
O Campo de Futebol de Santo António, no concelho de Ponta Delgada, ilha de São Miguel, acolheu oficialmente a inauguração da requalificação do seu complexo desportivo, coincidindo com a realização e conclusão da nona edição do Torneio Figueiras Cup. Segundo a nota de imprensa enviada pela Câmara Municipal de Ponta Delgada à nossa redação, o investimento público na infraestrutura ascendeu aos 600 mil euros, com o objetivo de dotar a freguesia de condições modernas para a prática do desporto de formação e para o convívio da comunidade local.
Os trabalhos técnicos incidiram na substituição integral do relvado sintético e da respetiva rede de rega, intervenção que permitiu a certificação do piso no nível FIFA Quality Pro. Complementarmente, procedeu-se à pintura dos muros envolventes, à substituição dos assentos da bancada e à renovação de diversos equipamentos desportivos essenciais, nomeadamente as balizas de futebol de 11 e de futebol de 7, bem como as bandeirolas de canto.
A estreia do renovado recinto serviu de palco para o torneio infanto-juvenil que decorreu no passado fim de semana, reunindo 16 equipas e cerca de 350 participantes nos escalões de Benjamins (Sub-10) e Infantis (Sub-13). No plano desportivo, a competição terminou com a consagração dos novos vencedores: no escalão de Sub-10, o troféu foi conquistado pelos continentais dos Afonsinhos V. SC, enquanto no escalão de Sub-13 a vitória sorriu ao Santa Clara.
A cerimónia oficial e o torneio motivaram intervenções por parte dos dirigentes locais, designadamente do presidente da Junta de Freguesia de Santo António, Marco Oliveira, e do presidente do Clube Desportivo de Santo António, Bruno Lourenço, que registaram a importância da conclusão da obra para o quotidiano dos jovens da freguesia. O momento foi também assinalado pela tradicional bênção do relvado, proferida pelo Padre Horácio Dutra.
O presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada, Pedro Nascimento Cabral, justificou a prioridade dada ao projeto, ligando o investimento ao desenvolvimento local. “Quando a autarquia decidiu investir neste projeto, fê-lo com a convicção de que o desenvolvimento das freguesias também se faz através do desporto e com a criação de espaços que proporcionem mais oportunidades de ocupação para os mais jovens, mas também para as comunidades locais”, afirmou o autarca, acrescentando que “a qualificação do Campo das Figueiras é uma prova concreta dessa visão, mas é também um reconhecimento do trabalho sério, dedicado e persistente que o Clube Desportivo de Santo António tem vindo a desenvolver”.
Na cerimónia de entrega de prémios, que contou igualmente com a presença do vice-presidente do município, Pedro Furtado, o líder do executivo felicitou a organização pela dinâmica gerada e pelo retorno socioeconómico que o evento aporta à costa norte do concelho. Dirigindo-se aos atletas sub-10 e sub-13, Pedro Nascimento Cabral deixou um apelo centrado na formação pessoal, exortando-os a que, “dentro e fora do campo, vivam os valores da amizade, da solidariedade, da fraternidade, da tolerância e da entreajuda”.

A secretária regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas, Berta Cabral, realizou este sábado, 13 de junho, uma visita de acompanhamento às obras da Variante às Capelas, uma das principais infraestruturas rodoviárias atualmente em execução na ilha de São Miguel. O projeto representa um investimento global que ultrapassa os 45 milhões de euros, sendo financiado na sua maioria por fundos europeus através do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). De acordo com a nota de imprensa enviada pela tutela às redações, a empreitada engloba o projeto, a construção e a fiscalização, totalizando uma extensão de cerca de 8,3 quilómetros, acrescida de uma ligação de 1,4 quilómetros à vila das Capelas.
A nova via foi planeada para estabelecer a ligação rodoviária entre a vertente norte e a zona sul da ilha, permitindo uma conexão direta entre o noroeste de São Miguel e a cidade de Ponta Delgada. O traçado visa desviar o tráfego, nomeadamente de veículos pesados, do interior das freguesias e centros urbanos da periferia, com o objetivo de reduzir os tempos de deslocação e centralizar os acessos a infraestruturas de saúde e transportes, como o hospital, o aeroporto e o porto comercial. Os padrões técnicos aplicados na conceção da engenharia incluem ainda soluções de drenagem destinadas a mitigar os problemas de inundação que afetam ciclicamente algumas localidades daquela zona.
