Log in

Base das Lajes reforçada com drones MQ-9 Reaper em cenário de tensão internacional

A chegada das aeronaves de alta tecnologia à ilha Terceira, prevista para esta segunda-feira, intensifica a atividade militar na região e gera um misto de habituação e inquietação entre a população local, acompanhada de perto pelas instituições da comunidade

© RTP AÇORES/ IA

A Base Aérea n.º 4, nas Lajes, prepara-se para uma nova fase de operacionalidade com a chegada iminente de drones militares MQ-9 Reaper, no âmbito do prolongado conflito entre os Estados Unidos e o Irão.

Segundo informações avançadas pela estação de televisão SIC, estas aeronaves de última geração (utilizadas tanto para missões de reconhecimento como para ataque) deverão chegar aos Açores desmontadas em contentores já esta segunda-feira, sendo a sua montagem final assegurada nas instalações da base. Este reforço tecnológico surge num momento em que a prontidão operacional é máxima, tendo as autoridades locais, incluindo as corporações de bombeiros, recebido formação específica para responder a eventuais emergências associadas a estes aparelhos.

A intensificação das operações na ilha Terceira tem alterado significativamente o quotidiano dos residentes, que nos últimos trinta dias se viram confrontados com um aumento exponencial de caças e aviões de reabastecimento.

Para o padre Nelson Pereira, pároco das Lajes, a introdução destes novos meios aéreos acentua a perceção de risco na comunidade. “A chegada destes meios torna a ligação da base ao esforço de guerra ainda mais evidente. Isso inquieta as pessoas, mesmo sabendo que, segundo o que é divulgado, não haverá capacidade de atingir esta base diretamente”, afirma o sacerdote, em declarações à agência Igreja Açores, que refletem o sentimento de uma população que, embora habituada à presença militar, encara com apreensão a evolução do conflito.

O cenário nas imediações da base tem oscilado entre a curiosidade inicial, que levou muitos habitantes e visitantes a deslocarem-se ao aeroporto para observar a movimentação, e uma crescente adaptação ao ruído constante. O pároco local recorda que, nas primeiras semanas, a ansiedade era palpável devido ao receio de a base se tornar um alvo estratégico. Contudo, com o passar do tempo, o estrondo das descolagens e aterragens, mesmo em horários de madrugada, passou a integrar a rotina lajense.

Perante esta incerteza, a Igreja nos Açores tem assumido um papel de retaguarda emocional e pastoral, promovendo momentos de reflexão onde os paroquianos podem partilhar os seus medos. “Temos procurado estar presentes, ouvir as preocupações das pessoas e ajudá-las a encontrar serenidade no meio da incerteza. A fé e a comunidade tornam-se pilares importantes nestes momentos”, conclui o padre Nelson Pereira, sublinhando que, mais do que respostas técnicas, a prioridade tem sido oferecer uma presença de esperança num contexto de vigilância armada que já dura há mais de um mês.

Governo regional entrega 13 casas na Terceira e garante que habitação é prioridade

Investimento de 2,4 milhões de euros, inserido no PRR, beneficia 42 pessoas na Urbanização de São Brás. José Manuel Bolieiro sublinha que 100% dos procedimentos do PRR Habitação na ilha já estão lançados

© GRA

O presidente do Governo dos Açores, José Manuel Bolieiro, presidiu esta segunda-feira, 19 de janeiro, à cerimónia de entrega de 13 novas habitações multifamiliares na Urbanização de São Brás, na ilha Terceira, numa iniciativa que o governante classificou como a concretização de um compromisso público orientado para o bem-estar social.

Segundo uma nota enviada pelo Governo regional, este novo empreendimento, integrado no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), representou um investimento total de 2,4 milhões de euros e irá beneficiar 13 agregados familiares, num total de 42 pessoas. José Manuel Bolieiro sublinhou, na ocasião, que a responsabilidade do seu executivo passa por “fazer acontecer o desenvolvimento do bem-estar social, o apoio às pessoas e às famílias”, reforçando que estas são o “fim principal da missão governativa”.

As habitações, que incluem tipologias T2, T3 e T4, foram atribuídas em regime de arrendamento com opção de compra, permitindo que os arrendatários adquiram o imóvel após um ano de contrato. Este modelo pretende conferir maior estabilidade às famílias, tendo o concurso público registado uma elevada procura com 257 candidaturas. De acordo com a nota enviada pelo Governo regional, o líder do executivo destacou que a habitação é uma prioridade “absolutamente cristalina”, sendo um fator determinante para a felicidade e para os projetos de vida dos açorianos. “A habitação tem-se afirmado cada vez mais como uma das prioridades”, afirmou o presidente, apontando o PRR como uma “alavanca” distintiva para acelerar as respostas públicas nesta área.

