
A Praça do Rosário, na Lagoa, foi palco da segunda edição do Festival Maestro Humberto Subica, iniciativa promovida pela filarmónica Lira do Rosário e que, este ano, contou com a presença da filarmónica Imaculada Conceição, da freguesia da Lomba da Fazenda, concelho do Nordeste.
O evento, inserido nas comemorações do 106.º aniversário da Lira do Rosário, contou com um momento especial, nomeadamente quando o maestro Humberto Subica tomou a batuta para reger uma das peças, ele que no final do evento ouviu a filarmónica da casa interpretar a marcha “Saudação à filarmónica”, por ele escrita.
Entre as peças do concerto de homenagem a Humberto Subica conta-se as interpretações de Sinfonia da ópera Tancredi, Domingos Barros (pasodoble de Vítor Resende, Space Trip (com arranjo de Tiago Martins) e Português Suave (de Carlos Marques).

O Dia Internacional da Mulher foi assinalado na cidade da Lagoa este domingo, 8 de março, pela Câmara Municipal. De acordo com nota de imprensa enviada às redações pela autarquia lagoense, tratou-se de um programa que combinou a homenagem ao trabalho feminino com o incentivo a estilos de vida saudáveis. O evento, realizado pelo segundo ano consecutivo, contou com a participação de mais de uma centena de pessoas provenientes de todas as freguesias do concelho e de fora dele para participar numa caminhada e em aulas de atividade física.
Segundo a nota da autarquia, a manhã começou com um momento de forte carga simbólica nos Paços do Concelho: o reconhecimento público de nove colaboradoras do Centro Sócio Cultural de São Pedro. Estas profissionais, que integram o serviço de apoio domiciliário, foram destacadas pelo impacto direto e muitas vezes silencioso que o seu trabalho diário tem no conforto e na dignidade das famílias lagoenses.
Na ocasião, a vereadora com o pelouro da Ação Social e da Saúde, Graça Costa, aproveitou para sublinhar que esta data simboliza “a luta, a coragem e as conquistas das mulheres ao longo da história”, recordando todas aquelas que “desafiaram barreiras e reivindicaram direitos fundamentais como o acesso à educação, ao voto, ao trabalho digno e à igualdade de oportunidades”. A autarca destacou ainda que, além das figuras que transformaram o mundo na ciência ou na política, importa celebrar as mulheres que, de forma anónima, como mães, trabalhadoras e cuidadoras, “constroem diariamente o futuro com resiliência, sensibilidade e força”. Num agradecimento direto às nove homenageadas — Etelvina Coelho, Cidália Baganha, Diana Andrade, Cátia Matos, Graça Silva, Carolina Andrade, Adriana Tavares, Neuza Oliveira e Débora Coelho — Graça Costa afirmou, de acordo com a fonte municipal, que estas profissionais “fazem, diariamente e de forma silenciosa, a diferença na vida de tantas famílias lagoenses”.

Após este momento de homenagem, os participantes seguiram em caminhada de Santa Cruz em direção ao polidesportivo da Atalhada, na freguesia de Nossa Senhora do Rosário. O percurso culminou num lanche-convívio que reforçou os laços de proximidade entre a comunidade, seguido de dois momentos de exercício: uma aula de atividade física orientada pela professora Fátima Peixoto e uma sessão de ioga dinamizada pela professora Carolina Dourado.

Dia 8 de março. Dia Internacional da Mulher. Mais do que uma data para homenagear as mulheres que viram o seu papel na sociedade desvalorizado, este é um momento para valorizar quem, por sua conta e risco, enfrentou a morte depois de receber um diagnóstico de cancro, mas recusou desistir e continua presente para contar a sua história de vida.
Helena Sousa, 44 anos, natural da freguesia do Pico da Pedra, é um exemplo de mulher que ofereceu o peito às balas e recusou desistir perante um diagnóstico que abala qualquer pessoa. A irmã mais nova de quatro filhas não teve uma adolescência/início de vida adulta fácil, pois só concluiu o 9.º ano antes de emigrar para o Canadá, país onde conheceu o ex-namorado.
