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Escolas de São Roque do Pico e da Terceira vencem etapa açoriana do Apps for Good

Alunos de três ilhas do arquipélago reuniram-se em Ponta Delgada para apresentar soluções digitais que respondem a desafios reais das comunidades, garantindo os projetos “Elite Fishing” e “Travel Buddy” um lugar na final nacional do programa em setembro

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O talento e a inovação tecnológica dos jovens açorianos estiveram em grande destaque na etapa regional da 12.ª edição do «Apps for Good». Este prestigiado programa educativo tecnológico desafia alunos e professores a desenvolverem aplicações para smartphones ou tablets com foco no impacto social.

O encontro, que decorreu em Ponta Delgada, reuniu 11 projetos criados por estudantes de sete escolas provenientes de três ilhas do arquipélago. Todos os trabalhos apresentados procuraram responder a desafios reais das suas comunidades, em linha com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas.

Segundo a nota de imprensa enviada à nossa redação pelo CDI Portugal, entidade promotora da iniciativa, as grandes vencedoras da jornada foram a Escola Básica 1,2,3/S/JI de São Roque do Pico e a Escola Secundária Jerónimo Emiliano de Andrade, da ilha Terceira. Ambas as comitivas asseguraram a representação dos Açores na grande final nacional, marcada para o próximo mês de setembro.

Na categoria do Ensino Secundário, o grande vencedor foi o projeto «Elite Fishing», desenvolvido pelos alunos da ilha do Pico na Escola EB1,2,3/S/JI de São Roque do Pico. Esta plataforma promove experiências de pesca e turismo sustentável com um forte cariz comunitário. A equipa acompanha os utilizadores para incentivar o contacto com a natureza e, ao mesmo tempo, a app inclui uma funcionalidade solidária de doação de peixe.

Já na categoria do Ensino Básico, o primeiro lugar sorriu à Escola Secundária Jerónimo Emiliano de Andrade com a aplicação «Travel Buddy». Trata-se de um guia turístico interativo que recorre à realidade aumentada para mostrar imagens históricas de locais e monumentos através da câmara do telemóvel, permitindo ainda a criação de roteiros personalizados para quem visita a região.

O evento atribuiu também o Prémio do Público, que foi conquistado pelo projeto «Encontra PET», da EB 1,2,3/JI de Vila de Capelas, de São Miguel. Esta aplicação hiperlocal utiliza inteligência artificial e geolocalização por freguesia para ajudar a cruzar dados e encontrar animais perdidos de forma mais eficaz do que as tradicionais publicações nas redes sociais.

O encontro regional contou ainda com a participação ativa e dinâmica de outras escolas de referência, nomeadamente a Escola Básica Integrada de Rabo de Peixe, a EB1,2/JI Canto da Maia, a EB 1,2,3/S Cardeal Costa Nunes e a EB1,2,3/JI/S/EA Tomás de Borba.

Para João Baracho, diretor executivo do CDI Portugal, o desempenho dos estudantes açorianos reforça o valor desta iniciativa que, ao longo de 12 anos, já envolveu mais de 32 mil alunos no país. O responsável sublinhou em comunicado que “o Apps for Good continua a demonstrar a enorme capacidade dos jovens para pensar soluções inovadoras com impacto real nas suas comunidades”.

O diretor da entidade promotora concluiu ainda que estes projetos são a prova viva de que “a tecnologia, quando aliada à educação e à criatividade, é uma poderosa ferramenta de transformação social.”

3D Print Jam: a arte de imprimir quase tudo chegou à Secundária da Lagoa

Projeto escolar prova que o único limite é a imaginação, ajudando desde a criação de moléculas à socialização de jovens com necessidades especiais

David Rosa (na foto) foi o responsável por implementar a impressão 3D na Secundária da Lagoa © SARA SOUSA OLIVEIRA

Pelo colorido átrio da Escola Secundária da Lagoa, na ilha de São Miguel, estão espalhadas várias estruturas tridimensionais, ou seja, impressoras 3D. Como o próprio nomes indica, imprimem objectos a três dimensões. As impressoras são silenciosas mas o barulho das vozes dos alunos abafa qualquer outro ruído. 

