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Escola de Água de Pau consolida aposta na formação de adultos

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 A Escola Básica/Integrada de Água de Pau continua a consolidar a aposta na formação de jovens e adultos através dos cursos de educação e formação, opção educativa que tem vindo a transformar percursos de vida e a gerar impacto positivo junto da comunidade.

Desde o ano letivo 2020/2021, a escola já certificou cerca de setenta formandos, proporcionando a muitos jovens e adultos a oportunidade de concluir etapas essenciais do seu percurso escolar e abrir novas perspetivas pessoais e profissionais. Ao longo destes anos, onze formandos concluíram o 2.º ciclo, trinta obtiveram certificação do 3.º ciclo e vinte e nove finalizaram o ensino secundário.

Embora a maioria dos formandos seja proveniente do concelho da Lagoa, a escola tem recebido também participantes da Ribeira Grande, de Ponta Delgada e das Furnas, sinal do interesse que esta resposta educativa tem vindo a despertar em diferentes localidades da ilha.

O órgão executivo da escola considera que esta oferta formativa tem contribuído para criar oportunidades de qualificação e valorização pessoal junto de jovens e adultos da comunidade, conciliando educação, vida profissional e desenvolvimento pessoal.

Para muitos dos formandos, voltar à escola significou muito mais do que obter um diploma: significou recuperar confiança, abrir novas portas e redescobrir capacidades. É esse impacto humano e social que a Escola Básica/Integrada de Água de Pau pretende continuar a reforçar no próximo ano letivo.

Na sequência deste trabalho, a escola volta a disponibilizar, no próximo ano letivo, os cursos de educação e formação de adultos, em regime noturno, no âmbito do Programa Reativar, encontrando-se as inscrições abertas até ao próximo dia 20 de junho de 2026.

Os cursos destinam-se a adultos que pretendam concluir o 2.º ciclo, o 3.º ciclo ou o ensino secundário. Os cursos de nível básico dirigem-se a candidatos com idade igual ou superior a 18 anos, enquanto o curso de ensino secundário – Tipo A –destina-se a formandos com idade mínima de 23 anos, admitindo-se excecionalmente candidatos que completem essa idade até três meses após o início da formação.

Governo e Universidade Aberta celebram protocolo para ampliar acesso dos açorianos a pós-graduações “à distância”

© GRA/SRJHE

A secretária regional da Juventude, Habitação e Emprego, Maria João Carreiro, e o vice-reitor da Universidade Aberta, Domingos Caeiro, assinaram esta segunda-feira, em Ponta Delgada, um protocolo de colaboração para a oferta de cursos de pós-graduação em formato “à distância” no âmbito do QUALIFICA.Superior, uma medida do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) para a região, de acordo com comunicado do Governo regional.

A região, através deste protocolo, vai promover e divulgar, junto da população ativa – empregados e desempregados, os cursos de pós-graduação daquela universidade em áreas de interesse para a região, como Administração Pública, Ciências da Educação, Ciências Sociais ou na área do Serviço Social e do terceiro setor responsável pelo desenvolvimento social, lê-se.

Segundo a mesma nota, Maria João Carreiro explica que esta colaboração com uma instituição de Ensino Superior que se dedica ao ensino ‘online’ visa “proporcionar uma oferta curricular alinhada com as necessidades regionais”, num “formato adaptado ao perfil da população ativa e à realidade geográfica dos Açores”, estimulando, por esta via, a formação contínua, o reforço da qualificação e a empregabilidade da população adulta.

 “A medida «QUALIFICA.Superior» é uma oportunidade única para os açorianos investirem na sua valorização técnica e académica. Estamos a caminhar para o fim desta medida, que foi criada no âmbito do PRR, pelo que o Governo dos Açores, com este protocolo, promove um esforço para que ainda mais açorianos possam tirar partido do QUALIFICA.Superior”, sublinhou, citada no comunicado.

A secretária regional apela, também, às ordens profissionais, associações industriais e entidades empregadoras para que incentivem e estimulem os seus colaboradores a investirem no reforço das suas qualificações e competências.

Podem candidatar-se ao QUALIFICA.Superior os estudantes de licenciatura e de pós-graduação com mais de 18 anos de idade, empregados ou desempregados (inscritos no Centro de Qualificação e Emprego), e com residência fiscal nos Açores há pelo menos seis meses.