Do ponto de vista governamental, a tutela assume a obra como um eixo para o ordenamento do território e para a competitividade logística da ilha. A Secretária Regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas, Berta Cabral, afirma que, “ao tornar o território mais acessível e eficiente do ponto de vista logístico, esta infraestrutura contribui para aumentar a competitividade da região e a sua atratividade para investimento”. A governante acrescenta que, “mais do que uma obra rodoviária, a Variante às Capelas assume-se como um instrumento de coesão social e territorial. Ao reduzir assimetrias entre diferentes zonas da ilha, promove maior integração entre comunidades, acesso mais equilibrado a serviços e oportunidades e reforço da equidade territorial”.
A conclusão dos trabalhos visa dotar a rede viária regional de maior resiliência face a fenómenos climáticos e otimizar os fluxos de circulação de mercadorias e passageiros. Nas palavras enviadas pela tutela, o projeto “insere-se numa visão estratégica de desenvolvimento harmonioso dos Açores, aproximando territórios e fortalecendo a unidade regional, criando mais segurança e resiliência”, constituindo um dos investimentos públicos de maior escala na rede de estradas açoriana nos últimos anos.

A direção da Câmara do Comércio e Indústria de Ponta Delgada (CCIPD) defende que a crescente relevância económica e reputacional da Marca Açores torna indispensável o reforço imediato dos mecanismos de fiscalização associados à sua utilização.
Conforme avançado pela associação empresarial em comunicado enviado às redações, este posicionamento surge num momento em que a marca se consolidou como um instrumento estratégico para a valorização e diferenciação da produção regional, tanto no mercado interno como no exterior.
A estrutura liderada pela direção da CCIPD entende que o controlo e as auditorias não devem limitar-se à verificação dos critérios de certificação. Para a associação, é prioritário fiscalizar as quantidades de produtos comercializados sob este selo, assegurando uma total rastreabilidade e correspondência entre o volume efetivamente produzido e o que é colocado no mercado.
Segundo o documento partilhado pela entidade sediada em Ponta Delgada, a credibilidade do sistema assenta na confiança, o que exige regras claras e uma fiscalização efetiva. A CCIPD sublinha que blindar a Marca Açores significa proteger as empresas locais que investem diariamente na autenticidade e na qualidade, garantindo que a reputação deste ativo económico permaneça inquestionável nos mercados nacionais e internacionais.

O talento e a inovação tecnológica dos jovens açorianos estiveram em grande destaque na etapa regional da 12.ª edição do «Apps for Good». Este prestigiado programa educativo tecnológico desafia alunos e professores a desenvolverem aplicações para smartphones ou tablets com foco no impacto social.
O encontro, que decorreu em Ponta Delgada, reuniu 11 projetos criados por estudantes de sete escolas provenientes de três ilhas do arquipélago. Todos os trabalhos apresentados procuraram responder a desafios reais das suas comunidades, em linha com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas.
Segundo a nota de imprensa enviada à nossa redação pelo CDI Portugal, entidade promotora da iniciativa, as grandes vencedoras da jornada foram a Escola Básica 1,2,3/S/JI de São Roque do Pico e a Escola Secundária Jerónimo Emiliano de Andrade, da ilha Terceira. Ambas as comitivas asseguraram a representação dos Açores na grande final nacional, marcada para o próximo mês de setembro.
Na categoria do Ensino Secundário, o grande vencedor foi o projeto «Elite Fishing», desenvolvido pelos alunos da ilha do Pico na Escola EB1,2,3/S/JI de São Roque do Pico. Esta plataforma promove experiências de pesca e turismo sustentável com um forte cariz comunitário. A equipa acompanha os utilizadores para incentivar o contacto com a natureza e, ao mesmo tempo, a app inclui uma funcionalidade solidária de doação de peixe.
