
A secretária regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas, Berta Cabral, realizou este sábado, 13 de junho, uma visita de acompanhamento às obras da Variante às Capelas, uma das principais infraestruturas rodoviárias atualmente em execução na ilha de São Miguel. O projeto representa um investimento global que ultrapassa os 45 milhões de euros, sendo financiado na sua maioria por fundos europeus através do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). De acordo com a nota de imprensa enviada pela tutela às redações, a empreitada engloba o projeto, a construção e a fiscalização, totalizando uma extensão de cerca de 8,3 quilómetros, acrescida de uma ligação de 1,4 quilómetros à vila das Capelas.
A nova via foi planeada para estabelecer a ligação rodoviária entre a vertente norte e a zona sul da ilha, permitindo uma conexão direta entre o noroeste de São Miguel e a cidade de Ponta Delgada. O traçado visa desviar o tráfego, nomeadamente de veículos pesados, do interior das freguesias e centros urbanos da periferia, com o objetivo de reduzir os tempos de deslocação e centralizar os acessos a infraestruturas de saúde e transportes, como o hospital, o aeroporto e o porto comercial. Os padrões técnicos aplicados na conceção da engenharia incluem ainda soluções de drenagem destinadas a mitigar os problemas de inundação que afetam ciclicamente algumas localidades daquela zona.
Do ponto de vista governamental, a tutela assume a obra como um eixo para o ordenamento do território e para a competitividade logística da ilha. A Secretária Regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas, Berta Cabral, afirma que, “ao tornar o território mais acessível e eficiente do ponto de vista logístico, esta infraestrutura contribui para aumentar a competitividade da região e a sua atratividade para investimento”. A governante acrescenta que, “mais do que uma obra rodoviária, a Variante às Capelas assume-se como um instrumento de coesão social e territorial. Ao reduzir assimetrias entre diferentes zonas da ilha, promove maior integração entre comunidades, acesso mais equilibrado a serviços e oportunidades e reforço da equidade territorial”.
A conclusão dos trabalhos visa dotar a rede viária regional de maior resiliência face a fenómenos climáticos e otimizar os fluxos de circulação de mercadorias e passageiros. Nas palavras enviadas pela tutela, o projeto “insere-se numa visão estratégica de desenvolvimento harmonioso dos Açores, aproximando territórios e fortalecendo a unidade regional, criando mais segurança e resiliência”, constituindo um dos investimentos públicos de maior escala na rede de estradas açoriana nos últimos anos.

José Manuel Bolieiro visitou as obras de reabilitação do Centro de Saúde do Nordeste, uma intervenção que representou um investimento de cerca de um milhão de euros e que permitiu reforçar a segurança, a funcionalidade e a eficiência daquela unidade de saúde.
O líder do executivo açoriano salientou a importância da obra, que veio resolver diversas patologias estruturais e construtivas identificadas no edifício, garantindo melhores condições para utentes e profissionais.
“Conseguimos, através desta requalificação, qualificar este centro de saúde no que diz respeito à sua segurança infraestrutural e também à utilização de soluções amigas do ambiente. Hoje temos melhores condições aqui para prestar cuidados de saúde e para trabalhar”, afirmou José Manuel Bolieiro.
A intervenção contemplou a reabilitação estrutural de elementos em betão armado, a correção de patologias construtivas, a recuperação de fachadas e coberturas, a renovação das redes de abastecimento de água e de combate a incêndios e a instalação de novos sistemas de produção e distribuição de águas quentes sanitárias.
Foram ainda modernizadas diversas infraestruturas técnicas essenciais e realizadas melhorias em áreas como a unidade básica de urgência, consultas externas, fisioterapia, radiologia e serviços administrativos.