Poucos meses depois da experiência em solo canadiano, regressou a São Miguel, tendo engravidado para o filho mais velho. Mais tarde foi mãe pela segunda vez, de uma menina. Com pouco mais de vinte anos de idade já tinha dois filhos à sua responsabilidade e um futuro ex-namorado pouco solidário, entregue ao álcool e à droga.
A história de vida de Helena Sousa é contada na primeira pessoa. “Cresci na infância com mais três irmãs, todas mais velhas. Atualmente vivo em Ponta Delgada. Estudei no Pico da Pedra e depois fiz o Liceu até ao 9.º ano. Emigrei para o Canadá onde conheci o meu ex-marido, pai dos meus filhos. Não correu muito bem. Voltei a São Miguel para morar em casa da minha mãe, grávida do meu filho mais velho. Ele veio comigo, moramos ambos em casa da minha mãe. Ainda tivemos uma filha, atualmente com dezasseis anos. Depois comprei uma casa na Lagoa”, resumiu.
O sonho de uma vida a dois estava prestes a esfumar-se. “A crise entre 2012/2013 colocou-me no desemprego e fomos todos para casa. O meu ex-namorado também perdeu o emprego porque era segurança e com os problemas de alcoolismo que ele começava a evidenciar não ajudou. Tivemos de entregar a casa ao banco, mas ainda ficou uma dívida para pagar. Divorciamo-nos… Voltei para casa da minha mãe. Quando consegui uma casa mais barata mudei-me para Ponta Delgada e dei uma segunda oportunidade ao meu ex-namorado. Mas ele já estava nos vícios e depois andou na droga, alcoolismo e tudo se complicou”, recordou.
O pior veio depois. “Em 2024 decidi tirar o curso de segurança. Nessa altura já evidenciava alguns sintomas como o peito inchado. Antes do incêndio no Divino Espírito Santo tive febres muito altas e fui ao hospital. Parecia que ia morrer. A minha médica estava de serviço e mandou-me fazer antibiótico. Levou um bocado de tempo a passar, mas a massa dura persistia. Voltei uns tempos depois e voltei ao antibiótico. Ela pediu uma mamografia de urgência, mas com o incêndio tudo se complicou e, em junho, apareceu nova infeção. Acabei por pagar tudo do meu bolso na CUF e foi lá que foi detetada uma pequena suspeita. Fiz uma biopsia”.
A consulta agendada para 20 de agosto foi antecipada duas semanas. “Chamaram-me para o dia 4 de agosto e, nessa altura, percebi qual seria o resultado. A médica informou-me que era um tumor maligno, mas que era localizado, pelo que iria apenas fazer cirurgia e radioterapia. Mas, nessa altura, já estava a trabalhar e voltou tudo para trás. Tive de colocar baixa médica e fiquei sem receber qualquer apoio porque não tinha seis meses de trabalho para ter direito a apoio da Segurança Social. Foi muito complicado…”, assumiu.
Helena Sousa foi operada pela primeira vez a 5 de setembro de 2024. “Correu tudo bem”, disse. Dois dias depois teve alta, mas dois meses volvidos a médica “disse-me que tinha dois tipos de cancro: um intradutal e outro invasivo, sendo que o invasivo é mais complicado porque espalha-se para outros órgãos através das células”. Solução? “Tive de ser novamente operada para limpar o cancro invasivo e tive de fazer quimioterapia. Nessa altura não aguentei o choro porque o meu cabelo era comprido e sabia que iria cair. Para a imagem da mulher é algo difícil. Quando fui operada ao peito e olhei-me ao espelho e vi que me falta um mamilo também não é fácil”.
Com um tumor com cerca de 7,5 centímetros, Helena Sousa não tinha muitas opções. “No espaço de um mês fui operada por duas vezes. Correu tudo bem, mas depois fui encaminhada para a oncologia para a quimioterapia. Foram dezasseis sessões durante cinco meses. Mexeu comigo. Só queria deitar-me. O cansaço extremo quase não dava para subir as escadas de casa”, recordou.
