
A equipa de Futsal Adaptado do Clube Desportivo Santa Clara continua a somar sucessos na história do desporto regional e nacional. Recentemente, a formação encarnada assegurou a conquista de dois dos troféus mais importantes do calendário competitivo: a Supertaça e a Taça de Portugal. Estes feitos motivaram a Câmara Municipal de Ponta Delgada a aprovar, por unanimidade, um voto de congratulação que enaltece o mérito dos atletas e da respetiva estrutura técnica.
O primeiro grande triunfo desta temporada aconteceu no Pavilhão Rota dos Móveis, em Lordelo, onde o Santa Clara ergueu a Supertaça. Num jogo de elevada intensidade contra o Clube Gaia, os açorianos levaram a melhor com uma vitória por 7-5. A equipa voltou a celebrar poucos dias depois, a 17 de fevereiro, ao conquistar a 32.ª edição da Taça de Portugal ANDDI. Em São João da Madeira, o adversário voltou a ser o Clube Gaia, mas desta vez o resultado foi mais dilatado, com um triunfo de 4-1 a favor da equipa de Ponta Delgada.
Sob a orientação técnica de Paulo Borges, o Santa Clara tem consolidado a sua posição como uma das forças dominantes da modalidade em Portugal. Recorde-se que, em 2023, os encarnados tornaram-se na primeira formação açoriana a sagrar-se campeã nacional de Futsal Adaptado. A consistência do projeto tem sido visível na presença habitual em finais e na capacidade de renovar títulos, como comprovado também pela vitória na Taça de Portugal de 2025, onde a equipa goleou o Boavista por 10-1.
Com a aprovação deste voto de congratulação, a autarquia de Ponta Delgada sublinha que estas vitórias são o reflexo de um pilar essencial do desenvolvimento desportivo do concelho. O município salienta, ainda, em comunicado que reafirma, assim, o seu compromisso com o apoio ao desporto adaptado, entendendo-o como um instrumento estratégico para a inclusão social e para a valorização do mérito desportivo de forma transversal na região.

Com cerca de 50 atletas, todos de tenra idade, a Associação Desportiva e Cultural de Santa Cruz (ADCSC) da Lagoa, na ilha de São Miguel, tem motivos para sorrir. Fundada há apenas quase três anos, soma já várias conquistas. “Em setembro ganhamos o Futsal Cup da ilha de Santa Maria, ficámos em primeiro lugar. Saímos com o melhor marcador, o melhor jogador e o melhor guarda-redes “, conta Ângela Amaral, presidente da mesa da Assembleia da ADCSC.
O filho de Ângela, Afonso Ferreira, é um dos jogadores da ADCSC e uma das promessas da associação. “Foi chamado à Seleção Nacional, fez estágio no ano passado e há dois anos. Fez estágio para o escalão, que não é dele, de Sub-13”. Afonso Ferreira já conheceu de perto a cidade do futebol, em Oeiras, Grande Lisboa, e a mãe diz que não se fica por aqui: “também foi chamado aos Sub-15 e ele só tem 12 anos. E hoje, supostamente, vai ser chamado outra vez. Vai sair uma nova convocatória” diz, visivelmente feliz, ao Diário da Lagoa (DL).
É com orgulho que Mario Luís Pereira assiste à conversa, na sua loja, em Santa Cruz, na Lagoa. O presidente da ADCSC conta como tudo começou: “criámos esta associação ‘familiar’. Inicialmente, tivemos que ter alguns custos que nós tínhamos que suportar por nós próprios, depois fomos pedindo apoio à Câmara, à Junta. Atualmente temos cerca de 50 crianças, dos 5 aos 13 anos, do Livramento, Cabouco, Rosário e Santa Cruz”. Mário Luís Pereira explica ao DL que a frequência do futsal na ADCSC é totalmente “gratuito” mas as exigências são grandes. “Somos uma equipa pequenina mas há exigências de uma equipa como se fosse da Primeira Liga. Temos que ter a camisa do aquecimento, temos que ter dois equipamentos, porque pode haver outra equipa que tenha as mesmas cores. Temos que ter os coletes de cores diferentes, porque pode haver uma equipa que tenha o colete com a mesma cor. E claro, que todas essas alternativas têm o seu preço, têm o seu custo”, explica o responsável. E esse material, com a ajuda dos patrocinadores, e entidades públicas, é fornecido gratuitamente aos atletas da ADCSC.
