
A editora Letras Lavadas realiza, no próximo dia 27 de fevereiro, às 18h00, no Centro Natália Correia, uma sessão de apresentação das suas mais recentes obras editadas em língua inglesa. O evento marca o lançamento dos títulos Bento de Goes – A Long Journey Through Central Asia, da autoria de Henrique Levy, e Suspended Worlds, uma seleção de poemas de Natália Correia.
De acordo com nota de imprensa enviada às redações pela editora, a iniciativa contará com a presença dos autores Henrique Levy e Ângela de Almeida, bem como de Diniz Borges, tradutor e diretor editorial da Bruma Publications da Fresno State University Press, instituição parceira da editora açoriana nestas edições internacionais.
Logo após a apresentação dos livros, pelas 18h30, terá lugar a tertúlia literária intitulada “Entre Ilhas e Línguas: A Tradução como Ponte, Memória e Horizonte”, que contará com a moderação do diretor do Diário da Lagoa, Clife Botelho. O debate terá a participação de Diniz Borges, José Andrade, diretor regional das Comunidades e, também, de Ernesto Resendes, editor da Letras Lavadas. A conversa focará o papel da diáspora açoriana no desenvolvimento de projetos editoriais de escala internacional.

Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, inaugurou esta quinta-feira, 29 de janeiro, oficialmente o ano de 2026 como Capital Portuguesa da Cultura, num evento no Coliseu Micaelense que uniu a afirmação da identidade atlântica a um robusto plano de investimento. O presidente da Câmara Municipal, Pedro Nascimento Cabral, afirmou na passada terça-feira que “Ponta Delgada veste-se com orgulho de Capital Portuguesa da Cultura”, sublinhando que “2026 é o ano mais cultural que Ponta Delgada alguma vez conheceu” e o momento em que a cidade se projeta decisivamente no país e no mundo.
Segundo nota enviada pela autarquia, este projeto assenta num investimento global de 5,3 milhões de euros para a capitalidade, ao qual acresce um reforço municipal de 6,5 milhões de euros destinado a manter a atividade cultural regular do concelho, totalizando uma mobilização financeira sem precedentes para a região.
Presente esta quinta-feira na cerimónia, o presidente do Governo regional dos Açores, José Manuel Bolieiro, destacou o percurso de sucesso iniciado com a candidatura original à escala europeia. “É um orgulho chegar a 2026 e sentir que a ousadia de, há uns anos, candidatar Ponta Delgada a Capital Europeia da Cultura permitiu fazer um percurso de sucesso e de envolvimento”, referiu o governante. Bolieiro fez questão de frisar que esta celebração ultrapassa as fronteiras municipais, declarando que “esta realização não será apenas de Ponta Delgada, mas dos Açores inteiros, do nosso talento e capacidade”, num ano que ganha especial relevância por coincidir com o cinquentenário da Autonomia política dos Açores e da Constituição democrática portuguesa.
A operacionalização desta visão cabe a uma equipa liderada pela comissária Katia Guerreiro, que apresentou uma programação para o primeiro trimestre focada na proximidade e na formação. Projetos como o “Raiz”, que envolve filarmónicas e ranchos das 24 freguesias, e o festival “Mica”, dedicado às artes performativas em contexto escolar, materializam o objetivo de “lançar sementes para o amanhã”. Segundo a comissária, a missão é “promover um serviço educativo e formativo que seja eficaz na sensibilização da comunidade”, assegurando que a cultura chegue a todos os estratos sociais, desde os bebés aos seniores, integrando-os ativamente na criação artística.
O arranque oficial das festividades deu-se com o espetáculo “Deixa Passar a Vida”, uma produção inspirada na obra de Natália Correia que simbolizou a união entre a tradição literária e a modernidade performativa. Com a presença de figuras de relevo como a Ministra da Cultura, Margarida Balseiro Lopes, o evento marcou o início de uma transformação que pretende deixar um legado duradouro. José Manuel Bolieiro concluiu a sua intervenção com uma nota de esperança dirigida à juventude açoriana, afirmando ser “uma enorme alegria ver o futuro manifestar-se” através de um projeto que consagra a cultura como a expressão máxima da identidade de um povo insular e resiliente.