Depois da quimioterapia veio a radioterapia e uma injeção hormonal de três em três meses para reduzir as células malignas. “Esta medicação é para reduzir o estrogénio para que o cancro não volte”, acrescentou.
Depois de dois anos a lutar pela vida, Helena Sousa voltou ao trabalho, como segurança, mas como uma mulher diferente. “A vida ensinou-me a pensar mais em mim. Sempre dei muito de mim aos outros, sempre lutei pelos meus filhos porque o pai ou está internado numa clínica ou está na rua. Quando os meus sogros faleceram ele recebeu a herança, mas não deu nada aos filhos. Os meus filhos só têm a mim e à minha mãe que também lida com cancro de pâncreas”.
“Sinto-me uma mulher diferente, mais madura. Conseguir colocar um travão numa relação tóxica, narcisista, durante a qual fui maltratada. Curei-me praticamente sozinha. Não tive apoio do meu ex-namorado que chegou a chamar-me de avariada porque tinha o peito retalhado. Depois de tudo o que já passei – inclusivamente duas reanimações quando a minha filha nasceu porque apanhei uma bactéria no hospital – só quero é paz, viver para mim e reconhecer-me como mulher. Sei que sou uma grande mulher!”

A Vila Franca do Campo, na ilha de São Miguel, vai assinalar, no próximo dia 8 de março, o Dia Internacional da Mulher, com um programa especial no Centro Cultural local.
De acordo com nota de imprensa enviada às redações pela Câmara Municipal de Vila Franca, o objetivo passa por celebrar o papel determinante das mulheres no desenvolvimento social, cultural e económico do concelho. A iniciativa terá início às 16h30, com a cerimónia de abertura e o discurso oficial da presidente da Câmara Municipal, momento que dará o mote para uma tarde dedicada à reflexão e ao reconhecimento.
Pelas 17h00, o programa prossegue com um momento musical protagonizado por Márcia Guerreiro, que apresentará um apontamento de fado dedicado à evocação da identidade, sensibilidade e força feminina. Logo após, às 17h30, realiza-se uma mesa-redonda sob o tema “O Impacto das Mulheres no Desenvolvimento Local”, que contará com a participação de Graça Melo e Pilar Melo. Segundo a autarquia, o pretende ser um espaço de partilha de experiências e valorização do contributo das mulheres nas diversas áreas da vida comunitária.
O ponto alto das celebrações está reservado para as 18h00, com a realização de uma homenagem pública. Na ocasião, serão entregues menções honrosas a mulheres que se destacaram em cada uma das freguesias do concelho de Vila Franca do Campo, reconhecendo o seu mérito, dedicação e o impacto positivo que geraram na comunidade. Durante todo o evento, os presentes poderão ainda visitar uma exposição de pintura da artista Cierra Silva.

O Dia Internacional da Mulher será assinalado na cidade da Lagoa, na ilha de São Miguel, no próximo domingo, 8 de março, com uma homenagem a colaboradoras locais, seguida de uma caminhada e aulas de atividade física, anunciou a Câmara da Lagoa.
De acordo com nota de imprensa enviada pela autarquia lagoense às redações, a iniciativa visa valorizar o papel da mulher na comunidade e incentivar hábitos de vida saudáveis. O programa começa com uma sessão dedicada ao reconhecimento profissional e social de nove mulheres que trabalham no Centro Sócio Cultural de São Pedro, integradas no serviço de apoio domiciliário. Esta homenagem destaca o trabalho discreto mas impactante que estas mulheres realizam diariamente, promovendo conforto, dignidade e qualidade de vida a muitas famílias do concelho.
Após esta cerimónia simbólica, será entregue uma t-shirt comemorativa a cada participante. A caminhada tem início às 9h00, com partida dos Paços do Concelho, na freguesia de Santa Cruz, até ao polidesportivo da Atalhada, na freguesia de Nossa Senhora do Rosário.
No destino final, será realizado um lanche-convívio para fomentar o espírito de partilha e proximidade entre os participantes. Seguir-se-ão duas aulas abertas: uma de atividade física, orientada pela professora Fátima Peixoto, e outra de ioga, dinamizada pela professora Carolina Dourado, proporcionando momentos de energia, equilíbrio e bem-estar.
