
No âmbito do Dia da Escola Azul, assinalado a 19 de maio, o Posto de Turismo do Mar, na Caloura, transformou-se no palco de uma iniciativa que aliou a educação ambiental à valorização do talento local. Os alunos da Escola Básica e Integrada (EBI) de Lagoa integrados neste projeto visitaram a exposição de quadros subordinada ao tema “Os Oceanos”, desenvolvida por discentes do mesmo estabelecimento de ensino no ano letivo transato. A mostra, que reflete a perspetiva individual dos jovens lagoenses sobre a importância e a preservação dos ecossistemas marinhos, estará de portas abertas ao público até ao próximo dia 31 de agosto.
De acordo com uma nota de imprensa enviada pela Câmara Municipal da Lagoa, a jornada dos estudantes não se esgotou na observação artística. Durante a permanência no espaço, o grupo teve a oportunidade de assistir a um pequeno documentário focado na sustentabilidade dos mares, enriquecendo o debate em torno da proteção do património natural que define a identidade da região. O dia culminou com uma experiência marcante de proximidade com o mar dos Açores: um passeio de barco ao longo da costa do concelho, promovido em parceria com o Clube Náutico da Lagoa.
Para a vereadora da área da educação da Câmara, Albertina Oliveira, estas ações revestem-se de uma dupla importância para o percurso dos mais novos. “Estas são atividades de carácter lúdico, mas também pedagógico, que enriquecem as vivências e experiências destes alunos”, sublinhou a autarca, destacando a estratégia desenvolvida pela autarquia. “A Câmara Municipal tem vindo a apostar na criação de sinergias entre várias instituições lagoenses, quer sejam desportivas, sociais, culturais ou educativas. Estas iniciativas têm permitido a realização de diversas atividades transversais à comunidade, sendo este um claro exemplo da cooperação entre a EBI de Lagoa, a Câmara Municipal de Lagoa e o Clube Náutico de Lagoa”, reforçou.
O cenário escolhido para acolher a atividade reforça o estatuto do concelho nas políticas de sensibilização ecológica promovidas pelo município. Inaugurado a 11 de abril de 2015, o Posto de Turismo do Mar, na Caloura, consolida-se não apenas como um ponto de informação turística, mas como um pilar na educação ambiental, sendo atualmente o único Centro Azul do arquipélago dos Açores reconhecido no âmbito do Programa Bandeira Azul.

No coração do arquipélago, a Escola Básica Integrada (EBI) de Lagoa provou que a criatividade é a melhor bússola para encontrar novos mundos. Sob a coordenação de Alda Casqueira Fernandes, educadora de infância e responsável pela biblioteca escolar da EBI de Lagoa, a instituição levou a cabo uma nova edição da Semana da Leitura que, este ano, navegou pelo mote “Mar de Letras”. Esta iniciativa, que já se tornou um pilar fundamental no calendário pedagógico da região, não se limitou ao ato de ler, mas expandiu-se como um movimento multidisciplinar. Alda Casqueira Fernandes diz que se trata de uma “mescla de atividades que todas caminham no sentido da leitura”, procurando colmatar o facto de que, “estando numa ilha, num arquipélago, não é muito fácil termos contacto próximo com escritores”.
A docente explica que o conceito deste ano foi desenhado para abraçar a identidade da instituição como “Escola Azul”. Ao assumirem o compromisso com a preservação dos oceanos, a biblioteca decidiu que o livro deveria ser o barco que transporta os sonhos. O cenário central foi o “Bibliobarco”, uma peça pintada pelos alunos que serviu de metáfora para a própria vida. Segundo a coordenadora, o objetivo foi fazer a leitura não apenas dos textos, mas “também de modos de vida, de modos de estar na vida, formas de conhecer o outro”. A responsável recorda que a escolha do tema foi estratégica, pois “o barco poeticamente é capaz de fazer muita coisa. Podemos embarcar com os nossos sonhos, podemos embarcar na leitura”. A professora refere que “as letras por vezes andam à deriva, os livros às vezes andam à deriva também e alguém ainda não encontrou o seu livro favorito”, sendo esta semana a oportunidade ideal para esse encontro.
