
A Educação Moral e Religiosa Católica (EMRC) volta a estar presente na totalidade dos estabelecimentos de ensino da rede escolar açoriana no arranque do ano letivo 2026/2027, cobrindo todas as ilhas do arquipélago, do Corvo a Santa Maria. A lecionação da disciplina abrange os diferentes níveis de ensino (desde o primeiro ciclo ao secundário, incluindo a vertente profissional), assim como as escolas católicas da região, designadamente os colégios de São Francisco e de Santa Clara. As informações foram avançadas pelo sítio Igreja Açores.
Para assegurar a lecionação no presente ano letivo, a rede regional conta com um contingente de 63 docentes, entre professores pertencentes aos quadros das escolas, do quadro regional e contratados. O processo de distribuição dos profissionais iniciou-se nos meses de abril e maio, culminando na fixação completa das propostas de colocação a 31 de julho, após visitas de avaliação às unidades orgânicas das várias ilhas. Na ilha de São Miguel registou-se o reforço de mais um docente em relação ao período anterior.
A coordenação da disciplina prevê a manutenção dos níveis de frequência próximos dos verificados no ano letivo transato, altura em que se contabilizavam cerca de 11.600 alunos inscritos. Os dados apurados e definitivos relativos ao novo ano escolar serão divulgados após a realização do levantamento estatístico periódico conduzido pelas instâncias educativas locais.
Por se tratar de uma disciplina de oferta obrigatória por parte dos estabelecimentos de ensino, mas de frequência facultativa por parte dos educandos, a continuidade da adesão é apontada pela coordenação como um trabalho contínuo de proximidade. “Temos de estar sempre a fazer o melhor, mais do que os outros, para que consigamos cativar os alunos e mostrar que a nossa proposta é vantajosa e é credível”, afirma Bento Aguiar, um dos responsáveis pela pastoral escolar na região. O responsável sublinha a importância de acompanhar as transformações sociais e a forma como as famílias perspetivam a moral e a instituição eclesial: “Não podemos ficar parados, temos que ir ao encontro, temos que acolher, temos que sensibilizar”.
No contexto da dinâmica escolar açoriana, o papel dos docentes da disciplina estende-se frequentemente além da lecionação dos conteúdos programáticos, assumindo funções no acompanhamento dos alunos e na integração em projetos pedagógicos das próprias escolas. Bento Aguiar refere que “muito mais do que estar a cumprir um programa, é um elo fortíssimo na ligação que pode ter com os alunos”, considerando a presença nos espaços de Recreio e nas atividades extracurriculares um elemento para a humanização do ambiente escolar.
O início das atividades letivas na Região Autónoma dos Açores decorre de forma faseada. O calendário regional estabelece o arranque entre os dias 10 e 15 de setembro para a educação pré-escolar, 1.º e 2.º ciclos, e 3.º ciclo em unidades sem ensino secundário. Para os estudantes do 3.º ciclo e do ensino secundário em estabelecimentos com ambos os níveis, o começo das aulas ocorre entre os dias 17 e 22 de setembro.

A Confederação Operária Terceirense (COT) lançou o seu primeiro livro infantil, uma obra construída integralmente com a participação de crianças da ilha Terceira e apresentada publicamente sob o lema «Escrito por crianças, para todos». A iniciativa contou com o apoio do Município de Angra do Heroísmo.
O projeto editorial nasceu com o objetivo de estimular a criatividade e a expressão dos mais novos, reunindo os seus textos e perspetivas numa publicação dirigida ao público infantil, famílias e comunidade em geral.
Segundo a informação divulgada, a colaboração do município angrense enquadra-se no incentivo a projetos educativos e culturais que valorizam a inclusão e a aprendizagem desenvolvidas pelas instituições do concelho.
A presidente da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, Fátima Amorim, destacou o caráter participativo da obra, sublinhando a importância de dar espaço à perspetiva dos mais novos.
“Este livro tem um significado muito especial porque nasce da participação das próprias crianças e dá voz à sua imaginação, à sua criatividade e à forma como veem o mundo. A Câmara Municipal associa-se com satisfação a um projeto que incentiva a leitura, a escrita e a participação ativa dos mais novos, ao mesmo tempo que reconhece o importante trabalho desenvolvido pela Confederação Operária Terceirense em prol das nossas crianças”, declarou a autarca Fátima Amorim.
A autarquia angrense adiantou ainda que pretende continuar a apoiar iniciativas locais que promovam o desenvolvimento cívico, a escrita e a leitura junto dos mais novos na região.

