
A Praça do Rosário, na cidade da Lagoa, será novamente o cenário de uma iniciativa que alia a gastronomia à cultura popular. O “Serão Musical com Sopas”, organizado pela Sociedade Filarmónica Lira do Rosário, irá realizar-se no próximo dia 21 de março, a partir das 20 horas. O evento pretende não só angariar fundos para as atividades da instituição, mas também reforçar os laços de união e aproximação entre a filarmónica e a comunidade local. Segundo a nota enviada pela organização, o evento contará com as atuações musicais de David Rita e da Tour Filipa e Gonçalo, acompanhando um leque variado de sopas disponíveis para todos os presentes.
A necessidade de angariar verbas prende-se, em grande medida, com a vitalidade da sua escola de música. A manutenção e aquisição de novos instrumentos, aliadas ao constante investimento em fardamento — especialmente necessário para acompanhar o crescimento dos muitos jovens que integram as fileiras da banda —, representam custos fixos elevados para a filarmónica. A Lira do Rosário, atualmente presidida por Catarina Rego Rodrigues, mantém-se fiel à sua missão de formação musical que tem servido a população lagoense ao longo de décadas.
Com uma história centenária, a Lira do Rosário foi fundada em 1920 pelo padre João Furtado Pacheco e Luís Soares de Macedo, tendo-se estreado nas festas do Sagrado Coração de Jesus com apenas 25 elementos. Reconhecida como Instituição de Utilidade Pública desde 1999, a filarmónica continua a ser um dos pilares culturais da freguesia de Nossa Senhora do Rosário.
Para participar no evento, a organização disponibiliza pulseiras com o valor de 8,5 euros para maiores de 11 anos e de 3,5 euros para crianças dos 6 aos 10 anos, convidando a população a contribuir para a continuidade deste projeto centenário.

O Açor Arena, em Vila Franca do Campo, vai acolher no próximo dia 8 de março, a partir das 17h30, o Festival de Sopas. Trata-se de um evento solidário que reverte integralmente para as obras de beneficiação da Igreja dos Frades, localizada na Avenida da Liberdade.
“É a primeira atividade que vamos fazer para angariar fundos para a recuperação da Igreja dos Frades, património da região, assente na paróquia de São Pedro, em Vila Franca do Campo”, explica o padre André Resendes.
“As pessoas são convidadas a trazer uma sopa, a participarem com uma sopa, os bilhetes têm um custo de cinco euros e depois haverá ao longo do serão algumas coisas para arrematar, alguns bingos e momentos de convívio e fraternidade”, diz o pároco de São Pedro e Água D´Alto.
Quem quiser participar deve-se inscrever junto do pároco ou com membros da comissão organizadora, informando qual é a panela de sopa que levará.
“Queremos que chegue às 400 a 500 pessoas. Estamos com 30 panelas de sopas mas esperamos e queremos que este número aumente e haverá também malassadas”, revela o padre André Resendes. Tudo bons motivos para saborear e ajudar.

O Pavilhão Multiusos dos Remédios, na cidade da Lagoa, na ilha de São Miguel, transforma-se no epicentro da cultura popular açoriana entre os dias 6 e 8 de fevereiro, reunindo cantadores de renome e gastronomia regional numa edição que assinala as duas décadas do evento.
O lugar dos Remédios, na freguesia de Santa Cruz, prepara-se para acolher a 20.ª edição do Festival de Cantorias ao Desafio, uma iniciativa da Associação Cultural e Recreativa dos Remédios. Este marco comemorativo de vinte anos de existência volta a elevar a arte do improviso, contando com um cartaz que inclui vozes como Eduardo Papoula, vindo dos Estados Unidos da América, José Eliseu e Roberto Toledo, da ilha Terceira, Bruno Oliveira, de São Jorge, e os anfitriões de São Miguel, Bruno Botelho e Paulo Miranda. A mestria das rimas será acompanhada pelos acordes dos tocadores Fernando Silva, Marco Silva, Renato Cordeiro e Toni Silva, garantindo a autenticidade musical que caracteriza este certame ao longo dos três dias de programação.
Para além do palco, o festival afirma-se como um ponto de encontro gastronómico, oferecendo aos visitantes a oportunidade de degustar iguarias típicas em diversas barracas de comida tradicional, com destaque para as sopas, torresmos, inhames, morcela, chouriço e carne guisada, sem esquecer os doces regionais como as malassadas e o arroz-doce.
A celebração arranca na sexta-feira, dia 6 de fevereiro, pelas 19h30, com a abertura oficial na presença de autoridades locais, seguida pela atuação do grupo Doce Sinfonia às 20h00 e o início das cantorias às 21h00. No sábado, o programa abre às 20h00 com o cantor Nuno Martins, dando lugar aos desafios uma hora depois. O encerramento, no domingo, dia 8, segue o mesmo figurino, iniciando-se com a voz de Mafalda Borges Medeiros antes do último grande momento dedicado ao improviso.

