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Candidaturas ao Estagiar U de 1 a 31 de maio

© SRJHE

As candidaturas ao Estagiar U decorrem de 1 a 31 de maio em simultâneo para jovens e entidades promotoras deste programa de estágio profissional em contexto real de trabalho para jovens estudantes, com residência nos Açores, a frequentar o ensino superior em cursos de licenciatura, mestrado e pós-graduação.

As candidaturas devem ser submetidas em empregojovem.azores.gov.pt, informa a Secretaria Regional da Juventude, Habitação e Emprego, através da Direção Regional de Qualificação Profissional e Emprego.

Os estágios têm a duração de um mês e podem decorrer nos meses de julho, agosto ou setembro, com início e fim no mesmo mês, com um horário semanal máximo de 25 horas, em horário idêntico ao praticado pela entidade promotora.

Podem promover programas de estágio no âmbito do Estagiar U as empresas privadas, as cooperativas, as empresas públicas e as entidades sem fins lucrativos.

Aos jovens é atribuída uma compensação pecuniária no valor atual da retribuição mínima mensal garantida na região.

Este montante é reduzido em 30% quando o jovem opte por não frequentar uma oficina de formação certificada com carga horária não inferior a 20 horas, em formato e-learning e em horário pós-laboral em áreas como empreendedorismo, desenvolvimento pessoal, inteligência artificial e educação mediática e cibersegurança, nos termos fixados no despacho publicado em Jornal Oficial.

Alunos do Nordeste propõem medidas de proteção do património

© CM NORDESTE

A Câmara Municipal do Nordeste lançou um desafio aos alunos da escola profissional para assinalarem o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, iniciativa que, em 2026, se centra na resposta de emergência em contexto de conflitos e desastres tendo em consideração o atual contexto de recuperação do país após uma sucessão de fenómenos meteorológicos extremos.

O município foi à escola desenvolver uma sessão com as turmas dos cursos de desporto e hotelaria que abordou o tema “Do território ao património vivo: o PDM como instrumento de ação climática e ferramenta de proteção em caso de catástrofe”. A iniciativa desafiou-os a pensar, num contexto global de alterações climáticas, em medidas concretas que o município poderá adotar para proteger o património arquitetónico e cultural do concelho.

Posteriormente, os formandos visitaram os Paços do Concelho para apresentarem as suas propostas para proteção de património local que os próprios selecionaram.

O vice-presidente da Câmara do Nordeste, Marco Mourão, esteve presente na apresentação, assim como a vereadora de Ação Social, Sara Sousa, tendo considerando as exposições coerentes e sensíveis face ao que foi proposto, especificamente a proteção do património num cenário climático cada vez mais instável, demonstrando também conhecimento do património mais evidente do concelho.

Num total de cinco grupos, os alunos dos dois cursos foram desafiados a identificar uma zona do concelho que considerassem ser de risco e onde encontrassem um exemplo de património a proteger; deveriam analisar o valor material e imaterial do imóvel e ainda investigar sobre a existência de medidas de proteção já existentes; por fim, pedia-se que propusessem medidas concretas para proteger o local escolhido e que indicassem o contributo dessas medidas para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU.

Numa semana, os formandos conseguiram demonstrar, através do trabalho apresentado, que conhecem o património do concelho, que identificam o seu valor cultural para a comunidade, que medidas preventivas de preservação devem ser tomadas e a sua implicação direta ao nível da sustentabilidade.

Foram apresentados trabalhos sobre as casas antigas da Fajã do Araújo, Boca da Ribeira, Parque da Ribeira dos Caldeirões, ermida da Senhora do Pranto/Pocinho e o farol do Arnel.

Ordens Profissionais na Saúde: Para que servem?

Luís Duarte
Fisioterapeuta

Em Portugal, as Ordens Profissionais em saúde – como as dos Médicos, Enfermeiros, Farmacêuticos, Fisioterapeutas ou Nutricionistas – têm como missão salvaguardar a qualidade dos cuidados e proteger a população, assegurando que o exercício das respetivas profissões é realizado com competência, responsabilidade e respeito pelos princípios deontológicos. Estas entidades não são sindicatos nem meras associações representativas: são instituições de direito público, criadas por lei, dotadas de autonomia administrativa e disciplinar e com o objetivo de servir o interesse público.

Ao contrário do que por vezes se afirma, as Ordens não existem para defender os profissionais, mas para garantir que esses profissionais asseguram o bem-estar dos cidadãos. Aliás, esta estrutura cumpre um duplo propósito: por um lado, garantir a qualidade técnica e ética do exercício profissional, e por outro, proteger a sociedade de práticas inadequadas ou de falsos profissionais que possam colocar em risco a saúde pública.