Já na categoria do Ensino Básico, o primeiro lugar sorriu à Escola Secundária Jerónimo Emiliano de Andrade com a aplicação «Travel Buddy». Trata-se de um guia turístico interativo que recorre à realidade aumentada para mostrar imagens históricas de locais e monumentos através da câmara do telemóvel, permitindo ainda a criação de roteiros personalizados para quem visita a região.
O evento atribuiu também o Prémio do Público, que foi conquistado pelo projeto «Encontra PET», da EB 1,2,3/JI de Vila de Capelas, de São Miguel. Esta aplicação hiperlocal utiliza inteligência artificial e geolocalização por freguesia para ajudar a cruzar dados e encontrar animais perdidos de forma mais eficaz do que as tradicionais publicações nas redes sociais.
O encontro regional contou ainda com a participação ativa e dinâmica de outras escolas de referência, nomeadamente a Escola Básica Integrada de Rabo de Peixe, a EB1,2/JI Canto da Maia, a EB 1,2,3/S Cardeal Costa Nunes e a EB1,2,3/JI/S/EA Tomás de Borba.
Para João Baracho, diretor executivo do CDI Portugal, o desempenho dos estudantes açorianos reforça o valor desta iniciativa que, ao longo de 12 anos, já envolveu mais de 32 mil alunos no país. O responsável sublinhou em comunicado que “o Apps for Good continua a demonstrar a enorme capacidade dos jovens para pensar soluções inovadoras com impacto real nas suas comunidades”.
O diretor da entidade promotora concluiu ainda que estes projetos são a prova viva de que “a tecnologia, quando aliada à educação e à criatividade, é uma poderosa ferramenta de transformação social.”

As XXIII Grandes Festas do Divino Espírito Santo vão decorrer em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, entre os dias 9 e 12 de julho, assumindo-se novamente como um dos maiores acontecimentos religiosos, culturais e turísticos dos Açores. A garantia foi dada pelo presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada, Pedro Nascimento Cabral, numa conferência de imprensa detalhada numa nota de imprensa enviada à nossa redação. O autarca sublinhou que a programação foi inteiramente concebida para preservar e dignificar o culto ao Divino Espírito Santo, destacando o forte envolvimento das 24 Juntas de Freguesia do concelho, de várias mordomias, instituições, empresas locais e de um vasto corpo de voluntários que asseguram o sucesso das festividades ano após ano.
Durante a apresentação oficial do certame no Salão Nobre dos Paços do Concelho, o líder da autarquia não escondeu o entusiasmo pela retoma desta celebração de cariz comunitário. “Trata-se de uma celebração que mobiliza todo o concelho e que só é possível graças ao envolvimento das nossas freguesias, das mordomias, das instituições, dos patrocinadores e de um vasto conjunto de voluntários que, ano após ano, se unem para honrar esta grande devoção do povo açoriano”, afirmou Pedro Nascimento Cabral. O autarca reforçou que o Espírito Santo é o “símbolo máximo da devoção do povo dos Açores”, refletindo a identidade construída ao longo de quase seis séculos de história, e vincou a importância de transmitir às novas gerações e à diáspora espalhada pelo mundo os valores da solidariedade, partilha e fraternidade.
O impacto económico e a crescente dimensão turística do evento foram também eixos centrais no discurso do autarca, que comparou a relevância destas festas ao impacto das celebrações do Senhor Santo Cristo dos Milagres, considerando-as um marco fundamental de atração para a ilha de São Miguel. No que diz respeito à programação concreta, que engloba cerca de 30 iniciativas, o vice-presidente da Câmara de Ponta Delgada, Pedro Furtado, explicou que o programa arranca na quinta-feira, 9 de julho, com propostas culturais que incluem a exposição de fotografia “Divino em Objetiva 25” da Associação de Fotógrafos Amadores dos Açores, a inauguração da tenda do Espírito Santo de Alenquer e a apresentação do livro “Terras do Espírito Santo”, de Teresa Tomé. A noite inaugural ficará ainda marcada pela conferência proferida pelo Monsenhor José Medeiros Constança e por um concerto da Sinfonietta de Ponta Delgada.