Ainda assim, Mário Luís Pereira garante que o financiamento não tem sido problema, graças às ajudas que têm tido e à angariação de fundos que têm conseguido, com a ajuda de todos. Mas para a Associação de Santa Cruz, o desafio é outro. “A maior dificuldade é ter pessoas certificadas para poder treinar e estar à frente, como diretores. Esta é a nossa grande dificuldade. Porque a gente precisa, para cada escalão, de um treinador, mas um treinador que tenha o curso. E está sendo muito difícil encontrar. Porquê? Porque os requisitos para ser treinador são um bocadinho exigentes ao nível da escolaridade. Temos grandes jogadores, temos grandes pessoas, pessoas que gostam, que sabem treinar, mas não podem ter o curso. Não podem ter o curso porque não têm a escolaridade obrigatória.”, lamenta o presidente.
Atualmente, a ADCSC treina no pavilhão Professor Jorge Amaral, nos Remédios, em Santa Cruz, na Lagoa. E sonhos para o futuro? Lançámos a pergunta. “Que quando formos muito velhos, ainda haja esta associação aqui na região. E daqui a 20, 30 anos eu ia comemorar a Associação de Santa Cruz”, diz, satisfeito, Mário Luís Pereira.

Entre o orgulho de levar o nome da Lagoa aos palcos nacionais e o desgaste de um investimento pessoal “monumental”, Sónia revela que o futsal continua a ser o “parente pobre” e confessa que só o amor pelas crianças a mantém num cargo onde o cansaço e a paixão caminham lado a lado.
Antes da gestão atual, José Câmara sucedeu a Altino Pereira na presidência, reabrindo o clube após o seu encerramento. Manteve-se no cargo por três anos até passar o testemunho à esposa, Sónia Câmara, que termina o seu primeiro mandato no próximo mês de fevereiro, completando também um triénio.
Segundo a presidente, José Câmara nutre um “amor incondicional pelo clube”, preferindo tratar de toda a logística, enquanto Sónia assume o papel de porta-voz. O casal trabalha, assim, lado a lado em prol da instituição.
DL: Que balanço faz do mandato que está prestes a terminar?
Um balanço positivo, sobretudo ao nível da identidade. Acho que criamos uma identidade própria, mas falta, de facto, melhorar o recinto desportivo. É certo que temos disponível o Pavilhão no lugar dos Remédios, que cumpre muito bem a sua função, porém o meu sonho — e aquilo que me foi prometido pelo senhor presidente do Governo dos Açores, José Manuel Bolieiro — era a construção de uma cobertura no recinto atual.
Entretanto, já falei sobre isso com o atual presidente da Câmara da Lagoa, Frederico Sousa, e ele concorda que isto possa acontecer, desde que seja o Governo regional a avançar, contando depois com o apoio da autarquia local. Por isso, estou muito esperançosa, porque acredito em ambos. Este é o meu sonho.
DL: Porquê esse sonho?
O Atalhada FC teria assim uma identidade mais vincada e ficaria mais próximo dos seus atletas, entre os quais as muitas crianças que jogam no clube. Era isso que eu queria, ou seja, sentir que jogamos em casa, em vez de sermos transportados para outros recintos. É um sonho que tenho e que acho tão fácil de concretizar. No entanto, parece-me que, por isto ou por aquilo, tem-se adiado. Sem cobertura, ficamos muito limitados porque há cada vez mais equipas. Nós merecemos aquele espaço. O Atalhada já tem uma história de 23 anos e é, neste momento, o clube de futsal com o nível mais alto na Lagoa, pois está na III Divisão Nacional.
DL: Há uma cultura no Atalhada FC de investir nas camadas jovens?
Parece que são meus filhos. E tive a felicidade de abrir mais um escalão. Eles vão crescendo e eu tenho de os ir acompanhando, pensando sempre no futuro. É assim que tem de ser, isto é, de baixo para cima. Porque o topo é o status, mas é na base que se constroi tudo.
DL: Qual é a maior dificuldade que o clube tem enfrentado?
A financeira. São dificuldades monumentais. Temos de pagar arbitragens, seguranças, viagens, dormidas, alimentação e treinadores. Quanto aos jogadores seniores, é quase um tabu mas a verdade é que, se não se pagar, não temos atletas para jogar.
Por outro lado, tenho a felicidade de ter os “pequeninos” que têm o tal amor ao clube.