David Rosa é o pai da impressão 3D na Secundária da Lagoa. Frase dita por colegas. Mas afinal, como começou este “bichinho”? “Foi no dia em que uma peça de um frigorífico se avariou e eles pediram um montão de dinheiro para a peça completa quando era só uma pecinha de plástico pequenina. E depois eu tinha um amigo que tinha uma impressora 3D, perguntei se era possível imprimir e fiquei completamente fascinado com a possibilidade de encontrar na internet a pecinha, de imprimir e poupei imenso dinheiro. Aquele dinheiro que era da peça do frigorífico, usei-o para comprar uma impressora 3D”, conta o docente de matemática ao Diário da Lagoa (DL). 

Ou seja, é possível imprimir praticamente tudo? “É e não é, tem limitações. Plástico é plástico, plástico não dura tanto. Mas não há problema, como a impressora é minha eu posso imprimir quanto eu já quiser. Eu posso imprimir no plástico que é vendido mas eu evito porque é um plástico que vai durar para sempre no planeta. A gente evita o ABS. A gente usa o PLA”, explica David Rosa. 

O docente destaca a importância deste tipo de atividades para os alunos: “quando tu consegues fazer um desenho onde metes matemática, ângulos, senos e cossenos, e tens aquele desenho feito no computador, e tens na tua mão, depois de imprimir, é o maior orgulho de uma pessoa. É que muitas vezes a gente pega a matemática, a gente faz os cálculos, a gente desenha a peça, e fica lá. Mas a seguir, mandamos imprimir, e temos a nossa mão”. E isso mesmo mostra-nos um grupo de alunos maioritariamente do 10º ano. “Aqui nós temos alguns dos constituintes de um projeto do ano passado chamado CanSat. Esta atividade consistia em elaborar um micro satélite do tamanho de uma lata de refrigerante e então depois transmitimos dados de pressão e temperatura por esta antena com a ajuda da estação de base. Finalmente tinha de aterrar em segurança no solo com a ajuda de um paraquedas”, explica ao aluno Gonçalo Martins. 

Sofia Linhares, também aluna do 10º ano da mesma escola, diz que “toda a equipa participou um pouco em tudo porque a nossa equipa era muito unida. Ajudamos na construção da antena, na parte da eletrónica, na estação base”.

Impressão 3D promove ensino inclusivo

© SARA SOUSA OLIVEIRA

“ Eles aqui constroem. No meio disso tudo, além de os motivar a fazer as tarefas que eu quero, eu ainda ganho o pensamento computacional. Porque isso é a primeira parte para ensinar modelação”, conta Paula Silva, professora de Físico-Química enquanto nos mostra os mais variados objectos expostos na sua banca. “ Eu desafiei os miúdos porque não, a modelarem, criarem e imprimirem. E cá está, essa é a minha molécula de metano. O facto dos miúdos também terem contato com o objeto, aprendem e apreendem mais facilmente. Uma coisa é desenhar em 2D, outra coisa é eles perceberem como é a molécula em 3D”, exemplifica a docente mostrando o objeto criado. 

“Podemos olhar aqui à volta, todos estão ligados à impressão 3D. E quando digo todos, começando pelos professores inicialmente para dar formação e depois passando para os alunos. Alunos que não só são de todos os ciclos, do secundário, do regular, mas também temos aqui muito trabalho feito pelo ensino especial. É um trabalho colaborativo em que temos vários professores que adquiriram as capacidades de usar a impressão 3D e agora aplicam em diversos cenários educativos”, explica o docente João Freitas, coordenador deste programa Erasmus. 

“Nós temos aqui trabalhos feitos em barro pelos meninos, mas muitos desses trabalhos que estão aqui foram utilizados com moldes que foram feitos na impressora 3D aqui da escola”, diz Marta Brum. Para a professora “é uma forma deles socializarem e mostrarem também à comunidade aquilo que fazem. Eles vão desenvolvendo algumas competências, muitas competências aqui connosco nesse tipo de trabalhos. São meninos que não conseguem ler nem escrever, não falam, praticamente, e a gente vai tentar desenvolver atividades com eles, outras capacidades”. 

A impressão 3D mostra assim que pode ser inclusiva e de fácil acesso a quem quiser aprender esta arte. “O único limite é a imaginação porque temos que imaginar que à nossa volta há todo um conjunto de objetos que antes tinham que ser comprados e neste momento nós podemos produzir na escola, inclusivamente, certos aparelhos, certas partes, componentes, quando se partem, em vez de a gente adquirir e se calhar pagar um valor bastante grande por eles, eles podem ser produzidos na escola”, defende João Freitas.