O Aeroporto de Santa Maria será o palco de descolagem para a edição de 2026 da iniciativa Astronauta por um Dia, promovida pela Agência Espacial Portuguesa, segundo nota de imprensa enviada à redação do Notícias que Contam.
No dia 20 de setembro, às 10h00, trinta e cinco estudantes finalistas, vinte e cinco portugueses e dez estónios, vão embarcar num voo parabólico a bordo da aeronave Airbus A310, operada pela empresa Novespace, para vivenciarem a sensação de gravidade zero. O acontecimento assinala a primeira vez que a experiência dos finalistas nacionais é partilhada com participantes de outro país.
O voo, com uma duração estimada de duas horas, será acompanhado pela astronauta de reserva da Agência Espacial Europeia (ESA), Sara García Alonso.
Após a aterragem em Santa Maria, a programação prossegue com um almoço e com a cerimónia de graduação dos jovens participantes, agendada para as 13h00.
No âmbito da deslocação à Região Autónoma dos Açores, a astronauta protagonizará também um encontro aberto à comunidade local. A sessão pública decorre na véspera do voo, dia 19 de setembro, às 21h30, na Biblioteca Municipal de Vila do Porto, permitindo a aproximação da população açoriana aos temas do setor espacial.

A Câmara Municipal de Ponta Delgada lançou um concurso público para a realização de obras de beneficiação no Jardim de Infância do Teatro Novo, localizado na vila das Capelas. O investimento, com um valor base fixado nos 200 mil euros, acrescido de IVA, foca-se na substituição integral da cobertura do edifício e na execução de pinturas gerais, de acordo com as informações enviadas em nota de imprensa.
A intervenção surge da necessidade de travar a degradação progressiva dos materiais das instalações, visando restituir as condições de segurança, salubridade e conforto do espaço.
Para o efeito, a autarquia procederá à atualização das peças do procedimento contratual para assegurar a adequação dos trabalhos ao estado atual do imóvel, estando previsto um prazo de execução de 90 dias após o arranque das obras no terreno.
A reabilitação enquadra-se no plano municipal de conservação da rede escolar do concelho de São Miguel. Segundo o presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada, Pedro Nascimento Cabral, “estamos a investir na melhoria das condições das nossas escolas porque sabemos que garantir espaços seguros, confortáveis e adequados é também uma forma de investir diretamente no futuro das nossas crianças. O Município tem vindo a assumir uma intervenção muito concreta na valorização do seu parque escolar e esta obra nas Capelas é mais um exemplo desse compromisso”.
O autarca reforça ainda o impacto da intervenção no contexto do desenvolvimento local e na equidade do acesso a equipamentos educativos na ilha. “Queremos que as crianças das Capelas tenham as mesmas condições de qualidade, segurança e conforto que procuramos garantir em todo o concelho. É essa a nossa responsabilidade enquanto Município e é com esse sentido de responsabilidade que continuaremos a concretizar investimentos na rede escolar municipal, freguesia a freguesia”, declarou.
Com esta obra nas Capelas, a autarquia pretende responder às exigências da comunidade educativa local, incluindo alunos, docentes e pessoal não docente, garantindo a funcionalidade de um edifício vocacionado para os primeiros anos de escolaridade.