A visita permitiu igualmente assinalar os resultados alcançados pelo Centro de Saúde do Nordeste, que continua a afirmar-se como uma estrutura essencial na prestação de cuidados de saúde à população do concelho. Em 2025, a unidade realizou 20.465 consultas de medicina geral e familiar, 7.066 atendimentos na unidade básica de urgência e 25.175 consultas de enfermagem. Foram ainda efetuadas 312 consultas de saúde oral, 2.367 sessões de fisioterapia, 466 consultas de nutrição, 704 consultas de psicologia, 535 exames de cardiopneumologia e 983 exames de radiologia, num total de 58.194 atendimentos.
O Centro de Saúde do Nordeste conta atualmente com 4.924 utentes inscritos, dos quais 4.883 têm médico de família atribuído, correspondendo a uma taxa de cobertura de 99,2%, um dos indicadores mais elevados dos Açores.

A autarquia de Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, anunciou a adjudicação das obras de requalificação da rede de iluminação pública na Avenida do Mar, na freguesia de São Roque. O investimento camarário ascende a 463.825,97 euros e foi confiado à empresa VOLT & MEIO – Engenharia e Montagens. Com um prazo de execução fixado em 120 dias, a empreitada surge da necessidade urgente de modernizar as infraestruturas existentes e de acompanhar as exigências técnicas e funcionais de um espaço urbano em constante crescimento.
Segundo o comunicado emitido pela Câmara de Ponta Delgada, a intervenção foca-se na melhoria das condições de luminosidade de uma artéria que se consolidou, nos últimos anos, como um ponto central de convivência e lazer ao ar livre. “Esta é uma intervenção importante para reforçarmos a qualidade, a segurança e a eficiência de uma das zonas mais frequentadas do concelho, quer pela população local, quer pelos muitos turistas que nos visitam ao longo do ano”, sublinha o autarca Pedro Nascimento Cabral, apontando a forte atratividade daquela frente marítima para as famílias e para os jovens que valorizam a proximidade com o mar.
O líder do executivo municipal destaca ainda que a Avenida do Mar é diariamente utilizada para a prática de atividade física, acolhendo praticantes de jogging, caminhadas e ciclismo, potenciados pela ciclovia ali instalada. “Queremos continuar a valorizar esta zona costeira da freguesia de São Roque, proporcionando melhores condições de mobilidade, conforto e segurança a todos os que ali circulam”, acrescenta o presidente da autarquia, justificando o esforço financeiro na requalificação do mobiliário urbano e dos sistemas de energia.
A autarquia relembrou ainda que este projeto dá continuidade a um plano mais vasto de beneficiação daquela zona balnear. No decurso do anterior mandato autárquico, o município já tinha promovido a substituição da rede de drenagem e de recolha de águas pluviais na Rua dos Caçadores e na própria Avenida do Mar, numa obra que, na altura, representou um investimento superior a 160 mil euros. “Temos vindo a concretizar um trabalho contínuo de qualificação das infraestruturas e dos espaços públicos do concelho, através de investimentos estruturantes que melhoram a qualidade de vida da população e reforçam a atratividade de Ponta Delgada”, conclui Pedro Nascimento Cabral.

Elisabete Nóia, presidente da Câmara Municipal de Santa Cruz das Flores, destacou o potencial geográfico, económico e humano da ilha das Flores, nos Açores, considerando essencial “promover o concelho no exterior e criar condições para combater a perda populacional através da atração de turistas, investidores e imigrantes”. Declarações dadas à nossa reportagem no âmbito do 4.º Fórum das Migrações, promovido pela Secretaria Regional dos Assuntos Parlamentares e Comunidades do governo dos Açores, tutelada por Paulo Estêvão, nas ilhas do Corvo e das Flores, entre os dias 8 e 10 de abril, uma iniciativa que reuniu especialistas, académicos, instituições, associações, autoridades, membros da sociedade civil e imigrantes residentes no arquipélago para “debater os desafios e oportunidades das migrações nos territórios ultraperiféricos”.
Elisabete Nóia começou por caraterizar a ilha das Flores como um território singular no contexto europeu e atlântico, lembrando que representa “o ponto mais ocidental da Europa”. Para a presidente, a ilha assume-se como “uma plataforma no meio do oceano Atlântico”, funcionando como ponte entre continentes e culturas.
