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Convento de Santo António recebe lançamento do livro “Um Valonguense nos Açores”

Um novo talento emerge nos Açores, mas nem tudo foram flores no caminho. José R. Pinto Guimarães, nascido em Valongo mas radicado na Lagoa, revela a sua veia poética no próximo sábado

José R. Pinto Guimarães nasceu a 8 de maio de 1958 em Valongo mas escolheu a Lagoa para viver © CLIFE BOTELHO

O Convento de Santo António, na freguesia de Santa Cruz, na Lagoa, recebe no próximo sábado, 2 de agosto, pelas 21h00, o lançamento do livro “Um Valonguense nos Açores”, de José R. Pinto Guimarães.

A entrada é livre e, no final, será servido um cocktail oferecido pelo restaurante Q’énosso. As flores que o autor não dispensa e que estarão a embelezar a sala são uma oferta do Jardim Campo. Foi, assim, através de apoios privados que o autor diz que conseguiu publicar a obra.

José R. Pinto Guimarães, autor de poesia, reformado e natural de Valongo, onde nasceu em 8 de maio de 1958, está radicado na cidade da Lagoa, na ilha de São Miguel, Açores. Segundo o prefácio do seu livro, “encontrou na escrita poética a expressão de uma vida marcada por experiências profundas, desafios e reencontros”.

“Poeta desde sempre, só agora, com o apoio da sua companheira e o acolhimento dos Açores, teve a coragem de publicar o seu primeiro livro”, lê-se na nota da obra.

O Diário da Lagoa (DL) esteve à conversa com o escritor na Praça de Nossa Senhora da Graça, na freguesia de Nossa Senhora do Rosário, onde revelou que o primeiro contacto com o arquipélago açoriano aconteceu em 1998, tendo ao longo dos anos tido a oportunidade de viajar pelas diferentes ilhas até se estabelecer em definitivo mais recentemente.

O autor conta que a obra só foi possível graças “a alguma criatividade”, ou seja, aos patrocínios de empresários locais, açorianos e de Valongo, a quem dedica alguns poemas em agradecimento.

A ideia partiu da sua companheira: “Ela é que me influenciou a escrever o livro. Ela é que me deu a ideia dos patrocínios. Ela é, portanto, tão importante quase como eu neste livro.”

No entanto, José R. Pinto Guimarães crítica a falta de apoio das entidades públicas locais e regionais, mostrando-se prejudicado pela alteração de última hora do local de lançamento. Inicialmente, a apresentação estava prevista para o Cineteatro Lagoense Francisco d’Amaral Almeida.

A alteração deveu-se ao facto do Cineteatro Lagoense ter entrado em obras, o que leva o escritor a reclamar: “Imagine-se o transtorno que isto é, e o prejuízo a nível de venda de livros”, enquanto salienta que vive uma vida humilde e sem capacidade para grandes despesas.

“Traz consequências, porque eu gastei, do meu miserável orçamento, muito dinheiro em cartazes”, diz, enquanto lamenta que só foi informado “a oito dias do evento”.

Sobre a solução, revela que já chegou a um entendimento com a autarquia lagoense, mas faz questão de alertar para que, no futuro, mais ninguém sofra a mesma situação.

José R. Pinto Guimarães contou-nos a sua história de vida, a de um lutador que venceu a batalha contra o cancro por quatro vezes.

“Eu sou lutador, é assim que me reconhecem. Não viro a cara à luta”, atira quando questionamos como conseguiu manter a garra pela vida que demonstra.

No próximo dia 4 de agosto, dois dias depois, o livro será apresentado também na Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Ponta Delgada, às 21 horas, com entrada livre. E a 19 de setembro, em Valongo, no continente, na terra natal do autor.

Não perca a reportagem completa sobre o autor e lançamentos na edição de setembro do DL.