A câmara municipal da Lagoa, através da biblioteca municipal Tomaz Borba Vieira, promove, entre hoje e amanhã, as primeiras Jornadas da Educação da Lagoa, a decorrer na Escola Secundária de Lagoa. Sob o tema “A Escola que Somos, o Futuro que Construímos”, o encontro conta com inscrições esgotadas para a participação de profissionais do setor educativo açoriano. A informação foi divulgada pela autarquia em nota de imprensa enviada às redações.
Na sessão de abertura, a vereadora da câmara municipal, Albertina Oliveira, sublinhou a elevada adesão ao evento, afirmando ser “um sinal muito positivo do interesse e da importância que esta iniciativa despertou junto dos profissionais da Educação”. A responsável referiu que a temática do evento traduz o objetivo de “pensar em conjunto a Escola que temos e a Escola que queremos construir”.
O programa e a estrutura das jornadas resultaram de um processo de auscultação e parceria entre o município e os estabelecimentos de ensino do concelho, designadamente a Escola Secundária de Lagoa, a Escola Básica Integrada (EBI) de Lagoa e a EBI de Água de Pau.
O evento conta com a intervenção de oradores continentais e de especialistas dos Açores. De acordo com a vereadora Albertina Oliveira, “é esta diversidade de saberes, experiências e perspetivas que certamente enriquecem a reflexão e a partilha” ao longo dos dois dias de trabalho.
Em debate estão tópicos focados na adaptação das instituições de ensino às exigências atuais, no papel do ensino na sociedade do futuro, na interligação entre a escola, a inteligência artificial e a cidadania, além de temáticas focadas na saúde mental, no combate ao bullying e nas expressões artísticas.
O encerramento do encontro é dedicado à temática “Humanizar pela Educação e pela Cultura”. Sobre esta relação, Albertina Oliveira assinalou que “Educação e Cultura são áreas que caminham lado a lado”, salientando a relevância desta simbiose na capacidade de “humanizar, formar e transformar pessoas e comunidades”.
A realização da iniciativa contou com a colaboração e apoio de entidades locais, designadamente o Centro Social e Cultural da Atalhada, o Observatório Vulcanológico e Geotérmico dos Açores (OVGA) e o Centro Social e Paroquial da Ribeira Chã.

O Bloco de Esquerda entregou um requerimento ao Governo regional dos Açores e enviou um ofício à Câmara Municipal de Ponta Delgada, na sequência do encerramento provisório do Jardim de Infância do Teatro Novo, nas Capelas, e da transferência das 33 crianças para a Escola do Rossio.
Em abril de 2026, a câmara municipal lançou um concurso público para obras de beneficiação no jardim de infância, incluindo pintura e substituição da cobertura. O procedimento ficou deserto, levando ao encerramento provisório do estabelecimento e à solução avançada pela autarquia de transferir todas as crianças para a Escola do Rossio.
O Bloco de Esquerda manifesta preocupações quanto à sobrelotação, às condições de segurança, à organização pedagógica e ao impacto da solução no início do próximo ano letivo, questionando o Governo regional e a câmara municipal sobre as diligências tomadas depois de o concurso ter ficado deserto, o motivo pelo qual não foram encontradas alternativas ao longo dos últimos meses e a possibilidade de ainda ser encontrada uma solução que evite a transferência das crianças.
O partido pretende ainda saber que acompanhamento foi realizado para garantir condições adequadas na Escola do Rossio e qual a duração prevista para esta solução provisória.
A posição do Bloco de Esquerda surge num contexto em que a Escola do Rossio já foi alvo de um projeto de requalificação elaborado pela Câmara Municipal de Ponta Delgada, devido às condições inadequadas do edifício. Para o partido, esta situação torna ainda mais preocupante a opção de transferir para aquele estabelecimento as 33 crianças das Capelas.
O partido considera ainda que cabe à câmara municipal assegurar as instalações adequadas e ao Governo regional garantir que nenhuma criança frequenta escolas sobrelotadas ou sem condições apropriadas. O partido exige, por isso, que ambas as entidades atuem de imediato, apresentem alternativas viáveis e garantam que as crianças das Capelas não são prejudicadas pela falta de articulação e planeamento.