“Conseguimos produzir objetos de uma dimensão significativa. O conceito é, se eu consigo produzir pequeno, consigo produzir grande. Aliás, produzir grande é mais fácil do que produzir pequeno”, considera o docente. 

E há pessoas que podem imprimir sem perceber matemática? “Sim. É possível fazer um download na internet de um objeto já feito e só tem que perceber, mete o filamento e manda imprimir. A maior parte dos meus colegas que agora falam comigo que são de impressão 3D não são de matemática, são de todas as áreas, de História, para imprimir bustos, Educação Visual, para imprimir objetos que dêem imagem de 3D, em inglês eu posso imprimir o Shakespeare e outros”, exemplifica David Rosa. No mundo da impressão 3D o céu parece mesmo ser o limite. O céu e a imaginação.

Seminário debate abordagens criativas na Educação no concelho da Lagoa

Encontro inserido na Semana da Criança analisou o impacto de ferramentas artísticas no ensino, com a vereadora Graça Costa a defender o trabalho em parceria e a formação contínua

© CM LAGOA

O seminário “Abordagens Criativas em Contextos Educativos” reuniu, no concelho da Lagoa, centenas de profissionais e estudantes das áreas da educação, psicologia, cultura e animação. O encontro, que fez parte do calendário de atividades da Semana da Criança, contou também com a participação de formandos do curso de Ação Educativa da escola profissional INETESE, conforme indica a nota de imprensa enviada à redação pela Câmara da Lagoa.

O evento integrou o plano de iniciativas locais direcionadas para o setor educativo e cultural da infância. Os debates do painel central focaram-se na partilha de metodologias que visam a inclusão e a introdução de dinâmicas pedagógicas nos modelos de ensino tradicionais.

Ao longo do seminário, os participantes analisaram a viabilidade e o potencial educativo de diferentes expressões artísticas e científicas. Foram apresentados e discutidos estudos de caso sobre a integração do teatro, dos fantoches, da música, da dança, das artes plásticas, da exploração sensorial e das ciências como ferramentas de apoio à aprendizagem ativa.

A sessão de encerramento do fórum contou com a intervenção da vereadora com o pelouro da Ação Social e Educação, Graça Costa, que abordou a relevância do debate técnico e da formação contínua dos profissionais que atuam no setor.

“Como autarquia, assumimos o compromisso de considerar as reflexões aqui produzidas e de continuar a trabalhar em parceria para transformar ideias em ações concretas. O Município reconhece o esforço e trabalho das várias entidades, o investimento da qualidade das respostas que oferecem à infância, para que as nossas crianças cresçam felizes, saudáveis, seguras e com um desenvolvimento pleno”, indicou a vereadora no documento distribuído à comunicação social.

A responsável municipal referiu ainda que a execução da Semana da Criança é articulada através de parcerias entre os serviços do concelho, os estabelecimentos escolares, os Centros de Atividades de Tempos Livres (CATL) e as estruturas familiares locais.

“Que o espírito de diálogo, inovação e compromisso continue a inspirar o nosso caminho coletivo. Juntos, estaremos mais preparados para construir um futuro mais sustentável, inclusivo e próspero para as nossas crianças”, afirmou Graça Costa, que encerrou a sessão com um agradecimento aos oradores, moderadores e entidades parceiras envolvidas na organização das mesas redondas.

Lagoa acolhe seminário pioneiro nos Açores sobre o papel do brincar na aprendizagem e os direitos das crianças

Iniciativa promovida pela autarquia e pela CPCJ local, no dia 11 de junho, serve também de palco para a apresentação do primeiro Plano Municipal de Proteção dos Direitos das Crianças e Jovens da região

© CM LAGOA

O Cineteatro Lagoense Francisco D’Amaral Almeida vai ser o ponto de encontro para uma reflexão profunda sobre o desenvolvimento infantil, acolhendo no próximo dia 11 de junho, pelas 15h00, o seminário “O Papel do Brincar no Processo de Aprendizagem”. A iniciativa, que assinala as comemorações do Dia Internacional do Brincar, nasce de uma parceria entre a Câmara Municipal da Lagoa e a Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) de Lagoa. Segundo a nota de imprensa enviada pelas entidades promotoras ao Diário da Lagoa | Notícias que contam, o evento assume um caráter histórico para o arquipélago com a apresentação pública do Plano Municipal de Promoção e Proteção dos Direitos das Crianças e Jovens para o período 2026-2030, tornando-se o primeiro documento estratégico desta natureza a ser implementado na Região Autónoma dos Açores.