Os dias seguintes vão concentrar os momentos mais emblemáticos da tradição açoriana no centro da cidade. Na sexta-feira, dia 10 de julho, cumpre-se a habitual Mudança da Bandeira do Divino Espírito Santo em direção aos Paços do Concelho, seguida da abertura do Quarto do Espírito Santo, da bênção da despensa e do tradicional concurso de massa sovada, com a animação musical a cargo da Banda Musicale Giovanile John Lennon e do grupo Amigos do Divino. O fim de semana trará os momentos de maior comunhão popular, começando no sábado com a distribuição de pensões, a abertura do Triato e a emblemática Partilha Popular das Sopas do Espírito Santo no Campo de São Francisco. Na mesma tarde, as artérias da Avenida Marginal acolhem o grandioso Cortejo Etnográfico das 24 freguesias, terminando a noite com cantigas ao desafio, o concerto “Vozes do Divino” com o tenor Carlos Guilherme e a atuação do consagrado artista José Cid no Pavilhão do Mar. As festividades encerram no domingo, 12 de julho, com a Missa da Coroação na Praça Gonçalo Velho Cabral, o Bodo de Leite e a imponente Grande Coroação dos Impérios do Espírito Santo, culminando os festejos com os concertos da Banda Myrica Faya e da Orquestra Ligeira de Ponta Delgada.

A vereadora da Câmara Municipal de Ponta Delgada, Cristina do Canto Tavares, marcou presença no lançamento do livro “Abraços de Histórias”, uma publicação cuja edição contou com o apoio financeiro e logístico da autarquia micaelense. Segundo a nota de imprensa enviada pela instituição à nossa redação, a obra reúne um total de 16 histórias escritas e ilustradas pelos próprios alunos, tendo sido desenvolvida sob a coordenação pedagógica das professoras Ana Isabel D’Arruda e Patrícia Domingues no decorrer do ano letivo.
Durante a sessão de apresentação do livro, editado pela Nova Gráfica, a representante do município sublinhou o impacto da iniciativa no desenvolvimento das competências dos jovens autores. “Desejo-vos um futuro muito promissor e brilhante”, afirmou Cristina do Canto Tavares, acrescentando que os alunos “nunca devem deixar de acreditar que tudo é possível, desde que haja vontade, dedicação e trabalho”. A vereadora manifestou o desígnio de continuar a apoiar projetos que estimulem a leitura, a escrita e a criatividade, instando a comunidade escolar a desafiar as instituições públicas para a concretização de atividades com impacto na formação infantojuvenil.
O apoio a esta publicação foi enquadrado pela autarquia na estratégia corrente para o setor da educação no concelho vizinho. Na ocasião, Cristina do Canto Tavares referiu ainda que, a par do investimento na beneficiação e construção de edifícios escolares, o município tem procedido ao reforço da Rede de Bibliotecas Escolares através da oferta de livros e de equipamentos informáticos às escolas públicas do primeiro ciclo.

A autarquia de Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, anunciou a adjudicação das obras de requalificação da rede de iluminação pública na Avenida do Mar, na freguesia de São Roque. O investimento camarário ascende a 463.825,97 euros e foi confiado à empresa VOLT & MEIO – Engenharia e Montagens. Com um prazo de execução fixado em 120 dias, a empreitada surge da necessidade urgente de modernizar as infraestruturas existentes e de acompanhar as exigências técnicas e funcionais de um espaço urbano em constante crescimento.
Segundo o comunicado emitido pela Câmara de Ponta Delgada, a intervenção foca-se na melhoria das condições de luminosidade de uma artéria que se consolidou, nos últimos anos, como um ponto central de convivência e lazer ao ar livre. “Esta é uma intervenção importante para reforçarmos a qualidade, a segurança e a eficiência de uma das zonas mais frequentadas do concelho, quer pela população local, quer pelos muitos turistas que nos visitam ao longo do ano”, sublinha o autarca Pedro Nascimento Cabral, apontando a forte atratividade daquela frente marítima para as famílias e para os jovens que valorizam a proximidade com o mar.
