
A recém-criada Casa dos Açores de Minas Gerais, no Brasil, presidida pelo luso-brasileiro Claudio Motta, vai promover a primeira “Missão Empresarial Minas Gerais – Açores”, entre os dias 20 e 24 de abril, em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel. Estarão presentes empresários, investidores, instituições e autoridades numa “iniciativa de cooperação económica e empresarial entre Brasil e Portugal”. Ao longo de cinco dias, esta missão empresarial estabelece uma ponte entre Minas Gerais e os Açores, combinando encontros institucionais, promoção económica, valorização territorial e intercâmbio cultural, num modelo que reforça a cooperação entre o Brasil e a Região Autónoma dos Açores.
Segundo apurámos, a deslocação aos Açores surge como “desdobramento do primeiro Encontro Empresarial de Andrelândia, município brasileiro no interior do estado de Minas Gerais, situado a cerca de 280 km de Belo Horizonte, capital do Estado. Um evento que teve lugar no passado mês de fevereiro e que “representa um novo passo na estratégia de internacionalização da instituição, que se afirma como ponte ativa entre os dois territórios”.
“Mais do que um encontro empresarial, a missão pretende criar um espaço de intercâmbio de experiências, geração de oportunidades de negócio e reforço de parcerias duradouras, aproximando agentes económicos dos dois lados do Atlântico”, disse à nossa reportagem o presidente da Casa dos Açores de Minas Gerais.
Ainda de acordo com este responsável, entre os principais destaques desta nova etapa está a “implantação da primeira representação institucional da Casa dos Açores de Minas Gerais em Andrelândia, bem como a estruturação de uma delegação internacional em Lisboa, reforçando a presença da instituição em território português continental”.
Nos últimos dias, a nossa reportagem conversou com José Andrade, diretor regional das Comunidades, que se mostrou interessado em auxiliar na ligação entre o Estado mineiro e a dinâmica das comunidades açorianas no arquipélago.
Sabemos que um dos objetivos da Casa dos Açores em Minas Gerais, além de promover as tradições, folclore, etnografia, usos e costumes dos Açores no Brasil, é também “alimentar e possibilitar novas interações no campo económico, beneficiando as relações comerciais entre os dois territórios”.
O arranque da missão está marcado para o dia 20 de abril, em Ponta Delgada, com reuniões institucionais entre os participantes e os membros do Governo Regional dos Açores. A delegação será recebida pelo Secretário Regional dos Assuntos Parlamentares e Comunidades, Paulo Estêvão, e pelo Secretário Regional da Agricultura e Alimentação, António Ventura, num dia centrado no setor agrícola. A agenda inclui ainda um almoço institucional na Associação Agrícola de São Miguel, em Rabo de Peixe, e um encontro com o presidente da Federação Agrícola dos Açores, Jorge Rita, reforçando o diálogo com estruturas representativas do setor primário.
No dia seguinte, 21 de abril, a missão prossegue com uma visita técnica à UNILEITE – União das Cooperativas Agrícolas de Laticínios de São Miguel, nos Arrifes, permitindo o contacto direto com o modelo cooperativo açoriano. Ainda durante a manhã, decorre a cerimónia de criação da Delegação de Lisboa da Casa dos Açores de Minas Gerais, formalizada através da assinatura de um termo de cooperação no Azoris Royal Garden Hotel, em Ponta Delgada. A tarde inclui uma prova de produtos regionais promovida pela Secretaria Regional da Agricultura e Alimentação e uma sessão de esclarecimento sobre oportunidades de investimento, com a participação de Camilo Moniz, da Ordem dos Economistas, e Emanuel Cordeiro, da Ordem dos Contabilistas. O dia encerra com a apresentação do livro “Somos Açores – Um arquipélago vivo pela ação das Casas dos Açores”, da autoria do jornalista e escritor luso-brasileiro Ígor Lopes, no Hotel Marina Atlântico.
A 22 de abril, a agenda institucional mantém-se com encontros dedicados às políticas públicas e incentivos ao investimento. A delegação reúne-se com o Secretário Regional das Finanças, Planeamento e Administração Pública, Duarte Freitas, e com a Secretária Regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas, Berta Cabral. Durante a tarde, está previsto um encontro com o presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada, Pedro Nascimento Cabral, seguido de uma visita técnica ao Ecoparque de São Miguel, gerido pela MUSAMI, onde serão apresentados processos de gestão e valorização de resíduos.
O dia 23 de abril é dedicado à componente territorial e turística, com um percurso pela ilha de São Miguel que inclui passagens por Vila Franca do Campo, Vale das Furnas e Parque Terra Nostra, além de visitas à Queijaria Furnense e à Fábrica de Chá Gorreana, integrando a valorização dos produtos locais e do património natural. Em paralelo, decorre um programa institucional na ilha do Faial, com deslocação à cidade da Horta, onde está previsto um encontro com o presidente da Câmara Municipal, Carlos Ferreira, seguido de almoço institucional.
A missão encerra dia 24 de abril com uma visita ao Vale das Sete Cidades, no concelho de Ponta Delgada, e um almoço de encerramento oferecido pelo Secretário Regional dos Assuntos Parlamentares e Comunidades. A programação termina com um momento cultural, com a apresentação do espetáculo “Quando o Mar Galgou a Terra”, encenado pela atriz brasileira Eleonora Marino Duarte, no auditório da Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Ponta Delgada.
“Esta iniciativa reforça o nosso compromisso com a promoção do desenvolvimento económico, da cooperação internacional e da valorização das relações históricas entre Brasil e Portugal, através da interação com os Açores, abrindo novas oportunidades para o setor empresarial e consolidando uma ligação que se projeta no futuro”, finalizou Claudio Motta.

