
O concelho da Lagoa serviu de palco para o acolhimento de 26 alunos dos 11.º e 12.º anos da Escola Secundária das Lajes do Pico, que se deslocaram à ilha de São Miguel para um itinerário de visitas a várias instituições de referência regional. A iniciativa decorre no âmbito do projeto «A SIBIL Vai à Universidade», uma ação promovida pelo Município das Lajes do Pico através da Antiga Fábrica da Baleia – Centro de Artes e de Ciências do Mar (CACM), conforme detalha a nota de imprensa enviada pela autarquia lagoense à nossa redação. O grande objetivo desta viagem passa por abrir horizontes aos jovens picoenses, dando-lhes a conhecer de perto diferentes oportunidades de formação académica, investigação científica e desenvolvimento profissional.
Ao longo da permanência na maior ilha do arquipélago, a comitiva estudantil cumpriu uma agenda preenchida que incluiu passagens pela Universidade dos Açores, pelo Observatório Vulcanológico e Geotérmico dos Açores (OVGA), pelo ExpoLab – Centro Ciência Viva e pelo NONAGON – Parque de Ciência e Tecnologia de São Miguel. O grupo, que viajou acompanhado pela presidente da Câmara Municipal das Lajes do Pico, Ana Brum, passou ainda pelo Clube Náutico de Lagoa e foi recebido nos Paços do Concelho pelo presidente da Câmara Municipal da Lagoa, Frederico Sousa.
Segundo o comunicado, «A SIBIL Vai à Universidade» assume-se como uma ferramenta de proximidade que pretende divulgar a oferta formativa do ensino superior e incentivar os jovens açorianos a prosseguir os estudos. O projeto foca-se em valorizar as capacidades dos estudantes e em sensibilizá-los para o papel ativo que podem desempenhar no futuro do arquipélago, aproximando-os de entidades ligadas à investigação, à inovação, ao empreendedorismo e ao desenvolvimento local.
Durante o encontro formal nos Paços do Concelho da Lagoa, o autarca Frederico Sousa partilhou com os jovens a visão do município sobre o desenvolvimento local e sublinhou o papel crucial que as autarquias desempenham na criação de oportunidades para as novas gerações. Na sua intervenção, o presidente da Câmara da Lagoa destacou que o caminho para a construção de comunidades mais resilientes e competitivas na região assenta obrigatoriamente na qualificação académica, na inovação e na participação cívica dos cidadãos.
A vertente estratégica do projeto foca-se também no reverso da medalha: sensibilizar as próprias instituições para a importância de apoiar o percurso dos estudantes e, acima de tudo, criar as condições necessárias para favorecer o regresso destes jovens aos Açores após o término dos seus estudos superiores. Esta fixação de quadros e a integração no mercado de trabalho regional são apontadas como fatores vitais para a valorização do capital humano e para o desenvolvimento sustentável das ilhas. A Câmara da Lagoa e a Junta de Freguesia de Santa Cruz associaram-se a esta viagem do município picaroto, enquanto sublinha que se trata de reforçar o compromisso conjunto com o futuro da educação, da ciência e da juventude açoriana.

A Associação para a Promoção e Proteção Ambiental dos Açores (APPAA) considerou esta segunda-feira, 22 de junho, urgente a adoção de medidas que garantam o cumprimento integral das normas de acesso à Reserva Natural da Montanha do Pico. A tomada de posição, motivada pela forte pressão turística que a fasquia mais alta de Portugal regista nesta época do ano, foi avançada pela associação ecologista através de uma nota informativa remetida à redação do nosso jornal.
Para a organização, o encerramento da Casa da Montanha durante o período noturno compromete seriamente a vigilância num dos trilhos mais desafiantes da região. A associação lembra que a legislação atual apenas permite a subida noturna, fora do horário de funcionamento daquela infraestrutura, a quem se faça acompanhar por guias devidamente credenciados, uma regra que fica sem qualquer fiscalização no local com as portas do posto de turismo fechadas.
A reivindicação da APPAA ganha especial relevância nos meses de julho e agosto, altura em que milhares de visitantes procuram a Montanha do Pico para pernoitar no respetivo topo e usufruir do pôr do sol e do amanhecer. Segundo os ambientalistas, “todos os meios alternativos que sejam utilizados” (como o registo prévio na Internet, o recurso aos Bombeiros Voluntários da Madalena ou o controlo pontual por parte da PSP e dos Vigilantes da Natureza) “não poderão compensar a ausência de controle, no local, na Casa da Montanha”.
A associação lamenta ainda o facto de as receitas geradas pelas taxas de subida à montanha não estarem a ser canalizadas para a sua salvaguarda. “É lamentável que se atraiam visitantes para usufruir da riqueza natural das nossas ilhas e que as receitas resultantes não sejam aplicadas, prioritariamente, na sua proteção e, simultaneamente, na proteção do meio ambiente”, acusa a estrutura na nota pública enviada.
A fechar o comunicado, a direção da APPAA apela ao executivo açoriano para que a atual interrupção do serviço noturno seja encarada como uma “medida provisória e excecional”. A associação ambientalista, que deu luz verde há poucos meses à atualização do regulamento de acesso em sede de Conselho Regional do Ambiente e Ação Climática, exige agora que se contratem os funcionários necessários para repor a segurança e manter o espaço aberto 24 horas por dia.