O líder do executivo municipal destaca ainda que a Avenida do Mar é diariamente utilizada para a prática de atividade física, acolhendo praticantes de jogging, caminhadas e ciclismo, potenciados pela ciclovia ali instalada. “Queremos continuar a valorizar esta zona costeira da freguesia de São Roque, proporcionando melhores condições de mobilidade, conforto e segurança a todos os que ali circulam”, acrescenta o presidente da autarquia, justificando o esforço financeiro na requalificação do mobiliário urbano e dos sistemas de energia.
A autarquia relembrou ainda que este projeto dá continuidade a um plano mais vasto de beneficiação daquela zona balnear. No decurso do anterior mandato autárquico, o município já tinha promovido a substituição da rede de drenagem e de recolha de águas pluviais na Rua dos Caçadores e na própria Avenida do Mar, numa obra que, na altura, representou um investimento superior a 160 mil euros. “Temos vindo a concretizar um trabalho contínuo de qualificação das infraestruturas e dos espaços públicos do concelho, através de investimentos estruturantes que melhoram a qualidade de vida da população e reforçam a atratividade de Ponta Delgada”, conclui Pedro Nascimento Cabral.

O centro comercial Parque Atlântico, em Ponta Delgada, volta a abrir as suas portas a uma iniciativa de saúde pública, promovendo a realização de rastreios cardiovasculares gratuitos. A ação decorre este sábado, dia 30 de maio, entre as 11h00 e as 19h00, no Piso 0 do complexo, mesmo junto à loja Massimo Dutti.
Segundo o comunicado de imprensa enviado pela organização, o evento surge integrado nas comemorações do Mês do Coração, que se assinala globalmente ao longo de maio. Para dar corpo à iniciativa, o centro comercial estabeleceu uma parceria estratégica com o Hospital CUF Açores, cujos profissionais de saúde estarão no local para efetuar os testes e dialogar com os visitantes.
O grande objetivo deste rastreio é sensibilizar a comunidade local, e quem visita o espaço, para a extrema importância da prevenção das doenças cardiovasculares. Através desta avaliação rápida, pretende-se incentivar a adoção de hábitos de vida mais saudáveis e alertar para a necessidade de um controlo regular de parâmetros de saúde essenciais, que muitas vezes passam despercebidos no dia a dia.
A administração do centro destaca que o espaço assume uma responsabilidade que vai muito além da experiência de compras, procurando aportar valor social direto através de parcerias com entidades de referência na região, como é o caso da CUF.

O presidente do Governo regional dos Açores, José Manuel Bolieiro, defendeu esta segunda-feira, 25 de maio, a necessidade de afirmar o arquipélago como um exemplo global de desenvolvimento sustentável, alicerçado na autonomia política e na união de todas as ilhas. De acordo com a nota informativa com o discurso integral enviado pelo executivo açoriano, as declarações foram proferidas no Teatro Micaelense, em Ponta Delgada, durante a Sessão Solene Comemorativa do Dia da Região Autónoma dos Açores. O líder do executivo aproveitou o momento simbólico que marca as cinco décadas de Autonomia Política para sublinhar o orgulho na identidade do povo açoriano, declarando que, “hoje, com elevado orgulho, celebramos Açores. Celebramos açorianidade nesta segunda-feira do Divino Espírito Santo”.
Ao longo da sua intervenção na sessão que homenageou a condição de Ponta Delgada como Capital Portuguesa da Cultura 2026, o governante recordou o percurso histórico do arquipélago, lembrando que a autonomia nasceu da democracia conquistada com o 25 de Abril e foi consolidada com a Constituição de 1976. Para José Manuel Bolieiro, este processo permitiu transformar profundamente a realidade quotidiana das populações locais através da recuperação de enormes atrasos estruturais nas últimas décadas. O chefe do executivo salientou a evolução em áreas essenciais como a saúde, indicando que a região passou de 90 médicos em 1977 para cerca de 900 profissionais na atualidade, num universo de mais de 6.148 profissionais de saúde em funções. No plano económico, o governante evidenciou que o PIB per capita regional subiu de 45% da média nacional em 1974 para 88% em 2026, sustentando que “os açorianos criam riqueza e emprego, como nunca, e, só assim, se pode combater a pobreza histórica”, com um recorde superior a 120 mil pessoas empregadas.
