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Variante às Capelas regista investimento superior a 45 milhões de euros com financiamento do PRR

A secretária regional das Infraestruturas visitou a obra de 8,3 quilómetros que ligará o noroeste de São Miguel a Ponta Delgada, num projeto que visa desviar o tráfego dos centros urbanos e mitigar inundações locais

A secretária regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas, Berta Cabral, realizou este sábado, 13 de junho, uma visita de acompanhamento às obras da Variante às Capelas, uma das principais infraestruturas rodoviárias atualmente em execução na ilha de São Miguel. O projeto representa um investimento global que ultrapassa os 45 milhões de euros, sendo financiado na sua maioria por fundos europeus através do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). De acordo com a nota de imprensa enviada pela tutela às redações, a empreitada engloba o projeto, a construção e a fiscalização, totalizando uma extensão de cerca de 8,3 quilómetros, acrescida de uma ligação de 1,4 quilómetros à vila das Capelas.

A nova via foi planeada para estabelecer a ligação rodoviária entre a vertente norte e a zona sul da ilha, permitindo uma conexão direta entre o noroeste de São Miguel e a cidade de Ponta Delgada. O traçado visa desviar o tráfego, nomeadamente de veículos pesados, do interior das freguesias e centros urbanos da periferia, com o objetivo de reduzir os tempos de deslocação e centralizar os acessos a infraestruturas de saúde e transportes, como o hospital, o aeroporto e o porto comercial. Os padrões técnicos aplicados na conceção da engenharia incluem ainda soluções de drenagem destinadas a mitigar os problemas de inundação que afetam ciclicamente algumas localidades daquela zona.

Do ponto de vista governamental, a tutela assume a obra como um eixo para o ordenamento do território e para a competitividade logística da ilha. A Secretária Regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas, Berta Cabral, afirma que, “ao tornar o território mais acessível e eficiente do ponto de vista logístico, esta infraestrutura contribui para aumentar a competitividade da região e a sua atratividade para investimento”. A governante acrescenta que, “mais do que uma obra rodoviária, a Variante às Capelas assume-se como um instrumento de coesão social e territorial. Ao reduzir assimetrias entre diferentes zonas da ilha, promove maior integração entre comunidades, acesso mais equilibrado a serviços e oportunidades e reforço da equidade territorial”.

A conclusão dos trabalhos visa dotar a rede viária regional de maior resiliência face a fenómenos climáticos e otimizar os fluxos de circulação de mercadorias e passageiros. Nas palavras enviadas pela tutela, o projeto “insere-se numa visão estratégica de desenvolvimento harmonioso dos Açores, aproximando territórios e fortalecendo a unidade regional, criando mais segurança e resiliência”, constituindo um dos investimentos públicos de maior escala na rede de estradas açoriana nos últimos anos.

Unidade de Saúde da Ilha Terceira recebe 17 viaturas num investimento de 816 mil euros

Financiado pelo PRR, o investimento visa reforçar o apoio domiciliário na ilha Terceira. A tutela anuncia ainda a contratação de três médicos de família e aponta para um total de 360 profissionais na instituição

© SRSSS

A Unidade de Saúde de Ilha Terceira (USIT) vai passar a contar com 17 novas viaturas, num investimento de 816 mil euros financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). A entrega dos veículos decorreu na Praia da Vitória, numa cerimónia que a Secretaria Regional da Saúde e Segurança Social apresentou como uma renovação integral da frota automóvel da instituição, alegando que uma atualização desta dimensão não ocorria há mais de duas décadas. Segundo a nota enviada à nossa redação pelo gabinete da secretária Mónica Seidi, o objetivo da medida é reforçar a segurança e as condições de trabalho dos profissionais nas deslocações diárias de apoio domiciliário e cuidados de proximidade na ilha.

Em declarações institucionais, a Secretária Regional, Mónica Seidi, afirmou que “a renovação integral da frota da Unidade de Saúde de Ilha Terceira representa um investimento essencial para garantir melhores condições de resposta à população e maior segurança aos profissionais de saúde”. A tutela anunciou também a intenção de contratar a breve prazo mais três Médicos de Medicina Geral e Familiar para a USIT, indicando que a taxa atual de cobertura de médico de família na ilha Terceira se fixa nos 95%.