O Salão Nobre dos Paços do Concelho de Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, acolheu, esta quarta-feira, 14 de janeiro, a cerimónia de entrega do Prémio Literário Natália Correia a João Pedro Porto, vencedor da quinta edição do concurso com a obra de poesia “Não-Poema”. Na cerimónia, foi recordada “a maturidade” e o “discurso poético inaugural” constantes na obra, atributos que, segundo o presidente da Câmara Municipal, Pedro Nascimento Cabral, refletem a essência do prémio e o objetivo para o qual foi criado.
De acordo com nota de imprensa enviada às redações, o júri destacou a elevada qualidade literária da obra vencedora entre as 61 candidaturas admitidas, tendo ainda atribuído menções honrosas a Álvaro Giesta, autor de “Este Caminho Nómada”, e a David Bene, por “Assim Morre a Eternidade”. Durante o evento, o presidente da Câmara Municipal, Pedro Nascimento Cabral, afirmou que este galardão representa “uma aposta clara no futuro”, sublinhando que, ao celebrar-se Natália Correia, estão a afirmar-se valores como “a liberdade criativa, a irreverência intelectual e a recusa do conformismo”, lançando as bases para que o legado da escritora continue a ser apropriado pelas novas gerações.
O autarca aproveitou a ocasião para reiterar que Ponta Delgada, enquanto terra natal da escritora, assume a responsabilidade de não permitir que a sua memória se transforme em “simples evocação histórica”, realçando que a atitude firme de Natália perante a adversidade adquire uma “atualidade incontornável” num mundo marcado pela polarização. Segundo Pedro Nascimento Cabral, “o legado inspirador de Natália Correia recorda-nos que a liberdade exige vigilância, coragem e ação contínua”, enfatizando que os direitos só se mantêm vivos quando são exercidos. No final da sua intervenção, o autarca deixou um apelo para que este ciclo de memória não se esgote numa homenagem circunscrita ao Salão Nobre, mas que produza um “verdadeiro efeito transformador” de aprendizagem e compromisso em todos os que dele tomam conhecimento.
Paralelamente à entrega do prémio, foi anunciado que as candidaturas para a sexta edição do concurso já se encontram abertas, decorrendo até ao dia 31 de março. Nesta próxima etapa, o género literário será a Ficção, mantendo-se a exigência de que as obras sejam originais, inéditas e redigidas em língua portuguesa por autores de qualquer nacionalidade com idade mínima de 16 anos. O projeto vencedor da edição de 2026 receberá um prémio pecuniário de 7.500 euros, estando ainda garantida uma tiragem mínima de 250 exemplares em papel e a disponibilização de uma edição digital gratuita no site do Município. Com o objetivo de fomentar a transparência e a proximidade, o processo de candidatura está agora totalmente informatizado, estando o regulamento e as fichas de inscrição disponíveis no portal oficial da autarquia de Ponta Delgada.

O Cineteatro Lagoense Francisco d’Amaral Almeida vai acolher, no mês de outubro, um conjunto diversificado de exibições cinematográficas, no âmbito da estratégia municipal de dinamização cultural e de valorização deste espaço emblemático da cidade, anunciou a Câmara da Lagoa.
A 5 de outubro, data em que se assinala o dia da Implantação da República, terá lugar a sessão de maior destaque do mês com a estreia, na ilha de São Miguel, do filme «A Mulher Que Morreu de Pé».