A Polícia Judiciária (PJ), através do Departamento de Investigação Criminal dos Açores, identificou e deteve, em flagrante delito, um homem de 36 anos pelo crime de tráfico de droga. Conforme avançado pelas autoridades em nota de imprensa enviada às redações, o indivíduo é suspeito de fortes indícios na prática desta atividade ilícita.
A detenção ocorreu no concelho da Madalena, na ilha do Pico, na sequência de uma operação policial direcionada para o combate à expansão de substâncias ilícitas na região açoriana. Durante a ação de fiscalização, os inspetores procederam à apreensão de, aproximadamente, um quilo e meio de haxixe que se encontrava na posse direta do suspeito.
Segundo os dados partilhados pela força de investigação criminal, a quantidade de produto estupefaciente agora apreendida apresentava um elevado potencial de distribuição, sendo suficiente para a preparação e comercialização de cerca de 7.500 doses individuais.
O detido vai ser agora presente às autoridades judiciárias competentes para o respetivo primeiro interrogatório judicial, com vista à aplicação das adequadas medidas de coação.

A inauguração da nova Circular à Vila da Madalena, na ilha do Pico, ficou marcada pela revelação de um monumento que pretende ser o rosto da identidade da freguesia da Candelária no coração desta nova variante rodoviária. Segundo a nota enviada às redações, a obra é um “verdadeiro símbolo de cultura e história”, agregando elementos que definem o património imaterial e a herança social daquela localidade do concelho da Madalena.
A peça central do monumento é um bandolim de aproximadamente cinco metros de altura, uma homenagem direta à tradição das cordas que carateriza a freguesia. A estrutura evoca ainda a heráldica local através da representação do báculo do Cardeal Costa Nunes, uma das figuras ilustres da terra, e de folhas de figueira. Estas últimas remetem para uma das culturas agrícolas mais marcantes da Candelária, celebrada na poesia de Manuel Serpa que recorda as “figueiras aconchegadas, rasteirinhas e podadas” que pontuam a paisagem. Todo este conjunto assenta sobre uma eira, elemento que presta tributo ao Grupo Folclórico da Casa do Povo da Candelária, reconhecido como o mais antigo dos Açores.
A conceção do projeto partiu da Junta de Freguesia da Candelária e a execução técnica ficou a cargo da Serralharia Surrica. O financiamento foi assegurado pelo Governo regional dos Açores, através de um acordo de colaboração direta com a autarquia local. Durante a cerimónia, que contou com a animação do grupo folclórico local, o presidente da Junta, Diogo Nunes, fez questão de agradecer a todos os que contribuíram para a concretização do projeto. “Hoje celebramos a nossa identidade, a nossa história e o nosso futuro no coração da Vila da Madalena”, afirmou o autarca, estendendo o reconhecimento às forças vivas e associações da freguesia que se fizeram representar no momento inaugural.

O Biblioteca Municipal da Madalena, na ilha do Pico, recebe no próximo dia 18 de outubro, pelas 21h00, o lançamento do livro “Um Valonguense nos Açores”, de José R. Pinto Guimarães. A sessão conta com a moderação de José Carlos Costa e a entrada é livre.
José R. Pinto Guimarães, autor de poesia, reformado e natural de Valongo, onde nasceu em 8 de maio de 1958, está radicado na cidade da Lagoa, na ilha de São Miguel, nos Açores. Segundo o prefácio do seu livro, “encontrou na escrita poética a expressão de uma vida marcada por experiências profundas, desafios e reencontros”.
“Poeta desde sempre, só agora, com o apoio da sua companheira e o acolhimento dos Açores, teve a coragem de publicar o seu primeiro livro”, lê-se na nota da obra.
O livro foi apresentado primeiro no Convento de Santo António, na freguesia de Santa Cruz, Lagoa, a 2 de agosto, onde marcaram presença cerca de cinco dezenas de pessoas para testemunhar o momento. Dois dias depois foi a vez da Biblioteca Municipal de Ponta Delgada acolher também o lançamento num ambiente mais intimista. Mais recentemente, foi a vez da terra natal do autor, Valongo, a 19 setembro, ver José Guimarães regressar ao norte do país para partilhar a obra com familiares e amigos.
O autor diz, ao Diário da Lagoa, que está satisfeito a receção do público à sua obra e, porque “parar é morrer” e “não sabe estar quieto”, já se encontra a trabalhar no próximo livro que terá lançamento previsto para o próximo ano.