Depois, o combustível também é caríssimo. Temos duas carrinhas que são do clube, mas estão avariadas e não temos dinheiro para as arranjar. Como tenho uma empresa de transportes, acabo por as ceder ao clube. É um investimento pessoal. A Câmara Municipal também ajuda ao nível do transporte, mas é cada vez mais difícil porque a autarquia não consegue chegar a todas as entidades. E eu nem peço transporte para os seniores, apenas para os infantis e iniciados.
DL: Onde se vai buscar tempo e motivação?
É o tal “amor à camisola”, que hoje em dia existe cada vez menos. O meu tempo não é remunerado, nem o do José. São muitas horas e já sentimos o desgaste. Gostava muito de apelar ao bom senso dos empresários e da própria Câmara Municipal. Eles apoiam-nos, mas nunca é o suficiente, porque falta sempre qualquer coisa. No que toca às crianças, tentamos proporcionar-lhes sempre uma viagem. Os pais fazem o que podem e, às vezes, o que não podem. São projetos bonitos. No ano passado fomos à ilha da Madeira e a Câmara e os empresários apoiaram-nos. Trabalhámos imenso, fizemos tudo o que era possível e conseguimos levá-los lá. Este ano, o projeto é ainda mais ambicioso, mas ver a felicidade das crianças e perceber que fica na memória delas, não tem preço.
DL: Considera que, por exemplo, em relação ao futebol, o futsal é discriminado?
O futsal é o “parente pobre”. As entidades olham muito mais para o futebol como sendo o desporto que deve ser mais apoiado, por ser o mais visível e o que dá mais projeção. Mas enganam-se, pois o futsal está a crescer cada vez mais. Na Lagoa, há uma cultura de futsal muito forte, principalmente nos bairros sociais, e isso é muito interessante. O Atalhada está na III Divisão e seria importante continuar lá, porque dá visibilidade aos Açores. E vamos à Taça de Portugal também. Já é o segundo ano consecutivo e isso traz muito prestígio à nossa cidade e região.
DL: Pensa continuar como presidente?
Vai depender dos apoios. Numa equipa há sempre aqueles que trabalham mais do que os outros e temos de perceber que precisamos de ajuda. Têm-me ajudado muito, mas o cansaço é grande, portanto, é uma incógnita. Custa-me muito, muito mesmo. Continuo aqui principalmente pelas crianças, pois são elas que me fazem cá estar. Se não fosse por elas, já teria deixado o cargo. O que me interessa é vê-las felizes e fazer do clube uma verdadeira escola.

A equipa da freguesia de Nossa Senhora do Rosário sagrou-se campeã da quarta edição do Torneio Interfreguesias de Futsal da Lagoa, numa competição que envolveu todas as freguesias do município e decorreu ao longo do mês de julho.
De acordo com nota de imprensa enviada às redações pela Câmara Municipal de Lagoa, o torneio reuniu atletas, dirigentes e comunidade em torno do desporto, do convívio e do espírito de união entre freguesias. A equipa do Rosário destacou-se pela consistência e espírito de equipa, culminando com a conquista do título na última jornada.
O encerramento teve lugar, ontem, na Ribeira Chã, com um programa diversificado que aliou desporto, cultura e convívio intergeracional.
O programa cultural contou com a atuação de Gertrudes Labaça, tendo-se seguido a quinta jornada do torneio, com jogos entre as equipas de Água de Pau e Santa Cruz e entre as equipas da Ribeira Chã e Rosário. No intervalo, realizou-se um encontro de futsal feminino. O evento culminou com a entrega oficial dos troféus, momento que assinalou o encerramento formal da presente edição do torneio.
À semelhança de anos anteriores, o torneio foi organizado pela câmara da Lagoa e teve o apoio das juntas de freguesia.

O auditório do edifício dos Paços do Concelho, na cidade da Lagoa, recebeu esta segunda-feira, 22 de junho, a apresentação do Torneio Interfreguesias em futsal. O torneio volta, assim, a dinamizar desportivamente o concelho com a sua quarta edição que inicia no dia 2 de julho.
O Torneio Interfreguesias irá decorrer de 2 a 30 de julho, sendo que a prova será, à semelhança do ano transato, disputada em cinco jornadas, cada uma a decorrer numa das cinco freguesias lagoenses, com dois jogos, o primeiro a acontecer às 20h00 e o segundo às 21h30, sendo este último com a equipa da casa.
