
O presidente da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, Luís Garcia, disse esta quinta-feira, 8 de maio, que “fixar jovens nos Açores não pode ser apenas um desejo — tem de ser um desígnio local e regional”, reforçando que o futuro das ilhas depende da capacidade coletiva de criar condições reais de atratividade para as novas gerações.
Segundo nota de imprensa enviada às redações, as declarações foram proveridas no sexto encontro do roteiro “Açores com Futuro – Jovens que Inspiram”, realizado esta manhã, na Escola Básica e Secundária da Graciosa, perante uma plateia de cerca de 150 alunos do ensino secundário e profissional.
“Só com políticas públicas eficazes numa verdadeira sintonia entre os setores público e privado é que conseguimos criar as condições certas para que os jovens escolham ficar”, salientou o presidente da Assembleia Legislativa.
Na ocasião, Luís Garcia alertou também para a importância de manter o equilíbrio no desenvolvimento local: “É essencial garantir que todas as áreas, como a restauração ou a oferta de serviços, também se desenvolvem, para que as nossas ilhas sejam verdadeiramente atrativas para viver”.
“Bem sei que para que vocês, jovens, possam escolher ficar, regressar ou investir aqui, é fundamental que, além de oportunidades profissionais, tenhamos também qualidade de vida, cultura, lazer e uma oferta de serviços mais diversificada, tudo isso sem perder a identidade da ilha”, afirmou Luís Garcia.
“A Érica Silva, ao dar continuidade à ‘Quinta da Corneta’, não está apenas a cultivar meloas, mas a dar um exemplo de como a agricultura local é tão essencial; o João Bettencourt, na ‘Casa Agrícola Bettencourt & Bettencourt’, está a valorizar a tradição agrícola da ilha; o Duarte Silva, no parque eólico ‘Graciólica’, não só está a impulsionar a energia renovável, mas a contribuir para a transição energética que é crucial para a sustentabilidade da nossa Região; já a Carolina Machado, como professora primária, não só ensina, mas está a formar as futuras gerações para termos uma sociedade melhor preparada”, concluiu Luís Garcia.