Segundo a autarca, o território reúne influências distintas por estar integrado em Portugal e na Europa, mantendo simultaneamente fortes ligações históricas e humanas ao outro lado do Atlântico.
“Nós temos influência da cultura europeia, somos europeus, estamos integrados em Portugal, na comunidade europeia, mas também temos uma grande ligação, através do Atlântico, às comunidades do outro lado do Atlântico”, afirmou, referindo os Estados Unidos, Canadá, Brasil e a América Latina.
Sobre a identidade local, Elisabete Nóia descreveu os habitantes da ilha como um povo “ilhéu, resiliente às tempestades”. Natural das Flores, disse rever-se nesse sentimento de pertença e resistência, explicando que viver na ilha exige persistência perante o isolamento e as condições naturais.
“É difícil de cá viver, é difícil de cá chegar, mas é maravilhoso”, enfatizou.
Para a presidente da Câmara, a ilha oferece algo raro no mundo atual, como “tranquilidade e segurança”.
“Representa-nos paz de espírito, é este cantinho no mundo que representa a paz, a segurança e, para mim, é o melhor sítio do mundo para se viver”, afirmou.
Questionada sobre o concelho de Santa Cruz das Flores, a autarca descreveu a população como “gente de teimosia, resiliente, gente forte”, historicamente ligada aos recursos naturais. Segundo explicou, a economia local vive tradicionalmente “do mar e da terra”, através da pesca e da agricultura, tendo o turismo ganho relevância nos últimos anos.
“Abrimos a nossa ilha recentemente, na última década, a acolher muitos visitantes”, disse, acrescentando que o objetivo passa por mostrar aos turistas “a cultura açoriana, as nossas tradições”. Entre os principais atrativos, destacou a gastronomia, lagoas, cascatas, grutas, passeios marítimos e paisagens naturais.
Relativamente ao perfil de quem visita a ilha, Elisabete Nóia considera tratar-se de um segmento turístico com capacidade financeira acima da média, atendendo aos custos de deslocação.
“Vir às Flores, por si só, o pagamento dos transportes já é caro”, afirmou, acrescentando que quem procura o destino revela verdadeiro interesse em conhecer o território.
Na área económica, a presidente defendeu uma estratégia ativa de promoção externa, revelando que o município pretende marcar presença em eventos nacionais e internacionais, depois de já ter participado na Bolsa de Turismo de Lisboa.
“Temos um projeto também de tentar participar em todos os fóruns, sejam eles nacionais ou internacionais, para capitalizar o máximo possível a economia local”, explicou.
Além do turismo, Elisabete recordou que a ilha exporta peixe e carne, sublinhando ainda o estatuto internacional das Flores como Reserva da Biosfera da UNESCO.
“Nós somos Reserva da Biosfera da Unesco desde 2009”, afirmou, considerando que essa distinção dá visibilidade externa e pode ajudar a “atrair riqueza e atrair investimento à nossa terra”.
Neste sentido, a autarca destacou a importância das políticas migratórias para responder ao declínio demográfico. Ainda no âmbito do 4.º Fórum das Migrações, defendeu que a ilha deve passar a mensagem de que “aqui vive-se bem, aqui consegue-se fixar família, aqui consegue-se ter boa qualidade de vida”.
Segundo explicou, estes encontros permitem mostrar ao exterior exemplos positivos de integração, dando voz aos imigrantes residentes para que “partilhem a sua experiência e deem a conhecer que conseguem aqui fixar vida, fazer família e residirem aqui plenamente”.
Outro dos temas abordados foi a instalação de uma estrutura da AIMA em Santa Cruz das Flores, medida recebida “com muito agrado” pela presidente. Até agora, muitos imigrantes tinham de se deslocar à ilha do Faial para tratar da documentação, suportando custos adicionais.
“Os imigrantes que cá vivem também têm direito a ser auxiliados”, afirmou, considerando que o novo serviço poderá facilitar processos administrativos e criar condições para fixar mais pessoas na ilha.