A autarquia refere ainda que, com esta iniciativa, pretende não só assinalar simbolicamente o Dia Internacional da Mulher, mas também “promover a igualdade, reconhecendo o contributo feminino na construção da comunidade e incentivando a participação ativa da população”.
A participação na atividade é gratuita, sendo recomendada a inscrição prévia através do QR Code disponibilizado nas redes sociais e no portal da Câmara Municipal da Lagoa.

A Lomba da Fazenda, localidade do concelho do Nordeste, está a celebrar o 101.º aniversário de elevação a freguesia e, para o efeito, a junta de freguesia preparou um conjunto de iniciativas tendentes ao assinalar da efeméride.
As comemorações iniciaram-se nesta sexta-feira, 20 de fevereiro, com a realização da quarta edição do Festival de Sopas. No sábado, a partir das 19h00, terá lugar a sessão solene que englobará homenagem ao primeiro presidente da Junta de Freguesia da Lomba da Fazenda, Ernesto Machado Macedo Neves. No domingo, a partir das 18h00, terá lugar um momento musical pelo Quinteto de Clarinetes da Banda Militar dos Açores, aberto a toda a comunidade.
Através destas iniciativas, a Junta de Freguesia da Lomba da Fazenda, pretende “reforçar o espírito comunitário, valorizar as associações locais e dinamizar a cultura”, pode ler-se no comunicado partilhado pela autarquia local.

No centenário do nascimento de João Pacheco Pimentel (1925-2018), a Câmara do Nordeste prestou homenagem ao último alveitar da vila através do descerramento de uma placa na residência onde viveu, na zona da Nazaré. A efeméride pretendeu assinalar a sua relevância para o património imaterial do concelho como alveitar que deixou um legado profissional e sentimental que ultrapassou o município.
Sem diploma, mas com grande sabedoria, durante longos anos foi o apoio no socorro e tratamento de animais doentes, numa altura em que os serviços de veterinária eram praticamente inexistentes.
A placa foi descerrada pela vereadora do município, Sara Sousa, e por Luís Venâncio Silva, amigo do homenageado e impulsionador da ideia do livro “São Coisas, a vida de João Pacheco Pimentel”.
Na ocasião, Sara Sousa destacou que esta foi “mais do que uma cerimónia administrativa, um momento de reconhecimento do valor incalculável que a sabedoria popular e a dedicação de um homem tiveram para o sustento e a vida das nossas comunidades”.
Na sua intervenção, a vereadora acrescentou que João Pacheco Pimentel “foi um arquivo vivo da nossa terra. A sua vida foi pautada pelo trabalho e por uma profunda compreensão do mundo que o rodeava. Era ponto de equilíbrio e o repositório da experiência, um homem que soube ler os sinais da natureza, do clima e, acima de tudo, dos animais, que eram a riqueza de cada família do concelho”.
A comemoração do centenário do nascimento de João Pacheco Pimentel foi proposta ao município do Nordeste, em novembro deste ano, por Luís Óscar, autor do livro lançado em 2019, “São Coisas, a vida de João Pacheco Pimentel”.
Diversas entidades, familiares, amigos, vizinhos e conhecidos marcaram presença na homenagem prestada, mostrando o seu apreço pela pessoa e pelo profissional que foi o nordestense João Pacheco Pimentel.
“Ele não tratava apenas feridas ou doenças; ele reparava o tecido social, devolvendo a esperança aos agricultores e garantindo que o ciclo da vida rural pudesse continuar”, concluiu Sara Sousa na sua intervenção.

Em dia de celebração do 25.º Aniversário do Centro de Karaté de Lagoa, o vice-presidente da Câmara Municipal de Lagoa, Nelson Santos, entregou um voto de louvor e uma salva de prata à direção do clube, em reconhecimento pelo trabalho desenvolvido, ao longo de 25 anos.
Em nota de imprensa enviada às redações, a autarquia lagoense destaca a dedicação do clube na promoção do desporto, na formação de jovens e na divulgação do nome de Lagoa a nível regional, nacional e internacional. O voto de louvor foi aprovado em reunião de câmara, por unanimidade.