O programa inicia-se no sábado, 4 de outubro, pelas 21h00, com a exibição do filme «Downton Abbey: The Grand Finale». No domingo, 5 de outubro, pelas 16h00, será exibido «A Mulher Que Morreu de Pé», da realizadora Rosa Coutinho Cabral. A sessão vai contar com a presença da própria realizadora e alguns atores. O documentário aborda a vida e obra de Natália Correia, figura importante da literatura e da cultura portuguesa, evidenciando a relevância do seu pensamento na atualidade.
A autarquia lagoense, refere que a escolha dessa data reforça a pertinência da ligação entre a celebração da República e a memória de uma autora que sempre se afirmou pela liberdade e pelo inconformismo, coincidindo ainda com o 102.º aniversário do nascimento de Natália Correia, assinalado a 13 de setembro.
A programação prossegue no sábado, dia 25 de outubro, às 21h00, com a exibição de «Batalha Atrás de Batalha» e encerra no domingo, dia 26 de outubro, às 16h00, com a sessão infantil «A Casa de Bonecas da Gabby: O Filme» (versão portuguesa). Importa referir que, excecionalmente, a sessão infantil terá lugar no último domingo do mês, com abertura da bilheteira às 15h00. As sessões previstas para os dias 11 e 18 de outubro não se realizarão, em virtude das festividades em honra de Nossa Senhora do Rosário.
O levantamento de bilhetes poderá ser efetuado a partir de uma hora antes do início de cada sessão, junto da bilheteira do Cineteatro Lagoense, estando a sua disponibilidade condicionada à lotação do espaço.

O professor e investigador Rui Tavares de Faria vai lançar o livro Diversa e Absoluta – Estudos Sobre a Obra de Natália Correia, na livraria Letras Lavadas, em Ponta Delgada, no próximo dia 15 de maio, às 18h00.
Segundo nota de imprensa enviada pela Letras Lavadas, a obra Diversa e Absoluta procura dar a conhecer ao leitor contemporâneo a vastidão da sua obra e incentivar a investigação académica sobre o legado da autora que se definiu como “metade fêmea, metade mar como as sereias”.
O evento contará com a apresentação de Ângela de Almeida, reconhecida especialista na obra de Natália Correia, “proporcionando um momento de descoberta, reflexão e homenagem à autora, cuja escrita continua a inspirar gerações”.
O livro resulta da investigação levada a cabo em 2024 pelo professor Rui Tavares de Faria, onde este analisa tanto a obra narrativa como a lírica, reunindo sete estudos aprofundados sobre a produção literária de Natália Correia, destacando a riqueza e diversidade do seu legado.
Rui Tavares de Faria tem uma carreira académica e investigativa extensa, com mais de uma centena de títulos publicados. Doutorado em Literatura Portuguesa pela Universidade do Porto e em Estudos Clássicos pela Universidade de Coimbra, dedica-se à investigação sobre literatura portuguesa e greco-latina.

A escritora Natália Correia foi eternizada através de um mural pintado na freguesia de São Roque, em Ponta Delgada, pela dupla Ruído, composta por Frederico Soares Campos, mais conhecido como Draw, e Rodrigo Guinea Gonçalves, ou Alma, segundo nota de imprensa enviada pela Câmara Municipal de Ponta Delgada.
A intervenção artística contou com o apoio logístico da autarquia e decorre no âmbito da iniciativa “Murais da Liberdade”, um roteiro artístico nacional, que se encontra a assinalar os 50 anos da Revolução do 25 de Abril com murais pintados em várias cidades do país, lê-se.
Pintando um total de 14 murais, o duo criativo pretende gerar um roteiro artístico nacional que fortaleça a identidade e o orgulho na herança histórica local, mas também os valores democráticos e de liberdade concedidos pela Revolução de Abril, segundo a mesma nota.
Em Ponta Delgada, o rosto escolhido para espelhar esses mesmos valores foi Natália Correia justamente num ano em que a Câmara Municipal encerrou o ciclo de comemorações do nascimento de Natália Correia, explica ainda a autarquia.
