendado evitar o contacto desnecessário com aves selvagens doentes, moribundas ou mortas. Sempre que esse contacto seja necessário, devem ser utilizadas luvas descartáveis e máscara, sendo aconselhada a lavagem das mãos após o contacto.
Qualquer mortalidade anormal ou suspeita de doença deve ser comunicada aos Serviços Veterinários Oficiais ou aos Serviços de Desenvolvimento Agrário da respetiva área. As autoridades sublinham que o risco para a população em geral é baixo e que a infeção humana pelo vírus é rara, ocorrendo sobretudo após contacto direto com aves infetadas ou materiais contaminados.
O secretário regional da Agricultura e Alimentação, António Ventura, sublinha o caráter preventivo da medida. “A deteção do vírus da Doença de Newcastle em aves selvagens exige da nossa parte uma atuação responsável, preventiva e rigorosa. Foi nesse sentido que adotámos esta medida de precaução, proibindo temporariamente a caça ao pombo-das-rochas em todas as ilhas dos Açores, permitindo acompanhar a evolução da situação e avaliar os seus efeitos nas populações locais”, declara.
António Ventura apela ainda ao cumprimento das orientações das autoridades veterinárias e pede aos detentores de aves que reforcem os cuidados necessários. “É fundamental que todos façamos a nossa parte. Aos detentores de aves pedimos um reforço das medidas de biossegurança e uma vigilância permanente dos seus efetivos. À população, pedimos que não manipule aves selvagens doentes ou mortas e que comunique qualquer ocorrência suspeita aos Serviços Veterinários Oficiais”, afirma.
O governante deixa ainda uma mensagem de tranquilidade, sublinhando que “o risco para a população em geral é baixo” e que os Serviços Veterinários Oficiais vão manter a vigilância epidemiológica.

Neste ano letivo 2025/2026, o Clube de Astronomia da Escola Secundária da Lagoa, volta a participar na “Caça aos Asteroides”. Existem seis elementos deste Clube (3 professores e 3 alunas do 10.º ano, do curso de Línguas e Humanidades), que, utilizando o software “astrométrica”, participaram na 2.ª campanha (realizada em novembro/dezembro de 2025) e que se encontram, nesta altura, a participar na 3.ª campanha. Este grupo é orientado pelo astrónomo-amador Dr. Valter Reis, com base numa colaboração com o programa IASC (International Astronomical Search Collabora), através do Núcleo. No ano letivo anterior, este mesmo Clube contou com 3 “registos preliminares” de “novos asteroides”, por parte de alunos e professores.
Esta iniciativa tem como objetivos principais: a segurança da Terra, identificando asteroides que possam representar risco de colisão; oferece aos estudantes a possibilidade de descoberta de novos asteroides, que passarão a integrar a base de dados dos objetos conhecidos do nosso Sistema Solar e oferece ainda uma visão prática do que é a Ciência, e como se faz Ciência, mobilizando conceitos e desenvolvendo competências científicas e interpessoais. O desafio e a descoberta são, sem dúvida, poderosas alavancas para a aprendizagem e desenvolvimento de competências. Assim os alunos participantes interiorizam um conjunto de conceitos, aprendem rotinas e metodologias de trabalho e desenvolvem um conjunto de capacidades no decurso destas atividade.

Neste contexto, as alunas: Inês Varão, Júlia Rego e Mariana Costa, foram “registadas” junto da NASA como “cientistas- cidadãs”, pois neste processo de pesquisa os alunos percebem que a correção das órbitas dos asteroides já catalogados é um contributo científico muito importante, e mesmo a própria ausência de asteroides num grupo de imagens é, por si só, uma descoberta científica.