Os dados fornecidos pelo Governo dos Açores apontam que a USIT encerrou o primeiro trimestre de 2026 com 360 profissionais integrados, o que representa um acréscimo de cerca de uma centena de trabalhadores em comparação com o ano de 2019. Entre 2021 e 2026, o orçamento global alocado àquela unidade de saúde totalizou 2,4 milhões de euros, divididos entre modernização tecnológica, equipamentos e capacidade operacional. Perante estes valores, Mónica Seidi defendeu a estratégia do executivo, sublinhando: “Estamos a investir em pessoas, infraestruturas e inovação para garantir um Serviço Regional de Saúde mais resiliente, mais próximo e mais preparado para responder às necessidades dos açorianos, do Corvo a Santa Maria”.

Investimento do PRR traz novas viaturas elétricas e tecnologia de ponta ao Hospital do Divino Espírito Santo

Reforço operacional e tecnológico no maior hospital da região arranca com a entrega das primeiras viaturas ecológicas de um total de 76 destinadas aos Açores

© SRSSS

O Hospital do Divino Espírito Santo, em Ponta Delgada, recebeu as primeiras três viaturas elétricas de um lote de 76 destinadas a reforçar a frota do Serviço Regional de Saúde, num investimento integrado no Plano de Recuperação e Resiliência que visa aproximar os cuidados médicos dos cidadãos açorianos. A entrega dos veículos decorreu na sexta-feira, 22 de maio, e foi assinalada numa cerimónia presidida pela secretária regional da Saúde e Segurança Social, Mónica Seidi, que, em nota enviada à imprensa pela tutela, sublinhou o impacto desta modernização na melhoria das condições de segurança e na operacionalidade diária dos profissionais que servem a comunidade regional.

Esta renovação automóvel assume particular relevância ao substituir veículos com várias décadas de uso, garantindo uma resposta mais célere e eficaz às necessidades dos utentes em todas as ilhas. Conforme explicou a governante na mesma ocasião, “esta aposta permite continuar a aproximar os cuidados de saúde das pessoas e representa um investimento estratégico em todas as ilhas dos Açores, renovando a frota automóvel e possibilitando uma resposta ainda mais eficaz às necessidades dos utentes”. Paralelamente ao reforço logístico, o hospital de referência da ilha de São Miguel foi também dotado de novos recursos tecnológicos de vanguarda no âmbito da segunda candidatura ao PRR — a qual prevê a aquisição de 165 equipamentos para as várias unidades de saúde dos Açores, encontrando-se já mais de metade do material entregue.

Entre as principais novidades tecnológicas agora alocadas ao hospital destacam-se um sequenciador de nova geração (NGS), avaliado em 398.142 euros, um sistema EBUS para eco vídeo broncoscopia, que representou um custo de 156.250 euros, e um sistema de deteção de gânglio sentinela vocacionado para a área do cancro da mama, num valor de 31.500 euros. Mónica Seidi fez questão de frisar que estes investimentos traduzem-se num “reforço muito significativo da capacidade tecnológica e clínica” na Região Autónoma, com impactos diretos no diagnóstico laboratorial, na diferenciação hospitalar e na eficácia do rastreio do cancro do pulmão.

A terminar, a secretária regional enalteceu publicamente o esforço das administrações e dos técnicos envolvidos, destacando “o trabalho muito intenso das equipas” para assegurar o cumprimento das metas estipuladas pelo plano de modernização europeu.

Hospitais dos Açores entram na era da cirurgia robótica com investimento de 2,3 milhões de euros do PRR

O Hospital de Santo Espírito da Ilha Terceira acolheu a primeira intervenção cirúrgica ortopédica com recurso a tecnologia robótica na região, num passo histórico para a modernização do Serviço Regional de Saúde que chegará também ao Hospital Divino Espírito Santo, em Ponta Delgada

