
O presidente do Governo regional dos Açores, José Manuel Bolieiro, presidiu à cerimónia de abertura do XXII Concurso Micaelense da Raça Holstein Frísia, um evento central para a lavoura micaelense que decorre no Parque de Exposições de São Miguel, na Associação Agrícola em Santana.
O líder do executivo aproveitou o momento de proximidade com a comunidade rural para destacar a relevância deste certame, promovido pela Associação Agrícola de São Miguel, afirmando que o evento se tem afirmado “pela quantidade e pela qualidade”, conquistando ao longo dos anos “credibilidade, confiança e prestígio”.
Na sua intervenção, José Manuel Bolieiro defendeu a importância do trabalho conjunto entre agricultores, associações e instituições, sublinhando que “o sucesso não se faz a pedido, faz-se trabalhando” e através da procura de soluções “em parceria”. Na ocasião, o governante aproveitou também para elogiar o Comendador Jorge Rita, a quem se referiu como “uma referência” no setor agrícola regional pela sua experiência e capacidade de representação.
No plano dos apoios concretos ao setor, que enfrenta os impactos do atual contexto internacional e o consequente aumento dos custos de produção, o governante anunciou que a Comissão Europeia avançará com a reserva agrícola destinada a apoiar os agricultores face ao encarecimento dos fertilizantes, permitindo aos Estados-membros recorrer a fundos comunitários. “Cá estaremos nós vigilantes, reivindicativos e acompanhando esta solução”, garantiu o presidente do Governo.
Adicionalmente, foi revelado que estarão abertas as candidaturas para a reconversão de explorações de produção de leite para produção de carne nas ilhas de São Miguel, Terceira e Graciosa, seguindo-se o arranque das candidaturas para o apoio à compra de sementes de milho e sorgo. Esta última medida integra a estratégia regional de reforço da autonomia alimentar animal, sendo que os Açores já atingiram os 14.500 hectares dedicados a estas culturas.
O executivo açoriano anunciou também uma majoração de 30% nos apoios previstos para compensar os impactos das intempéries na produtividade e garantiu uma resposta direta à subida do gasóleo agrícola. “O Governo assume amortizar até 10 cêntimos a subida do preço do gasóleo”, anunciou Bolieiro.
O XXII Concurso Micaelense da Raça Holstein Frísia conta este ano com a participação de 221 animais, integrando ainda no seu programa workshops técnicos, exposições e momentos de animação para toda a comunidade.

O setor agrícola micaelense volta a centrar as atenções no Recinto da Feira, em Santana, com a realização do XXII Concurso Micaelense da Raça Holstein Frísia entre os dias 15 e 17 de maio. Segundo a nota de imprensa enviada pela organização do evento, o certame assume-se como um dos principais pontos de encontro para criadores e produtores da região, prevendo-se a participação de um total de 221 animais. Destes, 182 pertencem à raça Holstein Frísia, provenientes de 50 explorações leiteiras distintas, aos quais se juntam 15 exemplares da raça autóctone Ramo Grande, 10 da raça Aberdeen Angus e sete juntas de bois.
A abertura oficial das portas está agendada para as 12h00 de sexta-feira, dia 15 de maio, marcando o arranque de um programa que privilegia o apuro genético e o trabalho dos produtores locais. Durante a tarde de sexta-feira, o foco incidirá sobre as vitelas e novilhas, no âmbito do XVIII Concurso Juvenil e da primeira fase do concurso sénior. Já no sábado, 16 de maio, o recinto de Santana recebe as vacas em lactação, num momento de particular relevância técnica, a par dos julgamentos dedicados às raças Ramo Grande e Aberdeen Angus.
Para além da vertente competitiva e técnica, que inclui workshops direcionados para os profissionais do setor e exposições de bovinos, o evento foi desenhado para atrair o grande público e as famílias de toda a ilha de São Miguel. O recinto contará com animação infantil, uma zona gastronómica de “comes e bebes” e diversos momentos musicais. O grande destaque do cartaz de entretenimento é o concerto de João Pedro Pais, que subirá ao palco principal no sábado, às 22h30. Com esta iniciativa, a organização reforça o convite à comunidade para conhecer de perto a realidade agrícola regional, promovendo um evento de entrada livre que valoriza a herança rural e a vitalidade da pecuária açoriana.