Natália Correia nasceu a 13 de setembro de 1923 na freguesia da Fajã de Baixo, em Ponta Delgada, e mudou-se para Lisboa aos 11 anos. Não obstante o amplo reconhecimento público enquanto poetisa, a extensa obra da escritora micaelense inclui também trabalhos de ficção, teatro, ensaio e diário.

Rui Tavares de Faria
Professor e Investigador
Para a comemoração do 400.º aniversário da morte de Luís Vaz de Camões, o Teatro Nacional D. Maria II – que volta a abrir portas em 1978, renovado quase na íntegra, depois de ter estado encerrado desde 1964, por causa do incêndio que praticamente o destruiu – encomenda a Natália Correia uma peça teatral que celebre a vida e a obra do nosso Poeta maior. A autora açoriana aceita o desafio e escolhe para título do drama o primeiro verso de um bastante conhecido soneto de Camões: “Erros meus, má fortuna, amor ardente”, no qual, dizem alguns hermeneutas da lírica camoniana, parece estar sintetizada, em linhas gerais, a vida do autor de Os Lusíadas.
Certo é que, embora certas questões tenham vindo a ser aclaradas relativamente aos dados biográficos de Luís Vaz de Camões, ainda persistem dúvidas quanto à cronologia daquele que cantou o amor em todos os tons e dimensões. Não há testemunhos explícitos que permitam biografar, com o rigor da atualidade, um dos nomes maiores da literatura portuguesa e, dada esta carência, vão sendo desenvolvidas extrapolações a partir da sua obra, vão sendo inventadas e reinventadas histórias acerca da sua vida e o mito sobre a figura de Camões vai ganhando forma. Tanto assim é que, ainda hoje, a ideia que se tem do Poeta apresenta feições fantasiosas, como se ele fosse um herói mítico, uma espécie de super-homem, que suporta, numa das mãos, a espada e na outra, a pena com que escreve a sua poesia.
Ora, a peça de Natália Correia, Erros Meus, Má Fortuna, Amor Ardente, que acabou por ser levada à cena apenas em 1988, por questões orçamentais do estado no atinente à cultura (o problema de sempre!), é mais um exemplo de reescrita do(s) mito(s) que gravita(m) à volta da figura de Camões. Como afirma Armando Nascimento Rosa na introdução à recente edição da Obra dramática completa de Natália Correia, da chancela da Imprensa Nacional da Casa da Moeda, “Erros Meus, Má Fortuna, Amor Ardente, no seu romântico recorte, parece partir de uma conceção de apoteose operática, que remete o espectador/leitor para um legado de feição wagneriana, no qual o poeta é leitmotiv mitocêntrico num espetáculo grandiloquente que o celebra” (2023, p. 129). Na verdade, conhecedora da obra do Poeta de quinhentos e do que, ao longo dos séculos, se foi escrevendo (e inventando) acerca da sua vida e da sua produção literária, Natália Correia recupera e recria o Camões pinga-amor, o Poeta de corte que canta e seduz damas e donzelas, o guerreiro que perde o olho direito no campo de batalha em defesa de Portugal, o errante que viaja pelo Oriente e regressa, velho, triste e miserável, à pátria lusitana para entregar a El-Rei Sebastião a sua obra maior.