Num discurso focado na coesão territorial, o presidente do governo deixou claro que o sucesso do arquipélago depende diretamente da valorização mútua e da solidariedade entre as nove ilhas, considerando que “a unidade é força transformadora e promotora do desenvolvimento de todas as ilhas, não deixando nenhuma ilha para trás, num processo de desenvolvimento harmónico e integral dos Açores”. Perante o atual cenário de instabilidade geopolítica internacional, o líder açoriano defendeu que a região deve afirmar-se como um espaço de estabilidade e responsabilidade institucional, funcionando como uma referência contrária aos conflitos globais através da aposta firme nas transições climática, digital e energética. “O mundo precisa de exemplos e de faróis. E os Açores são hoje um exemplo e um farol”, reforçou, destacando o papel pioneiro das ilhas na proteção do oceano e na antecipação das metas globais de sustentabilidade ambiental.
A fechar a sua alocução na sessão solene, José Manuel Bolieiro abordou a relevância geoestratégica dos Açores enquanto ponte no Atlântico para Portugal, para a União Europeia e para a NATO, coincidindo com os 40 anos de integração europeia do país. O governante vincou que a condição ultraperiférica da Região deve ser conciliada com a sua crescente centralidade tecnológica, científica e de conhecimento do futuro, visando o desenvolvimento de economias de alta precisão no mar, no espaço e em terra. O presidente do governo terminou com um apelo à mobilização coletiva de todas as gerações para “conjugar a região de necessidades que somos com a região de oportunidades que queremos ser”, transformando a incerteza geográfica em ambição coletiva.

O Hospital do Divino Espírito Santo, em Ponta Delgada, recebeu as primeiras três viaturas elétricas de um lote de 76 destinadas a reforçar a frota do Serviço Regional de Saúde, num investimento integrado no Plano de Recuperação e Resiliência que visa aproximar os cuidados médicos dos cidadãos açorianos. A entrega dos veículos decorreu na sexta-feira, 22 de maio, e foi assinalada numa cerimónia presidida pela secretária regional da Saúde e Segurança Social, Mónica Seidi, que, em nota enviada à imprensa pela tutela, sublinhou o impacto desta modernização na melhoria das condições de segurança e na operacionalidade diária dos profissionais que servem a comunidade regional.
Esta renovação automóvel assume particular relevância ao substituir veículos com várias décadas de uso, garantindo uma resposta mais célere e eficaz às necessidades dos utentes em todas as ilhas. Conforme explicou a governante na mesma ocasião, “esta aposta permite continuar a aproximar os cuidados de saúde das pessoas e representa um investimento estratégico em todas as ilhas dos Açores, renovando a frota automóvel e possibilitando uma resposta ainda mais eficaz às necessidades dos utentes”. Paralelamente ao reforço logístico, o hospital de referência da ilha de São Miguel foi também dotado de novos recursos tecnológicos de vanguarda no âmbito da segunda candidatura ao PRR — a qual prevê a aquisição de 165 equipamentos para as várias unidades de saúde dos Açores, encontrando-se já mais de metade do material entregue.
Entre as principais novidades tecnológicas agora alocadas ao hospital destacam-se um sequenciador de nova geração (NGS), avaliado em 398.142 euros, um sistema EBUS para eco vídeo broncoscopia, que representou um custo de 156.250 euros, e um sistema de deteção de gânglio sentinela vocacionado para a área do cancro da mama, num valor de 31.500 euros. Mónica Seidi fez questão de frisar que estes investimentos traduzem-se num “reforço muito significativo da capacidade tecnológica e clínica” na Região Autónoma, com impactos diretos no diagnóstico laboratorial, na diferenciação hospitalar e na eficácia do rastreio do cancro do pulmão.
A terminar, a secretária regional enalteceu publicamente o esforço das administrações e dos técnicos envolvidos, destacando “o trabalho muito intenso das equipas” para assegurar o cumprimento das metas estipuladas pelo plano de modernização europeu.