O Montanha Pico Festival apresenta vários documentários na sua décima primeira edição, que arranca no primeiro fim de semana do ano, segundo nota de imprensa enviada pela organização do festival.
“O documentário está em grande produção nos Açores,” admite Terry Costa, diretor artístico da MiratecArts e fundador do Montanha Pico Festival, citado no comunicado. “Desde produções independentes a projetos apoiados pela RTP Açores, o programa do festival está aberto a todo o tipo de produção.”
No sábado, 4 de janeiro, às 20h, no Auditório da Madalena, o terceirense André Leonardo apresenta o documentário “Faz Acontecer: Uma Viagem Maior que o Mundo”.
Aos 24 anos, o açoriano partiu sozinho para uma expedição à volta do Mundo onde percorreu mais 126 mil km e passaria por quatro continentes e 23 países. O seu objetivo era simples: procurar energia e ânimo para além da «crise» e da «dívida», estabelecer contacto com pessoas positivas, deixar-se contagiar por empreendedores, tanto nos negócios como na vida, aprender com gente que vencia todo o tipo de adversidades e que, mais do que criar empresas ou promover projetos, fazia acontecer encarando o presente e o futuro com otimismo e com capacidade de sonhar, segundo a mesma nota.
“Uma história que nos demonstra que fazer acontecer está ao nosso alcance, haja dedicação e compromisso. André apresenta a sua história no grande ecrã e em conversa ao-vivo. Um evento a não perder”, lê-se.
No domingo, com as apresentações de dois trabalhos de MJ Sousa, a conversa sobre o documentário vai ser mais aprofundada. O programa arranca pelas 16h00 com “Cócegas na Terra” e “Sabrina”.
Na sessão de domingo às 21h, várias curtas experimentais vão ser apresentadas, incluindo o documentário que explora a vida de Fábio Quintiliano, um indivíduo da ilha de São Miguel, que cria vídeos no YouTube com uma identidade singular. O trabalho de Sara Massa e Martim Morais encerra a noite no Auditório da Madalena.
Na terça-feira, 7 de janeiro, e a abrir as sessões no Auditório Municipal das Lajes do Pico, o documentário de Bruno Correia “Guardiões da Esperança”, uma produção da RTP Açores, mereceu destaque em termos de obras de longa-metragem.
Todas as sessões são abertas ao público em geral e de entrada livre.

O Cineclube Montanha continua apresentações no Auditório Municipal das Lajes do Pico, este mês de setembro. O auditório vai receber quatro sessões de temáticas e estilos diferentes, “para todos os gostos”, segundo nota enviada pela MiratecArts, gestora do Cineclube Montanha.
Este domingo, 8 de setembro, às 16h30, é uma tarde dedicada a curtas de animação, desde experimentações de alunos de escolas de cinema a filmes galardoados em festivais internacionais. “Esta é uma tarde para o aventureiro”, admite o diretor artístico da MiratecArts, Terry Costa, citado na mesma nota. “A primeira parte é para toda a família, enquanto a segunda parte já inclui temas mais adultos.”
Para toda a família, é a longa-metragem de animação, “A Minha Fada Traquina”, da luxemburguesa Caroline Origer, apresentada no dia 15 em versão com vozes portuguesas. Violetta, uma fada em formação com um talento especial para flores, acaba presa no mundo dos humanos após falhar num exame importante. Ela conhece Maxie, e juntas enfrentam desafios e descobrem o verdadeiro poder da natureza.
Quinta-feira, dia 19, às 21h, o Auditório Municipal das Lajes do Pico recebe a sessão “Ovnis, Monstros e Utopias: Três Curtas Queer”, que está a correr pelas salas do país. “Entre a Luz e o Nada” de Joana de Sousa, “Sob Influência” de Ricardo Branco, e “Rapariga Imaterial” de André Godinho, serão apresentadas num programa que traça um caminho alternativo por universos que se aproximam numa nova constelação de desejos, medos e lutas. Estes três gestos de cinema exploram técnicas e narrativas – da ficção científica ao horror, procurando novas formas de olhar e de fantasiar sobre outras possibilidades, explica ainda a nota.
A encerrar o programa de setembro, quinta-feira, 26, às 21h, “A Zona de Interesse”, o último filme de Jonathan Glazer, vencedor de vários prémios como cineasta, conquistou o Melhor Prémio no Festival de Cannes e Oscar 2024 como Melhor Filme Internacional e ainda Melhor Som. O quotidiano de uma família alemã cuja casa é adjacente a Auschwitz consagrou-se, sem dúvida, como um dos filmes mais brilhantemente aterradores da década.
Com o apoio do Município das Lajes do Pico, para as sessões do Cineclube Montanha a entrada é livre e basta aparecer. O Auditório Municipal das Lajes do Pico encontra-se no centro da vila e as portas abrem meia-hora antes da sessão.