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Festa do andebol de formação no Faial

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A realizar pelo quinto ano consecutivo, o encontro açoriano de miniandebol será realizado na cidade da Horta, ilha do Faial, entre os dias 1 e 3 de maio. A festa do andebol de formação contará com uma participação recorde de nove equipas em representação de sete clubes oriundos de quatro ilhas.

Estes números demonstram a vivacidade da modalidade nos Açores pois, no Faial, estarão cerca de uma centena de crianças, com idades entre os 7 e 12 anos. No total dos três dias de encontro serão realizados mais de trinta jogos.

A organização está a cargo da União das Associações de Andebol dos Açores e conta com o apoio logístico da Associação de Andebol da Ilha do Faial. Estarão presentes árbitros das ilhas Terceira e Santa Maria e também da Guarda.

Para além da atividade desportiva, a organização preparou também uma vertente lúdica para os jovens, de modo que possam conviver, interagir entre si e construir novas amizades.

Roteiro literário pelos Açores dá voz às mulheres do Atlântico com lançamento de “Colcha de Memórias”

Entre São Miguel, Faial e Terceira, a escritora Viviane Peixoto Hunter vai transformar memórias femininas numa narrativa coletiva, revelando trajetórias que cruzam o oceano e conectam Brasil e Açores

Viviane Peixoto Hunter é presidente da Casa dos Açores do Rio Grande do Sul © DIREITOS RESERVADOS

A presidente da Casa dos Açores do Estado do Rio Grande do Sul, Brasil, Viviane Peixoto Hunter, vai lançar o seu mais recente livro, Colcha de Memórias Mulheres do Atlântico: tecidas entre capote e capelo, num roteiro especial que percorre três ilhas do arquipélago açoriano. As sessões decorrerão nos dias 26 de março, na Livraria Letras Lavadas, em São Miguel, às 18h00; 27 de março, no Peter Café Sport, no Faial, às 18h00; e 28 de março, no Lar Doce Livro, na Terceira, às 15h00.

Cada encontro servirá como momento de partilha e celebração da literatura e da identidade atlântica e procura destacar histórias de mulheres que chegaram, partiram ou permaneceram nos Açores, costurando vivências individuais e coletivas ao longo do Atlântico.

O projeto surge no contexto da Portaria 68/2008 do governo regional dos Açores e foi editado pela Letras Lavadas, reunindo relatos que cruzam mares e gerações. Segundo Viviane Peixoto Hunter, o objetivo é preservar memórias femininas frequentemente invisíveis, transformando-as em narrativa viva que reforça os laços culturais entre o Brasil e o arquipélago.

“Entre retalhos, costuras e caminhos pelo mar e tantas vivências, esta obra reúne trajetórias de mulheres ligadas pelo oceano que une o Brasil e os Açores”, explicou a escritora, sublinhando que cada lançamento permitirá ao público conhecer histórias marcadas por deslocações, permanência e conquistas no contexto das ilhas.

Além de autora, Viviane Peixoto Hunter acumula experiência como presidente da Casa dos Açores do Estado do Rio Grande do Sul (CAERGS), promotora de cultura e educação, e tem vindo a destacar-se pelo trabalho de valorização da memória histórica e do património cultural feminino.

Faial recebe terceira edição do Trail São Pedro Graben

Evento organizado pela Junta de Freguesia de Pedro Miguel integra as festividades em honra de São Pedro. Percurso é composto por um trail de cerca de 16 km e por uma caminhada de cerca de 7 km que percorrem a freguesia faialense

© JF PEDRO MIGUEL

A ilha do Faial, nos Açores, recebe, no próximo dia 29 de junho, a terceira edição do Trail São Pedro Graben, numa organização a cargo da Junta de Freguesia de Pedro Miguel.

O evento integra as festividades em honra de São Pedro, naquela freguesia, e tem início pelas 10h00, no Porto de Pedro Miguel. É composto por um trail de cerca de 16 km, e por uma caminhada de cerca de 7 km, que percorrem a freguesia, permitindo visitar alguns dos seus locais mais icónicos. As pias da ribeira de Pedro Miguel, o Jardim Botânico ou os Charcos, bem como a paisagem do Graben que dá o nome à prova, são alguns exemplos, destacando-se também o porto de Pedro Miguel, local que acolhe tradicionalmente as festas de São Pedro na freguesia, e onde se localizará a partida e a meta da prova.

