
A Câmara Municipal de Lagoa, através do Museu de Lagoa – Açores, inaugura, no próximo dia 15 de fevereiro, pelas 17h00, a exposição “Neblina do Tempo” de Carlos Mota. Com curadoria de Hilda Frias, vai ficar patente no convento de Santo António até ao dia 18 de maio, Dia Internacional dos Museus, segundo nota enviada pela autarquia lagoense.
Nesta primeira exposição do ano promovida pelo município, para além da pintura, consta um trabalho de videoarte da autoria de Maria Mattos, Daniel Santos e Carlos Mota. A inauguração desta exposição vai coincidir com a atribuição, por parte da autarquia, do nome de Numídico Bessone (1913 – 198) à sala de exposições, homenageando, assim, um lagoense que se distinguiu pelos seus trabalhos como escultor e medalhista, pode ler-se.
Esta é a segunda vez que Carlos Mota expõe numa sala que, desde a sua reabertura ao público, tem acolhido diversas exposições de autores conceituados. De acordo com o presidente da Câmara Municipal de Lagoa, Frederico Sousa, citado no mesmo comunicado, “a realização de iniciativas como esta constitui uma peça central da nossa programação educativa e cultural, permitindo aos diferentes públicos o contato direto com as diversas formas de expressão artística contemporânea”. Além disso, “estas exposições desempenham um papel essencial na formação de uma comunidade mais crítica e sensível às várias linguagens artísticas”, referiu o autarca.
A curadora, Hilda Frias – doutorada em História de Arte, tendo lecionado e estruturado cursos e atividades pedagógicas em vários museus portugueses – refere que através desta exposição é possível “realizar uma viagem através de vários continentes, culturas e eras, com as paisagens e figuras imaginadas por Carlos Mota», adiantando que a mesma nos «convida a olhar além do visível, a reconhecer as marcas do eterno que permeiam cada momento, cada rosto e cada pedaço de terra”, ainda de acordo com a nota.
Carlos Mota nasceu em 1963, em Ponta Delgada, e formou-se em arquitetura de interiores no Centre des Arts Décoratifs (CAD), em Bruxelas. Entre 1994 e 1998, foi aluno de pintura de Toma Roata e de desenho de Jacques Richard. Reside e trabalha atualmente em Lisboa. O artista açoriano expõe, regularmente, em mostras individuais e coletivas, nacionais e internacionais, estando o seu trabalho representado em coleções públicas e privadas.
Possui obra em acervo na Presidência Federal do Brasil, Palácio do Planalto, Brasília; no Museu Centrum, em Baku (Azerbaijan), no Consulado Geral de Portugal, em Salvador da Bahia, e Instituto de Camões. Recebeu o prémio MAC 2017 «30 anos Carreira – Pintura», pelo Movimento Arte Contemporânea Galeria, em Lisboa.
A exposição vai poder ser visitada, nos dias úteis, das 9h30 às 13h00 e das 14h00 às 17h30, sendo que se encontra aberta ao público aos fins-de-semana, nos dias 29 de março e 13 de abril, entre as 14h00 e as 17h30, e 18 de maio, entre as 9h30 e as 13h00, dia em que encerra.