A programação foi um exemplo de como a educação pode ser multifacetada. A abertura contou com o Exército Português e o projeto “Missões de Paz”, seguida por sessões de ciência pelo Expolab e encontros com autores locais como Ana Isabel Arruda. Alda Casqueira Fernandes destacou ainda o projeto “Canta Comigo, Leia Contigo”, que há dez anos promove o livro na escola, e que incluiu uma sessão noturna para adultos intitulada “Ler e Contar Custa é Começar”, onde se partilharam “visões acerca do livro, experiências, memórias, afetos, tudo em volta do livro”. Para a responsável, o sucesso é visível na adesão dos estudantes, embora confesse uma limitação física: “Nunca conseguimos chegar a todos, porque nós somos uma escola com sete edifícios e numa semana nós não conseguimos neste espaço tão pequeno, que é a nossa biblioteca, tão pequeno mas tão acolhedor, comportar todos os alunos”. O desejo de uma nova escola, é antigo: “seria um sonho termos uma escola nova onde pudessem todos participar e todos caber”.
A celebração atingiu o seu auge no Dia Mundial do Teatro, com a peça “A Capuchinho Vermelho na Floresta de Água”, produzida inteiramente pelos educadores da EBI de Lagoa. “Desde cenografia, sonoplastia, tudo foi feito por nós”, realça com orgulho, evidenciando o espírito de entrega da equipa. Além das artes, a tecnologia marcou presença com lembranças produzidas em impressoras 3D. Com a entrega dos prémios “Top Leitor”, a Semana da Leitura encerrou com a certeza de que, através deste “Mar de Letras”, a escola cumpriu a sua missão de ser uma espécie de “farol do conhecimento”.

A Escola Básica Integrada (EBI) de Lagoa, na ilha de São Miguel, reafirmou o seu papel na educação ambiental com a cerimónia oficial do hastear da Bandeira Verde, o galardão máximo do projeto Eco-Escolas. O gesto, que simboliza a dedicação da instituição às boas práticas ecológicas e à gestão sustentável de recursos, reuniu alunos, docentes e funcionários num momento de celebração do percurso trilhado em prol do ambiente.
A dinâmica ambiental da EBI de Lagoa terá continuidade já no próximo dia 25 de março, data escolhida para assinalar o Dia Mundial da Árvore e da Floresta (originalmente a 22 de março). A iniciativa, que parte de um convite endereçado pelo Clube Ecotrilhos, incluirá a plantação de uma árvore de fruto cedida pelos Serviços Agrários de Ponta Delgada. Com esta atividade prática, a escola pretende sensibilizar os estudantes para a preservação das florestas e para o seu papel crucial na conservação da biodiversidade, incentivando uma cultura de cuidado direto com o património natural do concelho.
Segundo nota enviada pela autarquia, o ato solene do hastear da bandeira contou com a participação do presidente da Câmara da Lagoa, Frederico Sousa, acompanhado pela vereadora da educação, Albertina Oliveira, e pela presidente da Junta de Freguesia de Nossa Senhora do Rosário, Lucrécia Rego.

A demolição do pavilhão desportivo da Escola Básica Integrada (EBI) de Lagoa não é consensual e está a fazer correr tinta no Diário da Lagoa (DL). Em resposta a várias questões colocadas pelo DL à Câmara Municipal de Lagoa (CML), a autarquia liderada por Frederico Sousa escreve que “é de lamentar a posição tomada pela senhora Secretária Regional, entidade responsável pela implementação de uma solução para garantir a continuidade das atividades desportivas naquele pavilhão”. A CML garante ter enviado “em fevereiro de 2025, um pedido de solução de construção que salvaguardava o aumento e reforço das instalações desportivas no concelho”. A autarquia lagoense diz só ter obtido resposta da tutela vários meses depois, ou seja, “a somente a 17 de dezembro de 2025”. Nessa missiva a secretaria regional da Educação, Cultura e Desporto responde que “a alteração proposta pelo município implicaria a necessária reformulação do estudo prévio e um novo procedimento de contratação pública, o que levaria a um adiamento substancial da obra”. A CML considera que “o município emitiu um pedido com o tempo suficiente para que o estudo prévio fosse alterado sem comprometer os prazos de reabilitação da escola, visto que, à data do pedido, o projeto ainda não se encontrava finalizado, aliás nem até à presente data”.
O DL colocou a seguinte questão à secretária regional da Educação, Cultura e Desporto: “Qual a alternativa que a Secretaria Regional da Educação, Cultura e Desporto tem para facultar ao Clube de Patinagem de Santa Cruz (e dar continuidade aos treinos do clube), quando for feita a demolição do pavilhão desportivo da EBI de Lagoa (Escola do Fisher)?”. Em resposta ao DL, Sofia Ribeiro escreve que “o processo de reabilitação da EBI de Lagoa está em fase de revisão para aprovação do estudo prévio, para posterior elaboração de projeto de execução. A questão colocada será naturalmente analisada e considerada, dependendo das exigências da empreitada, tendo em conta a sua calendarização. O Governo dos Açores está ciente do cuidado específico que o planeamento da empreitada requer, face às exigências desportivas”.