A inscrição na Ordem é obrigatória para a prática profissional. A existência de um código deontológico, de processos de acreditação e de mecanismos disciplinares confere à população uma confiança acrescida nos serviços de saúde. Quando um cidadão recorre a um fisioterapeuta, enfermeiro ou médico com cédula profissional válida, tem a garantia de que esse profissional cumpre padrões mínimos de formação, atualização e conduta. No entanto, o papel das Ordens vai além da regulação: são também agentes de desenvolvimento profissional e social. Promovem a formação contínua, a reflexão ética e a melhoria dos serviços de saúde, participam na elaboração de pareceres legislativos, colaboram com instituições de ensino, contribuem para a definição de políticas públicas e ajudam a moldar um sistema mais equitativo e eficiente.

Nos Açores, num território insular disperso e desafiante, a presença ativa das Ordens é ainda mais relevante. Uma Ordem próxima dos profissionais e das comunidades pode identificar desigualdades no acesso, apoiar a fixação de recursos humanos qualificados e contribuir para soluções que respeitem a realidade local. A existência de estruturas regionais, como as secções e direções regionais, permite aproximar a regulação da realidade profissional, respeitando as especificidades de cada ilha.

Em última análise, a saúde da população beneficia quando existe uma boa articulação entre as Ordens e as instituições públicas de saúde. O diálogo entre quem regula e quem governa deve ser permanente e construtivo. Cabe às Ordens propor caminhos, alertar para riscos e defender padrões éticos e técnicos que sustentem a confiança da sociedade, e cabe aos decisores políticos auscultar e respeitar as Ordens.

Contudo, esse diálogo deve manter fronteiras bem definidas. A independência das Ordens depende também da perceção pública de que não há sobreposição entre funções regulatórias e responsabilidades políticas. Por essa razão, seria desejável a criação de um mecanismo legal que impedisse que ex-dirigentes de Ordens Profissionais assumissem cargos políticos ou governamentais imediatamente após cessarem funções, estabelecendo um intervalo mínimo que assegurasse a separação entre quem regulou e quem passa a governar. Embora tal medida ainda não exista na legislação portuguesa, a sua criação poderia reforçar a confiança pública nas Ordens.

Num tempo em que proliferam informações falsas nas redes sociais, aplicação de terapias sem evidência científica e a presença de profissionais não qualificados, as Ordens representam uma barreira contra essa desinformação e a mercantilização da saúde. A proteção do título profissional e o combate à prática ilegal não são apenas questões corporativas, são atos de cidadania e defesa do bem comum.

Por tudo isto, as Ordens Profissionais na área da saúde são parte integrante do sistema de proteção da sociedade. A sua ação discreta, muitas vezes invisível ao grande público, é fundamental para garantir que os cuidados prestados são seguros, éticos e baseados na melhor evidência disponível. Quando as Ordens cumprem bem o seu papel, todos ganham: os profissionais, que trabalham com dignidade; o Sistema de Saúde, que se torna mais sustentável; e, acima de tudo, os cidadãos, que podem confiar plenamente nos cuidados que recebem.

 

Escola Profissional promove seminário sobre Saúde no Nonagon

Segundo a diretora pedagógica da escola lagoense, a iniciativa pode vir a estender-se a outras escolas numa próxima oportunidade

© DL

Os alunos do terceiro ano do curso Técnico Auxiliar de Saúde, da Escola Profissional INETESE, com sede no lugar da Atalhada, na Lagoa, promoveram esta quinta-feira, 19 de dezembro, uma palestra denominada “Desafios e Estratégias de Apoio a Populações Vulneráveis: Cuidado e proteção em contexto de saúde”.

A diretora pedagógica da INETESE, Sónia Cabral, em declarações ao Diário da Lagoa, fez um balanço do acontecimento, salientando que “o feedback dos alunos foi muito positivo”, apesar de no início estarem “nervosos com a apresentação”. Sónia Cabral concluiu que os estudantes estiveram “muito bem” e lança o desafio para que numa “próxima oportunidade” se faça o convite a outras escolas para participarem do seminário.

A iniciativa decorreu no Nonagon, na freguesia de Nossa Senhora do Rosário e teve como oradoras a enfermeira Maria José Garcia, diretora de Enfermagem do Centro de Saúde da Lagoa, a psicóloga Emanuela Braga, gestora do Gabinete de Apoio à Vítima de Ponta Delgada, da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV), e a socióloga Marina Aguiar, em representação da Associação de Imigrantes nos e que lançou o desafio aos alunos de organizar a palestra.

Após a sessão, os alunos puderam colocar questões sendo que, segundo a organização, “ficou evidente que é imprescindível implementar estratégias claras e eficazes para enfrentar os desafios associados à vulnerabilidade. Apenas assim será possível promover uma saúde mais justa, equitativa e verdadeiramente acessível a todos, independentemente de sua condição social, origem ou contexto de vida.”