Segundo a autarquia lagoense, a prova tem animado os diversos polidesportivos municipais, com a mobilização da comunidade em torno da modalidade desportiva. E tal como nas edições anteriores, estará assegurada a presença de um massagista e de um Desfibrilhador Automático Externo (DAE), em cada uma das cinco jornadas.
Em colaboração com a Associação de Futebol de Ponta Delgada e com a parceria das cinco juntas de freguesia do concelho, o torneio é homologado pela Federação Portuguesa de Futebol, no cumprimento da legislação vigente, sendo que esta iniciativa, promovida desde 2022 pela Câmara Municipal de Lagoa.

A apresentação serviu ainda para a assinatura de um compromisso de conduta e fair-play entre responsáveis das equipas, presidentes de junta ou seus representantes, Câmara Municipal de Lagoa, Associação de Futebol de Ponta Delgada e arbitragem.
Todas as informações referentes ao Torneio Interfreguesias poderão ser acedidas na página do Portal da Câmara Municipal de Lagoa.
1ª jornada – 2 de julho, Polidesportivo do Rosário
20:00 – Santa Cruz x Cabouco
21:30 – Rosário x Água de Pau
Folga: Ribeira Chã
2ª jornada – 9 de julho, Polidesportivo de Água de Pau
20:00 – Cabouco x Rosário
21:30 – Água de Pau x Ribeira Chã
Folga: Santa Cruz
3ª jornada – 16 de julho, Polidesportivo de Santa Cruz
20:00 – Ribeira Chã x Cabouco
21:30 – Santa Cruz x Rosário
Folga: Água de Pau
4ª jornada – 23 de julho, Polidesportivo do Cabouco
20:00 – Santa Cruz x Ribeira Chã
21:30 – Cabouco x Água de Pau
Folga: Rosário
5ª jornada – 30 de julho, Polidesportivo da Ribeira Chã
20:00 – Água de Pau x Santa Cruz
21:30 – Ribeira Chã x Rosário
Folga: Cabouco

Fundado em 2002 por Altino Pereira, o Atalhada Futebol Clube, localizado no concelho da Lagoa, surgiu com equipa feminina. No entanto, por volta de 2013, o clube teve de terminar a equipa feminina sénior, por falta de recursos e apoio para a manter. O Atalhada FC manteve-se com os escalões de formação e a equipa sénior masculina. No entanto, na época 2024/25, e com muita procura, foi possível reativar a equipa feminina, que conta neste momento com 12 jogadoras, dos 20 aos 29 anos.
A presidente do Atalhada FC, Sónia Câmara, explica a iniciativa e destaca a importância da retoma deste grupo. “Voltamos a abrir a equipa feminina porque sentíamos essa falta aqui na Lagoa. O Atalhada FC foi pioneiro no futsal feminino e a sua ausência deixava uma lacuna. Quando surgiu a oportunidade e algumas jogadoras me abordaram, achei que seria interessante. Propusemos o projeto à Câmara Municipal, que nos apoiou de imediato. Para eles, também era essencial dar espaço ao futsal feminino”, diz.
Sónia Câmara reforça a necessidade de mais investimento na modalidade: “ainda existe discriminação e menos apoios para o futsal feminino. Há raparigas que gostariam de jogar, mas acabam por desistir devido ao preconceito. Se houvesse mais equipas a modalidade evoluiria muito mais”.
O sonho da presidente é claro: “gostava de ver mais adeptos a apoiar a equipa e um pavilhão cheio num jogo de futsal feminino, vamos crescer devagar, mas com firmeza.”
Natércia Pereira, treinadora da equipa e filha do fundador do clube, Altino Pereira, carrega no coração o amor pelo Atalhada FC. Com um percurso de mais de 30 anos no futsal, primeiro como jogadora e agora como treinadora, acredita no potencial da nova equipa. “Joguei dos 14 aos 38 anos sempre no Atalhada. Depois jogava e treinava as camadas jovens do Atalhada”, diz ao Diário da Lagoa (DL).
Apesar de a equipa ser recente, Natércia tem uma visão positiva: “elas têm muita capacidade. Estamos no bom caminho, mesmo sendo a equipa feminina mais recente de São Miguel”.
Sobre as dificuldades do futsal feminino, a treinadora lamenta: “a diferença para o masculino ainda se sente. Os apoios são poucos, e a mentalidade de que as mulheres não sabem jogar ainda persiste. É difícil conseguir patrocinadores para o feminino”.