O encontro pretende mobilizar a comunidade lagoense e os profissionais que atuam na infância e juventude, sublinhando a urgência do trabalho em rede e da articulação institucional para garantir o bem-estar dos mais novos. Ao associar o seminário ao Dia Internacional do Brincar, a organização evoca diretamente o artigo 31.º da Convenção sobre os Direitos da Criança das Nações Unidas, que eleva o ato lúdico ao estatuto de direito fundamental. O debate colocará em evidência como as atividades recreativas são cruciais no desenvolvimento das capacidades motoras, sensoriais e cognitivas, funcionando como alicerces indispensáveis para o sucesso escolar e para a estabilidade emocional das crianças.

A apresentação das linhas mestras do novo plano estratégico municipal ficará a cargo da vereadora da Câmara Municipal, Graça Costa. O painel de debate será moderado pela presidente da CPCJ de Lagoa, Edite Preto, e trará à discussão os contributos técnicos do neuropsicólogo João Lopes e da psicomotricista Filipa Chalin, especialistas convidados para abordar o impacto direto das experiências lúdicas no crescimento saudável e na capacidade de aquisição de novos conhecimentos.

O seminário é direcionado a toda a população do concelho, com especial enfoque em pais, encarregados de educação, docentes, profissionais de saúde, assistentes sociais e equipas de Casas de Acolhimento Residencial e CATL. A participação é totalmente gratuita, embora sujeita a inscrição prévia através de um formulário digital disponibilizado no portal oficial da autarquia e nas redes sociais das instituições organizadoras, num convite aberto à comunidade para fortalecer as dinâmicas de proteção local.

Ponta Delgada apoia lançamento de livro escrito e ilustrado por alunos do concelho

Obra “Abraços de Histórias” reúne 16 contos originais desenvolvidos ao longo do ano letivo e integra a estratégia municipal de promoção da literacia e do sucesso educativo

© CM PONTA DELGADA

A vereadora da Câmara Municipal de Ponta Delgada, Cristina do Canto Tavares, marcou presença no lançamento do livro “Abraços de Histórias”, uma publicação cuja edição contou com o apoio financeiro e logístico da autarquia micaelense. Segundo a nota de imprensa enviada pela instituição à nossa redação, a obra reúne um total de 16 histórias escritas e ilustradas pelos próprios alunos, tendo sido desenvolvida sob a coordenação pedagógica das professoras Ana Isabel D’Arruda e Patrícia Domingues no decorrer do ano letivo.

Durante a sessão de apresentação do livro, editado pela Nova Gráfica, a representante do município sublinhou o impacto da iniciativa no desenvolvimento das competências dos jovens autores. “Desejo-vos um futuro muito promissor e brilhante”, afirmou Cristina do Canto Tavares, acrescentando que os alunos “nunca devem deixar de acreditar que tudo é possível, desde que haja vontade, dedicação e trabalho”. A vereadora manifestou o desígnio de continuar a apoiar projetos que estimulem a leitura, a escrita e a criatividade, instando a comunidade escolar a desafiar as instituições públicas para a concretização de atividades com impacto na formação infantojuvenil.

O apoio a esta publicação foi enquadrado pela autarquia na estratégia corrente para o setor da educação no concelho vizinho. Na ocasião, Cristina do Canto Tavares referiu ainda que, a par do investimento na beneficiação e construção de edifícios escolares, o município tem procedido ao reforço da Rede de Bibliotecas Escolares através da oferta de livros e de equipamentos informáticos às escolas públicas do primeiro ciclo.

Criatividade e inovação na infância em debate no Cineteatro Francisco D’Amaral Almeida

Seminário “Abordagens Criativas em Contextos Educativos” junta especialistas a 5 de junho na Lagoa. Integrada na IV Edição da Semana da Criança, a iniciativa municipal foca-se na partilha de práticas pedagógicas ligadas às artes, à música e à ciência

© CM LAGOA

O Cineteatro lagoense Francisco D’Amaral Almeida, na cidade da Lagoa, ilha de São Miguel, vai ser o palco, no próximo dia 5 de junho, do seminário “Abordagens Criativas em Contextos Educativos”. A iniciativa é promovida pela Câmara Municipal da Lagoa, através da Biblioteca Municipal Tomaz Borba Vieira, e surge integrada na IV Edição da Semana da Criança.