Visto neste prisma, o retrato de Camões, tal como concebido no e pelo projeto nataliano, corresponde à imagem com que a tradição pintou o Poeta; não há novos elementos e, no universo da ficção dramática, a verdade histórica – exista ou não – pode não interessar ao artista. Assim sendo, segundo referem António Moniz e Olegário Paz, “transcendendo as intrigas palacianas (rivalidade com Pedro de Andrade Caminha) e as peripécias amorosas, a figura humana de Camões e a imortalidade do seu génio são as tónicas fundamentais desta obra dramática, difícil de classificar, na medida em que serpenteia entre a trivialidade e a jocosidade da comédia e a profundidade e a tensão humana dos grandes conflitos trágicos, tendo como base o percurso bibliográfico do próprio poeta e o contexto histórico e cultural em que viveu.” (In Ler para ser: percursos em português […], 1993, p. 135)
Mas Natália reserva-nos subtilmente outra intenção que subjaz à sua peça, porque “falar de Camões e do seu tempo significa também para ela falar, simbolicamente, do papel e do perfil humano do poeta na sociedade de hoje; isto é, falar de si mesma enquanto artista e cidadã interventiva” (Armando Nascimento Rosa, 2023, p. 125) e, neste sentido, Erros Meus, Má Fortuna, Amor Ardente adquire outros contornos que revelam originalidade artística. Camões é, portanto, o paradigma. Tal como ele viveu infortúnios de ordem vária e acabou não sendo devidamente reconhecido em vida, assim sucede com muitos poetas de todos os tempos. Natália e os seus contemporâneos não são exceção. Através desta comparação, a dramaturga pensa conseguir transpor para a arte teatral a figura do Poeta, e não necessariamente o homem que foi Camões. Reinventando o que a tradição lhe oferece, Natália Correia presta uma homenagem à essência poética e artística da obra camoniana.
Assim, apesar de o retrato que pinta de Camões em Erros Meus, Má Fortuna, Amor Ardente corresponder grosso modo à imagem que ainda hoje persiste da pessoa e da entidade do autor da epopeia nacional, a mensagem veiculada pela peça é a de que se deve enaltecer a figura do Poeta na sua essência artística. Tomado por paradigma, Camões merece – à semelhança de todos os discípulos de Orfeu – o reconhecimento de todos pelo seu talento e pelo que fez à pátria portuguesa, imortalizando-a por via da poesia e da epopeia Os Lusíadas. No fundo, Camões seguiu à letra a recomendação de Horácio, poeta latino do século I a.C., e “exegi[t] monumentum aere perennius” (“ergueu um monumento mais perene que o bronze”, o mesmo é dizer que edificou uma obra imortal).

O júri do Prémio Literário Natália Correia 2024 – Ficção decidiu atribuir o prémio à obra “Caindo de mais alto”, da autoria de João Albano Fernandes, e entregar uma Menção Honrosa a “Esperanças e Desilusões”, de Luís Corredoura, segundo nota de imprensa enviada pela Câmara Municipal de Ponta Delgada.
O coletivo de jurados assinala, deste modo, “a excelência da ficção literária evidenciada por ambas as obras, distinguindo-as por entre as 73 que foram admitidas e analisadas nesta quarta edição do concurso”, lê-se.
Entre outras considerações elogiosas sobre “Caindo de mais alto”, o júri destacou a “escrita inaugural e poética” patente na obra, salientando constituir-se como uma “lição de literatura” que “honra o prestigiante Prémio Literário Natália Correia 2024 – Ficção”.
“Ao longo de 136 páginas, a leitura fica cativa de uma voz com inequívoca maturidade literária, que nos prende ao espanto da beleza erguida sobre uma vida em ruínas. E, quando pensamos que nada mais nos poderá surpreender nesta narrativa, o modo como ela termina, não só nos faz acreditar na redenção, como nos mostra, em poucas palavras, de que são feitos os grandes textos literários”, enalteceu ainda o júri.
A obra vencedora vai ser editada pela Câmara Municipal de Ponta Delgada e o vencedor vai receber um prémio no valor de 7.500 euros, explica o comunicado.
A cerimónia de entrega do prémio e da menção honrosa está agendada para o dia 10 de outubro, no Salão Nobre dos Paços do Concelho.
O Prémio Literário Natália Correia tem como como objetivo incentivar e apoiar o desenvolvimento das artes literárias, fomentando a criatividade, o gosto pela leitura e pela escrita. Foi criado em 2021 para distinguir autores com obras originais e inéditas redigidas em Língua Portuguesa.