O percurso desta associação é marcado pela participação em 52 eventos regionais, 26 nacionais e 5 internacionais, dos quais resultaram mais de 500 medalhas de ouro, mais de 350 de prata e mais de 400 de bronze. Segundo o vice-presidente, “estes resultados refletem o empenho, a dedicação e o espírito de equipa de atletas, treinadores e famílias, que têm contribuído para elevar o nome de Lagoa nos mais diversos palcos desportivos”.
“Mais do que um clube, o Centro de Karaté de Lagoa é reconhecido como um verdadeiro espaço de inclusão e integração social, onde o desporto serve de ferramenta de crescimento pessoal, escola de valores e de fortalecimento dos laços comunitários”, acrescentou Nelson Santos.
Com este voto de louvor, a autarquia lagoense refere que pretende “reconhecer e valorizar o contributo exemplar do Centro de Karaté de Lagoa para o desenvolvimento do desporto local, a promoção dos valores educativos e sociais do Karaté e a projeção do concelho, reafirmando o compromisso da autarquia em apoiar e destacar o mérito das associações e agentes desportivos que tanto dignificam Lagoa”.
Fundado a 14 de novembro de 2000, o Centro de Karaté de Lagoa tem-se afirmado como uma das mais prestigiadas associações desportivas do concelho e da região, especialmente na modalidade de Karaté Shotokan. Desde a sua criação, tem desempenhado um papel determinante na formação desportiva e humana de centenas de crianças e jovens, incutindo valores fundamentais como o respeito, a disciplina, o autocontrolo e a humildade.

Foi homenageado na freguesia da Lomba da Fazenda, concelho do Nordeste, o Monsenhor Augusto Cabral, no passado dia 9 de agosto. Natural da Fazenda, Augusto Cabral nasceu a 16 de janeiro de 1937 e faleceu a 21 de dezembro de 2016.
A homenagem pública culminou no descerramento da placa toponímica que passa a designar o até agora Largo da Igreja pelo nome de Largo Monsenhor Augusto Cabral e do busto de bronze, no mesmo largo, da autoria de José Carlos Almeida.
A cerimónia contou com a presença do bispo de Angra, D. Armando Esteves Domingues, que presidiu à missa de Ação de Graças.
D. Armando Domingues durante a celebração referiu que: “vale por mil pregações um padre a rezar e a celebrar. É por aqui que se constrói a santidade”.
“Monsenhor Augusto Cabral foi um homem de Deus antes de ser um administrador das coisas de Deus e fez toda a diferença”, apontou o bispo de Angra.
O presidente do Governo regional dos Açores, José Manuel Bolieiro, também marcou presença e afirmou que a obra de Monsenhor Augusto Cabral é uma “oportunidade de inspiração” pela vocação e serviço como “educador da fé e da atitude, do serviço às pessoas contra o egoísmo”.
“É esta a inspiração que eu creio que merece ser eterna para a nossa vivência na memória de Monsenhor Augusto Cabral”, disse o presidente açoriano.
O líder do executivo açoriano enalteceu igualmente a decisão da paróquia, da freguesia, do concelho do Nordeste, da Diocese de Angra e da Região Autónoma dos Açores de “homenagear com sentimento” alguém que “é referência para muitas gerações”.
“O reconhecimento é valioso porque distingue também os que homenageiam os merecedores de forma justa deste reconhecimento”, disse José Manuel Bolieiro.
A cerimónia contou também com a intervenção do Padre Jorge Ferreira, Diretor Espiritual no Pontifício Colégio Português em Roma e colaborador no Dicastério para o Culto do Divino e Disciplina dos Sacramentos, que lembrou o homenageado como alguém que “valorizava o papel da cultura como meio de desenvolvimento humano, tendo pertencido ao Instituto Açoriano de Cultura”.