Segundo a nota de imprensa enviada pela autarquia, o evento pretende reunir profissionais das áreas da educação, cultura e intervenção social. O objetivo principal é proporcionar um espaço de debate e partilha de práticas inovadoras ligadas ao desenvolvimento infantil, à criatividade e ao papel das artes na escola.

O programa arranca às 08h45 com a abertura do secretariado, seguindo-se a sessão oficial de abertura às 09h30. O momento de destaque inicial (keynote) será conduzido por Bruno Batista, ator e contador de histórias, sob o tema “A arte de contar histórias: técnicas de narração e de animação da leitura”, com apresentação da educadora e cantautora Alda Casqueira Fernandes.

Durante a manhã, os trabalhos dividem-se em três painéis temáticos. O primeiro, “Teatro e Fantoches como ferramentas educativas”, será apresentado por Marina Franco (EBI de Água de Pau), com a participação de Katarina Rodrigues e Fátima Sousa. Segue-se o painel “Corpo, som e criatividade”, moderado por Bruna Medeiros (Creche Bem-me-quer), com Raquel Faria, Maria João Gouveia e Margarida Andrade.

O terceiro e último painel, intitulado “Ciência, Descoberta e Espanto”, terá a apresentação da psicóloga Beatriz Lopes (Centro Social e Cultural da Atalhada), contando com os contributos de Carolina Arruda (NIITE) e da cientista e investigadora Violante Medeiros. Em debate estarão áreas que vão desde as artes plásticas à exploração sensorial e promoção da curiosidade.

O seminário é direcionado a profissionais de CATL, psicólogos, animadores, professores, educadores, auxiliares e todos os interessados no desenvolvimento infantil. Com este encontro, o município da Lagoa reforça a sua aposta em atividades que promovem a inclusão e a valorização de novas práticas pedagógicas na comunidade.

As inscrições são gratuitas mas obrigatórias, decorrendo até ao dia 2 de junho, pelas 16h00. Os interessados podem submeter a sua participação através do e-mail biblioteca@lagoa-acores.pt ou utilizando o QR Code disponível no cartaz oficial, já publicado no portal e nas redes sociais da autarquia lagoense.

Associação Agrícola de São Miguel assinala Dia Nacional da Agricultura com mais de 3000 crianças

Iniciativa vai reunir, na próxima quarta-feira, alunos de diversas escolas da ilha de São Miguel para um dia de atividades pedagógicas e contacto direto com o setor agropecuário

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A Associação Agrícola de São Miguel (AASM) vai assinalar, no próximo dia 27 de maio, o Dia Nacional da Agricultura com uma iniciativa de grande escala inteiramente dedicada às crianças. De acordo com a nota de imprensa enviada pela organização, o evento vai reunir mais de 3.000 alunos de diversas escolas da ilha de São Miguel, proporcionando-lhes uma experiência enriquecedora de aproximação ao mundo rural fora do contexto tradicional da sala de aula.

Esta ação é promovida em parceria com o Governo dos Açores e com a Confederação dos Agricultores de Portugal. O evento conta ainda com a colaboração de várias entidades públicas, privadas e cooperativas da região, unidas no propósito de sensibilizar os mais novos para a relevância estratégica do setor primário.

O principal objetivo da iniciativa é dar a conhecer às novas gerações a importância crucial que a atividade agrícola desempenha na economia regional dos Açores, bem como o seu papel determinante na sustentabilidade e na preservação do território e da paisagem açoriana. Ao longo de todo o dia, os milhares de alunos do ensino básico terão a oportunidade de participar em diversas atividades educativas, interativas e lúdicas, concebidas especificamente para a sua faixa etária, que incluem ainda o contacto direto com animais da quinta.

Com a organização deste dia festivo e pedagógico, a AASM refere em comunicado que reitera o seu compromisso na promoção e valorização da agricultura junto dos cidadãos do futuro. A associação sublinha ainda que este evento pretende não só quebrar barreiras entre o meio urbano e o meio rural, mas também incentivar uma maior proximidade e empatia entre a comunidade escolar e o quotidiano dos produtores agrícolas da região.