No próximo dia 24 de março, às 19h00, a Casa dos Açores do Espírito Santo (CAES) vai promover uma cerimónia comemorativa dos 213 anos da chegada dos imigrantes açorianos ao Estado brasileiro do Espírito Santo, uma iniciativa que terá lugar na sede da instituição, em José Carlos, Apiacá (ES), e que reunirá associados, autoridades e convidados.
A cerimónia é promovida pela Direção da CAES, presidida por Nino Moreira Seródio e com Maria Cristina Borges como 1.ª Secretária, e integra um programa que valoriza a memória histórica, o reconhecimento institucional e a valorização cultural da açorianidade no Espírito Santo.
Neste sentido, um dos momentos centrais da celebração será a homenagem aos açordescendentes Pedro António de Souza, Gino M. Borges Bastos e Eraldo Salotto de Rezende, que receberão o título de embaixadores da açorianidade.
O evento contará ainda com a participação musical de Francisco Borba Gonçalves, que interpretará ao violão o tema “Ilhas de Bruma”, evocando as raízes atlânticas da comunidade.
Está também prevista a apresentação da tese de doutoramento em História Social das Relações Políticas pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), intitulada “Dos Açores ao povoamento da Colónia de Santo Agostinho – Viana/ES”, da autoria de Fabiene Passamani, atual secretária municipal de Cultura e Turismo de Viana/ES.
A programação inclui ainda uma viagem musical conduzida por José António Borges Alvarenga, vice-presidente da CAES, reforçando o caráter simbólico e cultural da iniciativa.
Deste modo, a instituição convida toda a comunidade a associar-se a este momento de celebração da história, identidade e contributo dos açorianos para a formação do Espírito Santo.

Fundada recentemente, a Casa dos Açores de Minas Gerais — a 19.ª Casa Mundial Açoriana — está a começar a desenvolver uma agenda de ações destinadas à aproximação institucional e empresarial entre Minas Gerais, no Brasil, e o arquipélago dos Açores.
Segundo o presidente da Casa dos Açores de Minas Gerais, Claudio Motta, a instituição foi criada há pouco tempo e já se encontra em plena atividade.
Motta referiu que participou, há poucos meses, no Congresso Mundial Açoriano, realizado em Fall River, na Nova Inglaterra, nos Estados Unidos, ocasião em que foram iniciadas as tratativas para a realização do Primeiro Encontro Empresarial Minas Gerais-Açores.
De acordo com o presidente, o projeto foi concebido em duas etapas interligadas, com foco na geração de oportunidades económicas e no fortalecimento das relações entre Minas Gerais e os Açores.
“O objetivo central é levar a Portugal, em especial aos Açores, empresários do segmento de leite, queijos e derivados, além de outros empresários interessados em conhecer o arquipélago e as oportunidades do seu relevante mercado”, destacou Claudio Motta.
A primeira etapa do encontro empresarial será realizada nos dias 28 de fevereiro e 1 de março, na cidade de Andrelândia (MG), município fundado pelo açoriano André da Silveira.
O evento reunirá empresários locais e contará com a presença do prefeito municipal, do presidente da Câmara, além de autoridades e representantes de entidades empresariais convidadas.
Na sequência, entre os dias 20 e 24 de abril, a Casa dos Açores de Minas Gerais liderará uma missão empresarial aos Açores, com programação central em Ponta Delgada, na Ilha de São Miguel, sede administrativa do governo regional.
Conforme explicou Motta, a delegação mineira será recebida por autoridades regionais, empresários e representantes institucionais.
“Seremos recebidos pelo presidente do governo da Região Autónoma dos Açores, pelo diretor regional das Comunidades, secretários regionais, empresários e representantes de diversas entidades”, afirmou o presidente da Casa.
Ainda segundo o presidente, a programação prevê “cinco dias intensos de reuniões institucionais, encontros empresariais e networking qualificado”.
A viagem está prevista para o período de 18 a 28 de abril e encontra-se em fase final de organização.
Durante a missão, também serão tratados interesses específicos dos participantes, incluindo a abertura de oportunidades de negócios e a possibilidade de constituição de empresas em Portugal.
De acordo com Claudio Motta, estão previstas ainda reuniões com empresas do setor imobiliário, tendo como objetivo “a apresentação de oportunidades consistentes de investimento numa região que ainda oferece excelente relação custo-benefício”.