© MIGUEL MACHADO

O Serviço Regional de Saúde deu um passo histórico na modernização tecnológica e na diferenciação dos cuidados prestados aos utentes açorianos. O Hospital de Santo Espírito da Ilha Terceira (HSEIT) acolheu a primeira intervenção cirúrgica com recurso a um robô ortopédico na Região Autónoma dos Açores, assinalando o arranque oficial desta valência médica nas ilhas. De acordo com a nota de imprensa enviada pelo executivo regional, o momento foi presenciado pelo presidente do Governo dos Açores, José Manuel Bolieiro, que sublinhou o impacto desta inovação. “Estamos a inaugurar a possibilidade da robótica cirúrgica. Esta era uma necessidade e estamos hoje a celebrar este momento”, afirmou o governante, aproveitando a ocasião para deixar um reconhecimento público à administração hospitalar e aos profissionais do HSEIT pelo empenho em reforçar a capacidade de resposta aos doentes. “Este hospital tem instalações magníficas e profissionais briosos. O objetivo é aumentar a sua diferenciação, as suas capacidades e também torná-lo mais atrativo para mais profissionais”, acrescentou.

A introdução desta tecnologia de ponta resulta de um investimento estratégico global que ascende a 2,35 milhões de euros (acrescidos de IVA), financiado através do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), na componente destinada à modernização e requalificação da saúde. Este pacote financeiro permitiu a aquisição de dois sistemas de cirurgia robótica ortopédica: o equipamento agora estreado na Ilha Terceira, orçado em 1,25 milhões de euros, e um segundo sistema, no valor de 1,1 milhões de euros, destinado ao Hospital do Divino Espírito Santo (HDES), em Ponta Delgada, aproximando esta inovação também dos utentes de São Miguel. A cirurgia robótica destaca-se por permitir uma maior precisão nos procedimentos, um planeamento cirúrgico refinado, menor invasividade e uma recuperação pós-operatória visivelmente mais rápida e eficaz. O executivo antecipa elevados ganhos em saúde, traduzidos na redução do tempo de internamento, na diminuição das sessões de fisioterapia necessárias e na quebra de custos sociais indiretos, como o absentismo laboral, estando já previstos estudos específicos para avaliar o impacto clínico e operacional desta tecnologia.

O ato inaugural no bloco operatório contou ainda com a presença da secretária regional da Saúde e Segurança Social, Mónica Seidi, do presidente do Conselho de Administração do HSEIT, Paulo Diz, da diretora clínica, Rute Couto, da diretora do Bloco Operatório, Lisandra Martins, e da responsável pelo Bloco Operatório, Sandra Pavão. Após acompanharem o procedimento cirúrgico, a comitiva governamental e os responsáveis hospitalares prosseguiram com uma visita de trabalho à Unidade de Cuidados Intermédios Cardíacos (UCIC) e avaliaram o andamento das obras de instalação do novo angiógrafo, infraestruturas que complementam o forte investimento em equipamentos no hospital terceirense, que já soma 15 milhões de euros acumulados entre os anos de 2021 e 2026.

José Manuel Bolieiro recebe vice-presidente da Comissão Europeia para discutir futuro das verbas regionais

O encontro no Palácio de Santana entre o líder do Governo dos Açores e Raffaele Fitto marca um passo estratégico na defesa das Regiões Ultraperiféricas perante o novo quadro financeiro da União Europeia

© MIGUEL MACHADO/GRA

O presidente do Governo regional dos Açores, José Manuel Bolieiro, recebeu esta manhã, no Palácio de Santana, o vice-presidente executivo da Comissão Europeia para a Coesão e Reformas, Raffaele Fitto. A audiência de apresentação de cumprimentos, inserida numa deslocação oficial a Portugal que contempla Lisboa e o arquipélago, foca-se no diálogo sobre o futuro da política de coesão e na estratégia europeia para as Regiões Ultraperiféricas (RUP). Segundo nota enviada à redação pela Presidência do Governo Regional, este encontro assume uma importância crítica por ocorrer num momento determinante para a definição do próximo Quadro Financeiro Plurianual, que ditará os apoios europeus aos Açores nos próximos anos.

A visita é o culminar de um esforço diplomático iniciado no final de 2025, em Bruxelas, durante o High-Level Outermost Regions Forum, onde Bolieiro convidou formalmente o comissário europeu a visitar a Região. Para o líder do executivo açoriano, a presença de Fitto é um sinal de proximidade institucional. “Recebemos esta visita com grande apreço, pela atenção e compromisso que revela para com os Açores”, afirmou o presidente do Governo, que classificou o responsável europeu como “um verdadeiro aliado das Regiões Ultraperiféricas” e conhecedor profundo das especificidades e dos desafios que estes territórios enfrentam na atual fase de transição europeia.