Os candidatos podem usufruir de um apoio ao pagamento de licenciaturas até ao limite máximo anual de 870 euros, por cada ano de curso, e de pós-graduações até ao limite de 2.000 euros, independentemente do rendimento do estudante ou rendimento do agregado familiares e independentemente de os candidatos serem titulares do grau académico a que se candidatam, explica a mesma nota.

As candidaturas estão abertas em qualificasuperior.emprego.azores.gov.pt para os inscritos em Licenciaturas e pós-graduações iniciadas a partir do ano letivo 2023/2024.

Videojogos no ensino: uma ferramenta que potencia a aprendizagem

Vítor Girão Bastos

Professor de Geografia
Mestre em Educação na Área de Especialidade “Tecnologias Digitais”

Há já algum tempo que utilizo os videojogos em contexto de aprendizagem, enquanto metodologia de aprendizagem ativa inovadora. Com a evolução tecnológica, os videojogos deixaram de ser apenas um passatempo, passando a ser aliados na aquisição e desenvolvimento de diversas competências, que considero estruturantes, nos alunos. Além disso, podem ser uma fonte de motivação.

De uma forma geral, ainda é visível alguma resistência no uso pedagógico dos videojogos. Mas o meu “saber só de experiência feito”, tem-me revelado que são diversos os benefícios pedagógicos do seu uso. Considero quase inquestionável os seus benefícios no processo de ensino e de aprendizagem.

Ao contrário do que se possa pensar, os videojogos criam ambientes interativos onde os alunos podem aprender de forma dinâmica, prática e divertida. No meu caso, tenho produzido e utilizado videojogos que, de alguma forma, se podem integrar na aprendizagem da disciplina que leciono – Geografia.

Assim sendo, por experiência própria, posso afirmar, com toda a certeza, que a utilização de videojogos educativos traz diversas vantagens. A motivação e consequente envolvimento dos alunos, como mencionado anteriormente, é uma das principais. Sabemos como, por vezes, pode ser difícil manter os alunos interessados e empenhados nas tarefas escolares. Contudo, ao disponibilizarmos conteúdos interativos e apelativos como os videojogos, conseguimos captar mais facilmente a atenção dos alunos e motivá-los a ter um papel mais participativo. Por outro lado, a utilização de videojogos permite, ainda, desenvolver competências como o raciocínio lógico, resolução de problemas e tomada de decisão em tempo real.

Outra das vantagens é que os videojogos permitem uma aprendizagem ao ritmo de cada aluno, contribuindo para que cada um possa explorar os conceitos de forma individual e progredir quando se sente preparado. Existem também alguns jogos que incentivam a colaboração e o trabalho em equipa, ao mesmo tempo que oferecem uma competição saudável. Tais dinâmicas reforçam as relações interpessoais e promovem competências de comunicação e colaboração. Por fim, no ambiente virtual, os alunos têm a liberdade de falhar e tentar novamente, o que promove um estilo de aprendizagem resiliente, fazendo com que o “erro” seja algo natural.

Posto isto, reforço que, de acordo com o meu “saber só de experiência feito” – como diria Camões – os videojogos, quando utilizados de forma eficaz, são uma ferramenta valiosa em contexto pedagógico. São um excelente recurso que permite enriquecer e complementar os espaços de aprendizagem permitindo que os alunos adquiram e desenvolvam diversas competências, as quais podem ser mobilizadas a curto prazo, em contextos de aprendizagem escolar, mas também a longo prazo, na aprendizagem ao longo da vida, quer em contexto pessoal ou laboral.

Como professores, e tendo em conta o papel fundamental que temos na educação e no desenvolvimento dos alunos, é importante vencer algumas resistências e alguns receios, indo por “mares nunca de antes navegados”, acompanhando os tempos e as novas tecnologias pelo bem da aprendizagem dos nossos alunos. A Associação de Empresas Produtoras e Distribuidoras de Videojogos (AEPDV) lançou o manual prático “Games in Schools”, que pode ser um recurso para professores que querem começar a utilizar videojogos como complemento ao ensino. Afinal, os videojogos, longe de serem uma distração, podem ser uma forma eficaz de envolver os alunos e promover uma aprendizagem mais profunda, prática e significativa.