O ano escolar iniciou-se na Região Autónoma dos Açores com 30.866 estudantes matriculados e com 98% das vagas de docentes preenchidas, mantendo os níveis registados no ano letivo transato. Os números foram revelados pela secretária regional da Educação, Cultura e Desporto, Sofia Ribeiro, durante uma conferência de imprensa realizada na Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Ponta Delgada, na ilha de São Miguel.
Na primeira fase do concurso centralizado de professores, ficaram por preencher 121 vagas que transitaram para a Bolsa de Emprego Público, registando-se 154 docentes que não chegaram a efetuar candidatura. Quanto às divergências entre os dados oficiais e as análises divulgadas pelas estruturas sindicais, a titular da pasta da Educação explicou que os sindicatos consideraram apenas as contratações a termo, quando a aferição regional deve abranger todo o sistema de ensino e incluir os docentes integrados nos quadros de escola.
O arranque deste ano letivo é também marcado pela entrada em vigor das alterações ao regulamento de concursos docentes, visando fixar professores em zonas carenciadas através do aumento do apoio financeiro mensal de 300 para 500 euros, benefício que abrange agora 11 docentes. Na área da ação educativa, registou-se a integração de 114 assistentes operacionais através da Bolsa de Ilha, fixando o rácio em um profissional por cada 21 alunos. Em matéria pedagógica, destaca-se a extensão do projeto de Pensamento Computacional ao 5.º ano de escolaridade, abrangendo mais de 10 mil estudantes, a par da continuidade da distribuição gratuita de manuais digitais e equipamentos do 5.º ao 12.º ano.

A Junta de Freguesia de São Bartolomeu dos Regatos e a Olhar Poente- Associação em Desenvolvimento inauguraram, no passado dia 30 de agosto, um novo Centro de Atividades de Tempos Livres (CATL). A nova resposta social, a funcionar nas instalações da antiga escola primária local, conta com duas salas e tem capacidade para acolher cerca de 40 crianças da freguesia e de zonas envolventes, garantindo acompanhamento no período pós-escolar.
A cerimónia de abertura contou com a presença do executivo da junta de freguesia local, da presidente da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, Fátima Amorim, acompanhada pela vereadora com os pelouros da Ação Social, Cultura e Bem-Estar Animal, e de Márcio Filipe Meneses Rocha, chefe de gabinete da Secretaria Regional da Saúde e Segurança Social, em representação da secretária regional Mónica Seidi. O momento reuniu também membros da direção e colaboradores da Olhar Poente, além de diversas famílias da comunidade.
Segundo a nota de imprensa enviada pela Olhar Poente, o projeto surgiu na sequência de um desafio lançado pelo presidente da Junta de Freguesia à associação, visando suprir a carência de um serviço de proximidade dedicado ao acolhimento dos mais novos após o horário das aulas.
Durante a inauguração, a presidente da Olhar Poente, Sandra Serpa, destacou a importância do trabalho em rede e da proximidade territorial. “Este projeto nasceu de um desafio. Um desafio que partiu de uma realidade muito concreta: crianças e famílias nesta freguesia, e nas freguesias próximas, para quem faltava uma resposta de proximidade depois do período escolar”, afirmou a responsável, reforçando o objetivo da instituição de “estar onde fazemos falta.”
Para a responsável pela associação, a permanência das crianças no seu meio habitacional constitui igualmente um fator de fixação e desenvolvimento local. “Manter uma criança na sua freguesia não é apenas garantir que fica mais perto de casa. É permitir que cresça ligada ao lugar onde vive, criando vínculos fundamentais e desenvolvendo o sentido de pertença”, referiu Sandra Serpa, enfatizando a necessidade de cooperação contínua entre a equipa do CATL, a escola, os encarregados de educação e as instituições locais.
Dirigindo-se às crianças presentes na cerimónia, a presidente da instituição sublinhou a centralidade dos utentes na vivência do novo equipamento. “Este espaço é vosso. São vocês que lhe vão dar vida. Serão as vossas vozes, as vossas brincadeiras, as vossas perguntas, as vossas descobertas e até as vossas pequenas zangas que vão transformar estas paredes numa verdadeira casa”, declarou, concluindo com o desejo de que o espaço represente “o início de muitas outras parcerias, de muitas outras respostas e de muitas outras histórias felizes.”
Com este novo equipamento, a freguesia de São Bartolomeu dos Regatos passa a dispor de uma infraestrutura para a ocupação dos tempos livres, dinamização pedagógico e socialização.

