
A direção da Associação Portuguesa de Cidades e Vilas de Cerâmica (APCVC) aprovou, por unanimidade, a atribuição da “Medalha de Cerâmica” à Cerâmica Vieira, da Lagoa, um galardão que, segundo aquela associação, “destina-se a homenagear entidades ou individualidades que, pelos seus contributos para a cerâmica, alcancem mérito extraordinário ou que tenham prestado serviços de excecional relevância que, de forma perdurável, os ligue ao setor da cerâmica”.
A entrega da medalha de ouro da cerâmica vai ter lugar na próxima sexta-feira, 17 de abril, em Vila Real, em que estarão presentes para receber a distinção honorífica as sócias da Cerâmica Vieira, Teresa Vieira e Manuela Vieira.
Este é um reconhecimento a nível nacional de um projeto empresarial que leva já 164 anos de existência, atribuído pela APTCVC e que tem por missão “promover e incentivar o desenvolvimento económico, turístico e patrimonial dos territórios com larga expressão de cerâmica, abrangido pelos municípios membros, contribuindo para o reforço da identidade cultural e preservação da memória coletiva”.
A Associação Portuguesa de Cidades e Vilas de Cerâmica é composta por vinte e nove municípios que englobam os principais centros cerâmicos, na maioria dos casos, caracterizados por uma forte ancestralidade e tradição cerâmica.

O Cineteatro lagoense Francisco D´Amaral Almeida, na freguesia de Nossa Senhora do Rosário, na Lagoa, irá receber, no dia 2 de junho, a partir das 20h30, o lançamento do livro “Cerâmica da Lagoa: Criação Artística e Património Urbano”, da autoria de Rui De Sousa Martins.
Promovido pelo Instituto Cultural Padre João José Tavares, o momento cultural irá explanar a fundação da cerâmica na Lagoa. A obra de Rui De Sousa Martins conta com numerosas ilustrações e imagens, mostrando as raízes da cerâmica lagoense até à atualidade, uma arte típica e tradicional do concelho.
Rui Sousa Martins é doutorado em Antropologia Cultural pela Universidade dos Açores (1993). Entre 1983 e 2011, dirigiu o Centro de Estudos Etnológicos do Departamento de História, Filosofia e Ciências Sociais da Universidade dos Açores. Foi, igualmente, responsável pela conceção de inúmeros projetos museológicos nos Açores, como foi o caso do Museu de Vila Franca do Campo (1982) e o Museu da Indústria Baleeira (1994).
O Instituto Cultural Padre João José Tavares foi formalmente constituído no dia 7 de abril de 2008, fazendo, em 2025, 17 anos da sua fundação, e tem como principal objetivo divulgar e enriquecer a cultura no concelho de Lagoa, sendo que atua em áreas como o património; a história; a museologia e a arte sacra, entre outras. Promove, também, atividades culturais como conferências e concertos musicais, a par de publicações lagoenses, tendo até à data desenvolvido 48 eventos.
Esta iniciativa conta com o apoio da Câmara Municipal de Lagoa.

O Centro Cultural da Caloura (CCC), em colaboração com a Câmara Municipal de Lagoa e o Museu de Lagoa – Açores, vai promover, no dia 10 de agosto, um workshop de cerâmica “Vamos Ser Artistas”, conduzido pela ceramista Alda Raposo e dirigido a famílias, segundo nota de imprensa da autarquia lagoense.
“Este evento visa proporcionar uma experiência enriquecedora para as famílias, promovendo a criatividade e o fortalecimento dos laços familiares através da arte. Além da oportunidade de explorar a cerâmica, os participantes poderão conhecer a coleção em exibição no CCC, estimulando a expressão pessoal e criando memórias duradouras em um ambiente inclusivo e educativo”, explica a mesma nota.
O workshop terá a duração de três horas, das 10h30 às 13h30, tendo um número limitado de vagas e o custo de 30 euros por família. As inscrições decorrem até ao dia 8 de agosto, através do número 296 913 399.
O Centro Cultural da Caloura é um espaço dedicado à arte contemporânea, fundado e gerido por Tomaz Vieira. Quando não acolhe exposições temporárias, o visitante pode encontrar uma exposição permanente que contempla peças da autoria de Teixeira Lopes, Canto da Maia, Domingos Rebêlo, Eduardo Nery, Victor Almeida, Raposo de França, Urbano, Cruzeiro Seixas, Medeiros Cabral, Maria Tomaz e Nina Medeiros, entre muitos outros.
Para além da sua coleção, o Centro tem promovido diversas iniciativas de índole cultural e educativa, desde lançamentos de livros, a exposições temporárias, concertos de música, atividades de promoção da literatura oral, entre outras ações.