No âmbito do primeiro Encontro Nacional de Casas dos Açores, realizado no sábado, dia 24, na Casa dos Açores de Lisboa, o secretário regional dos Assuntos Parlamentares e Comunidades, Paulo Estêvão, reiterou o compromisso do governo regional com as Casas dos Açores sediadas em território nacional, sublinhando a importância do reforço da cooperação e da criação de sinergias entre estas entidades.
A iniciativa, promovida pelo governo açoriano, contou igualmente com a presença do secretário regional da Agricultura e Alimentação, António Ventura, e do diretor regional das Comunidades, José Andrade, que mencionou à nossa reportagem que o encontro reuniu, pela primeira vez, as quatro associações atualmente existentes: Casa dos Açores de Lisboa (1927), Casa dos Açores do Norte (1980), Casa dos Açores da Madeira (2019) e Casa dos Açores da Região Centro (2024), bem como duas outras que se encontram em fase de constituição: a Casa dos Açores do Algarve e a Casa dos Açores do Alentejo.
“A iniciativa visa dois objetivos concretos e imediatos: por um lado, criar uma rede nacional de Casas dos Açores, que facilite a realização de iniciativas conjuntas e a implementação de atividades em itinerância (por exemplo, uma exposição sucessivamente apresentada em todas elas); por outro lado, aproveitar a localização estratégica das Casas dos Açores, que já preenchem quase todo o território português, para uma verdadeira promoção nacional dos produtos regionais que se encontram certificados com a Marca Açores”, explicou José Andrade, que sublinhou ainda que, “desta forma, as Casas dos Açores em território português reforçam a sua vocação estratégica de promover e valorizar a identidade cultural e a capacidade económica das nossas ilhas no nosso país”.
Por sua vez, e durante a sua intervenção, Paulo Estêvão destacou que “a criação e potenciação de encontros da rede nacional das Casas dos Açores permitirá fomentar sinergias e ampliar a capacidade de projeção e execução das ações que cada uma das casas desenvolve ao longo do ano”, defendendo uma atuação mais articulada e estratégica entre as diferentes entidades.
Ainda no seu discurso, Paulo Estêvão voltou a apelar à colaboração das Casas dos Açores na preparação e planificação das comemorações dos 600 anos da descoberta dos Açores, cuja organização está a ser desenvolvida pela Secretaria Regional desde 2024 e que serão assinaladas em 2027.
O responsável governamental valorizou ainda o “enorme apoio” que os Açores estão a receber de entidades nacionais, da diáspora e de países e regiões com forte presença açoriana, sublinhando que esse envolvimento resulta do prestígio da Região e das suas comunidades.
Durante o primeiro Encontro Nacional de Casas dos Açores, foi também realizada uma ação de formação sobre a Marca Açores, com o objetivo de “capacitar as Casas para a promoção nacional dos produtos regionais, permitindo aos participantes conhecer as estratégias associadas à marca e refletir sobre formas de valorização e divulgação dos produtos açorianos”.
“A este primeiro encontro poderão seguir-se outros em Portugal e este modelo poderá mesmo ser aplicado também a outros países, como, por exemplo, o Brasil, onde existe o maior número atual de Casas dos Açores: Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Maranhão, Espírito Santo e Minas Gerais”, finalizou José Andrade.