A concluir, Elisabete Nóia deixou um convite a quem ainda não conhece as Flores.
“Que nos visitem, conheçam a nossa realidade”, salientou, garantindo a hospitalidade da população local e reforçando que o povo florentino e as Flores têm “muito, muito, muito a oferecer”.

O Governo dos Açores, através da Secretaria Regional da Agricultura e Alimentação, vai abrir um novo período de candidaturas ao programa VITIS – Reestruturação e Conversão de Vinhas, dotado com uma verba de 1,8 milhões de euros. As candidaturas decorrem entre 18 de maio e 19 de junho de 2026, no âmbito do Plano Estratégico da Política Agrícola Comum (PEPAC) 2023-2027.
O secretário regional da Agricultura e Alimentação, António Ventura, destacou que a abertura deste aviso “reafirma o compromisso do governo em apoiar o setor vitivinícola, promover a valorização das produções regionais, preservar as paisagens vitícolas tradicionais e reforçar a competitividade dos produtores açorianos num mercado cada vez mais exigente”.
O governante acrescentou que a estratégia do executivo assenta numa visão clara de produções de maior qualidade e explorações modernas, capazes de se afirmarem dentro e fora da região.
Os apoios aos produtores assumem a forma de comparticipações financeiras diretas ao investimento e de compensações por perda de rendimento associadas ao período de transição das vinhas, assegurando assim a estabilidade e previsibilidade necessária para quem investe.
Este será o segundo aviso lançado no atual quadro do PEPAC, dando continuidade ao primeiro período aberto em dezembro de 2025, que já incluiu 6,46 hectares de vinha em reconversão, com uma distribuição equilibrada pelas diferentes ilhas.
Entre 2014 e 2023, o VITIS permitiu a aprovação de 644 candidaturas, transformando cerca de 955 hectares de vinha, o que corresponde a um investimento global superior a 24,9 milhões de euros no arquipélago.

A Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas apresentou a iniciativa “Portugal, Nação Global”, um modelo que pretende afirmar a diáspora portuguesa como um ativo estratégico para o desenvolvimento económico do país, reforçando a ligação entre municípios, empresários no exterior e o tecido empresarial nacional.
A proposta parte da ideia de que os territórios portugueses devem assumir um papel mais ativo na economia global, adotando uma estratégia mais proativa na identificação de oportunidades, na promoção dos ativos regionais e na atração de investidores.
Para operacionalizar esta estratégia, o projeto prevê a criação de três funções-chave nas políticas territoriais: os promotores territoriais serão responsáveis por apresentar oportunidades de investimento de forma estruturada, com análises de viabilidade, business cases e condições claras para investidores.
Já os curadores de oportunidades terão a missão de identificar projetos com maior potencial de impacto económico e alinhamento estratégico com os territórios, enquanto os embaixadores económicos representarão os municípios em redes internacionais e junto de comunidades empresariais no exterior, reforçando a reputação e a credibilidade dos territórios portugueses.
A iniciativa inclui ainda a criação de uma plataforma digital permanente, concebida para manter ao longo do ano a ligação entre territórios portugueses e empresários da diáspora.
A ferramenta integra uma base de dados global de investidores, organizada por setor de atividade, geografia e capacidade de investimento, assegurando simultaneamente privacidade e conformidade com o Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados (RGPD).
Entre as funcionalidades estão sistemas de comunicação direta entre territórios e investidores, repositórios para business plans e estudos de viabilidade, dashboards com métricas em tempo real e mecanismos de matchmaking inteligente, capazes de cruzar perfis de investimento com oportunidades concretas apresentadas pelos municípios.
A plataforma permitirá ainda o agendamento de reuniões, visitas técnicas, webinars setoriais e encontros empresariais, garantindo um acompanhamento contínuo das oportunidades de negócio.
De acordo com os promotores da iniciativa, este acompanhamento é particularmente relevante, uma vez que processos de investimento internacional podem demorar entre 18 e 24 meses desde o primeiro contacto até à decisão final.