“O Atalhada FC nasceu com a equipa feminina. O meu pai fundou o clube em 2002, inicialmente só com futsal feminino. Mas, por volta de 2013, tiveram de encerrar a equipa devido à falta de apoio e à aposta no escalão masculino que estava na terceira divisão e com expectativa de subir”, recorda a treinadora.
Maria Amaral, capitã da equipa, iniciou a sua jornada no futsal em 2021, incentivada por amigas. Hoje, vê a modalidade como uma paixão e um desanuviar do dia a dia.
“O maior desafio no desporto feminino continua a ser o número reduzido de atletas e de equipas em competição. Enfrentamos sempre os mesmos adversários o que torna os campeonatos menos interessantes”, conta ao DL.
Ainda assim, a capitã valoriza a união do grupo: “o espírito de amizade e sacrifício é algo único nesta equipa. Mesmo quando os resultados não são os esperados, na semana de trabalho seguinte estão sempre lá todas dispostas a melhorar”.
Para a jogadora, o objetivo da equipa é claro: “queremos evoluir, não só como atletas, mas também como pessoas e tentar que mais raparigas adiram a este desporto que nos é tão querido”.
Com a dedicação da direção, da equipa técnica e das jogadoras, o Atalhada FC renasce com a mesma paixão que o viu nascer há mais de 20 anos. O futuro promete ser de luta, mas também de conquistas.

A vitória representa uma enorme conquista para o clube, que nasceu com a missão de oferecer oportunidades desportivas a crianças que, de outra forma, não teriam acesso ao desporto federado. Segundo Mário Pereira, presidente da A.D.C de Santa Cruz, este feito “confirma o empenho e a dedicação ao longo da época”, destacando que muitos dos atletas nunca tinham praticado futsal antes de entrarem na equipa.
A associação, que iniciou as suas atividades no ano passado, tem vindo a crescer, contando atualmente com três escalões – benjamins, infantis e traquinas – com cerca de 12 jogadores por equipa e já planeia expandir-se ainda mais no futuro. O foco principal tem sido o futsal e o futebol, mas há também a intenção de abranger outras vertentes culturais, com um grupo de música.
Para além do sucesso desportivo, a Associação Desportiva e Cultural de Santa Cruz tem enfrentado desafios logísticos, especialmente no transporte dos atletas para os treinos e competições. A autarquia e a Junta de Freguesia têm sido fundamentais nesse apoio, facilitando deslocações.
Outro grande desafio tem sido a formação de treinadores e dirigentes. O clube começou com apenas o treinador Sérgio Pacheco mas tem vindo a trabalhar para formar mais profissionais qualificados. O presidente destaca o papel crucial do voluntariado e a necessidade de apoio financeiro para as formações.
Quanto ao futuro, os objetivos são claros: continuar a crescer, atrair mais crianças para a prática desportiva e conquistar novos títulos. “Queremos tirar o máximo de miúdos da rua, dar-lhes uma oportunidade de jogar e sentir que pertencem a uma equipa”, afirma Mário Pereira.
Com esta primeira taça conquistada, a Associação Desportiva e Cultural de Santa Cruz dá um passo sólido no seu trajeto, provando que o trabalho comunitário e a dedicação podem transformar vidas através do desporto.

A equipa de infantis do Atalhada Futebol Clube conquistou a Taça de Honra da Liga de Prata no dia 16 de janeiro, após obter cinco vitórias e apenas uma derrota na competição, totalizando 15 pontos. O feito foi recebido com grande entusiasmo pela comunidade e pela direção do clube.
“Termos ganho essa taça ou outra qualquer, desde que fosse um troféu, foi uma grande alegria. Foi um prémio pelo trabalho e dedicação desses meninos e meninas e respetiva equipa técnica”, declara Sónia Câmara, presidente do clube, em declarações ao nosso jornal.
A dirigente destacou o crescimento e a disciplina dos jovens atletas ao longo desta caminhada: “Eles foram crescendo de jogo para jogo à conta de muito trabalho e disciplina. Como diz um dos nossos treinadores, ‘não formamos só jogadores, mas também homens e mulheres!’”
Com uma equipa formada por 15 jogadores, sendo 90 por cento (%) deles naturais da Lagoa, a equipa de infantis Atalhada FC é treinada por Bruno Carreiro, com o apoio de Gonçalo Ponte e Magno Subica.