Segundo a Junta de Freguesia, as inscrições para o trail tem um custo de cinco euros, sendo gratuitas para a vertente de caminhada e podem ser efetuadas até 26 de junho. “Será oferecido um lanche no final a todos os participantes. Serão, ainda, atribuídos troféus aos vencedores nas diversas categorias e medalha finisher a todos que concluem a prova”, esclarece a junta de freguesia de Pedro Miguel.

No dia da prova, a organização fornecerá transporte gratuito do aeroporto ou do porto da Horta até Pedro Miguel e regresso, bem como fornecerá alojamento em regime piso duro na noite anterior à prova. Os interessados deverão fazer a respetiva reserva no ato da inscrição.

A Junta de Freguesia, em comunicado, apela ainda aos participantes “para que se façam acompanhar de copo próprio, pretendendo-se desta forma evitar o uso de recipientes descartáveis”.

O regulamento da prova e mais informações sobre a mesma estão disponíveis na página de Facebook da Junta de Freguesia de Pedro Miguel.

Faial acolhe 25.º Encontro da Rede de Centros Ciência Viva

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O Centro de Interpretação do Vulcão dos Capelinhos, na ilha do Faial, acolhe esta segunda-feira, 12 de maio, da sessão “Os Centros Ciência Viva: a diversidade nas suas multidimensões”, no âmbito do 25.º Encontro da Rede de Centros Ciência Viva.

O encontro, que decorre de até 13 de maio, tem como objetivo promover a reflexão sobre o impacto científico, social, cultural e económico da Rede Ciência Viva em Portugal, destacando a interseção entre ciência, inovação e sociedade como motor de inspiração e colaboração.

De acordo com o secretário regional do Ambiente e Ação Climática, Alonso Miguel, presente no evento, “trata-se de um prestigiante evento de âmbito nacional, que se realiza pela segunda vez nos Açores, depois de em 2017 se ter realizado em São Miguel, no Expolab, e que tem um significado profundo para o Centro de Interpretação do Vulcão dos Capelinhos, para a ilha do Faial e para a Região Autónoma dos Açores”.

Alongo Miguel explica que “a Rede Centros de Ciência Viva configura um instrumento fundamental para a disseminação do conhecimento e da investigação científica e tecnológica em Portugal, funcionando como plataformas de interação e de aproximação dos cidadãos e das instituições à ciência”.

O secretário regional lembra igualmente que o Centro de Interpretação do Vulcão dos Capelinhos foi integrado, muito recentemente, em novembro de 2024, na Rede de Centros de Ciência Viva, como membro associado, juntando-se ao Expolab, na ilha de São Miguel, como únicos representantes da região, num lote muito restrito, de apenas 21 Centros de Centros que integram esta rede, “prestigiando, assim, a região, em geral, e a ilha do Faial, em particular”.

Alonso Miguel destaca ainda que “esta é uma oportunidade única para garantir o desenvolvimento de projetos colaborativos de investigação e de educação ambiental que, com certeza, poderão permitir aprofundar o conhecimento científico sobre este ecossistema único, consolidando o Centro de Interpretação do Vulcão dos Capelinhos como um espaço de excelência no domínio da literacia científica e ambiental”.

“O Centro de Interpretação do Vulcão dos Capelinhos acrescenta também valor e notoriedade à Rede de Centros Ciência Viva, contando a fascinante história da erupção que originou o terreno emerso mais recente de Portugal”, acrescenta o secretário regional do Ambiente.

A iniciativa conta com a presença da presidente da Rede e diretora do Pavilhão do Conhecimento, Rosalia Vargas, assim como representantes das equipas de direção dos 21 centros que integram a rede.

Ilhas do Triângulo são a primeira bio-região dos Açores

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O Triângulo, composto pelas ilhas de São Jorge, Pico e Faial, é oficialmente a primeira bio-região dos Açores, integrando uma rede internacional com mais de 1.300 bio-regiões espalhadas pelo mundo, as quais são procuradas por milhões de pessoas para destino de férias.

A cerimónia de adesão da bio-região do Triângulo – Açores à Rede Internacional I.N.N.E.R. foi formalizada na ilha de São Jorge, no âmbito da parceria firmada entre a Associação de Municípios do Triângulo (AMT) com a Trybio e o Governo Regional dos Açores.