A freguesia da Ribeira Chã, no concelho da Lagoa, ilha de São Miguel, acolhe o décimo Festival da Malassada, que terá lugar no Centro de Catequese e Cultura da freguesia lagoense.
O evento, organizado pelo Centro Social e Paroquial e Junta de Freguesia da Ribeira Chã, decorre nos dias 24 e 25 de janeiro, entre as 15h00 e as 19h00.
O festival conta com um programa diversificado, que arranca, no sábado, dia 24 de janeiro, às 15h00, com a cerimónia de abertura e a atuação do Coro do CATL municipal “O Borbas”. Segue-se, às 16h00, a animação do grupo de castanholas “Dispensa Os Companheiros”, de Rabo de Peixe. Para culminar o dia, pelas 17h00, sobe ao palco Raquel Dutra, em quarteto, enquanto a animação de rua é abrilhantada pelo som dos acordeões de Pedro Estrela, pelas 18h00.
No domingo, dia 25 de janeiro, o festival começa às 15h00 com o grupo de Cantares Tradicionais de Santa Cruz. A par disso, os acordeões de Pedro Estrela voltam a fazer a animação de rua, seguindo-se, pelas 16h00, a atuação do Duo Toadas, com Rafael Carvalho e César Carvalho. Por sua vez, pelas 17h00, o grupo “Urro das Marés” da Associação Tradições anima, ainda, a tarde do festival, culminando com a presença do “Grupo de Cantares Vozes do Mar do Norte”.
Para os mais novos, explica a organização, o festival conta, nos dois dias, com pula-pulas e pinturas faciais e com a presença das mascotes Mickey e Minnie.
O Festival da Malassada, que já é um cartaz turístico da freguesia da Ribeira Chã, tem, ainda, um propósito solidário — todas as receitas reverterão para as obras de beneficiação da Igreja Paroquial de São José da Ribeira Chã, que se preveem arrancar no decorrer deste ano.

Às terças-feiras, neste primeiro mês do ano, o Montanha Pico Festival acontece no Auditório do Museu dos Baleeiros, pólo do Museu do Pico.
Produções portuguesas, documentários estrangeiros e uma noite a dar a volta ao planeta é a oferta da décima segunda edição do único festival em Portugal dedicado à cultura montanhosa através da sétima arte.
As sessões acontecem às 21 horas com entrada livre. No dia 13, o programa inclui filmes de Joana Saraiva Marques, Nuno Pimentel, Luís Sequeira, entre outros, com o foco em zonas montanhosas de Portugal. No dia 20, o programa é dedicado a documentários em língua inglesa, incluindo o último trabalho do austríaco Lukas Berger, “The Unlimited World”, produzido por Mário Gajo de Carvalho, que já apresentou obras em festivais anteriores. A 27 de janeiro, curtas da Espanha à Turquia, do Irão à Índia, transportam-nos numa viagem de imagens a circundar o planeta, incluindo pela primeira vez no Pico um filme de Tajiquistão.
“A parceria da MiratecArts com o Museu do Pico é uma oportunidade de apresentar trabalhos artísticos que nem sempre encontram meio de chegar ao público,” admite o diretor artístico Terry Costa. “No Montanha Pico Festival, as audiências da ilha têm assim a chance de ver imagens e histórias de cantinhos do mundo por vezes desconhecidos. Esta é uma forma de educar-nos através das artes, de conhecer o planeta através de curtas-metragens.”
O Montanha Pico Festival continua até 29 de janeiro, às terças no Auditório do Museu dos Baleeiros, às quintas-feiras no Auditório Municipal das Lajes do Pico e no fim de semana de 23 a 25 de janeiro no Auditório da Madalena.