O próximo objetivo da equipa é manter o foco jogo a jogo, sempre com respeito pelos adversários. Além disso, a presidente revelou um sonho próximo de se realizar: levar os jovens atletas a um torneio na Madeira. “Será uma oportunidade única para a maioria dessas crianças. Vamos certamente conseguir”, afirmou Sónia Câmara. A dirigente aproveitou para apelar ao apoio da comunidade para este projeto: “peço a todos os lagoenses, e não só,que queiram colaborar desse nosso sonho, que nos contacte”.
A vitória na Taça de Honra não apenas reforça o trabalho realizado pela equipa, mas também inspira novos sonhos e metas para o futuro do clube.

A equipa sénior do Atalhada Futebol Clube perdeu por 4-5 contra os Remédios Sport Clube, equipa do concelho de Ponta Delgada, a 26 de outubro, em jogo da terceira jornada, Série A, da Taça de Honra Luís Alberto Silva Bernardo. A partida foi disputada no Pavilhão Professor Jorge de Amaral, casa da equipa lagoense.
Num jogo agressivo do início ao fim, os Remédios SC iniciaram o marcador com penáltis de João Carvalho, aos dois e aos seis minutos.
A equipa da casa conseguiu recuperar e igualar o marcador, com golos de Diogo Barroso, aos 15 e aos 18 minutos. Mas a vantagem caiu por terra, quando Leandro Rocha marcou aos 19 minutos através de um livre.
Na segunda parte, a equipa lagoense viu novamente a luz ao fundo do túnel, com golos de João Aragão, aos 26, e de Flávio Carreiro, aos 27.
Nos últimos 10 minutos da partida, com 4-3 para o Atalhada FC, o jogo tornou a virar, ditando a vitória para os Remédios SC, com golos de Paulo Morais, aos 34 minutos, e de João Carvalho, aos 38, ficando o marcador nos 4-5.
Ao longo do jogo, a arbitragem foi criticada pelos adeptos da equipa da casa, nomeadamente na sinalização de faltas, que alegadamente favorecia o Remédios SC no entendimento do Atalhada.
Para Sónia Câmara, presidente do Atalhada FC, em declarações ao nosso jornal, “o jogo foi muito bem disputado, com duas belíssimas equipas”.
Sobre a arbitragem, que gerou contestação pela equipa da casa, a presidente aponta que “infelizmente, o jogo foi marcado por uma arbitragem que nitidamente estava num ‘dia não’ e claramente fomos muito prejudicados”.

O Atalhada FC venceu o Mação FC, por 4-3, no passado sábado, 19 de outubro, em jogo da primeira eliminatória da Taça de Portugal de futsal.
A prova foi disputada no Pavilhão professor Jorge Amaral, no lugar dos Remédios, freguesia de Santa Cruz, Lagoa, São Miguel.
A equipa lagoense, em casa e ao som da claque, começou em força logo na primeira parte do confronto, com um golo de Marco Afonso, aos seis minutos. Momentos depois, também aos seis, a Atalhada não conseguiu evitar um golo de Duarte Catarino.
A igualdade não durou muito para o Mação, pois aos oito minutos Fábio Carreiro marcou o segundo golo na baliza de José Esteves.
Aos 20 minutos, dois golos de Diogo Barroso e José Andrade seriam os últimos a entrar na baliza do Mação. O jogo estava a 4-1, com os lagoenses em vantagem, até que ao minuto 24, Duarte Catarino marca novamente, reduzindo a vantagem da equipa da casa.
Aos 34 minutos, o mesmo jogador do Mação aterroriza novamente a baliza de Marco Tavares, finalizando o marcador a 4-3, reduzindo novamente a vantagem do Atalhada e criando tensão até ao final do confronto.
Para Sónia Câmara, presidente do Atalhada FC, em declarações ao Diário da Lagoa (DL), neste primeiro jogo da Taça, “estivemos muito bem e merecemos inteiramente a passagem à próxima eliminatória. Estamos muito felizes, sentimos um grande orgulho por nós e pela cidade de Lagoa”, sente.
Sobre os próximos confrontos, Sónia Câmara conta que “as expectativas são levar a nossa Atalhada o mais longe possível. O objetivo será sempre tentar vencer”, acrescentando também que “estamos confiantes, porque queremos muito fazer história!”.
A presidente do clube deixa ainda um agradecimento aos adeptos e “aos lagoenses em geral” pelo apoio à equipa.
Na segunda eliminatória para a Taça de Portugal de futsal, o Atalhada FC vai defrontar o União e Progresso da Venda Nova, no próximo dia 9 de novembro, em território continental.