Para Luís Silveira, presidente da AMT e do município de Velas, a criação desta bio-região irá permitir a promoção deste destino turístico dentro daquilo que é o Destino Açores, contribuindo também para a sustentabilidade e desenvolvimento destas três Ilhas.

Para o autarca de Velas, a classificação do Triângulo como bio-região é sem dúvida uma mais-valia para toda esta rede de bio-regiões, pelas especificidades que detém o arquipélago dos Açores e em particular o Triângulo São Jorge, Pico e Faial.

As bio-regiões consistem em áreas geográficas onde agricultores, cidadãos, operadores turísticos, associações e o poder local estabelecem uma parceria para a gestão sustentável dos recursos locais, dando centralidade à produção e consumo alimentar de base biológica e agro-ecológica.

Como objetivos essenciais, a bio-região adota uma abordagem inclusiva do sistema alimentar, possibilitando como momento determinante alcançar os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas. Estes objetivos baseiam-se nos princípios da Agricultura Biológica, Ecologia, Saúde, Justiça e Precaução, conforme definido pela IFOAM – Federação Internacional dos Movimentos de Agricultura Biológica, solicitando-se a cooperação com as organizações, como a agroecologia, agroflorestal, permacultura, biodinâmica e regenerativa.

 

Hospital da Horta com Ressonância Magnética Nuclear

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O Hospital da Horta vai ter, pela primeira vez, um equipamento de Ressonância Magnética Nuclear (RMN).

Segundo a Secretária Regional da Saúde e Segurança Social, Mónica Seidi, “o novo equipamento permitirá a realização de exames até então inexistentes naquela unidade hospitalar e que obrigavam à deslocação dos utentes para outra ilha”.

“Além disso, passa a ter também a possibilidade da realização de exames com recurso a técnicas inovadoras. Paralelamente, o Hospital da Horta será ainda este ano equipado com um novo aparelho de TAC (Tomografia Axial Computadorizada)”, anuncia a governante.

“Do ponto de vista do investimento em equipamentos, com os governos de coligação, passámos de 1,74 milhões, entre 2017 e 2020, para cerca de 5,5 milhões, entre 2021 e a presente data, ou seja, um crescimento muito expressivo”, salienta ainda.

Naquele hospital, a partir de 17 de março, irá iniciar-se a empreitada de intervenção no Bloco Operatório e Unidade de Cuidados Pós-Anestésicos (Recobro), intervenção esta que implicará a deslocalização da Unidade de Cuidados Pós-Anestésicos.

“A atividade do Bloco Operatório ficará condicionada, uma situação que, apesar do inconveniente e transtorno causados, significa que estamos a fazer progressos e a verdade é que a obra está a cumprir os prazos e isso deixa-nos muito satisfeitos”, assinala Mónica Seidi.

Por outro lado, acrescenta, “a intervenção feita no primeiro internamento encontra-se já na sua fase final e a zona da Consulta Externa, que também foi alvo de melhorias, já reabriu na sua totalidade no passado dia 25 de fevereiro. Também em fase final, está a intervenção na casa mortuária, uma obra de enorme importância social”.

Segundo Mónica Seidi, os investimentos e as obras que decorrem atualmente no Hospital da Horta vêm corrigir situações que se arrastavam há mais de uma década e que condicionavam a prestação de cuidados de saúde aos utentes da sua área de abrangência.

“Em termos de infraestruturas, a obra que decorre neste momento no Hospital da Horta terá como resultado a melhoria da eficiência energética com a troca de caixilharia e colocação de ar condicionado. Trará, também, mais segurança e qualidade com a substituição de toda a rede de água, rede elétrica e de quadros elétricos bem como a substituição da caldeira, que tem 20 anos”, conclui a governante. 

Assembleia Legislativa acolhe comemorações do Dia Internacional das Pessoas com Deficiência

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A Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores (ALRAA) acolhe na próxima terça-feira, 3 de dezembro, comemorações do Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, que terão lugar no átrio da sede da ALRAA.

A iniciativa conta com a participação dos utentes da Associação de Pais e Amigos dos Deficientes da Ilha do Faial (APADIF) e do Centro de Atividades e Capacitação para a Inclusão – CACI, da Santa Casa da Misericórdia da Horta. 

O programa de atividades terá início pelas 10h45, com a decoração da árvore de Natal e do presépio, pelo grupo de utentes da APADIF e do Centro de Atividades e Capacitação para a Inclusão – CACI, da Santa Casa da Misericórdia da Horta.