A primeira edição do fórum “Portugal, Nação Global” está marcada para 29 e 30 de abril, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, e deverá reunir mais de 300 empresários nacionais e da diáspora provenientes de mais de 40 países, além de representantes institucionais e entidades empresariais.
O encontro contará ainda com a participação de cerca de 50 câmaras de comércio e mais de 20 entidades supramunicipais, envolvendo diferentes níveis de governação, desde o governo da República e governos regionais até áreas metropolitanas, comunidades intermunicipais e municípios.
Durante o fórum estão previstas mais de 200 reuniões empresariais, organizadas através de uma plataforma de inscrição online criada para facilitar o contacto direto entre investidores, empresas portuguesas e representantes de territórios interessados em captar novos projetos.
Além das reuniões empresariais, o programa inclui mesas redondas, palestras e momentos de networking, destinados a fortalecer relações institucionais, mobilizar a comunidade empresarial e promover a projeção internacional das empresas portuguesas.
O evento conta ainda com o apoio de instituições estratégicas do ecossistema económico português: o Banco Português de Fomento participa como parceiro estratégico, enquanto a AICEP – Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal integra a comissão executiva, contribuindo para o mapeamento da diáspora empresarial e para a promoção de oportunidades de investimento e internacionalização.
Com mais de cinco milhões de portugueses e lusodescendentes distribuídos por 178 países, a diáspora portuguesa representa uma das maiores redes globais de ligação ao país e um potencial estratégico para reforçar a competitividade económica nacional.

O setor agrícola dos Açores registou, durante o ano de 2025, um volume de investimento que totaliza os 60 milhões de euros alocados pelo Orçamento Regional. Este montante, o maior de sempre na história do arquipélago açoriano, foi complementado por uma transferência de 16 milhões de euros do Orçamento do Estado para o programa POSEI, resultando num impulso produtivo que abrange diversas fileiras. Segundo o secretário regional da Agricultura e Alimentação, António Ventura, este esforço financeiro extraordinário “resultou em crescimentos agroprodutivos significativos, reforçando as disponibilidades para a alimentação humana e animal”.
Os dados estatísticos relativos ao período entre 2020 e 2025 revelam aumentos expressivos em setores estratégicos para a autossuficiência da região, com a área dedicada à batata a crescer 170% e a da fruticultura a subir 40%. No que toca à produção animal e seus derivados, registaram-se incrementos de 34% na produção de ovos, 150% no Mel DOP e 160% no abate de ovinos, enquanto a produção de banana registou uma subida de 35%. No setor vitivinícola, a região ultrapassou as 60 marcas e as 100 referências comerciais, acompanhando um aumento sustentado no abate de carne bovina IGP. Para a alimentação animal, a área de milho atingiu um novo recorde de cerca de 14,5 mil hectares, reduzindo a dependência de importações externas.
Este dinamismo reflete-se igualmente no comércio externo, com as exportações de bens alimentares a atingirem, em 2024, o montante histórico de 433,2 milhões de euros. Paralelamente, o ano de 2025 fixou o maior número de jovens instalados na agricultura da última década, impulsionado pelo aumento do prémio à primeira instalação para 55 mil euros.
António Ventura destaca que este sucesso é fruto de uma política pública previsível e transparente, afirmando que “desde 2021 que não se corta nos apoios, como acontecia nos governos do PS, onde se anunciava um determinado valor financeiro e se pagava, por vezes, menos 50% do valor anunciado. Trata-se de uma nova confiança para os agricultores”. O governante reforça ainda que o investimento público no setor teve um retorno positivo que “assume um elemento fundamental de segurança para todos os açorianos”, fruto de uma colaboração estreita com a Federação Agrícola dos Açores e do compromisso dos produtores locais.

A secretária regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas, Berta Cabral, destacou, este sábado, 22 de março, a “importância crescente do investimento no turismo dos Açores, não só pelas oportunidades que daí surgem, mas também pela linha de desenvolvimento sustentável que o Governo tem vindo a trilhar ao longo da sua atuação”.