O festival Music Azores regressa entre 13 e 17 de novembro com uma edição dedicada ao diálogo entre a música renascentista e a contemporânea, em cooperação com o conjunto vocal austríaco Cantando Admont. Os concertos acontecem em três ilhas açorianas: dia 13, na Igreja de Nossa Senhora da Vitória, em Vila do Porto; dia 15, na Igreja da Misericórdia, em Angra do Heroísmo; e dia 17, na Igreja do Colégio dos Jesuítas, em Ponta Delgada.
A programação destaca nomes da cena musical suíça, como o compositor e maestro Beat Furrer, fundador do Klangforum Wien, o compositor Nadir Vassena, reconhecido pela versatilidade entre música de câmara e eletrónica, e a maestrina Cordula Bürgi, criadora do Cantando Admont.
Também participa Annette Schmucki, artista de Zurique que explora a linguagem como material musical. Desde 2013, o festival tem sido um espaço de experimentação e encontro entre tradições e sonoridades inovadoras no Atlântico.

A Praça D. Amélia, no Cabouco, na cidade da Lagoa, irá receber a 13ª edição da Festa de São Martinho, nos próximos dias 7 e 8 de novembro. Trata-se de um evento organizado pela Associação Cultural dos Amigos de São Martinho e que conta com o apoio da Câmara Municipal de Lagoa.
Nesse âmbito, no dia 7 de novembro, a partir das 20h30, irá decorrer uma noite de cantorias ao desafio, que contará com os cantadores Carlos Maurício; Rui Santos; Nuno Fonseca e André Monteira e com os tocadores, Carlos Câmara na guitarra e Carlos Moniz no violão.
No dia 8 de novembro, a Praça D. Amélia irá transformar-se num momento festivo e familiar, a partir das 14h00, com uma tarde infantil dedicada aos mais pequenos, em que todas as crianças e jovens poderão divertir-se. A partir das 19h00, terá lugar o cortejo etnográfico de São Martinho, onde não faltarão trajes de época e muita animação, em que a abertura ficará a cargo do Agrupamento de Escuteiros n.º 798.
Nesse mesmo dia, a partir das 19h30, o Centro Social e Cultural do Cabouco, irá organizar o VII Festival de Sopas, que contará com a atuação do Grupo de Cantares Tradicionais de Santa Cruz, seguindo-se pelas 20h30 de um churrasco com distribuição de sardinhas para toda a comunidade. A parte gastronómica será acompanhada pela atuação de grupos musicais regionais, às 21h00, mais precisamente com Nuno Martins, Doce Sinfonia e Rui Açoriano e a partir da meia-noite decorrerá a atuação da Dj Kika.

A Praça D. Amélia, na freguesia do Cabouco, na cidade da Lagoa, vai ser palco do VII Festival de Sopas, no próximo sábado, 8 de novembro, pelas 19h30. A iniciativa do Centro Social e Cultural do Cabouco integra-se na Feira Tradicional e Gastronómica, promovida pela Associação Amigos de São Martinho.
Aliando a vertente gastronómica à interação entre a comunidade, num espaço de convívio, esta instituição, impulsionadora deste evento, na freguesia do Cabouco, salienta, em comunicado, que “pretende mobilizar mais de uma dezena de grupos, associações e particulares, da freguesia, com a contribuição de uma sopa”.
O objetivo do evento passa por sensibilizar todos os participantes para o interesse cultural da confeção de sopas tradicionais, incentivando a sua participação e criatividade.
A receita do festival de sopas será para ajudar a instituição, de modo a que a mesma continue a dar continuidade à sua missão no serviço que presta à comunidade, nomeadamente crianças e jovens.