Após a audiência inicial, a agenda prosseguiu com uma reunião de trabalho alargada a vários membros do Governo dos Açores, dedicada à apresentação da visão regional sobre as políticas e instrumentos financeiros da União Europeia. O programa da tarde reserva uma componente prática de visita ao terreno, com passagens pelo conjunto habitacional Trás-os-Mosteiros, financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), e pelo Ecoparque da Ilha de São Miguel (MUSAMI), projeto cofinanciado pelo FEDER.

José Manuel Bolieiro sublinhou que este contacto direto com as obras permite evidenciar “o impacto concreto das políticas europeias na vida dos açorianos”, reforçando a necessidade de uma política de coesão forte e ajustada à realidade insular. O governante expressou ainda o seu reconhecimento pela disponibilidade de Raffaele Fitto em regressar futuramente para uma visita mais alargada a outras ilhas do arquipélago.

Concurso para 144 lotes de terreno destinados a habitação própria abre na quarta-feira

São Miguel concentra a maioria dos terrenos disponíveis para construção. Candidaturas decorrem até 10 de abril com novos limites de rendimento para as famílias

© GRA

As famílias açorianas vão poder candidatar-se, a partir da próxima quarta-feira, 18 de março, a um dos 144 lotes de terreno infraestruturados destinados à construção de habitação própria permanente. O anúncio foi feito pelo presidente do Governo regional dos Açores, José Manuel Bolieiro, em Ponta Delgada, durante uma visita ao loteamento do Biscoito, na freguesia das Feteiras. De acordo com uma nota enviada pela Presidência do Governo Regional às redações, este projeto específico nas Feteiras representou um investimento de 1,4 milhões de euros através do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

A oferta agora disponibilizada distribui-se por quatro ilhas, com São Miguel a deter a maior fatia (114 lotes), seguida pelas Flores (14), São Jorge (10) e Santa Maria (6). Segundo a informação governamental, cerca de 80% destes terrenos resultam de um investimento total de 5,5 milhões de euros provenientes do PRR, enquanto os restantes foram financiados pelo Orçamento da Região (ORAA). Durante a visita, na qual esteve acompanhado pela secretária regional da Juventude, Habitação e Emprego, Maria João Carreiro, José Manuel Bolieiro afirmou que a iniciativa visa “reduzir obstáculos” e “dar previsibilidade aos investimentos”, lembrando que alguns destes terrenos estavam identificados há cerca de duas décadas sem nunca terem sido colocados à disposição das famílias.

Para além da cedência do solo, o programa prevê mecanismos de apoio financeiro que podem chegar aos 75 mil euros para a construção e cinco mil euros para projetos de arquitetura e especialidades. Com a recente revisão das condições de acesso no âmbito do ORAA 2026, o universo de beneficiários foi alargado, abrangendo agora agregados com rendimentos brutos mensais até 3.100 euros (no caso de casais com dois filhos). José Manuel Bolieiro sublinhou que o objetivo é responder às dificuldades de acesso ao mercado, sobretudo entre as camadas mais jovens. “Estamos a transformar sonhos em realidades. Queremos criar condições para que os jovens possam ter acesso à sua habitação, algo que hoje é particularmente difícil. O que estamos a fazer é tornar esse caminho menos difícil”, destacou o líder do executivo. Esta estratégia integra um esforço regional que prevê a criação de cerca de duas mil novas respostas habitacionais ao longo da próxima década.

Lagoa prevê entregar as primeiras casas do PRR ainda este ano

Escassez de mão de obra no setor da construção condiciona ritmo das novas obras habitacionais

© CM LAGOA

A Câmara Municipal da Lagoa, na ilha de São Miguel, confirmou que pretende iniciar, ainda durante este ano, a atribuição dos primeiros contratos de arrendamento de novas habitações construídas no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). O anúncio foi feito pelo presidente da autarquia, Frederico Sousa, durante uma visita técnica a dois dos principais estaleiros em curso no concelho.