Para a CML “é urgente requalificar a Escola Padre João José do Amaral (Fisher), que se encontra num estado de degradação considerável, de modo a devolver aos alunos lagoenses uma escola com condições de conforto e segurança e adequada às práticas pedagógicas atuais”. A autarquia considera que não vê “razão nenhuma para que o investimento não arranque em 2026, mesmo que já tardiamente, pois tanto quanto se sabe, este será feito com recurso ao PO2030 e já se encontra previsto em Planos e Orçamentos da Região há cerca de cinco anos, cabendo, única e exclusivamente à Secretaria Regional da Educação, Cultura e Desporto a execução atempada deste investimento, que é crucial para o bem-estar dos alunos e jovens desportistas lagoenses”.
Em janeiro deste ano, o DL noticiou que o pavilhão desportivo da EBI de Lagoa iria mesmo ser demolido dando lugar a um novo com ligação à nova escola que vai ser construída. Nesse artigo, a secretária regional da Educação, Cultura e Desporto explicava que “é uma fase que é complexa, mas com a reconstrução de um novo pavilhão, a fazer uma ligação ao edifício central para que os alunos possam ter uma deslocação ao abrigo da chuva e do vento, que é um problema atual desta escola, já há muitos anos neste tipo de construções”. A governante diz que manter o atual pavilhão “implicaria uma reformulação de todo o projeto e, lá está, com os atrasos que nós temos, não podemos comportar”.
A solução para a prática desportiva aquando da demolição do pavilhão do Fisher continua, para já, indefinida.

Emita é o diminutivo de Ema. Emita Cookies é o nome da marca. E Ema Tavares é quem faz, embala e vende os biscoitos que colocou à venda no Mercado de Natal da Escola Básica Integrada (EBI) de Lagoa, no pavilhão desportivo do Fisher, na Lagoa, ilha de São Miguel.
Então como é que nasceram estes biscoitos? – quisemos saber. “Nasceram numa noite de lua cheia em que estava com os vizinhos a comemorar. Estávamos em banhos, um vizinho veio comer os meus biscoitos, os biscoitos de manteiga, os que eu comecei. E um destes vizinhos, quando provou, disse que, se tivesse à venda, podia ser que ele comprasse”.
E é assim que, de uma menina de 11 anos nasce uma ideia empreendedora. “Com essa ideia na cabeça, comecei com a marca e depois comecei a evoluir. Fui para um almoço de família e uma tia deu-me duas receitas da minha tetra avó, que há mais de cem anos existem”, conta a aluna da EBI de Lagoa, que as inclui na sua marca. Agora são várias as variedades que confecciona.
O mercado de Natal da EBI de Lagoa tem 12 anos de existência. Na edição deste ano “neste momento temos 65 bancas. Todos os anos, cresceu, paulatinamente, tem crescido. Nós envolvemos a comunidade, da Lagoa e fora da Lagoa. Temos aqui bancas de Vila Franca e das Capelas” destaca a professora e coordenadora de educação empreendedora na EBI de Lagoa, Helena Costa.
E que importância é que tem um mercado gerido e criado inteiramente por quem o faz?
“É [os alunos] serem capazes de gerir o seu próprio negócio e ter uma ideia. No futuro, serem capazes de fazer o seu próprio pé de meia em termos de autodeterminação e em termos monetários. Ou seja, serem capazes de não precisar de ninguém e terem algo que é o seu ponto de rendimento “, sublinha Helena Costa.
Ema está na sua banca com a mãe. E são muitos os pais que decidiram participar ativamente na iniciativa, estando presentes e comprando nas várias bancas do mercado, aberto a toda a comunidade.

Inserido nas iniciativas de Natal da EBI de Lagoa, nasceu o projeto “Apadrinhar uma criança”. E na prática, em que consiste? A professora Luzia Borges explica: “é um projeto de empreendedorismo solidário. Alunos com mais dificuldades são apadrinhados. Este projeto alargou-se à comunidade escolar e à comunidade educativa também. Ou seja, mesmo os alunos que, em casa, passassem a palavra, os pais podem vir cá e o resto da comunidade inscrever-se na biblioteca e apadrinhar, dentro das suas possibilidades, alguém mais carenciado”.