Berta Cabral falava, em representação do presidente do governo, na cerimónia de inauguração do Azores Homes Resort & Spa, uma nova infraestrutura de alojamento turístico localizado na Fajã de Baixo, em Ponta Delgada.
Este é um investimento com características específicas, da responsabilidade de um emigrante açoriano que, segundo a governante, “identificou nos Açores uma oportunidade no setor do turismo e concretizou o seu investimento num ‘resort’ direcionado para o segmento familiar, um nicho estratégico e com grande potencial de crescimento”.
A titular da pasta do Turismo realça que “o momento escolhido para o investimento não poderia ser mais oportuno, uma vez que a procura por alojamento tem aumentado, e o turismo nos Açores tem registado um crescimento sustentável e sustentado, desde a pandemia, com subidas significativas em 2022, 2023 e 2024”, evidenciando que os proveitos do setor têm superado o crescimento das dormidas, o que demonstra a criação e retenção de valor na região.
Berta Cabral frisou, ainda, que “o turismo tem tido na região um impacto transversal expressivo na economia, sendo um dos setores que mais impulsiona o desenvolvimento de outras atividades, gerando emprego para quase 20 mil pessoas, correspondendo a mais de 17% da população ativa”.
Em paralelo, a governante relembrou a importância do aumento dos transportes aéreos na procura turística pelo arquipélago.
“Os Açores possuem atualmente uma forte conectividade aérea com o exterior, recebendo visitantes de diversas nacionalidades ao longo do ano. Existem mais de 14 companhias aéreas a operar na região, incluindo TAP e SATA, além de outras transportadoras internacionais, que ligam os Açores a mercados-chave da Europa e dos Estados Unidos e Canadá, exemplificando com as frequências diárias de voos para Nova Iorque, Boston, Toronto, entre outros, refletindo claramente o crescente interesse pelo destino”, disse.
Em resultado, a atratividade da região também se evidencia pelos reconhecimentos internacionais.
“Os Açores são a única região do mundo com certificação ouro de sustentabilidade pela Earthcheck e foram eleitos o melhor destino de aventura do mundo em 2023 e 2024. A combinação de natureza exuberante e oferta turística estruturada confere aos Açores uma posição privilegiada no mercado global do turismo”, prosseguiu a responsável da tutela do Turismo.
Berta Cabral destacou, por seu turno, que é também na aposta no turismo de longa duração, tendência em crescimento, que se está a reduzir a sazonalidade e a atrair mais visitantes durante todo o ano.
“O novo empreendimento pode responder a esta necessidade, oferecendo alojamento adequado a famílias que viajam com crianças e familiares próximos, proporcionando-lhes privacidade e conforto”, asseverou.
Berta Cabral terminou a sua intervenção desejando, em nome do Governo dos Açores, votos de sucesso para o empreendimento e um apelo à continuidade do investimento na Região, deixando o repto de que “os Açores oferecem condições ideais para negócios sustentáveis que contribuam para a dinamização do crescimento económico e social” do arquipélago.

Foram 27 as instituições recreativas e culturais do concelho da Lagoa, na ilha de São Miguel, que assinaram um contrato-programa com a Câmara Municipal, num investimento autárquico de cerca de 150 mil euros, anunciou a autarquia lagoense.
Na ocasião, segundo comunicado enviado ao nosso jornal, o presidente da Câmara Municipal, Frederico Sousa, aproveitou para felicitar cada associação, salientando que as instituições são uma mais-valia para o concelho. Do mesmo modo, agradeceu aos dirigentes “por investirem o vosso tempo e o da vossa família”, considerando que “são essas atuações que engrandecem a cidade e o nosso concelho”.
“A responsabilidade não é só nossa, também é do Governo regional, que tem uma grande responsabilidade, mas nós, Câmara Municipal, fazemos a nossa parte para que nenhuma instituição do concelho fique refém de outra parceria”, realçou o presidente da autarquia.