O projeto com maior impacto localiza-se na zona da Longueira, em Santa Cruz, onde a Estratégia Local de Habitação prevê a disponibilização de 36 novas casas distribuídas por seis blocos habitacionais. Paralelamente, na freguesia de Nossa Senhora do Rosário, decorre a construção de duas frações de tipologia T2, destinadas a famílias já inscritas no Regulamento Municipal de Habitação.

De acordo com comunicação enviada às redações pela câmara, apesar do avanço das estruturas, a conclusão dos projetos enfrenta desafios logísticos. Durante a visita, os empreiteiros responsáveis pelas obras alertaram o executivo para a acentuada escassez de mão de obra no setor, um fator que tem condicionado o ritmo da construção civil na região.

Segundo a autarquia lagoense, a estratégia para os próximos meses passa também pela aquisição de novos terrenos. O objetivo é reforçar a oferta de habitação a custos controlados e promover modalidades de autoconstrução para famílias com rendimentos que, embora estáveis, não conseguem aceder ao atual mercado privado de arrendamento.

Lançada infraestruturação de 36 lotes para habitação nas Capelas

Investimento superior a 2,2 milhões de euros, financiado pelo PRR, pretende reforçar a oferta de habitação acessível no concelho de Ponta Delgada através da cedência de terrenos para autoconstrução

© SRJHE

A Vila das Capelas, na ilha de São Miguel, foi palco, no passado dia 20 de fevereiro, da cerimónia de lançamento da primeira pedra da empreitada de execução das infraestruturas de 36 lotes no loteamento de Nossa Senhora do Rosário.

De acordo com a nota de imprensa enviada pela Secretaria Regional da Juventude, Habitação e Emprego, a obra representa um investimento superior a 2,2 milhões de euros, financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). A intervenção, adjudicada à empresa Albano Vieira, S.A., tem um prazo de execução de 240 dias e visa a posterior cedência dos terrenos, via concurso público, a 36 famílias para a construção de habitação própria permanente, reforçando a oferta habitacional em Ponta Delgada.

Durante a cerimónia, a secretária regional da Juventude, Habitação e Emprego, Maria João Carreiro, enalteceu o início da construção desta nova resposta, destacando o impacto na qualidade de vida dos cidadãos. Segundo a governante, “um lote infraestruturado é a base que permite que a construção avance com rapidez, segurança e menor custo”, sendo que, através deste investimento público, o executivo açoriano está a “reduzir obstáculos, a dar previsibilidade aos investimentos e a criar confiança para quem quer construir a sua habitação”.

Maria João Carreiro assinalou ainda que esta é a última empreitada lançada no âmbito do investimento programado no PRR para a infraestruturação de 145 lotes na região, sublinhando que “infraestruturar terrenos é criar condições reais para que a oferta aumente e para que o sonho de uma casa própria deixe de ser adiado”.

A titular da pasta da Habitação explicou que as condições de acesso ao programa foram revistas para incluir jovens anteriormente excluídos, permitindo a acumulação da cedência dos lotes com outros apoios financeiros. Os beneficiários podem usufruir de uma comparticipação até cinco mil euros para projetos de arquitetura e de um apoio à autoconstrução que pode chegar aos 75 mil euros.

A governante aproveitou, por fim, a ocasião para vincar o esforço financeiro em curso, defendendo que “nenhum outro Governo colocou tanto esforço público na habitação pública”.

Vila Franca do Campo abre concurso para 30 habitações com renda apoiada

Medida, integrada na Estratégia Local de Habitação e financiada pelo Plano de Recuperação e Resiliência, disponibiliza 28 fogos na freguesia de São Pedro e dois em Ponta Garça

© CM VILA FRANCA DO CAMPO

O Município de Vila Franca do Campo, na ilha de São Miguel, abriu oficialmente um concurso por classificação para a atribuição de 30 habitações em regime de arrendamento apoiado. De acordo com um comunicado enviado às redações pela autarquia vilafranquense, esta iniciativa surge no âmbito da Estratégia Local de Habitação e do Programa 1.º Direito, sendo financiada através de verbas do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). O concurso, que foi aprovado em reunião ordinária do executivo a 14 de janeiro de 2026, foca-se na disponibilização de 28 fogos nos Edifícios de Habitação Multifamiliares Pão do Vigário, na freguesia de São Pedro, e de dois fogos situados na Rua Carreira Meio Moio, na freguesia de Ponta Garça, todos destinados a habitação permanente.