No que diz respeito ao balanço da execução do PRR Habitação na ilha Terceira, o Governo dos Açores informou que todos os procedimentos já foram lançados, somando um investimento final de aproximadamente 25,1 milhões de euros. Atualmente, na ilha, contabilizam-se 37 casas concluídas e 39 em fase de construção, além de 192 intervenções de reabilitação entre obras terminadas e em execução. A nível de todo o arquipélago, os procedimentos para 767 respostas habitacionais já se encontram lançados, envolvendo um investimento global de 65 milhões de euros.

Luís Garcia encerra roteiro “Açores com Futuro” na ilha do Corvo

A iniciativa, que visa destacar o sucesso e a resiliência dos jovens nas nove ilhas do arquipélago, termina esta terça-feira com uma sessão na Escola Básica e Secundária Mouzinho da Silveira

© DL

O presidente da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores (ALRAA), Luís Garcia, promove esta terça-feira, na ilha do Corvo, o nono e último encontro do roteiro “Açores com Futuro – Jovens que Inspiram”. A iniciativa, que cumpre o propósito institucional de aproximar o parlamento açoriano a todas as ilhas e estabelecer um contacto direto com os cidadãos, terá o seu ponto alto amanhã, às 10h00, com a sessão de abertura na Biblioteca da Escola Básica e Secundária Mouzinho da Silveira.

A agenda no Corvo teve início ainda na tarde desta segunda-feira, com uma visita de Luís Garcia ao projeto empreendedor “Sazorea”, da promotora Catarina Andrade. Já na manhã de terça-feira, após a sessão oficial, decorrerá a palestra subordinada ao tema “Ilha do Corvo: Desafios e Oportunidades”, que contará com a participação dos jovens locais João Estêvão, professor de Educação Física; Ana Pimentel, professora de Educação Básica; Rui Pimentel, Vigilante da Natureza; e a própria Catarina Andrade. O debate, moderado por Carlota da Silva, servirá para partilhar percursos de sucesso e refletir sobre a fixação de talentos na ilha.

O roteiro “Açores com Futuro” pretende destacar e celebrar jovens que, ao regressarem após períodos de estudo fora do arquipélago ou investindo em carreiras profissionais sem passagem pelo Ensino Superior, alcançaram sucesso nas suas áreas. Ao divulgar estes testemunhos, o projeto visa demonstrar que os Açores oferecem oportunidades reais de crescimento pessoal e profissional, reforçando a ligação das instituições democráticas à juventude de todas as ilhas da região.

Livro sobre a paisagem da vinha do Pico apresentado na Madalena

© CMM

A mais recente obra de Isabel Nolasco e Cláudia Gomes Ávila sobre a paisagem da cultura da vinha da ilha do Pico foi apresentada na passada sexta-feira, 15 de novembro, na Biblioteca da Madalena.

O livro com título “Da Vinha do Vinho” pretende ser uma homenagem no ano em que se celebram 20 anos da aclamação da paisagem da cultura da vinha da ilha do Pico como Património da Humanidade.

Segundo nota de imprensa enviada pela autarquia da Madalena, a obra resulta de uma exaustiva pesquisa que reúne nas suas 350 páginas um vasto espólio fotográfico, assim como informações diversas sobre a história, a paisagem, a arquitetura e património, os produtores de vinho, as diferentes castas e o enoturismo da ilha montanha, entre outros dados de relevo.

Enaltecendo a importância da obra, a presidente da Câmara Municipal da Madalena, Catarina Manito, felicitou as autoras pela iniciativa e por “preservarem a memória deste serpenteando lávico, onde se esculpe a nossa mais genuína identidade”.

Para a autarca “importa celebrar a Paisagem da Cultura da Vinha da Ilha do Pico, hoje e sempre! Importa valorizar, contínua e permanentemente, a nossa História, a nossa identidade, as nossas gentes! Este Povo, nascido em berço de lava e de sonho, cuja resiliência e a vontade férrea nos devem servir de exemplo e de inspiração para o futuro!”

O serão cultural contou também com a atuação de Márcio Costa, professor do Centro de Formação Artística, terminando com uma sessão de autógrafos e um Pico de Honra, oferecido pelo Município, num brinde ao sucesso da obra e da valorização da paisagem da cultura da vinha da ilha do Pico.