De acordo com a nota de imprensa enviada às redações, as associações culturais e recreativas lagoenses que estiveram no edifício dos Paços do Concelho para a assinatura dos contratos-programa foram: a Associação Cultural e Recreativa dos Remédios; a Associação dos Pescadores de Lagoa – Açores “Bom Porto”; a Paróquia da Matriz de Santa Cruz – Museu Coleção Visitável de Lagoa; o Grupo Cantares Tradicionais de Santa Cruz; o Grupo de Jovens Som do Vento; a Sociedade Filarmónica Lira do Rosário; a Associação Criativa e Promotora de Eventos Culturais “Os Quiridos”; o Grupo de Escoteiros n.º 97 – Água de Pau; o Agrupamento de Escuteiros n.º 798 – Cabouco; o Agrupamento de Escuteiros n.º 1333 – Ribeira Chã; o Agrupamento de Escuteiros n.º 1290 – Santa Cruz; o Clube de Ciência e Tecnologia – Expolab – Centro de Ciência Viva; o Orfeão Nossa Senhora do Rosário; a Associação Centro Cultural da Caloura; a Associação Cultural Amigos de São Martinho Cabouco; o Observatório Vulcanológico e Geotérmico dos Açores (OVGA); o Grupo Musical Nova Geração; a Sociedade Filarmónica Estrela D’Alva; o Instituto Cultural Padre João José Tavares; a Escola Básica Integrada de Lagoa; a Escola Secundária de Lagoa; a Associação de Pais e Encarregados de Educação da EBI de Lagoa; a Associação de Jovens da Ribeira Chã; a EBI de Água de Pau; a Banda Filarmónica Fraternidade Rural; O Grujola – Grupo de Jovens de Lagoa e a Associação Musical de Lagoa.

Foram entregues 100 bolsas de estudo a estudantes lagoenses, no âmbito do Regulamento das Bolsas de Estudo de Mérito e Bolsas de Estudo para Estudantes Deslocados do Município de Lagoa-Açores, para o ano letivo de 2024/2025.
Segundo nota de imprensa enviada pela câmara da Lagoa, trata-se de um investimento autárquico total no valor de 70.000,00 euros, sendo que as bolsas de estudo foram entregues e pagas, esta quarta-feira, 26 de fevereiro, numa cerimónia que teve lugar no cineteatro lagoense Francisco d’Amaral Almeida.
De acordo com o mesmo comunicado, o presidente da autarquia, Frederico Sousa, na ocasião, referiu que esta medida tem o objetivo de “premiar o mérito dos jovens lagoenses, pelo seu aproveitamento académico excecional, e apoiar os estudantes deslocados do concelho, através de um contributo financeiro para despesas de transporte, alimentação e material escolar. Por outro lado, este incentivo permitirá a formação de jovens em quadros superiores, contribuindo para o fortalecimento e desenvolvimento do concelho”.
Este ano, a autarquia lagoense informa, ainda, que procedeu a alterações ao regulamento, nomeadamente que foram atribuídas duas bolsas de estudo a estudantes que frequentam estabelecimentos de ensino superior fora de Portugal, num país estado-membro da União Europeia.
À semelhança do ano passado, de acordo com as medidas municipais que constam da Proposta de Plano e Orçamento de 2025, foi reforçada igualmente a atribuição de mais 10 bolsas de estudo de mérito e mais 10 bolsas para estudantes deslocados.
Para o ano letivo de 2024/2025, foram recebidas 75 candidaturas para bolsas de estudo para estudantes deslocados, das quais foram atribuídas 60 bolsas. Quanto a bolsas de estudo de mérito, houve 23 candidaturas de mestrados, tendo sido atribuídas 10 bolsas, e 52 candidaturas de licenciaturas, tendo sido atribuídas 30 bolsas.
Cada Bolsa de Estudo de Mérito e Bolsa de Estudos para Estudantes Deslocados tem um valor pecuniário de 700,00 euros, no ano em referência, sendo liquidada numa única prestação.