Monsenhor Augusto Cabral exerceu a atividade sacerdotal durante 57 anos, tendo desempenhado importantes cargos na Igreja, entre os quais: Vigário-geral da Diocese de Angra; Reitor do Seminário Episcopal de Angra; Delegado do Serviço Diocesano da Evangelização e Catequese na ilha de São Miguel; Diretor do Secretariado Nacional da Educação Cristã; e do Reitor do Santuário do Senhor Santo Cristo dos Milagres, em Ponta Delgada.
Participaram na cerimónia de homenagem, entre outros representantes de entidades e instituições, o presidente da Câmara Municipal de Nordeste, António Miguel Soares; o presidente da Assembleia Municipal de Nordeste, Rogério Frias; o presidente da Junta de Freguesia da Lomba da Fazenda, Rafael Moniz Vieira; e o deputado à Assembleia Legislativa dos Açores, Flávio Soares.

A quinta edição do Povoação Trail, na ilha de São Miguel, concelho da Povoação, atraiu 800 participantes este ano, segundo a autarquia povoacense.
Miguel Arsénio, da Team Sporthg – AML Sport, foi o grande vencedor dos 50kms do Trail Ultra deste ano. Dário Moitoso, da Furfor Running Project foi o segundo classificado e Bruno Silva, também da Furfor, foi o terceiro da tabela. No pódio feminino, ficou em primeiro lugar, Ana Rodrigues, da Saca Trilhos Anadia. Em segundo Margarida Pereira, individual, e em terceiro Ana Pascoal, da Active Clube.
Já na prova dos 30kms, os vencedores foram Eugénio Medeiros, do Clube Desportivo de Vila Franca; Renato Teixeira, da Afipre Team e Pedro Ferreira, da VVT Valongo do Vouga Trail Running. Na categoria feminina ficou Inês Marques, da Team HG -AML Sport; Joana Cordeiro, do Clube Desportivo de Espite e Beatriz Alves, da Furfor.
A organização promoveu ainda o Trail Sprint (15kms) que se realizou a par da Caminhada (9kms). O percurso começou na Lomba do Loução, freguesia de Nossa Senhora dos Remédios, e passou pela rota dos antigos moinhos de água e Museu do Trigo, marcos históricos da presença da atividade cerealífera, que em tempos foi uma das principais atividades económicas desta parte do concelho da Povoação. Nesta categoria foram vencedores atletas da AD Marco 09, Samuel Silva, Pedro Castro e Tiago Pinheiro. No pódio feminino ficou Lara Fernandes, da Linces do Marão; Diana Vultão, da HL Runners Club e Helena Madeira, da Free Runners Identprint.
Os 800 atletas de várias nacionalidades participaram no evento desportivo açoriano, onde percorreram vários locais turísticos e emblemáticos do município povoacense como miradouro do Pico dos Bodes, o Pico Bartolomeu, a zona do Cú de Judas, a Alameda dos Plátanos, a zona do Sanguinho, entre tantos outros locais. Além da prova dos 15 kms ter incluído o trilho dos antigos moinhos de água, de Nossa Senhora dos Remédios, o trajeto dos 30 kms contemplou uma subida ao Pico Alto e a Pista Downhill do Faial da Terra. O percurso dos 50 kms também contou com algumas alterações, tudo por forma a proporcionar mais aventura e emoção aos atletas que participaram nestes grandes desafios de superação física.
O Jardim Municipal da Vila da Povoação foi o local de concentração dos familiares e amigos dos participantes que foram chegando, ao longo do dia.
Neste evento foi, ainda, homenageado António Amaral, natural da Povoação, e um dos mentores deste acontecimento desportivo, que faleceu no passado dia 22 de fevereiro, enquanto percorria os trilhos do concelho para garantir que tudo estaria em condições para receber os atletas no dia do Povoação Trail.
A Câmara Municipal da Povoação, em comunicado, destaca, em nota final, que “tendo em conta o simbolismo desta homenagem, no dia das provas realizaram-se trinta segundos de aplausos antes das partidas; entregou-se uma fita preta de pulso a cada atleta e foi oferecido o troféu “António Amaral” a Marco Terra. No secretariado da organização havia ainda um livro onde se poderia deixar mensagens de homenagem ao falecido”.