O projeto, este ano, vai ajudar 27 alunos, cuja identidade está protegida, com carências sociais identificadas pela escola. A docente responsável pela iniciativa faz questão de sublinhar que a ideia surgiu da auxiliar Olinda Moniz “que por sua vez passou para a professora Manuela que é diretora de turma. Eu sou coordenadora da área da cidadania e ela disse-me «vamos agarrar nesta ideia» e assim nasceu”, conta Luzia Borges.
A vontade da equipa que organiza este projeto passa por estendê-lo ao longo de todo o ano letivo e extravase o concelho. “Qualquer pessoa que viva num outro concelho da ilha de São Miguel poderá telefonar para a escola e apadrinhar uma criança. Este projeto não é perfeito, tem sempre injustiças e nós gostaríamos de continuar esse apadrinhamento durante o ano letivo”, considera a docente.
As prendas de cada apadrinhamento dependem sempre da boa vontade e possibilidade de cada padrinho: “Poderá ser sapatos, poderá ser uma blusa, poderá ser um brinquedo, poderá ser um cabaz alimentar, como nós temos, poderá ser também um miminho de um chocolate, é de acordo com a possibilidade de cada um”, ressalva Luzia Borges.
E tudo isto para que alunos, pais e comunidade em geral possam poder fazer a diferença na vida de quem mais precisa: “ensinamos aos nossos alunos a serem solidários, ensinamos que aquilo que nós temos podemos dividir e contribuir para a felicidade dos outros”, conclui a professora.

Os melhores alunos dos 1.º e 2.º ciclos da Escola Básica Integrada de Lagoa, no ano letivo de 2024/2025, na ilha de São Miguel, receberam os Prémios de Mérito Académico da Câmara Municipal de Lagoa.
A cerimónia contou com a presença do presidente da Câmara Municipal, Frederico Sousa que, na ocasião, revelou ser uma honra associar-se num momento simbólico de reconhecimento aos alunos que se destacaram no último ano letivo. “É com agrado que verifico que são, também, valorizadas outras competências para além do mérito escolar, nomeadamente a componente artística e desportiva, até porque as crianças serão melhores mulheres e homens no futuro quanto mais competências adquirirem, num mundo cada vez mais competitivo”, realçou.
O autarca lagoense informou também que a Câmara da Lagoa irá reforçar os prémios para os alunos que se destaquem, nomeadamente com uma componente de valorização que reconheça a participação das crianças e jovens em atividades extracurriculares através da participação e relação com as instituições sócio culturais e desportivas do Município. “Essa é também uma forma de rejuvenescer as nossas instituições e incentivar à participação dos nossos jovens na vida comunitária”, afirmou.
Frederico Sousa terminou endereçando “um agradecimento especial a todo o pessoal docente e comunidade escolar pelo trabalho desenvolvido cujo resultado são crianças e jovens mais bem preparados para enfrentar o futuro. Um agradecimento extensivo aos pais e familiares, que dedicam o seu tempo para acompanhar e apoiar os alunos nas várias atividades diárias que contribuem para o seu saudável desenvolvimento”.
Foram, assim, distinguidos os melhores alunos do 1.º ciclo do Ensino Básico das várias escolas da EBI de Lagoa. Da EB1/JI Tavares Canário, receberam o prémio de mérito académico os alunos Helena Jardim, Maria Vasconcelos Tavares, Lia Soares e Martim Correia. Da EB1/JI Dr. Francisco Carreiro da Costa, receberam a distinção Beatriz Pacheco, Carolina Pacheco, Henrique Vultão Cordeiro (melhor aluno do 1.º ciclo), Mariana Almeida, Teresa Andrade, Francisca Costa, Gabriel Gianizeli, Gonçalo da Silva e Inês Vieira. Os melhores alunos da EB1/JI Marquês Jácome Correia foram Diana Melo, Ema Tavares, Tomás Picanço, Vasco Medeiros e Pedro Costa. Da EB1/JI Francisco Machado Faria e Maia, Alexandre Rego, Daniel Lázaro, Lourenço Lopes, Lourenço Arruda e Vitória Franco foram os alunos agraciados. Finalmente, da EB1/JI Dr. José Pereira Botelho, foram distinguidos João Pedro Sant’Anna, Lourenço Marques, Maria Inês Furtado, Maria Inês Medeiros, Matilde Martins e Yuri Ponte.