Finalizada a decoração de Natal, o programa prossegue com um momento de dança e uma pequena atuação musical, executadas pelos grupos de utentes do CACI, da Santa Casa da Misericórdia da Horta e da APADIF, encerrando com uma visita especial do Pai Natal.

O programa das comemorações do Dia Internacional das Pessoas com Deficiência é uma organização conjunta dos utentes das referidas instituições, em parceria com a Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores.

Centro de Interpretação do Vulcão dos Capelinhos integra Rede Nacional de Centros Ciência Viva

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O Centro de Interpretação do Vulcão dos Capelinhos, na ilha do Faial, tornou-se membro associado da Rede de Centos Ciência Viva.

O secretário regional do Ambiente e Ação Climática, Alonso Miguel, procedeu hoje, 11 de novembro, à assinatura do protocolo de integração do Centro de Interpretação na Rede nacional.

Alonso Miguel realçou o trabalho desenvolvido para a disseminação do conhecimento e da investigação científica, “assumindo-se como um polo dinamizador da educação e literacia científica e tecnológica em Portugal”.

“Estes centros representam relevantes plataformas de interação e de aproximação dos cidadãos e das instituições à ciência, bem como repositórios essenciais de conhecimento e de informação histórica e contemporânea em matéria ambiental, cultural e social, com reflexos importantes para o desenvolvimento das nossas sociedades”, prosseguiu.

Segundo o governante, “a integração do Centro de Interpretação do Vulcão dos Capelinhos num lote restrito de centros que integram a Rede de Centros de Ciência Viva do País, é um momento que muito prestigia a Região e a ilha do Faial, em particular”.

O Centro de Interpretação do Vulcão dos Capelinhos junta-se ao Expolab, instalado na cidade da Lagoa, em São Miguel, como membros associados da Rede de Centros de Ciência Viva, e como representantes da Região Autónoma dos Açores num conjunto de 21 Centros em todo o território nacional.

O Centro de Interpretação do Vulcão dos Capelinhos, inaugurado em agosto de 2008, é um espaço que valoriza o património científico e sociocultural, tendo um caráter informativo e didático.

O governante sublinhou ainda que “com esta integração, como membro associado da Rede de Ciência Viva, neste ano, em que se comemora os 67 anos do início da erupção, o Centro de Interpretação do Vulcão dos Capelinhos reafirma o seu compromisso para com a educação ambiental, a investigação científica e a promoção do turismo sustentável”.

Alonso Miguel concluiu afirmando que “trata-se de uma oportunidade única para reforçar o conhecimento científico, através de projetos de investigação e de educação ambiental,  com colaboração nacional e internacional, que, com certeza, podem aprofundar o conhecimento sobre este ecossistema único e promover a literacia científica”.

Encontro Açores-Brasil inspirou relações com a diáspora em três ilhas

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As ilhas de São Jorge, Pico e Faial receberam, entre os dias 13 e 15 de outubro, a sétima edição do Encontro Açores-Brasil com a presença de seis das sete Casas dos Açores no maior país da América do Sul.

Os presidentes das entidades sediadas no Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Maranhão estiveram presentes para debaterem o estado atual das casas, bem como discutir soluções e oportunidades com a Direção Regional das Comunidades do Governo dos Açores, que organizou o encontro. Apenas a liderança da Casa dos Açores da Bahia esteve ausente.

O programa contou com sessões escolares sobre a presença açoriana no Brasil, no auditório da Escola Secundária da Madalena, na ilha do Pico, e no auditório da Escola Secundária da Horta, na ilha do Faial. Em ambos os eventos os alunos foram informados sobre o legado deixado pelos emigrantes açorianos que chegaram ao Brasil há mais de 400 anos.

Nestas duas oportunidades, os seis presidentes participaram também em encontros públicos, na Biblioteca Municipal da Madalena, no Pico, e na Biblioteca Pública e Arquivo Regional João José da Graça, no Faial, onde foi apresentado o livro “Somos Açores”, que reúne entrevistas aos líderes associativos açorianos no Brasil.

Proximidade renovada

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Nino Moreira Seródio, presidente da Casa dos Açores do Espírito Santo, referiu que este encontro “enriqueceu o trabalho das Casas no Brasil”, sobretudo pela participação junto dos jovens nas escolas. Opinião que é corroborada por Viviane Peixoto Hunter, responsável pela Casa dos Açores do Rio Grande do Sul, que acredita que “ter contacto com as escolas nos Açores foi um intercâmbio rico, uma oportunidade que permitiu mostrar a realidade dos estados brasileiros que receberam os emigrantes açorianos”.

