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Ordem dos Assistentes Sociais instala sede regional na Lagoa

O Núcleo Territorial dos Açores passa a estar sediado na cidade da Lagoa, num passo estratégico para a afirmação da profissão e para o reforço da justiça social em todo o arquipélago

© CM LAGOA

A cidade da Lagoa, na ilha de São Miguel, passou a acolher a sede do Núcleo Territorial dos Açores da Ordem dos Assistentes Sociais, num passo estratégico para a afirmação desta classe profissional no arquipélago açoriano. O momento solene foi assinalado pelo descerramento de uma placa comemorativa pelo presidente da Câmara Municipal da Lagoa, Frederico Sousa, que se fez acompanhar pela presidente do respetivo Núcleo, Paula Andrade. Segundo a nota de imprensa enviada pela autarquia lagoense, a instalação desta estrutura no concelho simboliza um compromisso reforçado com a proximidade e o fortalecimento das respostas sociais em todas as ilhas, unindo profissionais e entidades locais em torno da promoção da justiça social.

A cerimónia, que reuniu diversos representantes da Ordem, especialistas da área e figuras da comunidade local, coincidiu com as celebrações do Dia Mundial do Serviço Social. Durante a sua intervenção, Frederico Sousa sublinhou que “a presença do Núcleo Territorial dos Açores da Ordem dos Assistentes Sociais representa um passo significativo no reforço das redes de cooperação e no reconhecimento do trabalho fundamental desenvolvido pelos assistentes sociais junto das comunidades”. O autarca aproveitou o momento para vincar a identidade da Lagoa como um território que privilegia a inclusão, afirmando que “num concelho que valoriza a coesão social e o apoio às pessoas, é com grande satisfação que a Lagoa acolheu este momento, reafirmando o compromisso do município com iniciativas que promovem uma sociedade mais justa, solidária e inclusiva”.

Com esta nova centralidade, a Ordem dos Assistentes Sociais pretende consolidar a sua estrutura de apoio na Região Autónoma, garantindo uma rede mais robusta e presente no quotidiano dos cidadãos.

Jornalismo de proximidade, a voz dos leitores

Clife Botelho
Diretor do Diário da Lagoa

Hoje, relembro julho de 2021, data em que Sara Sousa Oliveira, na altura correspondente nos Açores para órgãos de comunicação social nacionais, me passou o cargo de Diretor do Diário da Lagoa. Mantenho-me nessa função até hoje, a coordenar uma equipa de colaboradores que vai além dos dois efetivos que somos. A nossa força reside, também, em todos os que colaboram connosco em prol dos valores que representamos.

Para quem não sabe, a Sara, de 36 anos, e eu, de 41, somos um casal com dois filhos, de três e seis anos, e, sobretudo, uma família. O Diário da Lagoa pertence, na verdade, a uma empresa familiar — a nossa editora, a Narrativa Frequente — que labuta diariamente como muitas outras empresas da nossa região. É a luta de uma família e de todos aqueles que nos estimam e que, connosco, fazem muitos sacrifícios.

Sendo natural de Santo António, em Ponta Delgada, e depois de sete anos a viver em Lisboa, escolhi a Lagoa para ser a minha casa e o meu ponto de partida para o mundo. É assim que damos continuidade a um projeto que, todos os dias, tem crescido de forma consolidada no que diz respeito às audiências e que ficou ainda mais acessível com um novo site, lançado em julho de 2023. O nosso sítio online permite a adesão de subscritores que, por conseguinte, também podem apoiar, participar e acompanhar o jornal, formando uma comunidade de leitores. Neste sentido, somos inspirados pelos denominados “Média Alternativos”, que tentam alicerçar-se nos leitores que contribuem para o projeto.

Disponibilizar uma ferramenta que permite aos leitores apoiar um jornal local trata-se, igualmente, e muito mais, de criar proximidade, de envolver quem nos acompanha, lê e, nalguns casos, também escreve. E, no nosso site, quem se identifica com o projeto é livre de nos ajudar, por exemplo, subscrevendo as vezes que bem entender. O objetivo é mesmo contribuir, sem preconceito, para a continuidade do trabalho de quem gosta do que faz.

Apoiar o jornalismo é, por isso, fundamental para garantir que a informação alcança, de forma mais autêntica possível, um público global, dando voz a todos aqueles que de outra forma não seriam ouvidos. E, de facto, pela nossa experiência constatamos que o apoio de uma comunidade de leitores torna-nos mais fortes e independentes, porque quando o leitor contribui cria-se envolvimento e responsabilidade de parte a parte.

Por outro lado, acreditamos que o jornalismo de proximidade não gera concorrência, por isso também mantemos a parceria com o jornal centenário A Crença, bem como boas relações e cooperação com outros órgãos de comunicação regionais e nacionais. E, do mesmo modo, somos membros da Associação Nacional de Imprensa Regional, sócios da Associação Portuguesa de Imprensa, e este mês será o da sindicalização junto do Sindicato de Jornalistas, porque todos juntos somos mais fortes.

A nossa editora e jornal agregam, assim, o que vai além dos Açores: “notícias que contam” que podem também ter espaço noutros jornais e canais nacionais. Esse é o maior apoio e reconhecimento que se pode ter, pois não necessitamos de louvores nem menções honrosas, tal como nunca as teve o fundador do Diário da Lagoa que, na passagem de testemunho há seis anos, salientou que o maior reconhecimento vinha dos próprios leitores. E, de facto, os do Diário da Lagoa são especiais e não são só da Lagoa, pois o nosso título representa a nossa origem, mas o nosso conteúdo é universal.

Os quatro diretores deste jornal – Norberto Silveira Luís, Suzi Moniz, Sara Sousa Oliveira e eu, Clife Botelho – bem como os colaboradores que os acompanharam ao longo do tempo, foram os responsáveis pela casa que construíram. Ela conta e continua a contar a história da Lagoa, da ilha de São Miguel e dos Açores, tendo por base todos aqueles que estiveram e estarão sempre na sua fundação: os leitores.