Quanto ao melhor aluno do 2.º ciclo, no passado ano letivo, foi Nicolau Sousa Tavares, da turma 6.ºC, da EB2 Pe. João José do Amaral (Fisher). Receberam, ainda, prémios de mérito artístico e desportivo, entregues pela EBI de Lagoa, os alunos Laura Raposo, da EB1/JI Francisco Machado Faria e Maia, e Sofia Medeiros e Miguel Aguiar, da EB2 Padre João José do Amaral.
De recordar que, são atribuídas as distinções segundo o Regulamento Municipal Prémio de Mérito Académico, que visa estimular e premiar o sucesso escolar. Os prémios distinguem os alunos matriculados em estabelecimentos de ensino do concelho da Lagoa, do ensino básico, secundário, incluindo o profissional e que tenham concluído com um comportamento escolar irrepreensível e aproveitamento académico excecional.

A apresentação do estudo prévio para o projeto da Escola Básica Integrada de Lagoa aconteceu esta sexta-feira, 25 de outubro, tendo sido anunciado que a nova escola estará dimensionada para um total de 240 crianças do segundo ciclo, organizado em, aproximadamente, 15 turmas.
A sessão contou com a presença das secretárias regionais da Educação, Cultura e Desporto, Sofia Ribeiro, e do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas, Berta Cabral.
Segundo Sofia Ribeiro, em declarações aos jornalistas, trata-se “de uma obra há 40 anos desejada e que, agora, vai ser concretizada”.
“O dia de hoje resulta de um processo em que trabalhamos sempre em conjunto com o Conselho Executivo e temos um projeto que abrange todas as necessidades deste estabelecimento de ensino, quer para alunos, quer para professores, quer para todo o pessoal de ação educativa”, disse a governante.
Por seu lado, Berta Cabral referiu que se trata de “um grande investimento – mais de 11 milhões de euros – que deve ser rentabilizado e colocado à disposição de toda a comunidade”.
Foi aberto o concurso publico de conceção do projeto para que os gabinetes de arquitetura interessados pudessem apresentar as suas ideias e propostas para o que será a nova EBI de Lagoa.
Concluída a fase de apresentação de propostas, em que foram entregues quatro, as mesmas foram avaliadas e valorizadas de acordo com vários critérios pré-definidos, como a conceção geral, a funcionalidade das soluções e organização dos espaços, a economia geral da construção e o ciclo de vida dos materiais e equipamentos a incorporar na construção.
Após análise das propostas e respetiva valoração, foi selecionada a proposta do gabinete de arquitetura Entreplanos, Gabinete de Arquitetura, Urbanismo e Design.
Contrariamente ao complexo escolar atual, que se compõe por vários blocos dispersos no terreno, o novo projeto prevê a concentração de todo o complexo escolar na parte norte do terreno, numa área total de 15.600m2.
Assim, o estudo prévio agora apresentado prevê a demolição de todas as construções atualmente existentes e compõe-se, essencialmente, por quatro novas zonas distintas: o edifício escolar, o pavilhão desportivo, o polidesportivo exterior e os espaços de recreio para os alunos.
O edifício escolar, com área aproximada de 3.800,00m2 de construção, organiza-se em três pisos: no nível da entrada principal da escola estarão os espaços de administração e gestão, espaços de apoio socioeducativo/educação inclusiva e alguns espaços de ensino. No piso inferior estão localizados a mediateca, o auditório e os espaços sociais e de convívio. O primeiro piso estará praticamente reservado a espaços de ensino.
O projeto propõe a criação 10 salas de aula correntes, cinco salas de aula para pequenos grupos, uma sala de música, um laboratório de ciências da natureza e duas salas multifuncionais (EVT) com todos os espaços de apoio necessário.
O pavilhão desportivo, com área aproximada de 2.100,00m2, inclui a área de jogo e todos os espaços de balneários, sala de professores de educação física, espaços técnicos, entre outros. Este espaço terá acesso independente do espaço escolar para que possa ser utilizado pela restante comunidade fora do horário letivo.
O polidesportivo exterior inclui dois campos de jogos e uma pista de atletismo.
Já o recreio compõe-se por várias zonas exteriores, cobertas e descobertas, destacando-se a salvaguarda e valorização da zona da eira, que será transformada num pequeno anfiteatro ao ar livre para usufruto da comunidade escolar.
Adicionalmente, o projeto prevê a reformulação de toda a frente da escola, sendo que a parte sul do terreno se destinará a estacionamento, contribuindo para aliviar a pressão de estacionamento a que esta área está sujeita.