O Parque de Leilões da Associação Agrícola de São Miguel foi o palco da segunda edição do Curso de Preparadores de Animais de Carne para Concursos, uma iniciativa que, entre os dias 27 e 30 de abril, reuniu dez formandos em torno da excelência no maneio e apresentação pecuária. Segundo nota enviada pela Associação Agrícola de São Miguel ao Diário da Lagoa, a formação, que totalizou 30 horas, surge de uma parceria estratégica com o Serviço de Desenvolvimento Agrário de São Miguel, visando dotar os participantes de competências técnicas cruciais para a valorização de exemplares de carne em mostras e concursos de elite.
Sob a orientação técnica de Luís Paninho — nome reconhecido pela vasta experiência na preparação de animais das raças Holstein Frísia e de carne — os alunos enfrentaram o desafio de trabalhar individualmente com um animal, aplicando na prática conceitos de higiene, tosquia, tratamento de pelo e a complexa arte da condução em pista.
O culminar desta formação ocorreu no último dia com uma simulação de concurso, onde o rigor da avaliação determinou os vencedores por categorias. No domínio da preparação estética, Noel Costa Vieira, das Furnas, conquistou o primeiro lugar, seguido por Paulo César Costa Rego, também das Furnas, e Hugo Miguel Medeiros Botelho, das Calhetas. Já na categoria de manejadores, que avalia a perícia na condução do animal perante o juiz, a freguesia das Furnas voltou a estar em evidência com Adriano Melo Teixeira a garantir o lugar mais alto do pódio, acompanhado novamente por Paulo César Costa Rego na segunda posição e Gonçalo Ernesto Rebelo Tavares, de Santa Bárbara, no terceiro posto.
Este evento não serviu apenas para entrega de prémios e convívio, mas funcionou como o derradeiro ensaio para a grande feira agrícola que se avizinha. Entre os dias 13 e 17 de maio de 2026, estes novos técnicos terão a oportunidade de demonstrar o valor da formação recebida durante os concursos pecuários integrados no certame, reforçando a competitividade e a qualidade que definem o setor agrícola micaelense.

O Parque de Exposições de São Miguel, em Santana, na Ribeira Grande, será o palco, esta quinta-feira, 2 de abril, da sessão de encerramento do 18.º Curso de Preparadores e Manejadores de Animais para Concursos. Entre as 11h00 e as 13h00, os formandos serão submetidos a provas de avaliação onde demonstrarão os conhecimentos adquiridos através de um desfile de animais em pista, culminando com a cerimónia de entrega de prémios. Segundo a nota enviada pela organização, a cargo da Cooperativa União Agrícola e da Associação Agrícola de São Miguel, a edição deste ano destaca-se pelo sucesso histórico de adesão, contando com 80 participantes — o número mais elevado de sempre registado nesta formação.
Dedicado à raça Holstein-Frísia, o curso decorre desde o passado dia 30 de março, abrangendo uma faixa etária alargada que vai dos quatro aos 45 anos. A iniciativa tem-se consolidado como uma referência regional na capacitação para concursos pecuários, oferecendo aos alunos, ao longo de quatro dias, uma aprendizagem completa que inclui desde a lavagem e tosquia até à alimentação e apresentação estética dos animais. Sob a orientação técnica de Pedro Campos Silva, formador com vasta experiência em certames nacionais e internacionais, os participantes têm a oportunidade de aprender com um dos nomes mais reconhecidos do setor.
A organização sublinha que a forte afluência de crianças e jovens é o principal motor desta aposta contínua. O curso tem atraído não só descendentes de famílias ligadas à lavoura, mas também participantes sem qualquer ligação prévia ao setor primário, funcionando como uma ponte de proximidade com o mundo agropecuário. O impacto da formação ultrapassa as fronteiras da ilha, contando este ano com um formando vindo de Portugal continental e com a participação ativa de alunos da Escola Profissional da Ribeira Grande, reforçando o espírito de convívio, a partilha de experiências e o respeito pelo bem-estar animal.

O Parque de Exposições de São Miguel, em Santana, na Ribeira Grande, foi esta segunda-feira, 23 de março, o palco de uma mobilização do setor primário regional, recebendo cerca de 400 participantes no III Encontro Micaelense da Cultura do Milho Forrageiro. A iniciativa, promovida pela Associação Agrícola de São Miguel (AASM) em parceria com a Cooperativa União Agrícola (CUA), revelou-se um espaço de partilha de conhecimento técnico e de convívio entre os lavradores da ilha.
De acordo com a nota de imprensa enviada pela organização ao Diário da Lagoa, o evento focou-se na apresentação de soluções práticas para otimizar a produção de milho, uma cultura estratégica para a sustentabilidade das explorações leiteiras nos Açores.
A sessão técnica foi marcada por uma abordagem multidisciplinar, começando pela importância nutricional desta cultura. O engenheiro zootécnico Filipe Martins detalhou o papel fundamental do milho na dieta dos bovinos leiteiros, sublinhando como a qualidade da forragem impacta diretamente a produtividade e a saúde do efetivo. A vertente ambiental e a eficiência da fertilização também estiveram no centro do debate, com os engenheiros agrónomos Filipe Afonso e Joana Fonseca a apresentarem as soluções de adubos estabilizados ENTEC, destacando a sua natureza “amiga do ambiente” na nutrição das plantas.
Numa fase em que os produtores preparam as decisões para a nova campanha, o encontro serviu ainda para a divulgação de novas variedades de sementes e estratégias de proteção das culturas. Esta componente técnica esteve a cargo dos engenheiros agrónomos José Luís Amaro, Manuel Ferreira e Sofia Ferreira, que apresentaram as soluções da Bayer adaptadas aos desafios fitossanitários atuais.
Segundo a AASM, o grande propósito deste fórum foi “incentivar a partilha de conhecimento e a troca de experiências entre os profissionais do setor agrícola”, objetivo que se cumpriu tanto no rigor das intervenções como no momento de convívio que encerrou a jornada, reforçando os laços da comunidade agrícola micaelense.