“Muitos não têm a dimensão do legado deixado pelos emigrantes do arquipélago no Brasil”, referiu.

Por sua vez, Paulo Matos, presidente honorário da Casa dos Açores do Maranhão, defendeu que esta iniciativa “possibilitou o intercâmbio cultural e trocas entre os Açores e a sua diáspora no Brasil”, além de provocar a “possibilidade de estarmos mais vezes juntos a estreitar essas relações”.

António Arruda, diretor cultural da Casa dos Açores de São Paulo, recordou que o facto de as Casas dos Açores estarem distantes umas das outras no Brasil, em virtude do tamanho continental do país, fez também com que este encontro permitisse “uma maior interação entre esses líderes”, possibilitando “debater temas e propostas comuns”.

Já Sérgio Luiz Ferreira, presidente da Casa dos Açores de Santa Catarina, destacou a “nova dimensão” dada ao encontro com as explicações levadas às escolas açorianas, mostrando que “os Açores estão vivos além das fronteiras do arquipélago”.

Por fim, Leonardo Soares, presidente da Casa dos Açores do Rio de Janeiro, a primeira casa açoriana a surgir no Brasil, tendo como um dos fundadores Vitorino Nemésio, avaliou positivamente o encontro.

“Foi ótimo termos a possibilidade de trocar experiências, chegar às escolas e falar sobre a emigração açoriana para o Rio de Janeiro”, disse Leonardo.

emigração caraterizou a vida dos açorianos”

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Paulo Estêvão, secretário regional dos Assuntos Parlamentares e Comunidades, que acompanhou parte do encontro, recordou que “a emigração caraterizou a vida dos açorianos”, razão pela qual esta iniciativa foi “importante e permitiu mostrar o legado cultural que o nosso povo deixou no Brasil”.

Por fim, José Andrade, diretor regional das Comunidades, frisou que os encontros servem também para “reconhecer e valorizar a especial relação histórica entre os Açores e o Brasil”.

“Não nos podemos esquecer de que o Brasil foi o primeiro grande destino da emigração açoriana. E que, hoje, o Brasil compõe a maior comunidade imigrada nos Açores. Fomos para o Brasil há 400 anos”, finalizou José Andrade.

Recorde-se que o primeiro Encontro Açores-Brasil teve lugar em outubro de 2021, na cidade de Ponta Delgada, na ilha da São Miguel, e as cinco edições seguintes realizaram-se em Angra do Heroísmo (março de 2022), no Rio de Janeiro (julho de 2022), em Florianópolis (dezembro de 2023), em Ponta Delgada (maio de 2024) e no Rio de Janeiro (setembro de 2024), associadas à realização de outros eventos.

Segundo fontes, “com a realização desses encontros, o Governo regional dos Açores visa reforçar e valorizar os laços sociais, culturais e económicos entre a Região Autónoma e as comunidades açordescendentes no Brasil”.

Escolas do Faial e Pico recebem projeto sobre literacia para os média

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O projeto Countering Disinformation, promovido pelo American Corner, da Universidade dos Açores (UAc), foi apresentado em duas escolas nas ilhas do Faial e do Pico, segundo nota de imprensa da academia açoriana.

No dia 26 de setembro, 16 alunos do 11.º ano da Escola Secundária Manuel de Arriaga, com a docente Marlene Bettencourt, participaram numa sessão dinamizada por Catarina Rodrigues, docente da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da UAc e atual diretora do curso de licenciatura em Comunicação e Relações Públicas da UAc, responsável pelo projeto.

Após a exibição de uma reportagem sobre o uso de dispositivos móveis, os participantes debateram questões relacionadas com o uso dos ecrãs, o consumo de conteúdos mediáticos, a importância das fontes de informação e a verificação dos factos num contexto de abundância informativa, pode ler-se.

No dia 27 de setembro, a Escola Básica e Secundária das Lajes do Pico acolheu uma sessão similar no âmbito do projeto. A iniciativa contou com a participação de 34 alunos do 9.º ano acompanhados pelos docentes Anabela Rosa, Carlos André e Mário Rui Azevedo. Durante as sessões foram realizadas diferentes atividades relacionadas com a temática da desinformação, explica ainda a mesma nota.