O número de estudantes açorianos que entrou este ano no ensino superior atingiu o valor mais elevado de sempre, com 1.256 alunos colocados na primeira fase do concurso nacional de acesso, adiantou a secretária regional da Educação, Cultura e Desporto, Sofia Ribeiro em nota de imprensa enviada.
Segundo o balanço deste ano, das 1.346 candidaturas submetidas por alunos do arquipélago, 93% culminaram na colocação na primeira etapa do processo. Os valores registados superam os indicadores do ano letivo anterior, no qual 913 estudantes tinham ficado colocados num universo de 954 candidatos.
“Falamos de um aumento de 38% em relação ao número de colocados em 2025”, frisou a governante no comunicado divulgado. Sofia Ribeiro enquadrou estes dados nas metas do governo regional para a área formativa, sublinhando que “um dos objetivos plasmados na Estratégia Educação Açores 2030 é o aumento da percentagem da população açoriana detentora de habilitações ao nível do ensino secundário ou superior”.
A titular da pasta da Educação acrescentou ainda que “o aumento do número de alunos colocados no ensino superior, associado à redução demográfica registada nos Açores, evidencia que estamos a progredir a este nível”.
No que respeita às escolhas académicas dos jovens açorianos, as áreas de Enfermagem, Gestão, Psicologia, Educação Básica e Serviço Social fazem parte da lista dos cinco cursos com maior procura nesta fase de candidaturas.
Entre as instituições de ensino mais escolhidas estão as faculdades de Ciências Sociais e Humanas, de Economia e Gestão e de Ciências e Tecnologias da Universidade dos Açores, seguidas da Universidade de Aveiro.

Os problemas de manutenção nas infraestruturas escolares da Região Autónoma dos Açores voltaram a estar no centro das atenções após uma visita do Grupo Parlamentar do Chega à Escola Secundária da Lagoa, na ilha de São Miguel. Segundo a força política em nota de imprensa enviada a 25 de agosto, a falta de intervenções continuadas ao longo dos anos tem vindo a degradar os edifícios escolares açorianos, obrigando os estabelecimentos a custear reparações urgentes com os seus próprios orçamentos.
Durante a deslocação ao estabelecimento de ensino lagoense, a delegação parlamentar assinalou a existência de infiltrações visíveis em salas de aula e no ginásio, cujos arranjos pontuais dependem da dotação financeira da própria escola. Sobre a situação, a deputada Olivéria Santos declarou que “o problema foi que durante anos se construíram escolas, não se pensou na manutenção e hoje estamos a pagar a fatura”, acusando as anteriores governações socialistas de falta de planeamento e apontando que a atual coligação enfrenta limitações orçamentais para responder às necessidades de conservação.
Apesar dos constrangimentos no edifício, a Escola Secundária da Lagoa prepara o arranque do próximo ano letivo com 730 alunos inscritos e com o quadro de professores e assistentes operacionais preenchido, sem contudo ter recebido reforços do contingente de 108 funcionários recentemente anunciado pelo Governo regional. A deputada frisou que o arranque deverá decorrer com tranquilidade, desde que não se registem ausências por doença.
A este propósito, a parlamentar relembrou a resposta do executivo regional a um requerimento do partido, que aponta a educação como o setor público com maior taxa de baixas médicas. Sublinhando que nem todas as ausências são indevidas, Olivéria Santos defendeu que “é uma situação que precisa de ser revista, mais bem fiscalizada, até para proteger quem está realmente doente”, advogando um reforço do controlo à semelhança do que acontece no setor privado para evitar abusos no sistema.