O Governo regional dos Açores formalizou a criação da Casa dos Açores do Havai, reforçando a rede global destas instituições e reconhecendo oficialmente a presença de uma comunidade que liga o Atlântico ao Pacífico. O ato oficial concretizou-se através da assinatura de um protocolo de cooperação no passado dia 19 de dezembro, em Hilo, na Big Island, tornando esta a vigésima Casa dos Açores no mundo e a terceira a operar nos Estados Unidos da América, após as fundações na Califórnia e na Nova Inglaterra.
Segundo nota de imprensa do Governo regional dos Açores, a nova instituição nasce da iniciativa de um grupo de açordescendentes das ilhas de Hawai’i, Maui, O’ahu e Kaua’i, liderado pela professora Marlene Andrade Hapai. O projeto resulta de diligências da Secretaria Regional dos Assuntos Parlamentares e Comunidades desenvolvidas ao longo do último ano, respondendo a uma aspiração da comunidade que remontava à década de 1980.
O secretário regional com a tutela das Comunidades, Paulo Estêvão, afirma que este passo traduz uma visão de futuro ancorada na identidade e na capacidade de projeção global do arquipélago. O governante destaca a afinidade profunda entre os dois territórios, ambos de génese vulcânica e moldados pela resiliência e centralidade do oceano, sublinhando que esta ligação cria oportunidades de cooperação em áreas como o desenvolvimento sustentável, a ciência e a cultura.
O protocolo foi assinado pelo secretário regional da Agricultura e Alimentação, António Ventura, em representação do presidente do Governo, José Manuel Bolieiro, num evento que contou com a presença do diretor regional das Comunidades, José Andrade.
A base histórica desta ligação remonta ao período entre 1878 e 1913, quando mais de 14.000 açorianos emigraram para o Havai para trabalhar na cana-de-açúcar, transportando tradições que ainda hoje persistem, como as Festas do Espírito Santo.
Para o futuro próximo, a comunidade açordescendente planeia a construção, a expensas próprias, do Centro Cultural Saudades. A obra representa um investimento estimado em dois milhões de dólares e tem inauguração prevista para 2026, onde ficará instalada a sede da Casa dos Açores do Havai. Nos últimos quatro anos, o Governo regional apoiou a criação de quatro novas Casas dos Açores, consolidando uma rede que integra agora comunidades em Portugal, Brasil e Estados Unidos.

Sob a presidência da Casa dos Açores da Nova Inglaterra, o Conselho Mundial das Casas dos Açores (CMCA) organizou, de 10 a 12 de outubro, a 27.ª Assembleia Geral em Fall River, no Estado de Massachusetts, na costa leste dos EUA.
No discurso de abertura, José Andrade, diretor regional das Comunidades do governo dos Açores, destacou o papel de PSD e PS, os partidos que têm governado os Açores nos últimos 50 anos, no “estabelecimento e desenvolvimento das relações institucionais com as comunidades açorianas”.
Entre as principais conclusões da conferência, destaca-se o reconhecimento de duas novas Casas – a Casa dos Açores da Região Centro (2024), com sede em Coimbra, e a Casa dos Açores de Minas Gerais (2025) – e o início dos preparativos para reconhecer a Casa dos Açores do Havai em dezembro deste ano.
As conclusões sinalizam também, entre outros aspetos, o reconhecimento de “produto açoriano de qualidade” ao refrigerante Kima, da Fábrica Melo Abreu, bem como a atribuição da Medalha de Mérito do Conselho à Universidade de Massachusetts e a Madalena Paiva Arruda e Amigos Unidos, Inc., pelos trabalhos em prol, respetivamente, da promoção da língua portuguesa e das comunidades locais e açorianas mais necessitadas.

O Conselho manifestou interesse e disponibilidade em participar nas celebrações dos 50 anos da Autonomia dos Açores (2026) e dos 600 anos do descobrimento dos Açores (2027).
No discurso de encerramento, José Andrade anunciou ainda a realização da 28.ª AG do CMCA no Uruguai, sob a presidência da Casa dos Açores do Uruguai, de 2 a 4 de outubro de 2026.
“Nos 28 anos da nossa história comum, esta é a primeira vez que a presidência do Conselho Mundial chega ao Uruguai”, sublinhou este responsável.

