
O município da Lagoa, na ilha de São Miguel, foi reconhecido a nível nacional com um prémio de boas práticas, atribuído pela Federação Nacional de Associações Juvenis, anunciou esta quarta-feira, 24 de junho, a autarquia lagoense. Trata-se de um reconhecimento pelo processo de elaboração do Plano Municipal de Juventude, no âmbito da rede Municípios Amigos da Juventude.
De acordo com nota de imprensa enviada ao nosso jornal pela autarquia da Lagoa, ao longo dos últimos meses, tem sido desenvolvido um trabalho articulado em parceria com a DYPALL (Developing Youth Participation at Local Level) no sentido de auscultar as opiniões e necessidades dos jovens lagoenses sobre o município. O objetivo passa pela elaboração de um plano de ação para a sua melhoria e desenvolvimento. Nesse sentido, a mais recente reunião decorreu no dia 17 de junho, com a reflexão sobre os dados resultantes das sessões presenciais, seguindo-se agora um questionário a aplicar aos jovens.
No comunicado, a Câmara da Lagoa explica, ainda, que o processo de elaboração do Plano Municipal de Juventude (PMJ) é composto por diversas fases de auscultação e co-criação do documento. Este pretende refletir os contributos dos vários grupos de trabalho, desde grupos escolares, a associações desportivas e culturais e grupos informais de jovens. Através de uma metodologia participativa, pretende-se, assim, a criação de um documento estratégico e de ação para o trabalho em rede na área da juventude entre entidades públicas e privadas.
Outro dos objetivos do PMJ é dotar o Conselho Municipal da Juventude com ferramentas que apoiem o desenvolvimento e monitorização da implementação deste plano de ação. A autarquia avança que o projeto encontra-se de momento na sua fase de implementação, estando prevista para meados do próximo mês uma reunião com o executivo para a concertação de prioridades e posterior entrega do documento final. Após uma fase de consulta pública do plano e nova reunião com o grupo de desenvolvimento do PMJ, este deverá ser lançado no final de agosto.

Natural de Vila Franca do Campo, Pedro Tavares, 30 anos, é defesa central do Clube Operário Desportivo (COD). Começou a jogar futebol com apenas oito anos, formando-se com a camisola dos fabris. “Desde muito novo, sempre estive associado ao desporto”, conta, em conversa com o Diário da Lagoa.
Nos juvenis, no COD, conquistou o título de campeão de São Miguel, bem como várias taças de ilha. Com 17 anos já jogava nos seniores do Operário. “Com essa idade, em 2014, estreei-me na equipa principal do Operário”, lembra.
Decidindo enveredar pela área do ensino, com 18 anos, rumou a outras terras para alcançar os seus objetivos. O vilafranquense foi estudar para Lisboa, onde se licenciou em Ciências do Desporto, na Faculdade de Motricidade Humana. Na Universidade de Coimbra, tirou o mestrado em Educação Física. No continente português, jogou uma época no Grupo Sportivo Loures.
No último ano do mestrado, voltou a São Miguel, para estagiar. Na época 2015/16, voltou ao Operário. Em 2019/20, deu o pontapé de saída em outro desafio e juntou-se ao Clube Desportivo Rabo de Peixe, onde ficou duas épocas, até voltar a vestir a camisa dos fabris durante um ano. Após esta fase na Lagoa, Pedro Tavares voltou a jogar duas épocas em Rabo de Peixe, tendo conquistado com este clube o título de campeão no Campeonato de Futebol dos Açores e duas taças de São Miguel. Na época 2024/25, o defesa central voltou ao COD. “Sempre estive muito ligado à Lagoa”, reconhece o futebolista.
Neste momento, divide o seu tempo entre os treinos e jogos, e a escola. Pedro Tavares é professor de Educação Física na Escola Profissional de Vila Franca do Campo e há um ano começou a assumir funções como diretor pedagógico daquele estabelecimento.
“Adoro ensinar e ser um facilitador de aprendizagem. Acho que um professor tem de ser um facilitador de aprendizagem, arranjar estratégias e a melhor maneira para chegar aos alunos”, considera Pedro Tavares.
“Não podemos escolher os alunos, temos é de arranjar formas e estratégias para chegar a eles. O ensino, por si só, é um meio de inclusão”, defende o diretor pedagógico.
O defesa do Operário tem também o curso de treinador de futebol, “mas ainda não enveredei muito por essa área, porque a nível de disponibilidade horária, não consigo dar resposta a tudo isso”, diz.
Questionado sobre como tem corrido esta época para a equipa da Lagoa, Pedro Tavares diz que “tem sido difícil”, mas tem esperanças que o panorama mude para melhor.
“No início tínhamos objetivos ambiciosos. A verdade é que até começámos bem o campeonato, mas agora estamos a viver uma fase difícil, num ciclo negativo de derrotas, mas creio que temos todas as condições para dar a volta e estamos a trabalhar nesse sentido. Quando os resultados começarem a chegar, penso que vamos subir na classificação”, defende o jogador.
O Clube Operário Desportivo mudou de treinador principal em novembro, tendo Hugo Santos assumido funções como treinador interino. Sobre o novo técnico dos fabris, Pedro Tavares considera que “a sua carreira futebolística fala por si. Esteve na primeira Liga, jogou em muitos clubes a nível nacional e a nível de ilha. É uma pessoa que nos tem ajudado imenso. Tem um poder de comunicação muito bom. Trouxe uma leveza, de certa forma, ao balneário”, revela ao Diário da Lagoa (DL).
O Operário estreou-se com o novo treinador em jogo em casa, com o Moncarapachense, mas o resultado não foi o esperado. Sobre este ciclo menos positivo do clube, Pedro Tavares sente que a equipa tem dado tudo em campo, mas que tem cometido erros que têm de ser corrigidos. “A culpa é nossa. Todos juntos vamos trabalhar para tentar sair desta fase negativa. Estamos todos unidos, a remar para o mesmo sítio. Portanto, vamos treinar e melhorar para conseguir sair desse ciclo”, deixa como mote Pedro Tavares.