Câmara de Ponta Delgada enaltece percurso e “intervenção de âmbito nacional notável” da Associação de Solidariedade Social dos Professores

Autarca Cristina do Canto Tavares presidiu à abertura do 45.º aniversário da instituição, destacando o papel social e o cariz intergeracional da delegação açoriana na valorização dos docentes

© CM PONTA DELGADA

A Delegação dos Açores da Associação de Solidariedade Social dos Professores, sediada em Ponta Delgada, acolheu a sessão de abertura das comemorações do 45.º aniversário da instituição, um momento marcado pelo reconhecimento oficial do impacto comunitário e social daquela que é a maior estrutura de solidariedade docente no país. De acordo com a nota informativa enviada pela autarquia micaelense, a vereadora com o pelouro da Ação Social da Câmara Municipal de Ponta Delgada, Cristina do Canto Tavares, fez questão de sublinhar a relevância histórica da associação, apontando que esta “soube crescer, adaptar-se e afirmar-se como a maior instituição de solidariedade de professores em Portugal, desenvolvendo uma ação abrangente nas áreas social, cultural, científica, recreativa e humana, sempre orientada pela valorização das pessoas, pela promoção da cidadania ativa e pelo fortalecimento dos laços comunitários”.

A governante municipal destacou o forte pilar humanista da instituição e a vasta rede de proximidade construída ao longo de quase meio século de existência através de núcleos distribuídos pelo Continente, Açores e Madeira. Focando a sua intervenção na vertente de intertextualidade e ligação comunitária promovida pelas atividades de envelhecimento ativo, Cristina do Canto Tavares referiu que “a associação promove não apenas a preservação da memória coletiva dos professores, mas também a transmissão de conhecimento, valores e experiências entre gerações”, sustentando que, no fundo, “um professor não tem idade”. O contributo local da Delegação Regional dos Açores, que no ano transato assinalou as suas bodas de prata, foi igualmente alvo de rasgados elogios por parte da vereadora, que endereçou palavras de profundo reconhecimento e mérito à presidente da estrutura em solo açoriano, Eduarda Viveiros, pelo trabalho direcionado à inclusão e convívio dos docentes aposentados.

As celebrações do aniversário da ASSP prolongam-se até ao próximo sábado na ilha de São Miguel sob o lema “(Re)encontros e Desafios”, preenchendo a agenda local com uma programação de cariz marcadamente cultural, que engloba conferências, visitas guiadas e apontamentos musicais. O arranque do programa ficou pautado pela partilha de conhecimento académico, incluindo uma palestra conduzida pelo professor Avelino Meneses dedicada ao tema “A Autonomia dos Açores (um processo)”, e uma dissertação sobre a “Flora Autóctone dos Açores”, a cargo do investigador Teófilo Braga. O evento inaugural encerrou com uma nota artística e literária, corporizada num momento de declamação de poesia protagonizado pelos professores Fátima Sousa e José Carlos.

Escola é porto de abrigo para o conhecimento

Sob o lema “Mar de Letras”, a Semana da Leitura da EBI de Lagoa uniu literatura, ciência e artes cénicas para envolver toda a comunidade educativa num projeto de valorização cultural que superou as barreiras da insularidade

Docentes interpretaram peça de teatro © ALDA CASQUEIRA

No coração do arquipélago, a Escola Básica Integrada (EBI) de Lagoa provou que a criatividade é a melhor bússola para encontrar novos mundos. Sob a coordenação de Alda Casqueira Fernandes, educadora de infância e responsável pela biblioteca escolar da EBI de Lagoa, a instituição levou a cabo uma nova edição da Semana da Leitura que, este ano, navegou pelo mote “Mar de Letras”. Esta iniciativa, que já se tornou um pilar fundamental no calendário pedagógico da região, não se limitou ao ato de ler, mas expandiu-se como um movimento multidisciplinar. Alda Casqueira Fernandes diz que se trata de uma “mescla de atividades que todas caminham no sentido da leitura”, procurando colmatar o facto de que, “estando numa ilha, num arquipélago, não é muito fácil termos contacto próximo com escritores”.