O Praça do Bairro de São Pedro, na freguesia de Nossa Senhora do Rosário, na Lagoa, volta a ser palco da do FIOS – Festival de Marionetas e Formas Animadas, que terá lugar no próximo dia 7 de novembro, pelas 16h00.
Trata-se da terceira edição, promovida pela Kairós – Cooperativa de Incubação de Iniciativas de Economia Solidária, com o apoio da Câmara Municipal de Lagoa, através da Biblioteca Municipal Tomaz Borba Vieira.
O espetáculo “Perdidos, mas Pouco”, pela companhia «A Bolha» trata-se também de “um encontro de humor, ternura e proximidade, pensado essencialmente para o público local”, refere a autarquia lagoense em comunicado enviado às redações.
Também esta quarta-feira, 5 de novembro, o cine auditório Lira do Rosário recebeu durante a manhã uma sessão de cinema de animação, através da técnica stop motion, que dá vida a objetos inanimados por meio da fotografia quadro a quadro. A sessão intitulada “Marionetas em Doses Curtas”, com a curadoria da Casa da Animação, foi dirigida às crianças das escolas do concelho da Lagoa.

Pela primeira vez, o Festival POP – Festival de Teatro e Ofícios do Espetáculo, organizado pela Corredor Associação Cultural, estende-se ao concelho da Lagoa, com duas ações que contam com o apoio da Câmara Municipal da Lagoa, através da Biblioteca Municipal Tomaz Borba Vieira. Um dos momentos do I Fórum Internacional Cidadania pela Estética, destinado ao público em geral, e o espetáculo «Trapos», um espetáculo infantojuvenil, ambos no dia 18 de outubro.
No próximo sábado, às 10h00, o convento de Santo António, em Santa Cruz, na Lagoa, acolhe um momento formativo do fórum de Cidadania pela Estética, subordinado ao tema «Arte e Resistência. Comunidade e Utopia», “num momento que pretende ser um espaço de encontro, reflexão e ação na interseção entre arte, política, imaginação e comunidade. Trata-se de um evento internacional que reúne artistas, académicos, curadores, jornalistas, diretores de museus, programadores e agentes culturais e cívicos, com o objetivo de explorar a relação entre estética e cidadania crítica e ativa”, lê-se na nota de imprensa da autarquia.
Entre os convidados internacionais dos vários momentos do Fórum, destacam-se nomes de referência no pensamento e na prática artística contemporânea, como Andrew Hewitt (University of Northampton) e Mel Jordan (Coventry University), cofundadores do Freee Art Collective; Esther Leslie (Birkbeck, University of London); Gregory Sholette (Queens College, CUNY), autor de obras fundamentais sobre arte e resistência cultural, e Olga Kopenkina, curadora e crítica radicada em Nova Iorque. A estes juntam-se os portugueses João Paulo Constância, diretor do Museu Carlos Machado; Raquel Ermida, investigadora e docente na Universidade Nova e Ricardo Alexandre, jornalista e programador cultural.
Às 11h00 de sábado, decorre o espetáculo intitulado «Trapos» no Cineteatro Lagoense Francisco d’Amaral Almeida, na freguesia de Nossa Senhora do Rosário. Esta criação da companhia uruguaia Coriolis, apresentada em múltiplos países e distinguida em festivais ibero-europeus, confirma a força expressiva do teatro visual sem palavras, acessível a várias idades e culturas. Segundo informação enviada pela organização, Corredor Associação Cultural, “as cenas alternam entre momentos e conflitos simples e, ao mesmo tempo, profundos, que evocam a fragilidade humana, num espetáculo sem texto, mas profundamente expressivo e sensível”.
A entrada é livre.