Segundo a Câmara Municipal, o principal objetivo desta medida é apoiar agregados familiares que se encontrem em condições habitacionais indignas e que não possuam capacidade financeira própria para aceder a uma habitação adequada. Para serem elegíveis, os candidatos devem ter idade igual ou superior a 18 anos e comprovar que residem ou exercem atividade profissional no concelho de Vila Franca do Campo há, pelo menos, cinco anos. Além disso, os titulares não podem ser proprietários de qualquer habitação em território nacional e devem cumprir os restantes critérios legais definidos pelo regulamento municipal e pela legislação em vigor sobre o arrendamento apoiado.

As candidaturas devem ser formalizadas num prazo de 10 dias úteis, contados a partir da data de publicação do respetivo aviso no Jornal Oficial da Região Autónoma dos Açores. O processo é realizado através de um formulário próprio, que se encontra disponível no sítio institucional da autarquia ou nos serviços de Ação Social e Educação, podendo ser entregue presencialmente ou remetido via correio eletrónico, desde que devidamente assinado de forma digital. Todas as informações detalhadas sobre os critérios de classificação, as tipologias das habitações e a documentação necessária estão acessíveis para consulta pública no site oficial da câmara.

Com base em fonte oficial do Município de Vila Franca, este concurso representa um reforço do compromisso da autarquia com o direito constitucional à habitação. A autarquia sublinha que a iniciativa visa promover “respostas concretas para as famílias do concelho com maiores dificuldades no acesso a uma habitação digna”, consolidando assim a política social de proximidade que tem vindo a ser implementada no concelho através da recuperação e disponibilização de novos fogos habitacionais.

Governo regional entrega 13 casas na Terceira e garante que habitação é prioridade

Investimento de 2,4 milhões de euros, inserido no PRR, beneficia 42 pessoas na Urbanização de São Brás. José Manuel Bolieiro sublinha que 100% dos procedimentos do PRR Habitação na ilha já estão lançados

© GRA

O presidente do Governo dos Açores, José Manuel Bolieiro, presidiu esta segunda-feira, 19 de janeiro, à cerimónia de entrega de 13 novas habitações multifamiliares na Urbanização de São Brás, na ilha Terceira, numa iniciativa que o governante classificou como a concretização de um compromisso público orientado para o bem-estar social.

Segundo uma nota enviada pelo Governo regional, este novo empreendimento, integrado no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), representou um investimento total de 2,4 milhões de euros e irá beneficiar 13 agregados familiares, num total de 42 pessoas. José Manuel Bolieiro sublinhou, na ocasião, que a responsabilidade do seu executivo passa por “fazer acontecer o desenvolvimento do bem-estar social, o apoio às pessoas e às famílias”, reforçando que estas são o “fim principal da missão governativa”.

As habitações, que incluem tipologias T2, T3 e T4, foram atribuídas em regime de arrendamento com opção de compra, permitindo que os arrendatários adquiram o imóvel após um ano de contrato. Este modelo pretende conferir maior estabilidade às famílias, tendo o concurso público registado uma elevada procura com 257 candidaturas. De acordo com a nota enviada pelo Governo regional, o líder do executivo destacou que a habitação é uma prioridade “absolutamente cristalina”, sendo um fator determinante para a felicidade e para os projetos de vida dos açorianos. “A habitação tem-se afirmado cada vez mais como uma das prioridades”, afirmou o presidente, apontando o PRR como uma “alavanca” distintiva para acelerar as respostas públicas nesta área.

No que diz respeito ao balanço da execução do PRR Habitação na ilha Terceira, o Governo dos Açores informou que todos os procedimentos já foram lançados, somando um investimento final de aproximadamente 25,1 milhões de euros. Atualmente, na ilha, contabilizam-se 37 casas concluídas e 39 em fase de construção, além de 192 intervenções de reabilitação entre obras terminadas e em execução. A nível de todo o arquipélago, os procedimentos para 767 respostas habitacionais já se encontram lançados, envolvendo um investimento global de 65 milhões de euros.