A docente explica que o conceito deste ano foi desenhado para abraçar a identidade da instituição como “Escola Azul”. Ao assumirem o compromisso com a preservação dos oceanos, a biblioteca decidiu que o livro deveria ser o barco que transporta os sonhos. O cenário central foi o “Bibliobarco”, uma peça pintada pelos alunos que serviu de metáfora para a própria vida. Segundo a coordenadora, o objetivo foi fazer a leitura não apenas dos textos, mas “também de modos de vida, de modos de estar na vida, formas de conhecer o outro”. A responsável recorda que a escolha do tema foi estratégica, pois “o barco poeticamente é capaz de fazer muita coisa. Podemos embarcar com os nossos sonhos, podemos embarcar na leitura”. A professora refere que “as letras por vezes andam à deriva, os livros às vezes andam à deriva também e alguém ainda não encontrou o seu livro favorito”, sendo esta semana a oportunidade ideal para esse encontro.

A programação foi um exemplo de como a educação pode ser multifacetada. A abertura contou com o Exército Português e o projeto “Missões de Paz”, seguida por sessões de ciência pelo Expolab e encontros com autores locais como Ana Isabel Arruda. Alda Casqueira Fernandes destacou ainda o projeto “Canta Comigo, Leia Contigo”, que há dez anos promove o livro na escola, e que incluiu uma sessão noturna para adultos intitulada “Ler e Contar Custa é Começar”, onde se partilharam “visões acerca do livro, experiências, memórias, afetos, tudo em volta do livro”. Para a responsável, o sucesso é visível na adesão dos estudantes, embora confesse uma limitação física: “Nunca conseguimos chegar a todos, porque nós somos uma escola com sete edifícios e numa semana nós não conseguimos neste espaço tão pequeno, que é a nossa biblioteca, tão pequeno mas tão acolhedor, comportar todos os alunos”. O desejo de uma nova escola, é antigo: “seria um sonho termos uma escola nova onde pudessem todos participar e todos caber”.

A celebração atingiu o seu auge no Dia Mundial do Teatro, com a peça “A Capuchinho Vermelho na Floresta de Água”, produzida inteiramente pelos educadores da EBI de Lagoa. “Desde cenografia, sonoplastia, tudo foi feito por nós”, realça com orgulho, evidenciando o espírito de entrega da equipa. Além das artes, a tecnologia marcou presença com lembranças produzidas em impressoras 3D. Com a entrega dos prémios “Top Leitor”, a Semana da Leitura encerrou com a certeza de que, através deste “Mar de Letras”, a escola cumpriu a sua missão de ser uma espécie de “farol do conhecimento”. 

Lançamento do Erasmus+ 3DPrintED na Escola Secundária de Lagoa

© ESL

No dia 30 de abril, decorreu na Escola Secundária de Lagoa a segunda edição do Evento Print Jam 3D e o lançamento do Erasmus+ 3DPrintED. O evento contou, mais uma vez, com a parceria do Expolab – Centro Ciência Viva, do Colégio do Castanheiro e com a colaboração de toda a escola. Incluiu uma forte participação de alunos e docentes, que dinamizaram e participaram de diversas atividades de caráter pedagógico e tecnológico.

O evento incluiu uma feira de impressão 3D, onde foram apresentados vários projetos, workshops de impressão 3D dirigidos a alunos e professores e ainda uma palestra sobre inteligência artificial na educação, ministrada pelo Professor Doutor José Cascalho, da Universidade dos Açores. O professor universitário presenteou a comunidade escolar com conhecimentos profundos sobre inteligência artificial, salientando os perigos, mas também as vantagens na nova realidade digital em que vivemos.

O Erasmus+ 3DprintED encontra-se na reta final. Permitiu o acesso a impressoras 3D modernas e competências do século XXI, preparando a escola para os desafios tecnológicos atuais e futuros. Constituiu-se como uma resposta tecnológica à necessidade de inclusão de todos os alunos e, ainda, como outra forma de ultrapassar as limitações insulares, recorrendo à internet, que actua como um repositório e canal para objetos digitais que podem ser materializados por meio da impressão 3D.

A impressão 3D voltará, em breve, no próximo ano letivo, durante o Steam & Games, que decorrerá na Escola Secundária de Lagoa, em novembro. Em abril do próximo ano, esperamos realizar uma nova edição do Print Jam, na qual apresentaremos novas abordagens à impressão 3D.