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Lagoa prevê entregar as primeiras casas do PRR ainda este ano

Escassez de mão de obra no setor da construção condiciona ritmo das novas obras habitacionais

© CM LAGOA

A Câmara Municipal da Lagoa, na ilha de São Miguel, confirmou que pretende iniciar, ainda durante este ano, a atribuição dos primeiros contratos de arrendamento de novas habitações construídas no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). O anúncio foi feito pelo presidente da autarquia, Frederico Sousa, durante uma visita técnica a dois dos principais estaleiros em curso no concelho.

O projeto com maior impacto localiza-se na zona da Longueira, em Santa Cruz, onde a Estratégia Local de Habitação prevê a disponibilização de 36 novas casas distribuídas por seis blocos habitacionais. Paralelamente, na freguesia de Nossa Senhora do Rosário, decorre a construção de duas frações de tipologia T2, destinadas a famílias já inscritas no Regulamento Municipal de Habitação.

De acordo com comunicação enviada às redações pela câmara, apesar do avanço das estruturas, a conclusão dos projetos enfrenta desafios logísticos. Durante a visita, os empreiteiros responsáveis pelas obras alertaram o executivo para a acentuada escassez de mão de obra no setor, um fator que tem condicionado o ritmo da construção civil na região.

Segundo a autarquia lagoense, a estratégia para os próximos meses passa também pela aquisição de novos terrenos. O objetivo é reforçar a oferta de habitação a custos controlados e promover modalidades de autoconstrução para famílias com rendimentos que, embora estáveis, não conseguem aceder ao atual mercado privado de arrendamento.

Governo dos Açores e Turismo de Portugal promovem formação de migrantes

© GRA/NICK KARVOUNIS

O Governo dos Açores, através da Secretaria Regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas e da Secretaria Regional dos Assuntos Parlamentares e Comunidades, vai promover com o Turismo de Portugal a formação de migrantes nas áreas de Cozinha Pastelaria e Restaurante Bar, de acordo com comunicado do Governo regional. O objetivo é colmatar a falta de mão de obra no setor do turismo.

O processo foi conduzido em articulação com a AVEA – Associação para a Valorização Económica dos Açores e vai abranger, numa primeira fase, 15 formandos.

Trata-se de um investimento suportado pelo Turismo de Portugal no valor de 70.700 euros, que surge no âmbito do Programa de Formação e Integração de Migrantes para o Setor do Turismo, explica a mesma nota.

Esta iniciativa decorre de uma parceria entre o Turismo de Portugal, através da Rede de Escolas de Hotelaria e Turismo, a Agência de Integração de Migrações e Asilo (AIMA) e a Confederação do Turismo de Portugal (CTP) e visa o desenvolvimento de programas de formação/emprego, para acolhimento, qualificação e integração profissional de migrantes e beneficiários de proteção internacional em Portugal. O programa prevê, para além da formação dos migrantes, também uma ação dirigida aos profissionais das empresas para maximizar o sucesso da integração, lê-se.

A formação será assegurada pelas 12 Escolas do Turismo de Portugal e no caso concreto dos Açores a formação será na Escola de Formação Turística e Hoteleira.

Através desta parceria entre o Turismo de Portugal, a Agência de Integração de Migrações e Asilo (AIMA) e a Confederação do Turismo de Portugal (CTP) “pretende-se o desenvolvimento de programas de formação/emprego, para acolhimento, qualificação e integração profissional de migrantes e beneficiários de proteção internacional em Portugal”, segundo o comunicado.

A formação em questão tem a duração de três meses, ao que se segue o estágio numa empresa durante um mês, num total de 160 horas.

A nível nacional participam na mesma formação mil migrantes, sendo que todos os interessados devem ter a sua situação regularizada e apresentar autorização de residência, documento de identificação, NIF, NISS e IBAN em nome próprio.