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Vila Franca do Campo celebra o Dia da Mulher com cultura e homenagens

© DL

A Vila Franca do Campo, na ilha de São Miguel, vai assinalar, no próximo dia 8 de março, o Dia Internacional da Mulher, com um programa especial no Centro Cultural local.

De acordo com nota de imprensa enviada às redações pela Câmara Municipal de Vila Franca, o objetivo passa por celebrar o papel determinante das mulheres no desenvolvimento social, cultural e económico do concelho. A iniciativa terá início às 16h30, com a cerimónia de abertura e o discurso oficial da presidente da Câmara Municipal, momento que dará o mote para uma tarde dedicada à reflexão e ao reconhecimento.

Pelas 17h00, o programa prossegue com um momento musical protagonizado por Márcia Guerreiro, que apresentará um apontamento de fado dedicado à evocação da identidade, sensibilidade e força feminina. Logo após, às 17h30, realiza-se uma mesa-redonda sob o tema “O Impacto das Mulheres no Desenvolvimento Local”, que contará com a participação de Graça Melo e Pilar Melo. Segundo a autarquia, o pretende ser um espaço de partilha de experiências e valorização do contributo das mulheres nas diversas áreas da vida comunitária.

O ponto alto das celebrações está reservado para as 18h00, com a realização de uma homenagem pública. Na ocasião, serão entregues menções honrosas a mulheres que se destacaram em cada uma das freguesias do concelho de Vila Franca do Campo, reconhecendo o seu mérito, dedicação e o impacto positivo que geraram na comunidade. Durante todo o evento, os presentes poderão ainda visitar uma exposição de pintura da artista Cierra Silva.

Câmara da Lagoa defende requalificação sustentável da Fábrica do Álcool

© CM LAGOA

No passado sábado, 22 de fevereiro, a Fábrica do Álcool, situada na Lagoa, acolheu um debate público sobre a sua requalificação, numa iniciativa da Secção Regional dos Açores da Ordem dos Arquitetos, no âmbito do Protocolo com o Governo regional, com a participação da Câmara Municipal da Lagoa (CML) para a intervenção e requalificação deste Património Industrial.

O presidente da CML, Frederico Sousa, esteve presente neste debate que pretendeu demonstrar a importância de um dos pilares da industrialização nos Açores e, em conjunto, ser criado um programa de recuperação sustentável com as ideias propostas pela comunidade.

Neste contexto, para a CML é fulcral a preservação do património edificado e da sua história, principalmente por este ser um ícone representativo da expansão da vila da Lagoa. “Estou certo de que, muito em breve, se encontrará o equilíbrio entre o património industrial e a história e simultaneamente salvaguardar a sustentabilidade económica e dinâmica local e envolvente na cidade de Lagoa”, defende o autarca lagoense.

O atual estado de abandono e degradação deste espaço não corresponde às expetativas da câmara municipal, assim sendo, o município da Lagoa tem estado sempre disponível para colaborar na elaboração de um projeto que seja apreciado por todos os lagoenses e que preserve a história deste emblemático edifício, através da criação de um espaço dinâmico e atrativo e que saiba tirar o maior proveito desta zona de enorme potencial.

“Dar utilidade ao espaço e trazer uma nova centralidade e dinâmica local são propostas defendidas há muito pela autarquia e depois de tantas iniciativas não encontramos razão para que o edificado continue a degradar-se. É público que a câmara municipal de Lagoa, por diversas ocasiões, e formalmente, demonstrou interesse em ficar com a posse do imóvel, com o objetivo de criar um conjunto de valências de interesse municipal”, relembra Frederico Sousa.

Efetivamente, nos últimos anos e até à data, foram vários os esforços desenvolvidos pela câmara municipal para a requalificação da Fábrica do Álcool, desde logo: foram classificados elementos como de interesse municipal, designadamente a chaminé, os silos e outros elementos relevantes; foi realizado um estudo prévio que foi entregue ao Governo regional, dando indicação do potencial deste espaço e da possibilidade da sua utilização; foi disponibilizado para a sua reabilitação, na contrapartida da sua cedência gratuita ao município, com o respetivo financiamento acautelado e o espaço envolvente da Fábrica do Álcool foi integrado na zona de reabilitação da frente marítima da cidade de Lagoa, o que possibilitará novas oportunidades para a sua recuperação. Para além disso, e para se potenciar o investimento, as edificações junto à orla costeira foram adquiridas pela autarquia, colocando a fábrica em relação direta com o mar.

Um espaço dedicado à Museografia, alusiva ao passado da fábrica; espaços comerciais de dinamização local, com hotelaria, restauração, cafetarias e lojas de produtos inovadores e regionais; espaços dedicados à Indústria e Inovação criativa, numa estreita relação com o Parque de Ciência e Tecnologia de São Miguel; oficinas e laboratórios direcionados para o empreendedorismo criativo; salas de conferência e formação e residências artísticas, foram algumas das propostas defendidas pela edilidade para a reformulação da Fábrica do Álcool, mais concretamente valências que promovam uma vivência multicultural.

Segundo Frederico Sousa, “a Fábrica do Álcool tem um grande potencial, igualmente pela sua localização privilegiada, junto ao mar, perto de restaurantes, do Porto dos Carneiros e do Complexo Municipal de Piscinas da Lagoa, pelo que, tem todas as condições para ser um novo ponto de interesse económico”.

A CML garante que irá continuar a colaborar com a Ordem dos Arquitetos e com o Governo regional, com o principal intuito de contribuir para que o processo de requalificação seja promovido o mais rápido possível, para rentabilizar, valorizar e dignificar um espaço único na cidade e no concelho da Lagoa. Esta requalificação irá permitir criar um espaço privilegiado para uma maior dinâmica da cidade e consequentemente, proporcionar uma melhor qualidade de vida aos lagoenses e a quem visita o concelho.