As ilhas de São Jorge, Pico e Faial receberam, entre os dias 13 e 15 de outubro, a sétima edição do Encontro Açores-Brasil com a presença de seis das sete Casas dos Açores no maior país da América do Sul.
Os presidentes das entidades sediadas no Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Maranhão estiveram presentes para debaterem o estado atual das casas, bem como discutir soluções e oportunidades com a Direção Regional das Comunidades do Governo dos Açores, que organizou o encontro. Apenas a liderança da Casa dos Açores da Bahia esteve ausente.
O programa contou com sessões escolares sobre a presença açoriana no Brasil, no auditório da Escola Secundária da Madalena, na ilha do Pico, e no auditório da Escola Secundária da Horta, na ilha do Faial. Em ambos os eventos os alunos foram informados sobre o legado deixado pelos emigrantes açorianos que chegaram ao Brasil há mais de 400 anos.
Nestas duas oportunidades, os seis presidentes participaram também em encontros públicos, na Biblioteca Municipal da Madalena, no Pico, e na Biblioteca Pública e Arquivo Regional João José da Graça, no Faial, onde foi apresentado o livro “Somos Açores”, que reúne entrevistas aos líderes associativos açorianos no Brasil.

Nino Moreira Seródio, presidente da Casa dos Açores do Espírito Santo, referiu que este encontro “enriqueceu o trabalho das Casas no Brasil”, sobretudo pela participação junto dos jovens nas escolas. Opinião que é corroborada por Viviane Peixoto Hunter, responsável pela Casa dos Açores do Rio Grande do Sul, que acredita que “ter contacto com as escolas nos Açores foi um intercâmbio rico, uma oportunidade que permitiu mostrar a realidade dos estados brasileiros que receberam os emigrantes açorianos”.
“Muitos não têm a dimensão do legado deixado pelos emigrantes do arquipélago no Brasil”, referiu.
Por sua vez, Paulo Matos, presidente honorário da Casa dos Açores do Maranhão, defendeu que esta iniciativa “possibilitou o intercâmbio cultural e trocas entre os Açores e a sua diáspora no Brasil”, além de provocar a “possibilidade de estarmos mais vezes juntos a estreitar essas relações”.
António Arruda, diretor cultural da Casa dos Açores de São Paulo, recordou que o facto de as Casas dos Açores estarem distantes umas das outras no Brasil, em virtude do tamanho continental do país, fez também com que este encontro permitisse “uma maior interação entre esses líderes”, possibilitando “debater temas e propostas comuns”.
Já Sérgio Luiz Ferreira, presidente da Casa dos Açores de Santa Catarina, destacou a “nova dimensão” dada ao encontro com as explicações levadas às escolas açorianas, mostrando que “os Açores estão vivos além das fronteiras do arquipélago”.
Por fim, Leonardo Soares, presidente da Casa dos Açores do Rio de Janeiro, a primeira casa açoriana a surgir no Brasil, tendo como um dos fundadores Vitorino Nemésio, avaliou positivamente o encontro.
“Foi ótimo termos a possibilidade de trocar experiências, chegar às escolas e falar sobre a emigração açoriana para o Rio de Janeiro”, disse Leonardo.

Paulo Estêvão, secretário regional dos Assuntos Parlamentares e Comunidades, que acompanhou parte do encontro, recordou que “a emigração caraterizou a vida dos açorianos”, razão pela qual esta iniciativa foi “importante e permitiu mostrar o legado cultural que o nosso povo deixou no Brasil”.
Por fim, José Andrade, diretor regional das Comunidades, frisou que os encontros servem também para “reconhecer e valorizar a especial relação histórica entre os Açores e o Brasil”.
“Não nos podemos esquecer de que o Brasil foi o primeiro grande destino da emigração açoriana. E que, hoje, o Brasil compõe a maior comunidade imigrada nos Açores. Fomos para o Brasil há 400 anos”, finalizou José Andrade.
Recorde-se que o primeiro Encontro Açores-Brasil teve lugar em outubro de 2021, na cidade de Ponta Delgada, na ilha da São Miguel, e as cinco edições seguintes realizaram-se em Angra do Heroísmo (março de 2022), no Rio de Janeiro (julho de 2022), em Florianópolis (dezembro de 2023), em Ponta Delgada (maio de 2024) e no Rio de Janeiro (setembro de 2024), associadas à realização de outros eventos.
Segundo fontes, “com a realização desses encontros, o Governo regional dos Açores visa reforçar e valorizar os laços sociais, culturais e económicos entre a Região Autónoma e as comunidades açordescendentes no Brasil”.